Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Eriec e seu silêncio...
todo mundo fala
do perigo que vem
mas quase ninguém vê
o que já mora no bolso
temem as máquinas que pensam
mas não temem os dedos distraídos
que matam em silêncio
com um “só um segundo”
o futuro assusta
mas o presente... anestesia
enquanto a vida passa
no reflexo da tela
todo mundo critica o novo
mas quase ninguém questiona o velho
que já virou hábito
mesmo quando sangra
e se o problema não for a máquina?
e se for o piloto que não olha pra frente?
ou pior — que olha,
mas finge que não vê?
porque pensar dói,
e assumir... mais ainda
então seguimos:
acusando espelhos
pra não encarar a própria imagem
"Na Eternidade que Mora os Instante"
Não são os grandes feitos que moldam a verdadeira felicidade, tampouco os trovões do mundo ou os aplausos que ecoam sob arcos de pedra. O que me comove — e eterniza — são aqueles instantes que passam tão suavemente, que quase não se nota sua chegada e, no entanto, quando partem, deixam um vazio onde antes pulsava o milagre do agora. São momentos sem coroa nem trono, mas que reinam soberanos dentro do peito.
Felicidade, meu caro, não é grito; é sussurro. Não é alarde; é presença. Ela se insinua no toque leve de uma mão que se demora, num olhar que fala sem palavras, na respiração que se entrelaça com a de outro ser, como se o mundo inteiro tivesse parado só para ouvir o silêncio entre dois corações.
Há uma eternidade que mora no instante em que nos esquecemos do tempo. Quando o riso é tão genuíno, que nem nos lembramos por que rimos. Quando o abraço não tem pressa de terminar, e o corpo entende que é ali sua morada. São esses os momentos que não pedem nada, mas nos dão tudo — oferecem-nos a vida em sua forma mais pura, mais crua, mais honesta.
Não desejo os banquetes da fama, nem os palcos da glória. Se pudesse, pediria apenas ao tempo que se cansasse por um dia e repousasse comigo naquele instante — aquele, o mais simples, o mais humilde — em que desejei, com todo o fervor da alma, que nada mais mudasse, que tudo ficasse exatamente como estava.
Oh, tempo! Vil usurpador de alegrias sutis! Como ousas correr quando a alma pede pausa? Como escapas quando, enfim, encontramos abrigo em um momento que deveria durar para sempre?
Mas, mesmo que vás, instante querido, ainda assim tu vives em mim — como vive o perfume na ausência da flor, como vive a memória de um beijo onde já não há lábios. Porque aquilo que verdadeiramente tocou o espírito jamais será varrido pelos ventos do esquecimento. E assim, entre lembranças e suspiros, vive o que foi eterno em seu breve existir.
"A Eternidade Mora em Ti, Mãe"
Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da manhã. Nada pesa, tudo encontra lugar: os medos, as culpas, os sonhos partidos.
Teu colo é chão antigo, onde os passos da infância ainda ecoam. É abrigo que não cobra, é amor que não exige. É perdão que chega antes do erro, é presença mesmo na ausência, é eternidade guardada em gestos tão simples, que só o coração sabe entender.
Em teus braços, mãe, volto a ser essência. Volto a ser o que fui antes da pressa, antes das dores do mundo. Em teus braços, sou inteiro — mesmo quando me sinto em pedaços.
E, se um dia tua presença física me faltar, saberei, mesmo assim, que teus braços ainda me envolvem — invisíveis, mas reais. Eternos, como tudo o que é feito de amor.
Ainda é Dia das Mães
Minha mãe partiu muito nova…
mas nunca deixou de estar perto.
Ela mora nas entrelinhas do vento,
no cheiro do bolo que não acertei,
no jeito que ajeito os cabelos,
nas palavras que uso sem notar.
Ela está no colo que me ensinou a dar,
na coragem que aparece quando tudo parece cair,
no silêncio que acolhe,
no riso que brota mesmo com saudade.
Mãe não vai embora, ela muda de lugar.
Sai do mundo visível e passa a morar
no abraço que deixamos de dar
mas nunca de sentir.
Neste dia das mães, eu celebro
a mulher que me deu a vida
e continua a viver…
em cada gesto meu
que ainda tem um pouco dela.
Á margem dos sonhos não mora ninguém, sem sonho a vida é deserta, é estrada sem fim, é poeira constante, é opaca sem brilho, é apenas um trilho que corre sozinho, é farol na neblina clareia e não ilumina.
Sem sonhar a vida é mar sem porto de atracação, sem remo ou corrimão, é uma batida constante em ritmo alucinante, sem poesia sem utopia só reta,
Não presta.
Sonhar é prancha de surfar, é partir do medo e realizar é conseguir é chegar é o encontro da areia com o mar, sonhar é dar vida à uma projeção é dar vida nova aos corações é poder ser em duas dimensões. Bons sonhos!
Namorar quem mora com os pais não pode, mas namorar quem mora com o namorada pode, né?
Devolve esse presente de Deus já, se atente, ano novo vida nova!
Escuta o teu coração...só ele sabe o que mora no teu interior...só ele conhece teus medos, anseios , teus sonhos e a tua coragem...
Ela tem uma força absurda que mora em seu corpo tão pequeno.
Já sobreviveu a tanta coisa
Saudosa em perceber o quanto da vida descobriu e saudosa também por tudo o que há de vir
Falar dos detalhes em movimento
Viver pra escapar
Viver pra enfrentar
Viver pra encontrar
Ela acha tão bonito se perder
O mundo fica mais bonito quando ela se acolhe e reconhece todas as suas capacidades,prefere seguir assim liderando pequenas revoluções internas
Onde acontecem as histórias a serem contadas
Ela fica paralisada e observa,descobre que a natureza do olhar é por dentro
Acha graça e tem vontade de ir de braços abertos abraçar o mundo e não soltar mais,não por ser bom ou ruim,mas por ser incompreensível,incontrolável e tolo. E mesmo que ele triture
Ela sabe da necessidade desses mergulhos da vida,da pressão sanguínea em alta,de impulso de falhas,lacunas,da impossibilidade de enxergar o que habita do outro lado,de afagos também.
Ela sempre quis ser tão forte que nada seria capaz de lhe abalar,agora ela é tão forte que nada mais lhe abala.
Joyce Amanajas
DE JOELHOS MINHA MÃE
Ajoelho-me e peço-te perdão
Minha querida e doce mãe
Pelo amor que mora no meu peito
E pelo amor que me tens
Prostrada na minha humildade
Rezo a ti minha mãe
Pela desumanidade, pela maldade
Pela injustiça, pelo egoísmo
Ajoelhada te peço perdão
Por todo o mal que te fazem mãe
Perdoa-lhes, que eles não sabem o que fazem
Estão tão cercados de coisas inúteis
Que nem sabem amar, perdoar, rezar
De joelhos minha doce mãe
Espero que aos teus pés
Floresçam flores
Em todas as nossas madrugadas
Amém.
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