Tag vazio
Agora sou eu e o meu vazio,
Agora sou eu comigo mesma,
Agora sou eu e a minha tristeza,
Agora sou eu e a minha melancolia,
Agora sou eu e o meu martírio,
Agora sou eu e a minha culpa,
Agora sou e a minha solidão,
Agora sou eu e a minha dor,
Agora sou eu e a minha indecisão,
Agora sou eu e a minha insegurança,
Agora sou eu e a minha bagunça,
Agora sou eu e a minha raiva,
Agora sou eu e o meu desamor,
Agora sou eu e a meu ódio,
Agora sou eu e os meus olhos tristes,
(os quais eu tanto escondi)
Agora sou eu e meu estado de depressão,
Agora eu não me escondo mais,
Agora sou eu e a minha raiva,
Agora sou eu e a minha revolta,
Agora sou eu e a minha culpa,
Agora sou eu e a minha negligência,
Agora sou eu e a minha rebeldia,
Agora sou eu e os meus nãos,
Agora sou eu e eu,
Agora sou eu com minha reorganização,
Agora sou eu e o meu choro,
Agora sou eu e o meu vazio,
Agora eu só quero estar com o meu eu,
Agora eu só quero saber de mim,
Agora eu estou mal,
Sei que um dia eu estarei bem,
Mas agora, eu só quero me ser no agora, eu só quero me ser e me fazer existir!
Agora eu só quero acolher o meu Vazio.
A análise psicanalítica não diminui a tristeza, nem o vazio, ao contrário; ensina-nos a lidar com eles e transformar solidão em solitude.
O ódio dá forças para seguir adiante, mantém a estrutura frágil, entrelaça as linhas para que o vazio não tome conta de tudo.
"Vivendo em um mundo onde a felicidade só é aceita se você for da elite ou se simplesmente compra-la, não tem como se sentir confortável, pois a qualquer momento a sua luz é apagada pela escuridão do vazio de outras pessoas"
Natureza branca
Uma raposinha no matagal escuro.
Seu conhecimento é vasto ao sentimento branco.
Sempre sozinho, sempre imaturo.
Sua natureza é um formato endêmico.
Ao vale da sombra vazia, vaga a raposinha.
Sempre sozinha, coitadinha.
Acompanhado ao lado de bichos benevolentes.
A sua máscara é um pertence inerente.
A sua dor da natureza solitária.
O tornava ordinária.
Se culpava da sua solitude que mais virou foi solidão.
Muitas vezes seu desejo era apenas de ser o padrão.
Em um dia qualquer, com tudo mais tranquilo.
Tranquilo de mais, não fazia seu estilo.
Um vulto o atacou, formou uma dor de cavalo.
Isso sim combinava com seu sentimento modelo.
Mesmo desconhecido, ele sabia o que o atacou.
Aquele vulto, era o branco, ele voltou.
Desolado e desacordado.
Sentindo ser carregado.
Só podia sentir a presença de um ser bem maior.
As pregas do olhar, viu aquela que recuperou seu vigor.
Uma loba ao seu vislumbrar, percebera uma virtude.
Vidrado a aquele ser, só podia ver sua pulcritude.
Com receio as naturezas distintas, tinha medo de se machucar.
Mas quebrado pela loba, uma mudança estava a almejar.
Passado tempos, um sentimento criou .
Um desejo se formou.
Uma esperança brotou.
O devaneio o pirou.
Mas, a natureza não pode ser vencida.
Mesmo sem nossa vida.
Ela continua a crescer a uma lenta medida.
Mesmo com esforço.
O produto é um caroço.
Gerado em seu coração.
Perdera toda sua convicção.
A raposinha continua o seu caminho.
Sendo sozinho.
Tadinho, coitadinho.
Em seu caminho continua a trilhar.
Quem sabe um dia as diferentes naturezas não venham a culminar..
Texto: Efêmeros (Um lugar vazio)
Parte I
- Você se sente só? Você precisa de mim? São tantas palavras né, milhões de quereres alheios calando sua única vontade, como pode um lugar vazio doer tanto, aqui dentro, parece que tudo que foi bom, foi efêmero, o que sobrou foi desespero, sinto-me preso.
Texto: Efêmeros (Um lugar vazio)
Parte I
- Como pode um lugar vazio doer tanto?
Meus pedaços, em pedaços, já não tenho mais traços, no reflexo apenas o que sinto, e, o que sinto não é bom, choro apenas em silêncio, apenas suspiros, sem som, toda essa multidão me exilando em mim mesmo, tudo tão barulhento, sinto-me preso.
Texto: Efêmeros (Um lugar vazio)
Parte I
Movimentos lentos, eu já nem controlo mais o que faço, nem tento o que sinto, os sorrisos já não estão fluindo, são apenas movimentos automáticos, até porque tentar explicar é tão monótono, como se alguém do lado de fora fosse entender, olho para o céu e até mesmo ele já me transparece vazio, como pode um lugar vazio doer tanto?
Cai a noite chega o frio
Estendo o braço sinto um vazio
Penso em ti bom arrepio
Sonho que és o mar e eu um rio
Correndo dias a fio
Na esperança de encontrar
Os teus braços para me aconchegar
A vida é um livro aberto, sem frases apenas o vazio das páginas vazias...
Cabe a nós, meros mortais escrevermos nossa pequena história, do nascimento até a morte.
Estou perdida dentro de mim,inerte. A escuridão me é inerente nesse momento . Tudo é o que não parece ser ......
Uma prisão sem muros ....
VEJA O QUARTO VAZIO
Veja o quarto vazio, cheio
Cheio de pensamentos vazios
Veja o quarto vazio, triste
Tristes sensações vazias
Se esvazie de tudo
Dos sentimentos bons e ruins
Dos sonhos e frustrações
Deixe o vazio entrar e tomar seu corpo
Corpos Promovidos
De que vale a promoção? Do corpo a validação? Livros de rostos, mas não livres de restos. Corpos desnudados. Egos inundados. Números sem donos e bocas mundanas. Poderia listar os múltiplos benefícios, mas vale um copo vazio tal ofício? Da novidade ao momento propício? Momentos estes que, tão precipitados nasce um resquício? De atenção ao clichê fictício? Tudo por um prazer orifício? Trocaram a conquista pela praticidade, e muito se engana quem não confunde o casual com banalidade. Ela deu no primeiro encontro. Ele a comeu, se vestiu e pronto. Daria um belo conto, mas não houve emoção, por isso nem te conto. Ela foi esquecida com outra após o segundo encontro. Ele havia sido mais um entre tantos, por isso largou o amor no canto. Conheceu numa festa que dividiu a boca com mais dez e você sequer lembra o que fez. Bebeu, encheu a cara e deu. Teceu um comentário numa roda de amigos o que fez e como a fodeu. Tudo em prol da tal liberdade. O problema é que ninguém nota que esta se disfarça de libertinagem. A mesma que quando afetada culpam a sociedade. Conheceu, passou pro próximo e esqueceu. Usou, se apegou e cedeu. Juliana não fazia o tipo de André, mas André só queria se esvaziar, e Poliana pra esquecer o ex, deitou-se com o primeiro para se saciar. A vantagem é que ninguém tem o que o cobrar, mas daqui há dez anos o que vai sobrar? Prazer rima com lazer. O problema é que lazer custa caro, e no final, até você precisará de amparo. A arte de “Beber, que amar está difícil” gerou uma criança carente de vícios - Que apoia-se as coisas pequenas para suprir o vazio, mesmo sendo elas amenas feito um pavio. Mas cá entre nós... Nesta geração de corpos promovidos, é um legado que até eu viveria embriagado.
Entra dia, sai dia outro dia com o mesmo sentido dos outros dias, sofrer mais ainda…
sem medo de ser morto com esses ciclos
— como se fosse um loop temporal sem sentido.
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Nesse loop temporal, seria muito egoísmo meu dizer que o meu vazio, é maior que a minha solidão que ocupa uma imensidão com coisas
— que passam apenas para machucar, outros para mim, fazerem chorar.
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— Nem aparenta causar nada em vão, apenas um vazio sem explicação, vazio esse que torna a minha paixão de conversar e abraçar essa solidão que traz pedaços do meu coração, pedaços esses que a minha alma recusa de aceitar, sem ao menos me falar quando que eu vou voltar a amar.
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(O meu ciclo de amar).
As vezes queria conversar com o meu eu do passado, falar e explicar…
— “A nossa parece que consegui aquilo que eu mais queria…”
Mais dores e tormentos, nesses últimos anos, nesse mundo governado pelo bem e mal, que andam abraçados.
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Queria também em perguntar se essa minha razão foi a culpa dessa tal solidão…
seria uma conversa que duraria uma imensidão, para entender essa minha mente que parece uma prisão.
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O meu eu do passado, iria chorar junto comigo, lembrando daqueles momentos, sombrios e tristes, aonde eu me sentia frente a frente com a solidão, aonde pessoas viram eu sofre e sequer estenderão as suas mãos… — “Desculpas, acho bom parar!, acabou de cair uma lágrima. Com amor, seu passado.”
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(Doses de dores, criada no passado).
Mas um dia eu nesse escuro, querendo encontrar a escuridão nesse caminho vazio e sem explicação…
— que aos poucos vai acabando com o meu coração.
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Quando mais eu andava no escuro mais a minha alma falava ser tudo em vão!
As vozes da minha cabeça avisando…
“Acreditar nessa escuridão, era o próximo passo para o caixão.”
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— será tudo apenas uma ilusão ou um caminho para chegar no coração?
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Escuridão essa que em todo o lugar que vou, está querendo-me amar ou matar-me, se nesse amor for o sentido de morrer qual seria o sentido de amar?
— Então é nisso que fico-me perguntando será medo de amar ou medo de amar e sair machucado?
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(Carta de amor, para minha escuridão).
Calmo eu estava ontem, hoje estou agitado, talvez meio complicado de entender o sentido de ser amado.
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Parabéns para mim por ser esse fracasso,
o errado fui eu acreditar em um segundo passo pensando ter-me amado, agora estou aqui chorando deitado no asfalto lembrando do nosso passado.
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Ontem eu a-vi quase desmaiei, lembrando do nosso primeiro caso, tenha dó do meu coração quebrado, então hoje aqui estou inquieto e agitado, pensando quando que o meu coração vai ser curado.
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(Lembranças Do Passado).
Às vezes, eu me pergunto se é mesmo o amor que o Homem procura ou se é algo muito maior para preencher o seu vazio existencial.
