Texto das Borboletas
#ALMAS
Há almas tais quais borboletas...
Que quebram suas asas sob forte vento...
Diante das intempéries dos sofrimentos...
Há almas cujos olhos muito procuram...
E em teias se entrelaçam...
Nas ilusões do mundo...
Em meio a um mundo de cegos...
Querendo muito, perdem-se por pouco...
Ah...malfadados egos...
Há almas tão vazias...
Apenas cheias de si mesmo...
Nos desalentos que vivem e anseiam...
Tanto buscam...
Apenas as coisas rasas...
Mas também há almas piedosas...
Que me atrai e me intimida...
Que amam completamente a vida...
Esquecendo como é sofrida...
Há almas corajosas...
Fortes e impávidas...
Que nos trazem alento...
Fazendo-nos seguir seus exemplos...
Há tantos tipos de almas...
Tais quais as estrelas...
A minha é sonhadora...
Na solitude que se avizinha...
Vive feliz...
E vive sozinha...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Nosso Jardim
Eu vim visitar o nosso jardim
Dar um oi pras nossas borboletas
Porque talvez um dia eu esqueça
Como é esse lugar
Talvez, talvez
A gente ainda venha passear
Ou será, será?
Que só eu consigo me lembrar?
Aqui já teve tantas pessoas
Tanto cuidado, tanta vida
Crianças andando de bicicleta
Casais fazendo piqueniques
Mas agora somente me resta
As memórias desse lugar
Será, será?
Que você ainda vai querer voltar?
Ou talvez, será?
Que só eu quero me lembrar?
Antes eu tinha tanta certeza
Que o que tínhamos era real
Mas é como me disseram
Tudo muda no final
As flores estão desabrochando
Mas você não vai notar
E eu continuo me importando
Mesmo sem você se importar
É que eu te amo tanto
E queria tanto te fazer voltar
Para cuidar, para ficar
No nosso jardim
Ti vi
Me apaixonei.
Deu borboletas no estômago
Frios nas pernas
Mãos trêmulas
Sonhei
Orei
Pedir
Eu torci
Pedir, rezei
Tentei,sonhei
Procurei
Esperei
E, aí
Enfim
O Destino
Mandou você.
E só tenho que
Agradecer a Deus por esse presente divino que é você na minha vida.
Te amo sempre/prasempre
Borboletas a vida, o homem, tudo é obra de deus
Há dias não as vejo,
Só as rosas, posso contemplar,
Mas hoje fui surpreendido,
Ela entrou voando,
Tocou a rosa,
Voou novamente,
Em outro dia ela veio
Marrom, hoje amarela,
Não é que seja a mais bela,
Mas a atenção me chamou,
Desfilou sua beleza,
Muito me encantou,
Até um beija flor,
A acompanhou,
Mas ele foi tão rápido
Que nem sequer me deixou,
Fotografa-lo, chegou tão ligeiro,
Beijou a rosa e voou,
Isto tudo é obra do Senhor,
Que fez tudo com amor,
Para nosso prazer contemplar,
Mas sua obra grandiosa,
Foi o homem criar,
Portanto, devemos amar,
Ele nos mostrou o caminho,
Em que devemos trilhar,
Amando, sendo justos e fieis,
Porque seu exemplo deixou,
Até por nos derramou,
Todo seu sangue, para nos salvar.
Francisco Júnior -Patos PB
22.06.2013
E dai?
E dai que meu coração acelera só de ouvir falar seu nome?
E dai que tenho borboletas no estômago só de pensar em você?
Quem se importa com os inúmeros poemas que vem na mente quando sinto saudades?
Quem se importa com oque sinto?
A verdade é que nem você liga...
Promete e não cumpre...
Sei que não me amas e por isso não desisto de tudo por você,na verdade és um galanteador, oque vim é lucro...talvez.
Poderia amar qualquer pessoa,conheço alguns que são loucos e fariam qualquer coisa pra me ter ao lado.
Sou muito bonita?Não,mas conquisto com minha simpatia...tenho um corpo bonito,sorriso verdadeiro e vontade de viver e surpreender os que me cercam,talvez eu nunca te esqueça,talvez o tempo ou distância não sejam suficiente,contudo terei de ser forte e me dar valor.
Mais do que você só amo Deus!
Passei a ver tanto de você em mim que fui me esquecendo quem de fato sou,me perdi na utopia de ser amada por ti,agora vou voltar ao meu estado normal,sair desse coma...vou viver.
Farei o possível para ir aos lugares e não sentir sua falta,dormir sem pensar em você ou chorar com saudades.
Traçarei metas que preencherão todo meu tempo,toda minha mente,todo meu coração.
E se eu não conseguir? E dai? Quem se importa?
Sou ácida demais para as borboletas no meu estômago, conseguirem sobreviver.
Já fui muito romântica!!! As experiências fizeram com que esse lado da História ficasse na lembrança, apenas.
A praticidade adquirida pelo caminho, e a preguiça de começar um novo capítulo, acabaram com o romance.
Qual o limiar da dor??? Quanto alguém pode suportar sem perder a ternura???
Por medo de chorar talvez, eu tenha deixado de sorrir.
Da minha janela vejo lindas borboletas.!
Vejo os Pássaros que cantam pela manhã,!
As borboletas são como anjos,as asas....
são frágeis que pousam sobre as Orquídeas!
Suaves borboletas,suaves lembranças.!
A borboleta parece a flor que o vento levou.!
Passa uma borboleta por diante de mim.
Assim como as flores têm perfume e cor.
As asas das borboletas têm varias cores.!
As borboletas gostam do perfume das flores.
As borboletas são anjos do céu...
que amam as flores e a sua violeta.!
Petalas
As borboletas voam sobre o meu jardim
São cores vivas, pousam sobre às onze horas
Nas rosas claras, violetas e jasmins
Um beija-flor traindo a rosa amarela
Beijou a bela margarida infiel
Papoula e dália estão cravadas de ciúmes
E o beija-flor beijando flores a granel
Pétalas, asas amareladas
Pétalas, espinho seco
Folha, flor, lagarta
Pétalas
As flores voam e voltam noutra estação
Só serei flor quando tu flores no verão
Borboletas
leves, belas, coloridas
voam... pousam aqui,
pousam acolá.
Assim deveria ser a vida.
Borboletas
embelezam a vida,
levam sementes coloridas,
sonhos leves,
fazem a vida mais divertida.
Borboletas.... leves a voar.
Eu... empurrando, rastejando, lutando.
As costas vergadas, sigo cambaleando.
Nada é leve pra levar.
Borboletas!? Vamos trocar de lugar?
Palavras borboletas:
Às vezes, as palavras me seguem;
Me perseguem, me encontram,
E me encantam como pequenas borboletas
Sobre flores.
Chegam assim, de repente,
Em meu jardim de sonhos.
E, borboletando, travessas, elas pousam
Em minha mente.
Solitárias às vezes…
Às vezes aos pares, similares…
Casadas… Iguais… Confusas…
Como imagem no espelho refletidas.
Às vezes, atrevidas
Chegam em bandos,
Coloridas… Agitadas…
Brancas… amarelas… azuis…
Ensolaradas e belas. Cheias de luz!
Então, abro todas as janelas
De minha imaginação despovoada
E deixo que repousem cansadas,
Dobrando suas pequenas asas,
Na poesia empoeirada de meus versos.
Sapucaia
Em meio aos pés de criulis,
Na areia da vertente
Vendo as lindas borboletas,
Ouvindo o cantar dos bem-te-vis!
Saudade da Sapucaia!
Terra que me criou!
Terra das belas estórias,
Que contava meu avô!
Sapucaia querida!
Ah se eu pudesse ao tempo voltar!
Pra nas tuas terras correr,
Brincar à luz do luar!
Pescaria na vertente;
Farinhada na casa da madrinha;
Só quem viveu é que entende,
Essa epopeia minha.
Fatalmente mais um dia
Onde voavam borboletas
enquanto o Sol sorria
Inexoravelmente
outro dia parte
Eu descarto desta vida
mais um dia
Enquanto esta vida assim
não me descarte
Outro dia fatalmente parte
E leva com ele
uma parte de mim
Igual a todo dia
Onde o Sol sorria
iluminando novamente
este chão
onde eu piso
desliza velozmente
me derruba
ri de mim
Termina outro dia
outro amanhã
a vida afia
Que em breve virá cortante
Constante
instante após instante
e partirá novamente
me deixando aqui
no meio dessa gente
Que caminha normalmente
e gentilmente desvia
de mim
Mais um dia, que pra mim
Sem Sol, nem borboletas
Partiu
Como cada dia sempre parte
Um dia, dia
Haverei também de pisar-te
Cortar-te, esquecer-te
e abandonar-te
Igual a cada dia desta vida
Que partiste
e te foste
sem mim.
FESTA NO MEU JARDIM.
Todos os dias, borboletas pousam no, meu pomar vêm extrair o néctar das
flores e espalhar perfumes pelo ar, todos os dias, há festas no meu jardim
com o canto suave dos pássaros entoando seus versos.
Todos os dias, a mesma emoção os, pássaros cantam as mesmas canções
alegrando meu coração, e é por isso que não deixo meu sertão.
Todos os dias, olho para o universo, os cantos dos pássaros ecoam meus
versos, todos os dias, os pássaros vão embora, mas voltam à tarde
cantando suas canções.
Trazendo alegria ao meu coração.
E se são as flores que entendem as intenções do coração, e se são as delicadas borboletas que compreendem as intenções da paixão;
Então fica a certeza de que o amor tem tamanho apoio da vida para com os seus aprendizes;
Quem és ouvinte ou requerente de um sentimento que busca prazer e felicidade para fugir da solidão, apontando a ferida sem ao menos se levantar;
Tenho absoluta certeza de que existe um lugar onde as borboletas sempre voltam para contemplarem o amor;
Onde não existam frustrações e constrangimentos contra o coração, mas sim o carinho de guardar sempre quem amamos e lembramos;
Vivo em pensamentos torcendo por quem me deixou marcas profundas que nem o tempo é capaz de apagar;
sede de sentimento,
as borboletas só estão no meu estômago
porque eu tenho as engolido,
pois periodicamente não sinto nada.
dizem que isso só melhora com umas ficadas na noitada
mas nem me chamam mais pra nada,
visto que nunca estou presente,
não preciso pedir mais nada,
nem pra cupido, nem pra fada.
sou o futuro à caminho de um azul
onde só brilham resquícios do que um dia já foi escrito,
sentindo o vento dos aviões sobrevoando ao meu lado,
passageiros me assistindo nos televisores sincronizados.
subindo cada vez mais perto do céu,
olhares me seguem
e mesmo sem falar nada, os fiz descer.
é difícil olhar e me querer?
mas não é só um que quer me prender.
me denominam como a maior estrela,
como astro, como rei,
como um graffite que vai eternizar a sua arte pro resto da vida:
tudo roda em meu mundinho,
eu já sei de tudo isso,
portanto de mim, eles só ganham um simples selinho.
sempre fui mais azul,
apesar de um dia ter sido breu.
hoje sou edição limitada, peça única do museu,
quem deixou de falar comigo foi quem perdeu,
bebendo cada lágrima de quem por mim sofreu.
de boca em boca, de ouvido em ouvido,
me aumentam mesmo sem eu ter percebido,
o príncipe deixou de ser plebeu (se é que um dia foi).
prontos para polir cada troféu meu?
graças ao talento que me cresceu,
por todos os dias que o mundo a mim perdeu,
todos os dias que minha alma mudou e reviveu:
até concordo com eles,
entre todos de mim, também escolho eu.
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Quando eu era muito jovem, olhava para o futuro com olhos curiosos e cheios de expectativas. Aos 18 anos, ao me tornar mãe, comecei a imaginar como seria chegar aos 40. Pensava se estaria velha, se já seria avó, se teria conquistado meus sonhos. Lembro-me da avó do meu filho, que com apenas 33 anos se tornou avó. Ela era deslumbrante, uma mulher que desafiava o tempo, e eu a admirava profundamente. Pensava: "Será que serei assim um dia? Maravilhosa aos 40?".
Hoje, aos 40 anos, me percebo como uma mistura de dois mundos. Uma parte de mim gosta de dormir cedo, acordar ao nascer do sol, e encontrar nos primeiros raios de luz a serenidade para iniciar o dia. Outra parte, aquela que renasceu das cinzas, sonha, luta e busca mais. Redescobri minha força e meus desejos, não apenas como mulher, mas como uma centelha divina que entende seu propósito.
Aos 40, compreendi que a vida é feita de escolhas e prioridades. Passei anos colocando as necessidades de outros acima das minhas: amigos, namorados, familiares. Sempre dei o meu melhor, mas aprendi que o amor mais puro vem da reciprocidade. Hoje, eu sei dizer "não" sem culpa. Não porque eu ame menos, mas porque respeito a energia que ofereço a quem também me nutre.
Os relacionamentos que vivi foram capítulos essenciais do meu livro da vida. Cada amor me moldou de uma forma única. Com um, aprendi a me arrumar impecavelmente; com outro, entendi o valor da estabilidade financeira e emocional; e com aquele que talvez tenha sido o grande amor da minha vida, descobri a beleza do amor sem reservas. Esses homens, cada um ao seu modo, deixaram marcas em mim, e sou grata por isso. Não os vejo como ex-namorados, mas como professores da alma.
No entanto, a mulher que sou hoje sabe o que merece. Mereço o melhor porque plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina, em um universo que nutre, não que castiga. Deus nos testa, mas também nos honra. Fé, para mim, é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba ao redor. É amar mesmo na perda, é construir mesmo no vazio.
Aos 40, sei que sou multifacetada. Posso ser princesa, guerreira ou salvadora de príncipes. Posso escrever finais felizes ou reinventar histórias. Somos assim, mulheres: capazes de ser tudo, mas também dignas de cuidado e amor. Reconheço que minha jornada foi marcada por luzes e sombras, mas ambas me ensinaram a integrar meu ser.
E o jardim? Ah, esse jardim que cultivo hoje é minha maior obra-prima. Nele, plantei sementes de sonhos, nutrição e amor-próprio enquanto muitos estavam ocupados demais com a vida alheia. Com as mãos sujas de terra e o coração repleto de esperança, reguei cada semente com fé. Hoje, ao olhar para as borboletas que habitam meu jardim, posso escolher se quero admirá-las ou se desejo que uma delas permaneça.
O futuro? Ele é incerto, mas não me assusta. Sei que, enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. E talvez, no fim das contas, a maior beleza esteja na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Assim sigo, plena, grata e em paz.
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Autoria: Diane Leite
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Aos 18, ao me tornar mãe, imaginava como seria aos 40. Pensava se estaria velha, se teria conquistado meus sonhos. Hoje, percebo-me como uma fusão de dois mundos: uma parte serena e outra que renasceu das cinzas, sonhando e lutando.
Aprendi que a vida é feita de escolhas. Durante anos, priorizei os outros, mas descobri que o amor mais puro vem da reciprocidade. Sei dizer "não" sem culpa, pois respeito a energia que ofereço. Cada amor moldou minha alma, mas a mulher que sou hoje sabe o que merece.
Mereço o melhor, pois plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina. Deus testa, mas também honra. Fé é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba.
Hoje, meu jardim é minha maior obra. Nele, plantei sonhos, nutrição e amor-próprio. Com mãos sujas de terra e coração cheio de esperança, reguei cada semente. Agora, posso admirar as borboletas ou escolher uma para ficar.
O futuro é incerto, mas não me assusta. Enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. No fim, a maior beleza está na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Sigo plena, grata e em paz.
Texto pensador Diane Leite
Autoria: Diane Leite
Panapaná
Essas borboletas têm mania
de carregar o verão nas asas.
Se vestem de vento e claridade,
vão aonde a cor inventa o ar.
Gosto delas porque sabem
se miudarem no céu — só ou em bando —
como se o céu fosse coisa de brincar.
Coleciono-as em álbuns soltos.
Ali, no meio do sol,
são mais tintas que matéria,
mais riso do que bicho:
elas são coisa e não são.
Dizem que vivem pouco
— mas pouco pra quê?
Pousam na eternidade das manhãs,
ficam suspensas no que não dura,
deixando rastros de voo
que só o invisível sabe ver.
E eu as celebro com meu olhar ralo,
que aprende, com elas,
a gastar a vida
no que não sobra.
De como me inventei
Passei meus dias em meio às coisas miúdas.
Aprendi com as borboletas a carregar nas costas o mundo,
e com os pingos da chuva, a fazer serenata no chão.
A torneira aberta dos céus
jorrava horas inteiras de poesia,
e eu, menino sem bicicleta,
inventava que as palavras tinham rodas.
Brincava de crescer pelos olhos,
onde cabia o universo e um pé de grama.
Ensinava o absurdo a se acomodar no meu quintal:
uma pedra virava amiga,
uma nuvem, brincadeira de adivinhar.
Enaltecer os ordinários era meu jeito
de me desconhecer um pouco por dia.
As frustrações, eu punha no varal.
Torcia minhas tristezas até o último soluço
e pedia ao sol que secasse tudo antes da próxima chuva.
Porque a chuva sempre volta,
mas as tristezas, se bem secas, viram outra coisa:
lençol para embalar sonhos
ou sombra fresca para esquecer o calor.
Assim fui me criando,
com as faltas vestidas de beleza
e com os vazios repletos de poesia.
Nunca esperei o fim chegar,
porque quem vive de esperar
não interage com o presente,
nem cresce pelos olhos.
Escolhi viver assim:
de mãos dadas com o invisível,
sendo mais do que sou.
Ou sendo menos.
Afinal, quem precisa de muito
quando tem o céu inteiro dentro de si?
