Terror
A coragem presente é o memorial erguido por todas as vezes em que o terror do passado falhou miseravelmente em nos quebrar.
O terror não reside na intensidade da tormenta, mas na secura da alma que se recusa a invocar a Fé no meio do caos.
Para aterrorizar livremente uma nação, basta convencer os asseclas apaixonados de que os terroristas são os “outros” crimes organizados.
A história nos mostra que o terror raramente se apresenta usando o próprio nome.
Ele quase sempre se veste de discursos nobres, causas urgentes, promessas de proteção ou narrativas de salvação.
O medo torna-se uma ferramenta de poder quando deixa de ser percebido como instrumento e passa a ser interpretado como necessidade.
Quando uma parcela da sociedade é convencida de que toda ameaça vem apenas de um lado, ela tende a fechar os olhos para métodos igualmente destrutivos praticados pelo lado que escolheu defender.
Nesse momento, a vigilância moral deixa de ser princípio e transforma-se em privilégio altamente seletivo.
O que antes seria condenado passa a ser relativizado.
O que antes seria considerado abuso passa a ser tratado como estratégia.
E o que antes seria reconhecido como intimidação passa a ser celebrado como justiça.
Os apaixonados por grupos, líderes ou causas frequentemente acreditam estar combatendo monstros, sem perceber que a ausência de senso crítico pode transformá-los em escudos humanos para novas formas de autoritarismo.
Afinal, o terror não depende apenas daqueles que o praticam.
Ele também depende daqueles que se recusam a reconhecê-lo quando beneficia seus interesses, suas crenças ou suas preferências.
Uma sociedade madura não identifica ameaças pela camisa que vestem ou deixam de vestir, pela bandeira que carregam ou pelo discurso que proclamam.
Ela as identifica pelos métodos que utilizam.
Intimidação, perseguição, manipulação do medo, silenciamento de dissidentes e normalização da violência continuam sendo instrumentos de dominação, independentemente de quem os empregue.
O problema não começa quando surgem os que desejam espalhar medo.
Ele começa quando multidões passam a acreditar que o medo é legítimo, desde que seja direcionado aos adversários certos.
E talvez seja justamente aí que resida uma das maiores tragédias coletivas: quando a paixão substitui a lucidez, os cidadãos deixam de enxergar o terror pelos seus atos e passam a reconhecê-lo apenas pelos seus rótulos.
Nesse cenário, o terror não apenas prospera — ele conquista admiradores.
Quando falamos em GUERRA pensamos logo em terror, morte de inocentes, destruição. E com razão. A Guerra é um furacão de inconsciência. Por onde passa arranca as portas e deixa entrar toda sorte de iniquidade. Tudo que as civilizações constroem em séculos e milênios de trabalho a Guerra transforma em ruínas em questão de dias, horas, minutos...
A mesma coisa acontece com a gente quando abrimos fogo contra nosso semelhante. A raiva, o destempero, o ódio, a vingança são guerras em menor escala, mas não em menor poder de destruição. Somos tomados por uma tempestade de sentimentos desarvorados e impiedosamente destruidores.
Assistimos às plantações de amor e luz que cultivamos durante toda uma vida a serem dissipadas pela cegueira que causa os sentimentos de contenda. Tudo desaba e se desintegra fazendo-nos cair na vala do absoluto egoísmo, inimigo da evolução humana.
Uma fagulha de instante de insânia que nos deserda de conquistas feitas às duras penas.
A Guerra e o Homem. Uma união para o divórcio da sensatez que evita o auto dilaceramento.
Eu sou o mal das coisas ruins, o medo do terror, a alegria da tristeza, a beleza do horror , a felicidade na dor , o caos da satisfacao , a comodidade na agonia , incerteza da ilusao , sou a mascara do lado sombrio , a magoa da satisfacao , o lado negro do coracao o sofrimento da emocao!!
Não sei se é temor, não sei se é terror, não sei se é fraqueza, não sei se é saudade, não sei se é maldade, não sei se é vontade. Só sei que na saudade existe o temor, na maldade existe o terror e na fraqueza existe a maldade. Faltou só a vontade que existe em cada um de continuar brigando por aquilo que valer a pena.
Continuamos com o voto de cabresto, só que não pelo terror como antigamente, mas sim pela falta de inteligência do povo.
“É o cansaço que vem da fome
Da forja de morte dos homens
Gerando o terror que os responde
Com a voz, de uma vida que some
No leito em que o metal se esconde
Da chama que a todos consome..."
Quando Deus permite um "terror " em nossas vidas, é porque ele fará, em nós e de nós, um perfeito louvor.
Eu sou o tipo de garota que prefere um bom filme de terror do que assistir a um filme de romance que me faz chorar.
num volume de obsessão
se tem a certeza do terror
sobre a forma de um anjo
abrevia se os novos ares
cujo o âmbito é descabido,
nos traços das suas cavas,
tem se a atração...
para outros instantes,
o carma parece parte do destino,
na soma de medos o sabor é o amor...
tardio como julgo se idolatra...
o braço parece ser vulgar
na insanidade do mundo
apresentamos outras patologias
que demandam de mais cuidados,
embora tudo que tenha seja parte
de outras difusões num sentimento que deprime,
na solidão parece que as drogas são doces
então tudo se torna parte do delirio...
a noite cai e o dia passa em alucinações
o abstrato ganhas formas e jeitos de animais,
no desatino sua voz soa trás alivio
mesmo sendo parte da loucura,
acho que pode ficar bem mais
domínios dos sonhos trazem fatos sádicos,
seu desejo tem fronteiras na apologia do caos.
a sede da madruga sempre se da em jogos...
o sexo se torna o abito, sendo singular
a profunda tomada do amor
mesmo em momentos afogados em sentimentos.
a verdade se torna um pingo num oceano...
o mais irreal parece fora do absurdo,
da se nas elevações do teor ...
faz clamar no fundo do poço...
uma luz aparece nas janelas dos céus,
atravessando o horizonte do seu algoz...
exibe se outras visão profundas...
parece ser a ultima vez na escuridão...
a nudez proporciona o deslumbre ocasional...
tendo mar de solidão se volta ao coração....
um pensamento sensacional,
o começo da se num vulto...
pequenos carinhos pairam sobre o vento...
e autonomia de um sentido abrange a tangente...
a crueldade sob manto da compreensão
se deu no prospecto da indefinição...
sentir a saudade desvendo a obra sonsa e amarga
o fel de palavras secas e uniformes...
parecem ter sumido pelo ar sem fim...
podendo ganhar flores mortas,
sem uma sinopse de clamor remoto...
reaparece dor de afogar se no espirito...
a virtude flutua na orbita,
envolutaria traduções espalha se aos poucos...
retruco murmúrios nas trevas
e percebo os desejos...
o silencio toma conta...
o barulho ganha rumores
no desafio de horripilantes sonetos
se tem a vertigem de fabulas
grossas amantes expressivas...
para tais as quaisquer resolução...
muito mais que as flutuações do espectro...
