Tag sina
O poeta é como um missionário
Que prova dos sabores de sofrimentos de versos
Como a madeira que se transforma em objeto direto
Das lixas das mãos de Deus, seu marceneiro
Pois quando um poeta cria
De simples palavras cruas
Uma simples poesia
Ele lixa cada frase
Exclama, virgula, pontua e põe crase
Nas mínimas lembranças suas
De amores impossíveis são feitos os poemas
Que germinam da mente desse asceta
Que não reclama e nem blasfema
De sua sina de ser poeta
GAUDERIAR ANDEJO
É fato o gauderiar andejo
Nestes rastros como me vejo
Desenhos em cada pegada
Que por vezes ficam paradas
Encruzilhadas de escolhas
Ainda que meio zarolhas
Saber aguentar o repuxo
Tempera na forja o gaúcho
Muitas chispas em cada golpe
O quanto essa sina suporte!
PARTO
Do aconchego de um ventre
Nasceu em meio a seus medos
Com sua tarefa ingente
De os transformar em sossego
Foi essa sina premente
A que gestou este Alfredo.
"As minhas palavras me parecem vazias.
Suas atitudes, como sempre, evasivas.
Tento com todo esforço, aproximar-me, mas você se esquiva.
O que me tortura são as lembranças e as palavras não ditas.
Palavras que, por mais que eu tente, não podem ser escritas.
Sua frieza é minha cripta.
Onde jazem as lembranças da nossa despedida.
Talvez uma palavra a mais, poderia tê-la feito minha.
O meu pecado foi, ter feito do teu beijo, minha religião, menina.
O meu erro foi, ter feito do seu abraço, o meu abrigo naquela noite fria.
Amar-te daquele dia até o último dos meus dias, será a minha sina.
Espero que volte, algum dia, pra minha vida.
E transforme toda a tristeza em alegria.
E faça que eu não mais apenas sobreviva, mas viva..."
Difícil é ser barco de papel,
nesse mar de incertezas
e só saber com clareza,
que tem prazo para acabar.
Mesmo assim, continuar a navegar
para esquecer sua sina
e fazer da alma pequenina
grande para enfrentar o mar.
Três de novembro
No mês em que a primavera se despede,
e o sol, mais manso, faz-se presente,
floresciam dias de ouro e espera,
prenúncio de encontros, docemente.
Foi na estação de brisa e lume,
quando as folhas murmuram segredos,
que nos achamos sem alarde,
em cores tênues, sem medos.
Caminhavas já em meus sonhos,
estrada traçada em silêncio,
onde o murmúrio do vento sussurra
o amor que arde em denso, intenso.
O mundo, em sua dança vasta,
girou em círculos de espera,
até que em ti se fez acalanto,
porto certo, luz sincera.
Achei-te na dobra do tempo,
onde o aleatório se curva à sina.
Outros conheci por ócio e acaso;
a ti, encontrei porque eras divina.
Outros, passos soltos, vento;
tu, raiz, urgência, beijo,
entre ecos e risos, enfim,
vi que ao teu lado me pertenço.
SINA
(Bartolomeu Assis Souza)
Perdido nalguma esquina
Ficou a minha sina
lembranças de amores esquecidos
Uma nova alegria clama
Uma nova chama se acende
Sem dó, drama ou nada...
Tudo é paixão
Tudo é ilusão
Tudo se toca no coração...
O que sinto por essa menina
É tão forte que me enfraquece
Parece que viver pra ela é sina
Que carrego... ninguém merece.
Se sentes esse vazio no peito, essa sensação de estar avulso e flutuante não entre na sintonia...leia um livro, escute uma música, aprecie a natureza, respire fundo e caminhe sem rumo e observe os detalhes que encontrares nesse caminho, podem parecer bobos e fúteis mas são canalizadores dessa energia que momentaneamente suga tua alma... pois a vida é feita de sinalizações entre percursos de nossa caminhada evolutiva, então prossiga e não desista e dobre a próxima esquina...
Tem pessoas que chegam trazendo um pouco de sua essência, e outras levam um pouco de nossa existência...E nesse vaivém ficamos conectados até conclusão de nossa missão terrena...
Quando a cena é muito repetitiva é preciso sair de trás dos panos do palco da vida e ser o telespectador da próxima peça de teatro e apagar os holofotes da ribalta (sina) e que a tua luz interna acenda e faça com que os olhos te tua alma enxerguem o próximo ato que o Pai reserva pra ti.
Esperar no tempo é o mesmo que tentar tocar o vento... Portanto, não espere, ouça em silêncio o tic tac dos ponteiros do relógio da vida, respire fundo e voe o mais alto que puder e abra as asas de tua sina...
Missão escolhida por destinos desencontrados nessa vida? - Acerte os passos, cumpra e segue tua sina.
Esperamos tanto as coisas acontecerem que nem nos damos contas que já aconteceram pois o que queremos nem sempre está nos planos de Deus e o que Ele faz acontecer foi e sempre será o melhor para nós, portanto, não questione, siga, respire e prossiga..E quando chegar a fadiga? - Ore!
Temos o momento de recuar outro de nos aproximar e também o da reflexão em que a gente dá um passo pra trás outro pra frente, e nesse ínterim vamos seguindo nossa sina, sentindo apenas o pulsar do coração que bate como um sino que parece vir de uma capela tão próxima ao mesmo tão distante onde nesse patamar a vida nos parece apenas um realejo.
#DESTERRO
Cada verso que escrevo é uma esfinge a ser decifrada...
É um sussurro que o silêncio contradiz...
Do nada para um nada...
Na busca de um segredo...
Que aflorando o peito...
Vaga no deleito...
Arma-se a fogueira...
Fustiguem minha carne...
Cuspam em minha cara...
Invadam o meu corpo...
O tempo será meu aliado...
Levará meu sofrimento...
Fará jus ao que escrevo...
E até quando me mantenho calado...
Motivo de zombaria...
Dos desgraçados...
Por muitos e muitos poucos amado...
E no vento que sopra...
Levantando a poeira...
De costas para o sol então verei...
O fim de uma era...
De que me serve a razão?
Se não existe o que quero?
Desterro e má sina...
No que traço...
Estúpidos são aplaudidos...
Enquanto eu cá...
Em minha sorte...
Apenas sigo...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
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#Tocando #violino #para #o #diabo #dançar...
É assim que se sente...
Comendo e bebendo com quem vive por amaldiçoar...
A festa vai começar...
Olhares cruéis...
Disfarçados em ironias...
Palavras dúbias...
Frias...
Deita com bêbados e drogados...
Companhia vazia...
Gente que não lhe ama...
Alguns nem lhe tem cortesia...
Monotonia ? ...Duvido muito...
Falta de amor? Quem sabe?
Coração cego, surdo e mudo...
Faz tudo errado...
Ansiando pelo certo...
Em espinhos caminha...
Enquanto a vida definha...
Será que vale a pena de fato ?
Olhar por esse prisma...
Deixar de ser sensato?
Tanto sonhos jogados no lixo...
Tanto sonhos hoje esquecido...
Tanta vontade de viver...
De fazer por merecer...
Por quê?...
Tanto caminhos trilhado errado...
Tanta esquina vazia...
Única companhia...
Uma lamparina...
Na madrugada segue a lua...
Tão longe o uivo de um lobo...
Vultos lhe acompanham...
Terror noturno...
Consigo mesmo fala...
Mas não ouve...
Quem vem lá?
É o seu medo?
Sua sina...
Mau agouro...
Viver afoito...
Sorrir sem ter vontade...
Amar por engano...
Deixar se enganar...
Uma vida...
Um ano...
Ah quem lhe dera...
Poder no espelho realmente se ver...
Não só uma casca dourada...
Tempo corrói...
Está a perecer...
Ir além do reflexo...
Deixar de ter nexo...
Beijar a loucura...
Transceder...
Espírito que não quer sofrer...
Alma ao céu subir...
Tocar estrelas...
Aos pés de Deus dormir...
Em seu lugar...
Nada combina com nada...
Pura fantasia...
Mundo suspeito...
Tudo é tão esquisito...
Feche os olhos...
Sinta a verdade...
Qualquer uma...
A sua...
Pode ser...
Olhar triste...
De um tempo outrora...
Agora só lembrança...
Lá fora...
Talvez o futuro que se vislumbra...
Não seja só o vazio de uma sepultura...
Sempre tem um recomeço...
Do destino seu apreço...
Sandro Paschoal Nogueira
Cada um com a sua sina
Cada um com a sua cruz
Quem for das trevas
Siga
Quem não for
Que siga a luz
És livre para agir
És livre para pensar
Sorrir pode até ser uma escolha
Mas...
010223II
Um dia, por inveja, o fracasso em sua última investida tentou matar o sucesso, obteve sucesso, pois em sua sina fracassou
Minha sina... meu destino
Sôfrega de esperança.
Impaciente, inquieta...
enfrento o mundo.
Anoitece. Enoita...
Ajoelho-me
Faço minha prece.
Às vezes tenho a impressão de que, de quando em quando, Deus de mim se esquece.
Olvida-se de que cá estou...
Sem chão... sem Norte... sem direção.
E que de se esquecer se acostumou.
O frio gela meus ossos.
O sangue flui vagarosamente... tentando romper barreiras...
Furando obstáculos... por entre minhas veias se esgueira.
O desespero e a desesperança parecem tomar conta de tudo em mim.
Sono picado...
Acordo tão cansada.
Desesperação: tenho de continuar.
Abro vagarosamente a cortina.
Vejo o sol pela janela sorrateiramente se esgueirar.
Ávida de esperança, me armo.
Sôfrega de expectativa
Continuar a continuar... eis minha sina.
Caminhar e caminhar... sei que a vida ensina.
Pagar micos, causar e passar por transtornos aleatórios é a sina de quem fala irrefletida e aleatoriamente.
Tenho pena de morrer
Pois o mundo me fascina
Portanto devo viver
E cumprir a minha sina.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
24/04/2024
