Coleção pessoal de joao_carlos_marrao
Arqueólogo
O poema é um buraco que sempre existiu
Uma caverna escura na mata fechada
O poeta curioso de cara assustada
Apenas entra e escreve o que viu
Prefácio
Em momentos de desabafo
Eu escrevo no meio de livros
Tristezas, alegrias e sonhos
Coisas que sinto
Em pedaços
E trechos sem sentido
Emaranham-se num labirinto
Com personagens estranhos
Como eu no mundo perdido
Vivendo entre olhares anônimos
Sentimentos inconscientes
Fogem de mim
Disfarçados de rabiscos
E desenhos abstratos
Pra morar entre ilusões e jardins
Margens e prefácios
Quando o livro está abarrotado
Cheio de desejo e pecado
Eu brincando de diabo
O queimo...
Junto com histórias
Que eu nem cheguei a ler
E fico olhando a fumaça
Subir ao céu
Há os que falam e fazem
Os que fazem e não falam
Os que falam e não fazem
Os que não falam e não fazem
E os que atrapalham
Não confie nos pensamentos que você tem em meio a turbulência dos sentimentos.
Até a água reflete melhor quando está calma e parada.
Você é responsável apenas por parte do que eu sou, a outra parte sou por causa da sua irresponsabilidade.
As nuvens se movem de forma desordenada no céu.
Não seguem planos ,cronogramas,maestros ou agendas
Todos os dias o céu tem um espetáculo diferente!
O cume de uma montanha de aprendizado revela um horizonte infinito de dúvidas que não conseguíamos enxergar durante a escalada.
