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Ser poeta é vê a lua acariciando o vento; senti o beijo das estrelas escorrer na pele; cantar ! Fazer rimas, poesias...festas,alegrias...em qualquer lugar ! Ser poeta é cair na dança; senti o sol, abraçar o mar !
PARA O SER POETA SER POETA
Marcial Salaverry
Para o ser poeta ser poeta de fato,
tem de saber inspirar-sa no ato...
Saber sonhar sem deixar de viver,
e saber viver sem deixar de sonhar...
Saber amar sem ser amado,
e saber ser amado mesmo sem amar,
sem se desesperar ou causar desespero...
Mais ainda, saber conversar com Deus,
saber ouvi-Lo, e entende-Lo...
Saber conhecer a alma,
tanto a sua, como a dos outros...
Saber atingir os corações sem magoá-los,
Saber despertar sonhos,
saber como enlevar as almas...
Precisa conhecer seu interior,
sem totalmente se expor...
Enfim, ser poeta, é simplesmente,
ter sensibilidade de corpo e alma,
e saber o que excita e o que acalma...
Saber tranquilizar quem sofre,
saber fazer sonhar quem ama...
E finalmente, ser poeta, é na realidade,
saber ser poeta, e fazer disso a sua felicidade,
sem esquecer da felicidade de quem o lê...
Marcial Salaverry
Poesia e poeta
mago e profeta...
Poeta e poesia
axioma e fantasia...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
dia da poesia
Não sou poeta...
(Nilo Ribeiro)
Não sou poeta,
pois escrevo o mesmo tema,
mas o amor se manifesta,
e este é o meu lema
não sou mesmo um poeta,
sou um grande repetidor,
pois o amor quando em mim se manifesta,
vem rimado de dor...
Gratidão – Um Sonho Vivido
Sim, Senhor
quando - Eu menino
desejei navegar
por
mares altivos e ardentes
que
deliciaria e cantaria
todo seu império e vastidão...
Que
enxergaria primeiro
o nascer do sol
em
todo seu brilho e resplendor
sobre
as águas azuis salgadas
sua luz banhar
Os
humildes navegantes iluminar...
Mas
que também lacrimejaria
tristezas
E
que as aliviarias em orações
com joelhos ao chão
a Deus clamar...
E que em final de todo dia
em agradecimento
derrama toda alegria
de
braços abertos
com todo amor
ao
Criador a todos
os navegantes os abençoar.
Jmal
Poema
Gratidão – Um Sonho Vivido
by
Jmal
2017-03-22
Meu jeito de escrever
Senti vontade de voltar a escrever, acho que na verdade esse é meu jeito de se expressar, esse é meu jeito de ser, o poder de me comunicar, na arte do saber.
Criar poesias me faz bem, acho que na verdade essa é a minha intuição, escrevendo me sinto num harém, no país da emoção.
Descarrego no papel tudo aquilo me traz inspiração, acho que na verdade esse é meu jeito de desabafar, essa é minha paixão, é a arte de me declarar com a caneta na mão.
Toda vez que morre uma estrela, em algum lugar da terra há um poeta que chora a indiferença das galáxias. E toda vez que morre um poeta, em algum lugar do espaço há uma estrela que chora a indiferença dos humanos.
Um haicai na poesia...
(Nilo Ribeiro)
Ferida não fecha,
ferida não cura,
coitado do poeta,
perdeu a ternura
já não escreve,
não faz poesia,
não é mais alegre,
nada ele cria
contra o íntimo ele luta,
não sabe quem alimentar,
é uma triste disputa,
entre o ódio e o amar
sem paz,
em guerra,
o audaz
se entrega
só lhe resta um haicai,
com ele o poeta se esvai
"ferida não cura,
ferida não fecha,
adeus poeta"...
Bem pessoal, ou "Pessoando"
(Nilo Ribeiro)
Um amor leve,
me fez apaixonar,
mas foi um amor breve,
a saudade me fez chorar
escrever em quadras,
de modo bem pessoando,
me faltam palavras,
mas continuo te amando
não faz sentido,
escrever assim,
um amor perdido,
e a saudade em mim
as quadras que poetizo,
são todas de amor,
nelas eu exorcizo,
toda minha dor
são quadras, não poesia,
não há sentido completo,
talvez se ela voltar um dia,
eu faça um grande verso
remendar,
é pior que refazer,
te amar,
é melhor que escrever
quadra não tem enredo,
nem faz parte da vida,
é apenas um enlevo,
para a mulher querida
não tem fechamento,
não tem final,
tem apenas o lamento,
de um poeta passional...
Cabeça de poeta é alada. Por isso você pode encontrá-la em qualquer lugar, menos em cima do pescoço.
Cássia Eller já escreveu:
"Não sou poeta mas aprendi a amar",
Também não sou poeta,
Apesar de minha meta,
De versos declamar.
Mas não simples versos,
Mas versos da alma,
Que vive em chamas,
Quando contigo encontras.
Nessas horas ela grita,
De êxtasi e alegria,
Pois sabe que encontrou,
Alguém em quem confiar,
Para um dia então dizer,
Que aprendeu a amar.
Um Dom!
Tem momentos que quero tanto escrever, mas a formação das palavras fogem na minha mente, que é tão confusa e cheias de pensamentos, como se um pensamento juntasse com outro uma ideia se embaralhasse com outra, as palavras não saem, o pior que as ideias não são compartilhadas e admiradas, não podem influenciar positivamente ninguém, porque nem ao menos foram mostradas nem escritas pra ninguém, um dom ilimitado que quando não visto e usado deixa de existi.
Ser Poeta É Ter O Dom...
Ser Poeta É Ver O Som...
Ser Poeta É Crer Sem Ver...
Ser Poeta É Ter Pra Ser...
TOCAIA (soneto)
Dói-me esta constante tal espera
do que já não mais tem donde vir
que o desejo insiste em querer ir
aguardando na ravina da quimera
Doí-me uma dor insana, há existir
a cada alvorecer duma primavera
da ausência, da saudade, sem era
e do que não se tem, e quer pedir
Dói! O tempo a passar, eu quisera
poder nele estar e ali então devir
chorar, alegrar... ah! se eu pudera!
Como eu não sei como conseguir
a tocaia no peito se torna megera
e a alma romântica se põe a fingir
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 15 de julho
Cerrado goiano
FOLHAS SECAS (soneto)
As saudades das lembranças não feitas
Acorrentadas no passado e não dadas
Perdidas, sonhadas e até tão desejadas
Assim, para a indagação, são estreitas
E no como seria, são apenas fachadas
Tal como viscosas felicidades suspeitas
De possível outro rumo, e boas receitas
Na ilusão do tempo, por suas chegadas
O ser humano e suas incríveis emoções
No ter e querer um prumo de intenções
Quando o amor é espera em movimento
Encanta-me a ação da vida, as razões
As utópicas e inúteis e frágeis aflições
Todas, folhas secas, levadas ao vento...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
HOJE EU CHOREI (soneto)
Hoje eu chorei porque tive vontade
Se foi saudade, aflição, eu não sei
Apenas chorei, e o peito desabafei
Chorei quem sabe duma felicidade
Se separou, se a vida amargou, ei
Apenas chorei. Choro de verdade
Não o sufoquei n'alma, liberdade
Num grito com lágrima, então dei
E neste pranto sem ter valeidade
Choro... Chorei... e sempre darei
Pois eu não sou no todo, metade
E se chorei, não é porque afazei
Um choro de qualquer fatuidade
Onde eu chorando, hoje chorei!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano p
ALADOS (soneto)
O largo cerrado é um efeito alado
De asa tingida e horizonte intenso
Duma flora varia e chão rebelado
Encarnado em um céu tão imenso
O teu cheiro num diverso intenso
Acoplam o raro em sinal denodado
Feiticeiro, espantoso e tão denso
Em um plural do árido cascalhado
Onde vemos empoar os passos
Entrelaçados entre tortos traços
E prados de dourados alumiados
Aos poucos sucumbimos por ele
Num pouso instável, caindo nele
Suavemente, de encantos alados
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
