Tag vazio
Ser humano é carregar a eterna incompletude, um esboço inacabado, moldado por sonhos desfeitos e amores imperfeitos.
Vazio Consumista
Mesmo tendo tudo, sentem-se como se nada tivessem. Conquistas são poeira ao vento; no horizonte se esvaem.
Desencontros internos, entre o ser, parecer e ter, erguem muros. Expectativas não cumpridas, sonhos naufragados, sentimentos afogados jazem.
Pressões sociais, padrões a seguir, na busca frenética pelo que se deve possuir.
Traumas e cicatrizes, marcas do passado, no presente, um grito abafado que faz deprimir.
Consumo desmedido, tentam em vão encobrir o vazio existencial que faz parte do existir.
Sentada na areia.
As ondas vão....
As ondas veem..
Ondas .. levem minhas lembranças para onde elas não possam mais me sufocar.
A brisa suave toca de leve meu rosto.
O sol ardente faz a realidade cortar a minha alma.
As ondas veem...
As ondas vão...
O tempo passa.. e o vazio continua a me atormentar sem perdão.
A paz que não temos, ou um vazio que construirmos?
Quando pequenos temos a inquietude de querer crescer logo. Ao crescermos, nossos objetivos pesam e aí a necessidade de colo, nos faz querer ser novamente criança. E assim, nos tornamos, definitivamente “humanos”.
A verdade sobre a nossa vida é que nunca estamos de fato, satisfeitos, um dia, queremos conhecer alguém e namorar e quem sabe, casar. Outra hora, queremos nunca ter conhecido ninguém e ficarmos sozinhos.
Sonhamos com o príncipe que vai nos arrebatar do calabouço, que vai nos entregar o sapatinho de cristal perdido e um estalo, lá estamos vivendo como rainhas. Como se isso, fosse mesmo possível.
Entramos em conflito com nossas verdades e vontades. Sair da zona de conforto, é poder sair da casa de nossos pais e poder dizer, enfim: livres. Mas, o que não contaram para gente, que ao sair de nossas casas paternas, nos tornamos escravos de nossas vidas rotineiras e tornamos protótipos de nossos pais. Trabalhar, pagar contas, fazer comida, arrumar a casa e se der tempo, cineminha. É uma luta diária, conviver com tantas tarefas e ainda assim, tentar ser feliz.
Somos uma geração que reclama de tudo e de todos. Temos tempo para o amor? Talvez. As relações estão cada vez mais soltas, querer ter um ou dois relacionamentos simultâneos é o bug do século. Casamento aberto, relação promiscua, sonhos divididos, camas repartidas, é uma loucura o que nos tornamos. O casamento não é mais sagrado, as relações não são duráveis e os filhos não respeitam mais as autoridades paternas. Simplesmente, os valores se perderam ao longo dos anos.
A tecnologia abriu o espaço nas vidas das pessoas, não tem mais natais ou comemorações em família, no lugar as vídeos-chamadas, as telas de WhatsApp, e as mais variadas formas de redes sociais.
Os encontros de domingos foram substituídos pelos grupos de whatsapp, as fotos das grandes comemorações em família, ficaram em selfs solitárias em algum lugar instagramavel. Era uma vez uma família feliz? Será que em alguns anos, terão livros de ficção sobre como eram as famílias? Bem possível.
Não podemos negar que ainda tem pessoas que leem livros de papel, vão ao cinema e ainda frequentam parques. São raridades. Somos a ultima geração que curte essas coisas, eu creio.
Tenho que admitir que a minha geração, a que nasceu entre 60 a 80, está mais acostumada com as adaptações do mundo moderno. Conseguimos nos virar com as modernidades deste século.
O que não se pode negar, que a geração atual, menos adaptada ao trabalho e mais adaptada à tecnologia, anseia em encontrar o tal “emprego dos sonhos”, a “vibe perfeita”, a “a onda perfeita”, os “100 milhões de seguidores” e por fim, ficar rica sem trabalhar. Essa geração é a geração “evolução cibernética”.
Se você acha que isso é um julgamento, não está certo e nem errado. A minha geração também é criativa e confusa em se tratando de trabalho. Ajoelha para Deus conseguir um trabalho ou “bico” e quando consegue, faz corpo mole e reclama das condições contratadas, basta passar na experiência que começa a tormenta. Criaram muitas definições sobre a frequência que as pessoas reclamam de suas tarefas, chefes, escritórios e tudo o que envolvem o mundo corporativo. Ao longo de décadas muito se fala em síndromes diversas, criadas devido ao advento de pessoas insatisfeitas e com baixa produtividade, pessoas com ansiedade, com dores diversas na alma e no corpo. Não vou aqui replicar nomes científicos de síndromes, é apenas uma comparação entre querer e conseguir.
O mundo se revoluciona e as pessoas deixam de querer pensar, devido as facilidades que os “APPs”, sites de busca em geral e internet.
As pessoas não têm mais hábitos de ler jornais, revistas e um bom livro. As escolas não incentivam os alunos a querer ler ou discutir as leituras. Não tem mais rodas de discussão sobre os temas dos livros, jograis ou teatros.
As provas são online, as faculdades são EADs. Não tem mais grau de dificuldades nas escolas, passam os alunos sem saber o mínimo. É um estranho modo de viver.
Hoje é possível, você trabalhar sem sair de casa, como se isso fosse de fato possível. Não acredito em trabalho remoto. Sou daqueles que acredita na estranha presença física nos escritórios ou instituições. As entregas por remoto não são de fato conclusivas. Mas, acredito no trabalho “híbrido”, é o equilíbrio do século. As pessoas precisam respirar. Ter esse vão nas atividades presenciais, talvez ajuda no bom desempenho profissional.
As relações humanas estão cada vez mais difíceis, ninguém se compromete com a verdade, tornamos mais egoístas e centrados em nós mesmos. A quantidade de vezes que nós procuramos algo melhor para nós. Exemplo: no meio do exercício fiscal, um colaborador pede conta, no meio de uma temporada de feriados, uma camareira sai. Ninguém tem compromisso com os contratos assinados. Não se importam se seus empregadores também vão ter dificuldades por isso. Não olhar para os lados nos fazem pessoas más? Podemos ser demitidos, e quando somos nós que demitimos as empresas que trabalhamos? Será que estamos sendo corretos? Sair sem avisar, encontrar nova empresa e simplesmente sair sem olhar para trás.
No final, somos perfeitos? Somos seres compreensíveis? A verdade é que nos tornamos seres sem medos e com ambições exacerbadas. Queremos o melhor, e se possível, sem fazer muito esforço.
Verdade seja dita, o mundo mudou. Quando que a geração 60/80, teria coragem de pensar em saúde mental e se desligar de uma empresa assim, sem temer?
Sensacional! A humanidade aprendeu a entender que não somos eternos e que se for para molhar, precisa tomar uma boa chuva, sem guarda-chuvas.
Em compensação, nos tornamos seres sem paz, inquietos, ansiosos, depressivos e nada de fato, nos faz querer desistir do famoso: “primeiro eu, depois eu e eu”. A paz não está em nós, queremos ter o melhor carro que alguém tem, o melhor emprego que alguém um dia poderá ter e a melhor e maior casa que alguém já sonhou e nada está de acordo com seus padrões.
Ficar famoso sem ter feito algo extraordinário, ganhar dinheiro sem trabalhar muito, sem economizar. A maior geração de pessoas que não quer estudas todos os dias, não lê os materiais, não levam lápis e canetas nas escolas ou faculdades. Não estão dispostas a estudar ou ter trabalho de 08h ou mais.
Passam horas na internet ou jogos. Não entendem porque seus pais são pobres, não ajudam em casa, não arrumam suas camas, não trabalham e acordam tarde e o pior, são visitas em sua própria casa e não curtem finais de semana em família. Estão dentro de casa e mesmo assim, não praticam diálogos saudáveis com os pais. Rola conversa pelo Whatsapp, mas pessoalmente são invisíveis e até inimigos.
Medo, é uma palavra que não existe nesta geração. Parece que a formação da 5ª série prevaleceu e se integrou ao nosso mundo atual.
Paz? Ninguém tem uma fé real, brigam por tudo, não aceitam as diferenças sociais. A famosa “inclusão”, não é possível, pois cada um tem uma visão sobre o tema. A inclusão é possível entre seus iguais. Como explicar uma sala de aula de 25 alunos e uma inclusão? Seria humanamente possível que o tratamento de educação seja igualitário?
Em uma empresa, a inclusão tem outros problemas, mesmo que tenham que os tratá-los de forma mais natural possível e não julgar suas limitações profissionais, sempre tem problemas de adaptações, o que causa desconforto.
A vida na terra está cada dia mais estranha, as pessoas não preservam a natureza, escolhem morar nos grandes centros, sujam as cidades com seus acúmulos de lixos diários, invadem propriedades alheias e causam danos, escolhem o crime a uma vida digna, roubam, xingam idosos, maltratam crianças, provocam danos morais e corporais nas mulheres, não respeitam o próximo, não trabalham as horas que foram acordadas, depreciam a natureza, praticam o preconceito, denigrem as imagens por mero prazer em destruir pessoas e seus sonhos, criam imagens mentirosas nas redes sociais, são egoístas, mesquinhas, cruéis e são capazes de enganar para conseguirem o que querem.
Depois de tudo isso, é possível ter paz na terra em que vivemos? Talvez, se pararmos de acreditar somente no que nos faz melhores que os outros, se pudermos ser melhores juntos, talvez a humanidade tenha jeito.
Se os pais pudessem ser mais flexíveis com seus filhos e amá-los como pessoas e não como propriedade, se os filhos amassem seus pais como pessoas e não como caixa bancários, se os chefes amassem seus subordinados como profissionais que estão em busca de uma melhor condição de vida e se os subordinados vissem seus chefes como aliados nesta busca. Se as religiões fossem respeitadas e se pudesse escolher qualquer lugar do mundo para praticá-la, sem medo do terrorismo ou retaliação, se......São tantas dúvidas e medos, que não, não é possível este mundo ter paz.
Primeiro a paz deveria ser algo que partisse de um para o coletivo. Afinal, paz é equilibro, tranquilidade e harmonia. Não pode prevalecer a paz em zona de inveja, ansiedade, conflitos sociais. Não dá para ter paz se acho que sou melhor que o meu próximo. Não dá para ter paz, se ponho fogo no quintal e esqueço que pode ter alguém em outro lugar que pode estar doente, lavado roupa. Ser feliz é não pensar no outro? Se for assim, a paz não nunca existiu, nem mesmo nas grandes igrejas ou templo do mundo. As diferenças religiosas esqueceram o protagonista principal que deveria ser: “Deus”.
Para que o mundo possa ter paz, é preciso redescobrir o amar o próximo. Sem julgamentos, sem preconceitos, sem racismo, sem lutas religiosas, sem hedonismo, sem protagonismos e assim, podemos encontrar um mundo melhor e deixar que as próximas gerações continuem a trilhar um caminho tecnológico, porém com a visão de melhorias para as pessoas, com erradicação das doenças, descobertas de novas vacinas e um mundo onde criança é criança e não trabalha e nem namora. Jovem estuda e acredita no amanhã e adultos tem mais qualidade de vida e saúde.
Eu sou Cida Vitório e acredito em um mundo melhor.
A depressão é um vazio que por mais que encontremos uma forma de preenchê-lo, sempre haverá um espaço para o tormento.
Um "NÃO", sem o seu respectivo "PORQUE",
será sempre "VAZIO" e
"INCOMPREENSÍVEL",
principalmente para uma criança!"
"O vazio é tudo o que me habita, e eu anseio sentir a vida, mesmo que através do pecado."
Do livro - Quase Santa.
Se preenchermos os nossos pequenos vazios com coisas momentâneas, entramos em ciclos viciosos difíceis de curar e com uma dependência impossível de manter.
Ingratidão: A Era do Vazio
Vivemos em tempos marcados pela ingratidão, onde as pessoas parecem cronicamente insatisfeitas consigo mesmas.
É uma era estranha, na qual se luta incansavelmente para conquistar algo, apenas para, ao alcançar, sentir um vazio imediato, como se o esforço não tivesse valor.
É o ciclo do “consegui… e agora?”, onde o objetivo ou pessoa se torna rapidamente irrelevante.
Estamos cercados por pessoas que não sabem o que realmente querem, e, quando finalmente conseguem, falham em reconhecer o peso e o valor de suas próprias conquistas.
Falta reflexão, falta apreciação, falta conexão com o que foi alcançado.
Que triste constatação: viver como se nada fosse suficiente, como se cada vitória fosse um fardo, e não uma celebração.
Que vazio é não valorizar os frutos do próprio esforço. Que derrota é conquistar e não reconhecer a grandeza do feito.
É um convite à vergonha, mas, acima de tudo, à mudança.
Que possamos aprender a valorizar o que temos e a ser gratos por quem nos tornamos ao longo do caminho.
Gratidão não é só virtude; é a base de uma vida mais plena.
"No meu silêncio, teu nome ecoa eternamente como sussurro, preenchendo o grande vazio com tua ausência eterna"
By Amauri_alves
DISFARÇADO À BETINHO
Ele, cheio das manias, assim não se revê, mas as tem. Precisa delas como bengalas para apoiar-se e continuar a fingir as frustrações da sua vida, aparentemente colorida.
Vive no seu sumptuoso apartamento, bem localizado, dizem… Apresenta-se nas redes sociais nas mais diversas formas, todavia, sem nunca perder a pose. A tal que o faz (o betinho de Cascais).
O seu interior é coberto de vaidades, vazios fúnebres - outros nem por isso, porém, igualmente vazios causados e alimentados pela sua crença na superioridade em relação aos seus semelhantes. Acha-se uma m...da, contudo, precisa de se afirmar perante aos olhos de terceiros, é então que assume o poleiro de onde acha-se um bocadinho superior a quem se cruze com ele.
Não chora em público porque pode parecer fraqueza. Apenas sorri… Quase sempre falsamente!
É no silêncio do monastério onde se esconde que apenas ele ouve o gritar alto da solidão que lhe atordoa. No entanto, ninguém a consegue ouvir, apenas ele, o solitário vestido à betinho.
Na turbulência do desamparo, ele não é ouvido porque apesar de estar num momento aflitivo não aprendeu que para ser ouvido, deverá descer do pedestal que, o próprio construiu para, assim achar que poderia olhar os outros de cima.
Deve descer e dizer.
- Ajuda-me porque todos os meus dias estão a ser consumidos pela minha extrema frustração que se pronuncia através da minha postura social de sobranceria para com os outros.
Diante a riqueza da humildade demonstrada um abraço surgirá seguro, e mais outro, e logo a seguir um outro. Quando se deres conta, muitos daqueles que antes julgavas sem receio, estarão ali, bem no meio de todos a reforçar o abraço.
Ainda acha que vale a pena ficar sentado no meio do seu apartamento de luxo feito um deus sem servo a julgar o mundo de quem te rodeia?
NOTA: Texto não revisado.
Caros leitores, por ter noção de que a minha escrita no que concerne, pontuação, concordância verbal, etc. não é perfeita. Se algum leitor/a, com conhecimento, perceber a minha falha, pode, se entender, por favor me mostrar onde devo aplicar a correção.
Pode ser por mensagem privada, ou mesmo nos comentários. Da minha parte, agradeço. Sempre tive em linha de conta que aprender não ocupa espaço e mal daquele que não consegue abraçar uma crítica construtiva.
Uma vez construí um castelo de areia para nele abrigar meu desengano. Quando as ondas chegaram seus segredos foram levados para o horizonte, num todo querer de abandono. Fiquei ali parado entre o âmbar do céu e toda névoa de areia e sal. Toda imensidão de vidas entre eu e meus mundos refletia também um vazio cantante. Mas vazio de que? Como a vida que talvez repousasse também não seguia premente suas decisões em tantos tons de anil? Voltarei amanhã e quiçá não encontre uma concha marinha onde em seus labirintos escute o que não vim buscar...
O QUE É VACUIDADE DA ALMA HUMANA?
É o estado natural da Alma Humana, estado 'EU SOU' ou estado 'VAZIO', que não implica ser algo nem ser isso ou aquilo, mas simplesmente 'SER'.
É o estado 'ZERO' que serve de base para a ocorrência de qualquer outro estado da Alma Humana, o 'ZERO' das 00:00 horas e o 'ZERO' das 24:00 horas de um dia, ou seja, é o estado Inicial e Final, o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ómega.
É o estado da verdadeira Liberdade no qual a Alma Humana existe em Pleno Desapego e Consciência Plena.
Portanto,
Vacuidade da Alma Humana é um estado em que a Alma se sente 'NADA' e 'TUDO' ao mesmo tempo.
Meus olhos queimam
Queria um alívio desse sofrimento
Minhas memórias carregam pesos
Estamos todos quebrados
A maioria não pede ajuda
Ninguém entende os próprios anseios
A minha frustração vem gastando tempo
Me sinto limitada demais pra alguém que busca tanto a liberdade
Talvez a morte seja um descanso e a vida o motivo
Não me esqueço que o mundo vai acabar novamente
Vivem dizendo para eu amar mais a vida
Mas vejo todos presos em espelhos
Perco tempo com nada
Me sinto vazia de tudo
Queria saber viver
Queria voltar a infância
- Temos 5 anos antes de morrermos no inferno
É impossível preencher o vazio, pois todo vazio é uma ilusão. Por isso, a plenitude habita na simplicidade e na imaginação. Preencha seu dia com momentos de gratidão, aprendizado e pequenas alegrias.
"Às vezes me pergunto por que sofro com esse sentimento de vazio dentro de mim. Por que tenho que ser tão sentimental deste jeito? Parece que isso me consome e não sei como lidar. Mas eu sei que, no fundo, é a minha sensibilidade que me permite sentir o mundo de forma mais profunda, e talvez seja essa mesma sensibilidade que me traga as respostas que procuro."
Perdi o interesse por observar que o interesse é usualmente uma lacuna causada por fraudes emocionais que adoecem a alma
O presente é um estado de atenção que absorve, conscientemente, as informações do espaço, transformando-as em tempo, memórias.
Algum dia tudo perde a graça e você se se sente como se se nada fizesse parte de você além do nada e repetidas vezes um nada que te esgana e o devora sem pensar.
- Quem és tu, para fazer isso com a pobre alma?
O Inferno e o Paraíso se equivalem reciprocamente; ambos desaguam-se no tédio infindável do não existir do Bem ou do Mal. Se no Paraíso não há o Mal, lhe é imperceptível o Bem. Se no Inferno não há o Bem, logo, também, lhe é imperceptível o Mal. Para que haja o Bem, o Mal deve advir, e vice-versa.
