Tenho Cara de Metida
Ela que podia ser tudo pra mim, fica insistindo em não ser nada. Por mim tudo bem, eu tenho sorvete de flocos.
A minha paz, ninguém rouba; a minha paciência, ninguém tira e o meu amor, tenho certeza, ele me ama!
Quanto mais eu escrevo, mais eu tenho certeza de que tenho que trancar isso a sete chaves. É como se às pessoas pensassem que é para chamar atenção. Como se imaginassem que eu preciso de socorro. Como se não entendessem as palavras e os seus significados. Tá certo que as vezes eu escrevo pra pedir socorro. Mas eu nunca escrevi pra chamar atenção. Nunca escrevi para as pessoas virem me perguntar se eu estou bem ou qualquer coisa relacionada a isso. Tudo o que eu rabisco em um papel, digito em um espaço branco ou rascunho na minha mente são experiências. É vida. É o que eu sinto, o que eu vivo, o que eu penso. Sem pensar em receber algo de volta. Eu penso só em mim, em me trazer de volta. Quando eu escrevo é como se eu me chamasse de volta pra mim, tirasse todos os disfarces e véus que me escondem pro mundo e me encontrasse com a minha essência, com o meu eu lírico, com a minha alma. As palavras viram confidência, as frases viram segredos e os textos viram um sigilo. É um mundo secreto e silencioso. E é por isso, que a cada dia tenho mais certeza de que não estou pronta para que as pessoas leiam os meus textos, ou elas que não estão prontas para lê-los. É só ter calma, ainda vai chegar a hora. A hora em que as pessoas vão buscar a si mesmos e ouvir o silêncio. E aí sim, elas vão entender o que as minhas palavras sussurram.
Sou sábio não porque tenho conhecimentos dos homens, mas sim, porque sigo e amo Aquele cuja a salvação depende Dele.
Eu tenho pensado nas pessoas que somam. Àquelas que carinho devotam e que, os defeitos, nem notam. Naquelas que investem seu tempo e energia com os outros, insistindo no riso constante e deixando as (pré-)ocupações de lado. Aquelas pessoas que transmitem paz com um sorriso e em silêncio, falam. Penso naquelas pessoas que me ajudam a atravessar abismos, por mais imaginários que eles sejam. Tenho pensado nas pessoas que fazem abrigo no coração, para que eu os use de moradia. Naquelas que constroem inúmeras certezas em cima do meu medo. E que, depois de anos, me entregam o mesmo abraço. Que dizem “chega!” e dizem “não!” (mesmo que eu não escute) e que, ao invés de dizer “vai!”, pegam minha mão e satisfeitos, me acompanham. Naquelas que falam bonito, e agem mais bonito ainda. Naquelas pessoas que sabem que é amando que a gente se estende.
Eu tenho sentimentos, eu tenho um coração, mais isso não quer dizer que você possa chegar e destruí-los.
Gosto de tudo que me faz lembrar o motivo das coisas que tenho ou que faço. Gosto do que me faz lembrar o – por quê? Gosto do desenvolvimento das ações, sobretudo, não do final. Não valorizo o ponto final tanto quanto valorizo as vírgulas, as aspas, cada parágrafo. Porque o final é resultado do meio e depende fundamentalmente dele. É no meio que as dúvidas são postas e as certezas evidenciadas. O ponto final simboliza o fim de algo; a conclusão, mas o meio? Ah... Este é imprescindível para que se chegue ao fim. O início é importante, mas ele é apenas referência de que algo começou, mas quem garante a qualidade do seu desenvolvimento? O meio possibilita a visibilidade da certeza dos questionamentos feitos no final. Entretanto, quem é sábio no desenvolvimento das suas ações entende que, se o meio; o desenvolvimento for devidamente sustentado, elaborado, explicitado, cada final será um ponto continuado que representará o fim desencadeando, sequencialmente, um novo começo.
"Estou triste com tudo, talvez por ser verdadeiro. Eu tenho medo do mundo, mas com coragem de guerreiro."
Eu não tenho dinheiro,
Mas por você tenho amor,
Além de um belo inventor,
Garanto-te que sou um cavalheiro.
Acredito que minha história chegou ao fim, por que não tenho mais você e sem você não há mais motivos para viver.
Eu queria sair e zuar
mas grana eu não tenho para gastar
o que me resta é sentar,
ficar de boa e coçar.
Nessas horas tenho vontade de sentir você deitada perto de mim. De ver seu sorriso perdido e seu jeito fechado que resiste em falar. Interpretar você sempre foi um desafio que enfrentei com muito prazer. Pensar que passamos dias em paz, afastado de tudo e do mundo, criando um mundo que só nós conhecíamos e somente nós sabemos onde está.
Seu nome gravado na minha cabeça assina todos os sonhos que tenho. Autora da imaginação e artista das histórias que crio. O romantismo se faz realidade e as fábulas viram narrativas. Contar nosso amor é dissertar sobre o paraíso.
Tenho nos lábios vivos o gosto do último copo de sorriso. Embriagado pela poesia, apaixonado pelo cinema, empolgado por uma discussão que esses Bestas Heróis de Trapo achariam enfadonha demais.
"Antes eu achava que precisava de mais pra ser feliz. E hoje eu tenho a absoluta certeza que só basta queremos."
