Texto de Despedida do Trabalho
Desistir!
Não é fácil desistir de algo que se deseja muito.
Não é fácil juntar todos os pedaços que ficaram espalhados pelo chão no momento da despedida.
Não é fácil dizer adeus e partir sem olhar pela última vez para trás.
Não é fácil seguir em outra direção, principalmente quando você sabe qual direção deseja seguir.
Não é fácil desistir de um amor.
Não é fácil desistir dos sonhos.
Não é fácil desistir dos planos que idealizou.
Simplesmente não é fácil desistir de nada.
Em algumas situações, desistir é tudo o que resta a fazer.
Já não existia mais nada, o amor acabou, o gostar esfriou e o vazio foi tudo o que ficou.
Mas o que fazer com a saudade que insiste em sua porta bater.
O que fazer com o som do riso ecoando no ouvido ou com a gargalhada gostosa que ficou gravada na memória.
Como esquecer o abraço apertado que deixou o seu perfume grudado no echarpe de cetim.
Como acordar nas madrugadas frias de inverno e não ter ninguém ao seu lado.
Como esquecer os passeios nas tardes de domingo ou dos jantares à luz de vela.
Como festejar o aniversário sem ter ninguém para transformar o dia em um momento único e especial.
Como conviver com a saudade que sinto de você!
Simplesmente não é fácil desistir de nada.
Então não desista, tente mais uma vez...
No silêncio do vazio, eu despeço-me.
Do amor, despeço-me; Da paixão, despeço-me; Da ilusão, despeço-me; Do sonho, despeço-me; Do riso, despeço-me;
E o mais, aterrorizante e assustador é que tu não percebes, que cada fala e cada atitude é uma despedida.
E que de tanto falar, fiquei muda;
E de tanto querer ver o que estava errado, fiquei cega;
E que ao tentar fazer e fazer algo para corrigir, fiquei paralisada.
E agora, só me resta o milagre, de que me veja, me sinta. E na despedida, me acolha.
Amor próprio é o que nunca devemos perder na vida!
E eu tenho..e aprendemos o tempo todo..com tudo que fazemos
Quando eu disse o que eu sentia foi sincero mas talvez não deveria ter aberto meu coração para alguem que tao pouco conheço, foi tolice...você não merece meus sentimentos e tão pouco entende o que sinto
Voce agora me maltrata pisa sobre meus sentimentos e nem sei se ao menos se dá conta do que faz talvez saiba sim
Ato desnecessário...sei a hora de me retirar não precisa machucar
Nunca quis e jamais quero seu mal pelo contrario Tudo que disse e fiz foi sincero mas você não quer meus sentimentos e não vou forçar a barra isso é natural né e tudo bem você não sentir o mesmo sou madura o suficiente pra entender
Boa sorte e siga teu caminho e continuarei trilhando o meu
Meu último pensamento sobre você sem mais pesar... minha despedida Adeus!
Dez/24
No efêmero palco da existência, o dia de viver desvela-se como uma dádiva única: o hoje. É na efervescência desse momento presente que tecemos a trama das nossas experiências, entrelaçando sonhos e realidade. Assim, o hoje se torna o epicentro da nossa jornada, o lugar onde a vida pulsa com vigor.
O amor, esse sentimento intrínseco à nossa essência, também encontra sua morada no hoje. Cada batida do coração ressoa a melodia da afetividade, convidando-nos a mergulhar nas profundezas desse oceano emocional. Nesse dia, os laços se fortalecem, e a beleza das relações floresce como um jardim em plena primavera.
Contudo, a complexidade humana traz consigo a necessidade de reconciliação. O hoje se torna o cenário propício para o ato nobre de perdoar e pedir perdão. Nas interações intrincadas da vida, reconhecer nossas falhas e estender a mão da compreensão é um gesto de coragem. O perdão, qual bálsamo para a alma, liberta-nos das amarras do ressentimento, permitindo-nos avançar com leveza.
Portanto, que cada nascer do sol nos lembre da preciosidade do hoje. Que cada batida do coração ecoe a sinfonia do amor. Que, no palco efêmero da existência, o perdão seja o protagonista, transformando o hoje em um eterno presente de oportunidades para viver, amar e reconciliar-se.
Porquê me seduziste?
Nem ao menos te toque
no teu corpo não peguei,
do teu espinho não tirei.
O Porquê deste aroma?
me prendendo com teu feito,
me envolvendo desse jeito,
me deixando sem noção.
O que fiz foi passar do teu lado,
mesmo mal intencionado,
com a morte não merecia ser enganado.
Me feriste quando te olhei.
Marcaste-me com as armas que te dei!
Mesmo que eu vá, marcas tua levarei.
AGOSTO
É garota….. sem mesmo saber que seria a última vez. Não poderia ter sido melhor, ter puxado você pela cintura daquele jeito, e ter te dado aquele beijo de despedida. Fora aqueles momentos que desejamos que o tempo parasse, quem nos dera. E sentir você desabando a cada átomo com o beijo recebido, enquanto o tempo parecia ter pressa de acabar. No mês de agosto, nós fomos a prova de mais uma boa história, com um bom final.
des-encontro
o meu alguém está em casa
esperando com a mesa de jantar posta
ele passou um café
preparou os pratos
colocou uma flor ao lado da minha cadeira…
o meu alguém está em casa
aguardando eu retornar para lhe fazer companhia
rirmos juntos das bobagens do dia
e descansar nos braços um do outro
sem medo de julgamentos…
o meu alguém está em casa
com a porta aberta a aguardar minha chegada
eu o vejo olhar o relógio
estou atrasada… já é tarde e ele me liga
muitas chamadas não atendidas…
o meu alguém está em casa
olhando pela janela,
na expectativa de me ver atravessar a esquina
e minha sina
é não ver seu doce olhar…
o meu alguém está em casa
me esperando
me chamando
mas ele ainda não sabe
– meu amor, me perdoe!
… nunca mais irei chegar!
o meu alguém está em casa
tão despedaçado quanto eu…
– eu não queria que fosse assim!
se, ao menos, ele pudesse me escutar
eu diria… eu diria:
– meu amor, estou aqui… olha pra mim...
Não há mais de voltar...
Vento frio soprou...
Firmamento abriu...
Sob lágrimas do céu...
O poeta partiu...
Vontade do Supremo se fez...
Infinitamente...
Sempre...
Mais uma vez...
Anjos entoam cânticos alegres...
Uma nova estrela no firmamento a despontar...
Mas, para nós que aqui ficamos...
Sobrou pranto a rolar...
É difícil suportar...
A despedida de quem nunca mais voltará...
No contar das horas em que não mais estará...
Ficam as lembranças de quem muito soube amar...
O tempo passa...
E no vazio do peito...
Quando o silêncio muito diz...
Compreendemos que foi feliz...
Partiu amando...como quiz...
Sandro Paschoal Nogueira
Tudo aquilo que tu perdes quando estás a despedires permanece em tua alma, tua mente e em teu coração. Mas veridicamente , nada que tu vives no presente, jamais voltarás a viver novamente de tal forma como fora dantes. Ou seja, todo até breve que receberes, entenda como um absoluto "adeus".
161222II
Juro muito, que mais ainda rezei
Dezenas vezes
Ao celeste
Que em meu destino, sempre houvesse você.
Eu rezaria ainda muito mais, centenas vezes
Mas seria egoísmo, pedir o que não tínhamos
Pedir pra sermos meio felizes.
Por que te encontrei?
Por que te deixei ficar? Por que nos deixamos?
Por que tenho agora que te ver partir?
O sentimento maior do mundo, que só vire lembrança boa para ambos, no fim.
Onde está, com quem está, onde estará mais logo você..
E eu.
Você já foi e não te deixo ir, ainda assim
Sensação estranha, depois de muito amantes, tornarem-se dois estranhos outra vez.
Nada deve ser dito mais.
Nada serviu
Nada teria servido
Nada nos serve
Contra o que não deveria ter existido, não sei porque.
Eu pedi ao mundo para que tivéssemos sido felizes, o mundo não quis. Ou teria sido a gente?
Não sei. Triste fim.
Deixa-me ir.
Eu quero partir
Cansei
Desisti
Não tenho mais ânimo pra caminhar
Não tenho forças pra lutar
Nem sei se quero ter forças
A solidão cansa
Pensar, sentir, agir,... sozinha
Se milagres existem
Eu não sei
Se ter coragem é preciso
Pode ser
Mas até pra coragem eu cansei
Muito fadigas
Desgastada
Sem perspectivas
Sem caminhos
Sem desejos
Exceto o de dormir
Dormir o sono dos que descansam
Dos que partem pra, em fim, descansar
Quando eu for.. Amigo
levo na alma com quem caminhei,
os poucos que abracei e não soltei.
Amizade é casa que a gente escolhe, mesmo que o tempo nos desenrole.
Fui riso breve, flor no jardim,
mas plantei raízes em quem foi por mim. Se eu me ausentar, não é abandono, é só o ciclo mudando de dono.
Lembra de mim sem me prender,
que quem é real, não vai se esquecer.
Fui família que o afeto cria,
mesmo nos dias de ventania.
E se eu me for, sorri devagar:
sou brisa leve a te visitar.
Cansado...
Cansado de pensar
De pensar o amanhã, que nunca chega;
De pensar o passado que não posso apagar.
De pensar no presente que parece não passar.
De pensar a mente fervilha.
Cansado de olhar...
De olhar o mundo, que muda a todo instante;
De olhar gente que passa, que não para;
De olhar gente na praça
Desocupada
De férias
De folga
Procurando o quê fazer.
Cansado de escutar
De escutar ruídos da rua;
De escutar gritos de lamentos,
De escutar gemidos...
Cansado de ouvir alegres cantos.
Cansado de ser vaidoso
De contar dias vantajosos, sopros...
De viver como não fosse morrer,
De esperar a noite chegar
De desejar o amanhecer...
Cansado da guerra...
Cansado da paz
Do sossego, do apego as coisas
Cansado da liberdade
Cansado, cansado...
É a hora de voltar pra casa.
O que está atrás da porta
Não importa...
O que está na escuridão
Não incomoda... nem razão, nem coração.
O que escondem as nuvens.
O que vem ao se virar a esquina.
O que deixa a onda que da praia volta pro mar..
Nada disso é coisa pra minha cabeça ocupar.
O teu silêncio.
O teu muito falar.
O teu olhar (des)interessado
se estou ou não ao seu lado.
Por que eu iria com isso me incomodar?
Te amo como nunca amei alguém nesta vida...
Mas já está escrito nosso momento da despedida.
I don't care! I don't care! I don't care!
Nessa estrada versátil da vida diante de momentos solenes, pessoas entram e saem de nossas vidas, algumas ainda ficam por longos tempos e outras para sempre. Pessoas novas chegam e esse ciclo continua, mas para todas estas pessoas, o importante foi tê-las em nossos caminhos, marcando nossas vidas de uma maneira que nos deixam saudades, um aprendizado, uma lembrança, uma dica, um ensinamento, uma experiência.
O mais precioso presente é o damos uns aos outros: a amizade.
Tarde quente. Angústia no ar...
A janela aberta é um atrativo para se jogar.
Deitada na cama pensando na vida...
Lembrando e se depravando com o passado não vivido.
Desnorteio-me com o tempo atual.
Fecho os olhos. Tento dormir mais um pouco.
Dessa vez não quero acordar.
Meu sono é turbulento...
Mesmo assim, a realidade enquanto acordada é mais perniciosa.
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
Mais uma vez a vida deu um jeito de seguir seu rumo. Afastou novamente quem deveria permanecer, levou para outro continente quem deveria estar permanentemente recebendo calor e ser possível todo dia abraçar.
Se ela vai trazer de volta ou não, já não posso dizer, não é possível premeditar.
Já não tenho mais coragem de fazer planos ou simplesmente esperar alguma resolução prévia do que se sucederá.
O destino nunca foi uma caneta possível de se segurar.
Pobre menina que não pesquisa antes de se apaixonar, que sempre esteve a mercê do que virá.
Quando eu for embora
Quando eu for embora
Ficarei
Primeiro nos segundos
Do minuto de silêncio
Das horas que se arrastam
Dos dias que não passam
Por anos estarei
Nas esquinas e olhares
Nos aromas e lugares
Nos conselhos que te dei
Povoarei sua lembrança
Cada olheira e cada trança
No vazio da madrugada
Nos sorrisos das crianças
Que rabiscam a calçada
Cada som e cada dança
Cada roupa amarrotada
Na ilusão da esperança
Naquela blusa emprestada
Até no brilho da lua
Na placa no nome da rua
Em cada historia sua
Eu viverei
Em cada momento
Nem que seja no esquecimento
Eu estarei...
Quando eu for embora eu não irei
O Outono do teu Amor
Como quando chega o Outono,
O fim do teu amor foi se pronunciando devagar.
Como uma frente fria e outra vão mostrando a mudança da estação,
Você foi intercalando paixão e indiferença, a me preparar para o fim do Verão.
...eu achando que estava louca,
Mas o inverno foi mostrando a cauda,
e nossa cama voltando a ser apenas a cama fria,
Como a tantos invernos já esquecidos.
Sem querer acreditar naquela mudança de clima, eu pedia o teu enlace no meio da madrugada,
buscando no calor, na saudade do Verão, teu coração que ainda pulsava por mim.
Você me enlaçava no veranico do Outono,
mas o vento voltava a soprar uivando, e o sino furin avisava: MULHER O VERÃO VAI TERMINAR!
... tua insonia circadiana voltava a te virar pro outro lado, teu fuso defasado na culpa deste amor, o nosso leito desfeito já não era meu o teu peito.
E para deixar bem claro, todo o amor do Verão, você me trazia frutas,
As mais gostosas da estação, sem já poder entregar a tua alma.
... sem nada entender, mas era assim que tudo acontecia, eu voltando a ser ainda nada, no frio-vazio Inverno da minha vida.
Mas nesse processo custoso, amadureci na bucólica estação: no Outono se faz a colheita para aquecer o Inverno de lembranças e gratidão pela oportunidade que o Universo nos deu de viver esse grande amor, um pouco que foi muito, um Sol acima do sol.
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