Texto de Solidão
►Exigência de Confiança
A rima hoje se entristece
Pelo acontecimento que ela não esquece
Lembro que já escrevi sobre a palavra confiar
Me lembro muito bem à quem estava a dedicar
Mas agora tentarei mudar, pois não posso continuar
O pedido que me fez, mas por quê?
Está muito chateada por eu não crer
Em tudo que possa escrever, vou duvidar
Mas não sou verdadeiramente culpado, deixe-me explicar
Meu passado desorganiza o futuro que eu havia imaginado
Mas veja, hoje me encontro apaixonado
Não, não fui um voluntário, mais fui aceitável
Não me considero um ser humano amável ou adorável
Talvez, só talvez, seja um alguém solitário
Onde do meu quarto me tornei o único presidiário
Me tornei um receptáculo da desconfiança
Há quem diga que ainda possuo esperança.
Mas não sou de total frieza
Tenho, como qualquer pessoa, a capacidade de enxergar beleza
Confesso que possuo uma certa dureza
Mas há sempre um ponto fraco na fortaleza
Acho lindo a delicadeza e pureza
Mas não destacarei minha fraqueza
Porém, estou criando algo como uma "superfortaleza"
Pois tenho a certeza que a atual será destruída
É algo inevitável, mas é até admirável
Ela resistiu muitos anos intacta
Mas infelizmente, ou felizmente, alguém descobriu sua falha
Mas não haveria quaisquer represália
Pois permiti que ela fosse atacada
Mas já está em construção uma mais fortificada.
Mesmo que tenha me magoado
E dos meus versos dar risadas, tenha me humilhado
E que virtualmente e pessoalmente ter me ignorado
Não há razão de decepção, pois sou mais um apaixonado
E, mesmo que eu seja solitário
Escrevo muito, por isso formei um simples diário
Que procuro sempre deixar ao meu lado
Mas no presente, o jeito é seguir em frente
Afinal o que sinto entre a gente não deve ser menosprezado
Ao contrário, deve ser muito bem tratado
E sei que meus defeitos podem ser concertados
E meus comportamentos podem ser readequados.
Mas não há como confiar, não agora
Ainda não chegou a hora
Talvez seja fase preparatória, talvez tenha uma melhora
Mas não considere isso como uma derrota
Seja um pouco, como se diz, "espirituosa"
Afinal, o caminho a seguir é extenso
Em cometer erros estamos propensos
Mas neste nosso contexto eu estou começando a pegar o jeito
A um momento para tudo, isso é o que escuto de todo mundo
E nem que seja rimas simples
Tentarei mostrar o que, dentro delas existe
Nem que tenha que persistir
Talvez você tente me impedir, tente me fazer desistir
Hoje eu escrevo para poder me divertir
E também, de alguma forma existir, me sentir
Eu tento me fazer feliz
Por esse motivo eu sempre escrevi
De tempos em tempos eu leio tudo que fiz
E, sinceramente, me alegra
Vejo agora que construi mais uma rima para ela.
Antros de seres repugnantes,
mundo sem jeito,
sentimento irreparável,
em um mundo sórdido,
muitas vezes sinto que é melhor fim de tudo,
mas sinto a esperança no amor se existir
olho o mundo de predadores,
estranhamente os vejo com outro olhos
como se fosse outra coisa, nesse mundo
tudo tão estranho, não me sinto nem mais humano,
será que mudei tanto que não faço parte dessa raça...
ironia, me pergunto que estou me transformando
vejo cada minuto em que se passa.
sonho vago temor
além das consequências,
o vicio nas concordâncias,
sendo o frio da alma,
tão simples quando
a dor no coração,
muitas angustias
são defendidas pelas
passagens do destino,
sou apenas um espectador
sem um destino,
somente mais um dia entre tantos,
dilemas que terroriza,
mesmo assim tudo soa profundamente.
►Meu Monstro Diferenciado
Me use e jogue fora
Estarei na lata de lixo a qualquer hora
Não tenho preferência, pode ser na cesta da escola.
Escuto sempre tantas pessoas me chamarem de idiota
E sempre que sofro uma derrota, fecho minha porta
A pessoa não se importa, naturalmente se comporta
Sou alguém que quer animar
E com sorrisos e alegria o mundo conquistar
Memórias do passado eu recobro
Tristonho no chão me dobro
E, sozinho procuro algo para me confortar
Qualquer coisa, da mais simples, para me aliviar
Talvez até uma boia para me salvar
Buscando desesperadamente me recuperar.
As vezes digo não, em termo para proteção
Mas como o médico e o monstro, ninguém me entende
Mas o meu tal monstro é bem diferente
Ele se mostra frágil e dependente de companhia
Teme a solidão sombria
Assumo ser um monstro realmente lamentável
Não posso, em nenhum momento, dizer que é admirável
Os meus defeitos tornam minhas qualidades invisíveis
São ocorrências irreversíveis
Meu erro frequente é dizer que quero te ter
Mesmo dizendo que incomodo está a ser
Mostrarei como está enganado, ser humano
Mostrarei como te amo e como sofro pelo abandono.
A minha diferença não me torna um sujeito legal
Mas tudo bem, está chegando o Natal.
DESPEDIDA
Cai no horizonte uma estrela, a sombra da lua, a silhueta curvilínea dançando uma música triste. Já não era você rabiscada em uma tela, num movimento apaixonado de um pintor, criando sua obra de amor. Canta essa musica ao soluçar do poeta, um cortejo de versos inacabados, todos do futuro para o passado, será a dor pela frente. Grita a noite nublada sob protestos dos enamorados, chora o viúvo sua bela amada, mendiga um único beijo, um único abraço, já vai longe a fantasia imaginada, singra o peito como sangue caindo sobre a terra. Seria o quarto vazio do filho desaparecido, a despedida da mãe que se foi para sempre? Qual dor se compara a solidão, mesmo diante do espelho? Se na própria imagem o nada é seu amigo companheiro, tens a morte como divida não paga, e o horror da infeliz condição, o palhaço chora por não fazer sorrir.
Calor no coração...
Vendaval que passou em outro lugar.
Vento de palavras se foi.
Docemente meu Amor.
Calor se foi em despedida
Ardeu com a queimadura
Que se deu profundamente
Diante da adversidade da emoção...
Se a pareça numa bela foto...
Num movimento belo,
Tanto comentários...
Neste momento que cenário...
É relevante ao desejo da carne...
O espirito perde se dentro do temporal.
Que revela cada pequena sendo o amor
A febre arde no sopro de um sonho
Aonde a tenho com puro suor
Dessa paixão que consome vida meu Amor.
Sou errôneo.
E só porque eu cai de joelhos
Não significa que o eu verdadeiro
Irá manchar de sangue esse chão.
E só porque eu sofro calado
Não significa que apaguei o passado
Do meu retalhado coração.
Sou simples, mas sou verdadeiro
De tão pouco meu ser é herdeiro
Mas carrego a saudade e a solidão.
Sou errôneo, mas sei pra onde ir
Meus amigos não me deixam cair
Afinal, os verdadeiros eu sei quem são.
Existem momentos que são contra
são contra a minha realidade
quando me acento relutante
despojo desígnios do infinito
Pensamentos logo vem
grandes ou pequenos
voando como aves iluminadas
mercadores de ilusões flutuantes
ziguezagueando em meio ao céu
Porem só estou sentado
com minha taça preenchida de prantos
Basta olhar ao redor
a fumaça da solidão me condena
com aromas de silencio e sossego
como jamais ninguém.
saberia desfrutar
Me sinto cada dia mais só. Perdendo cada vez mais sonhos. Não espero mais nada da vida. Não me importo mais comigo, não me importa em ser importante. Não tenho mais pressa, nem paciência pra nada. Se eu viver, vivo, se eu morrer, morri.
O pior não é estar sozinho, o pior é a solidão. Coberto de companhias, mas a alma vagando pelo beco coberto de lixo.
Percebo que sou triste, que em raros momentos o sorriso é presença na face, em ébrios momentos. A tristeza prevalece, pois quando não estou feliz, sou triste, não existe meio termo, não existe meio da ponte, sempre fico de um dos lados, nenhuma plena, nem completa.
O álcool e o cigarro, já me são refúgio, as leituras pessimistas, são de forte identificação. Cada perfume que sinto, é uma facada de esperanças e desilusões.
Já não sei fingir mais nada, só entendo as pessoas, não sou sociável, muito menos, agradável. Sou eu, sou podre, sou cheiroso, sou mendigo e bem vestido, sou poeta e escritor, sou fumante e alcoólatra, sou triste e machucado, sou de raro sorriso, de semblante dolorido e sisudo, não minto, a poesia que limpa e suja meu caminho, as letras que contam uma história tão manchada. Sou tudo isso e mais, mas o mais é irrelevante, é ainda mais desinteressante que o resto.
O que fazer quando não tenho mais inspiração?
procuro pela casa algo que me dê uma inspiração mais quando olho pra dentro de mim só vejo escuridão. Entre as grades da minha janela tento ver algo para mim inspirar mais tudo está escuro, mais nada como ver uma bela noite de luar. Vou tentar me inspirar contando as estrelas, uma, duas, três... e lá estou contando sem parar mais como terminar de contar se uma nuvem escura esta a se aproximar... corro pra dentro de casa para da chuva me esconder, medo de me molhar não, apenas uma forma de fugir como sempre fugo de tudo mais, olha ela lá aparecendo bem devagar... chegou minha fonte de obras que vão ser reconhecidas...
Preciso tanto te encontrar
Pois é tão distante teu falar
Que chego, firmemente, a pensar
Que foges de mim
Foges tanto
Que as respostas são curtas e dolorosas
As certezas são grandes
As incertezas alarmantes
E as lembranças, dolorosamente maravilhosas
No momento, só me trazes meias respostas
Deixa o livro mau escrito
Trás-me dores em cada pito
Te repito
Em cada verso escrito
Que deixou aqui
Eu sofro e sofri
Pois cada letra chorava
Quando lembrei-me de ti.
Eu ainda a amo. Ainda não a esqueci.
Nos dias de hoje, isso soa como a assinatura de um atestado de fraqueza ou até algum tipo de derrota (como se fosse um jogo qualquer). Mas, por outro lado, eu vejo como a conclusão de uma auto avaliação que envolve nossa história, e não há pecado nisso.
Ela continua a mesma desde que a conheci, ou seja, a mesma pela qual me apaixonei. Me dá a mesma atenção de sempre, o mesmo sorriso (mudando a voz quando é de algo muito engraçado) e rindo das minhas babaquices rotineiras. Ela não é gostosa, a beleza dela é pra quem a conhece... E ninguém o faz melhor que eu.
Eu a machuquei. Eu pisei feio na bola com ela e, quando isso aconteceu, foi aí que ela me afogou em seu amor. Quando não merecia ser ouvido, olhado, perdoado e, muito menos, amado, ela continuou me incluindo em sua história e optou pelo perdão num beijo molhado por lágrimas.
E eu a fiz derramar muitas lágrimas. Muitas de alegria, é verdade, mas não estava fazendo mais que minha obrigação, afinal onde encontraria outra como ela. As de tristeza vi poucas e estas, por mais que não as tenha visto, me marcaram mais porque a marcaram mais e, por causa destas, meu nome está borrado em sua história.
Hoje é dia de presentear nossos pais porque o amor é diário, verdadeiro e único. Saiba ama-los enquanto é possível, saiba perdoar porque os heróis também fracassam. Saiba respeitar as atitudes e escolhas.
Mas acima de tudo, aprenda a agradecer pela vida que ele te deu, por ele ter trabalhado duro para te sustentar. Pelas noites em claro quando ficou doente e agora perde o sono esperando você voltar para casa. Agradeça pelo PAI presente em sua vida que nem sempre foi aquele q te trouxe aqui, mas aquele que tem a capacidade de te amar incondicionalmente e te defender.
Aquele companheiro fiel...
Um dia é muito tempo pra quem saber viver... Em um dia tudo muda e aprendi com você...
De tantas coisas fúteis e inúteis a felicidade é resumida em momentos e eu sei que isso sim vale a pena isso sim faz a diferença.
Em um dia eu consegui aprender e consegui entender o que preciso...
...Eu preciso de vocè!
La fora tão escuro
Vejo as gotas que molham o vidro
Aqui dentro faz frio
Uma poltrona esquecida ao meu lado
Porque você não vem ocupa-la?
Talvez você queira vir me aquecer
O destino pouco importa, se for você
Embarque-se comigo
Segure minha mão
Deixe-me sentir seu coração
Consegue ouvir? Que bela sinfonia!
A viagem será longa, mas não suficiente para o nosso amor!
"BOM DIA ANJO AMADO"
MOSTRA QUE TUDO ESTÁ TERMINADO...
E VOCÊ SE ENTREGA, SENTE FRIO, SOLIDÃO, DESANIMA, POR VEZES CHORA E DEPOIS ENFRENTA OS MUITOS "NÃO" DA VIDA E ATÉ PENSA QUE É UM(A) PERDEDOR (A), MAS O QUE VOCÊ AINDA NÃO PERCEBEU E NEM OBSERVOU É QUE O FIM É APENAS O COMEÇO DE TUDO! NÃO SE ENTREGUE RECOMEÇAR É PRECISO...
A ALEGRIA NO MEU...
A alegria no meu peito transformou-se.
Com o fim do inverno.
Vesti-me de branco para esperar a primavera.
No meu peito florescia de amor
Perfumada em emoção
Onde as lágrimas transformam-se em sorrisos
As tristezas em alegrias
A solidão em companhia, o desespero em esperança...
No fim a saudade insiste….
Porque a vida e a dor resiste
Vagueia minha alma onde nasce uma lágrima
Porque meu amor……
A paixão resiste com o começo de cada estação!
livro -zelai-me óh morte 2014
Juramento
Quem nunca acordou inalando ares de
despedida?
Desconfio, se disseres que não.
Acenar ao longe faz parte desta vida,
Atrás dos olhos somos só solidão.
Receber a alma e luz, é o primeiro ultimato.
Deixar de ser inquilino materno...
... pra ser indivíduo exigem tal ato.
Decreto de ser sozinho, solitário eterno.
E para preencher nosso conjunto,
Procuramos quem faça intersecção.
Mas uma hora cada um explora seu próprio
mundo...
... voltamos a ser só solidão.
Chega a saudade, chega a lembrança...
Fica a fotografia e a distância.
E acordei com anseio de passado,
não me importando com o tempo que leve o
futuro.
Na amizade não existe ampulheta ou estado...
... o predomínio é do sentimento puro.
E quem sabe a solidão...
... não seja o fim de quem ama!
Mas só um instante de separação,
aguardando a próxima trama.
E há anseio de futuro, não existe drama.
Amigos para sempre eu juro.
E juro, e juro.
EM DESESPERANÇA
E quando você descobre que está só ...
quando o momento do sonho futuro passou,
quando viu que seu futuro não chegará.
Sente seu peito amargar num grito de vento ...
vê a escada descer sempre, não vê os degraus,
não vê o fim, só o inútil descambar até um fim.
O que adianta tanta dor...
pra que serve tanto buscar se nada encontrou,
e agora você percebe que nem andou errado, cambaleou somente.
Mas o tempo passou, não há mais tempo...
o amor que você magoou lá distante está cortando agora,
sua família e você não são mais, seu riso é falso.
E quando você descobre que está só ...
É bom ter com quem contar
Quando todos se vão
Quando estou sozinho
E com mais ninguém
Estou com Sabrina
E com mais ninguém
Estamos sós
E com mas e porém
Nada além de que
Nem mais nem menos
Simplesmente só
Como sempre quisemos
Como sempre estamos
Mesmo quando ignoramos
Eu e tu
Nós no singular
Vai lá se entender
Tua assinatura já foi tão confundida
De números a meros símbolos
Ainda não te conhecem
Minha solidão
Nós cegos..
