Talvez
Talvez tenha construído demasiado longo
esse túnel feito de palavras.
Esmeradas, escolhidas, polidas como jóias.
Únicas todas elas, raras e tão especiais.
Mas um túnel demasiado longo,
sem claridade na saída. Nada.
Nada, a não ser o brilho escuro, familiar,
vindo do próprio túnel, onânico, solitário,
de mais palavras desabrochando momentos,
feições novas de velhos significados revistos,
velhas roupagens puídas cerzidas mais uma vez.
Apenas mais palavras.
Uma espécie de infinito tornado cúmplice,
noite, penumbra escondendo os outros,
suas dores, mágoas, medos, monstros,
e escondendo-me de quase todos eles.
Tudo para dar-me o tempo de mais um poema,
jamais singular, e jamais definitivo,
como tanto desejaria que fosse.
Jamais um poema revelador, feito de luz,
maior que apenas um monólogo incontido,
mostrando-se além da prudência
que o tempo trouxe.
E, inevitavelmente,
jamais algo que me colocasse
além das simples palavras.
E de monólogos no meio de um túnel.
Estou me encontrando. Talvez, porque de fato, não havia me procurado tanto. É que quando você se perde em outras pessoas, esquece que as verdadeiras respostas estão dentro de si, em um lugar onde só você mesmo tem permissão de invadir.
Se hoje você notou que já não estou mais ai, é porque talvez é a minha presença que você quer agora.
Talvez a gente não dê mesmo certo...mas sabe, daríamos um belo errado, daqueles tipo X tudo com muito bacon
Eu queria ser indiferente a você. Talvez não sentir com toda essa intensidade, ou simplesmente não sentir.
Do jeito que sou...
Talvez, eu não seja
como gostaria que eu fosse,
mas sou como eu gosto de ser.
É possível que me julgue simplória,
mas assim, simples,
estou sempre de bem comigo.
Quem sabe eu esteja errada,
mas se errada estiver, ainda assim,
sou o que desejo ser para mim.
E se concordar que estou certa
sendo do jeito que sou,
experimente ser do jeito
que você é.
Descobrirá que ser feliz
pode ser bem mais fácil
do que tenha imaginado.
by/erotildes vittoria
Nos salões do meu coração
Era um lugar velho e abandonado, mas talvez precisasse apenas ser redecorado. Quando derramei café, por um segundo senti o calor, provei do sabor, somos criaturas de sangue quente. Joguei a chave fora, a cadeira era sua... Bastava se sentar, você seria a rainha, a dona, vê o teu retrato no fundo? Poderia haver festas, grandes banquetes e bailes, quando a taça de vinho transborda... Vou parar de sonhar. A esperança era que alguém apreciasse. Maldita vilã... Por quem ainda sou apaixonado.
" No momento não é prioridade entender seu egocentrismo,e talvez não seja mais,tão cedo. pra não dizer nunca mais".
Sempre tem aquela pessoa que você mal conversa, nunca ficou e talvez nunca ira ficar, mas por algum motivo as vezes é ela que fica no pensamento...
"O Belo talvez não seja Belo, o bem talvez não seja o bem, o mal-u talvez não seja o mal-u, o talvez talvez não seja o talvez... Duvidar é preciso!"
"Se te pareço um monstro,olha-me de novo,talvez você esteja assombrado,na cadeia dos teus próprios olhos."
Surpreender ainda é a melhor técnica. Talvez o tempo, as cicatrizes, as lembranças, as histórias ou o simples viver de uma vida sozinho e sem amor nos faça esquecer que as mulheres gostam de flores, de surpresas, de um beijo apaixonado, um abraço confortante, um chamego, um dengo e de um sussurro verdadeiro dizendo: "eu escolhi você". Talvez perdemos a essência do meigo, do sorriso, da ternura e das pequenas gentilezas "cavalheirescas" que honravam os homens. Talvez um ramalhete com um cartão escrito a mão, um convite para jantar, para viajar, um telefonema, uma mensagem não sejam mais suficientes, talvez o que ela queira seja um simples abraço. É estranho, mas hoje o tão simples surpreende tanto. A segurança de um abraço carro nenhum supre, a gentileza de um cozinhar em plena segunda à noite restaurante nenhum supera, o aconchego de um peito travesseiro nenhum ganha, por isso não precisa ter uma vida incrível, uma carreira incrível, basta ser incrível para ela. Sei que é estranho, mas ninguém gosta de ser sozinho, viver sozinho. Por isso, apaixone-se todos os dias pelo mesmo sonho, mesmo horizonte, mesmas vontades e pela mesma pessoa, principalmente, se essa pessoa for você mesma.
É só a chuva lá fora. Logo passa.Talvez o sol volte, talvez não. E Vivo entre dias nublados e dias ensolarados. Dias cinzentos e dias de céu azul. Tão natural, quanto o vento lá fora. E se me perguntarem como estou: Indo, vivendo, hora casulo, hora borboleta, hora tempestade, hora calmaria, entre sucessivas metamorfoses.
