Tag veneno
SA(R)DADE
Se revestido de veneno
Fosse o ferrão da saudade
Sobraria-me pouco tempo
Diante minha curta idade;
Não quero parecer herege,
Mas nunca deixei de me perguntar:
"- Se os anjos que nos protegem,
Também sofrem por lembrar?"
Clamo o que tenho hoje,
Mas se ao menos eu fosse
Um valente querubim
Batia asas do meu quintal,
Voaria contra o final
E pousava em Itapetim.
Your very voice is like a plague
Slowly infecting my senses
I'm in some sort of boiling rage
You've broken my defenses
I want to outrage your mother
Hurt everything you love
Smash your heart into powder
Far worse than you’ve done
Cause your words are made of acid
Eroding till my soul
Yeah your words are made of acid
Eroding till my soul
Venon venon
Drips from your lips
I’m intoxicated
I’m intoxicated
Venon venon
Somebody save me, please
I’m intoxicated
I’m intoxicated
VENENO
Vai-se o veneno travestido
Ultrapassando as barreiras fingidas
Transpassando as veias dilatadas
Vai-se com um doce amargo alarido
Desencarcerando o sorriso oprimido
O saboroso escárnio da trapaça
Esvai-se em total descompasso
Embebendo as almas alvas
E inebriando os instintos
Com goles democráticos.
Quem ainda não experimentou do próprio veneno ou nunca os produziu, ou usa a maldade como antídoto para permanecer ativo.
Não há veneno que me mate
Não há remédio que me cure
Existem amores que sempre passam
Há, corriqueiramente, aquele que me segure
Os sentimentos ruins que abrigarmos em nossos corações se tornarão a matéria-prima do veneno que danosamente será produzido dentro de nós.
Quem está isento da maldade alheia?
A maldade está nos olhos de quem tem maldade inata, está na mente de quem aprendeu a considerá-la verdadeira. A maldade está na língua do fofoqueiro e na orelha de quem não questiona. Ela está dentro de cada um que julga sem analisar os fatos. Está no coração dos venenosos e na credibilidade de quem toma o cálice e se delicia com o líquido cheio de calúnia mordaz.
Quão pérfida pode ser a mente de um irmão, cujo corpo e a alma são compostos do mesmo princípio, cuja vida é compartilhada na mesma superfície? Quanto há de maldade em cada ser que habita esse planeta inexorável? Quanta crueldade um ser humano é capaz de cometer? Seriam todos esses seres perniciosos culpados de suas ações? Ou seriam eles apenas espíritos atordoados ou adormecidos na imensidão do vazio existencial?
Não. Não há como combater a maldade. Não há como extirpar a raiz venenosa, não existe fórmula, remédio ou emplastro que cure alguém da maldade. O segredo está na observação. Pergunte-se, como alguém que vê de longe uma determinada cena, o que pode levar a tal vileza. Observe e analise com atenção. E se tal maldade não cabe em seu coração, descarte-a. Não se envenene sem culpa, não se entregue sem crime. Procure um lugar dentro de você onde possa filtrar e neutralizar o que sofre pela maldade. É somente isso que nos resta. Consciência tranquila, paz de espírito e um gigantesco escudo contra as flechadas maldosas.
Lolita Verão
Vem logo, Menina Veneno, Lolita Verão...
Aguardo ansioso e insone,
Na fria noite do outono
Da minha vida.
Vem aquecer este Velho Lobo do Mar,
Alquebrado por tantas tormentas,
Mas ainda louco para amar...
Vem incendiar meus sentidos
Com tua candura, tua malícia explícita,
Tua sensualidade implícita...
Vem realizar meus devaneios,
Saciar meus anseios.
(Juares de Marcos Jardim)
Mesmo se fosse aquilo que me faz mal,
ou qualquer tipo de veneno letal,
que ao proferir já até sinto o sabor,
sendo assim o último esse doce amor.
E poder concentrar em mim essas doses exageradas do teu beijo,
saberia que de ti é real esse meu imenso desejo.
Ausência de medo não é, necessariamente, o mesmo que presença de coragem. E o limbo, inúmeras vezes, é a mais dolorosa das adagas e o mais cruel dos venenos.
Não me ofereça esse monstro que dominou tua alma, que te faz beijar alguém que toca notas feias e espantosas em um piano velho. Alguém que bebe veneno e saliva acidez em cima de ti. Alguém que te olha nos olhos e não consegue te ver afogada por seus próprios demônios. Alguém que não te faz jus. Eu não desejo o monstro pecaminoso que tu és...
Quando você menos espera ela silenciosa e sorrateira te da o bote, te enche do seu maior veneno e você já em transe se rende a paixão.
Todas as manhãs você toma banho, escova os dentes, veste uma roupa limpa e fica todo limpo no seu exterior. Enquanto, o interior cheio de mágoas, ressentimentos, raivas e ódio. O visível limpo e cheiroso, e o exterior sujo e cheio de veneno.
Reserva-te em teu canto em silêncio, deixe que seu inimigo fale, não dê ouvidos, pois o mesmo se engasgará com seu proprio veneno!
Quem diria, aqui estou, me enchendo de veneno e pintando o meu céu de vermelho. Talvez não seja um conto de fadas, e nem tenha final feliz.
E tem aquele parente que trabalhava numa casa de ração, em que um dia entrou uma cliente solicitando remédio pra dar ao rato. A turma aqui tem mania de chamar veneno de remédio, indistintamente, aí ele prontamente deu 1.080, chumbinho, algo assim. Aconteceu que daqui a pouco ela voltou aos planos acusando-o.: "O senhor matou meu rato!" Oxi! Entendeu nada. Chamou ela pra, inconsolável, sentar num canto e se explicar afinal o que ela tava querendo. Aconteceu pra surpresa dele, depois da devida confusão, digo, explicação, que o tal rato era na realidade um hamster e ela queria realmente uma vítima, um remédio pro bichinho doente. Pobrezinho...
