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O POETA

Quando juntar a mim o perfume morto
Da estrada em que ando na ramaria
Dos arvoredos secos, sem paz, e absorto...
“Que notado mundo, verei o sol do dia!”

Quando o cedro der-se pequeno fruto,
Branco em neve na luz dum luar,
Que fora, ao zumbido a voz dum tributo...
“Mais um réu a juntar-se irá vagar...”

Imensas cores terão as alvoradas...
Os sóis queimarão, sem fogo, sem arder,
Dias e dias, sem negras madrugadas...

E o mar revolto, na calmaria de vencer
Os meus braços, nos ramos das jornadas...
“Que notado morto ledores hão de ver!”

Inserida por acessorialpoeta

DEUS

Nasci como me quiseste, elevado
E puro, no mundo que julgaste santo;
E as palavras me são santas, e canto
De insanas vozes o meu vão curvado.

Saí pela porta, de ilusão e de pecado,
Sem que me deste um vil encanto,
Sem que eu fosse um sorrir de pranto
Suave, e disposto, de inútil cuidado...

E de rugas caso a face, ao vento morto
Do meu indigesto tempo... E mudo
São os cânticos à luz do meu porvir...

Que vem tormento ao meu sol conforto,
E vêm canções ao meu pavor agudo;
Que o fim me fosse, ao teu amor sorrir...

Inserida por acessorialpoeta

ÊXTASE OCULTO

Quando gemes, ao meu desejo insano,
Pulsando às veias do teu corpo quente,
Tão louca, desnuda, e, independente,
Cumpre-se em paixão o meu engano...

O estro desdenhado em minha mente,
Que outrora, me fosse vil e soberano;
Que distante me fosse ao grito humano,
E eleva-me, o amor que clareia e sente...

E quando em verdade sussurra tua voz
Aos meus ouvidos moucos, delírios,
Ouve-me em elegância o teu esplendor...

Esquece-me aos tímpanos o meu algoz,
Deliras puramente aos seus martírios;
Que em demência tu és o meu vasto amor.

Inserida por acessorialpoeta

POLITEÍSMO

Andantes pagãos, vis, enfeitiçados
Em visões complexas, de ouro coberto;
Sol destro, aos olhos fechados;
Visão sem luz, de tempo incerto...

Que murmuram nefário, que dialeto?
Se nada esconde os pecados!
Em fulgores se estendem em afeto,
O astro que nasce, os corpos dourados...

De nada se vê o mundo, que bondade?
Se aberto em fleuma é saudade,
Se de treva em agrado é tortura...

Que erguidas aos céus fossem as mãos,
E enlevar fosse a Deus os pagãos...
Que eterna fosse à luz que vos dura!

Inserida por acessorialpoeta

LÁGRIMAS OCULTAS

Nesses meus sentimentos ocultos
Onde lhe guardo todo o amor,
Nessa imensa paixão, nesse calor,
Nas ansiedades que comigo vive...
Apenas te vivo esperança, querida.

Outrora fui realidade, uma vida,
Uma existência que eu jamais tive,
Uma luz que nunca me brilhou.

O que agora me faz amar você
É o que tanto busco compreender
Nas verdades que eu não tenho
E que nem por um instante eu sou.

Mas sei que ninguém me vê passar
Dentre as estrelas do céu imenso,
Sob a razão que comigo ignora,
Nem no coração que por você chora
Nas noites plenas e brancas de luar.

Nessas lágrimas que me faz perecer
Eu só não quero ocultar novamente,
O sonho, a busca que me faz viver...
O que é de mim tão simplesmente
Uma esperança de reencontrar você.

Inserida por acessorialpoeta

MEUS SEGREDOS

São dias de pranto, desalento, dias de dor!
Não há luar, não há luzir, não têm vida...
Não há paixão, são ambições perdidas,
São pobres como um outono em desamor!...

Meu coração é um despovoado sem fulgor
Perdido nas entranhas ensandecidas...
Em murmúrios, e de alma enlouquecida,
É um deserto desgraçado, e sem Amor!...

São dias impregnados, estiados, de morte.
Não há atilamento nos ermos da sorte,
Não há alaridos que espantem os medos...

Evadem-se as esperanças da noite calma...
Os ventos sussurram na minha alma...
São meus dias de treva, “os meus segredos!”

Inserida por acessorialpoeta

INSANIDADE

Por que de vida estranha pôde o amor?
Que sentimento corrompe e engana
Em gume desejado, sem que o fosse dor
Numa vida ardente e de alma insana?

Por que de vida alheia a paixão profana?
Quais eloquentes vozes de condor
Ao brado de anseios duma alma humana
Pôde o coração sem que a fosse ardor?

Antes inspirados em desejos poucos
Os meus lábios ávidos e inconsequentes,
Que fosse a sofrer eu em sonhos loucos...

Móvel no qual me ponho a dormir
Sentindo os castigos das cobiças quentes,
E que nada de insano fosse a eu devir!

Inserida por acessorialpoeta

INSÔNIA

O dia se faz frio sob o sol intenso,
A noite sobre a luz branca se faz casta.
Tudo esplêndido, mas nada me basta,
Nada me é na alma tão imenso!

A minha sede inda é maior, insana...
Tudo me é morto, a minha lua é extinta!
O meu desejo é d’uma luz profana,
Que digna a me clarear... Não minta!

Eu amo como ninguém tem amado,
Como um maldito ser endoidado
Que tão pequeno se sente no mundo...

Quero anoitecer no calor aberto do dia,
Mas nada me faz queimar! Imensa agonia,
Esfria-me a alma num sono profundo!

Inserida por acessorialpoeta

CORAÇÃO DE POETA

Certo dia lá bem longe
Avistei uma garotinha
Com uma lagrima no rosto e um saco de farinha
E então a perguntei o por que tu chorastes
Ela então me respondeu
Que teu coração não mais aguentaste ...
Mas o que aconteceu para desacreditar,
O senhor é nosso pastor e nada nos faltara...
Ela olhou para mim e disse
Mas não é assim,
Poeta pensa de um jeito
que não consigo entender,
Por que as coisas são deste jeito?
Só Deus pode responder,
Mas esta lagrima no teu rosto podes enxugar
Por que depois da chuva o sol sempre a de raiar ...
Mas não consigo enxergar nada como posso acreditar
Se Deus fosse bom, ele ia me curar...
Você já acreditou antes de julgar,
só quem tem fé podes ganhar...
Já pedi muitas vezes, já orei de joelhos
Mas parece as vezes que não tem jeito...
E nessas vezes que você orou, alguma vez você acreditou?
Então chegou uma moça com um jarro de água,
Deu para a garotinha e ela agradeceu,
E disse ele é Deus, a jovem enxergou
Pois ela acreditou...

Coração de poeta não se entende,
Não se compreende,
Apenas se sente...

Inserida por Tamirescantalejo

Quanto me fiz poeta, descobri tanta magia!
Passei a contar estrelas, a conversar com a
lua, a passear no infinito, como se fosse
minha rua!

Inserida por AnaStoppa

Hoje eu sou o que você não quer, mas amanhã serei o que você jamais poderá ter.

Inserida por Darkyn1

Afinal, quantas lágrimas são necessárias para se afogar um coração?

Inserida por Darkyn1

Engoliu borboletas, vomitou poesias. Estava doente de amor.

Inserida por Darkyn1

Vida, Vida Minha

Em linha tênue,
Do equilíbrio entre o bem e o mau,
Do mau todo o meu pecado,
Até julguei ser sábio,
Vendo a morte e a vida com olhos de alegria,
Quando me dei por mim,
Percebi que estava em tudo e tudo estava em mim...

Jmal
2013-11-12

Inserida por Jmaljamal

Poeta pinta as dores,
com a mesma tinta com que
pinta amores.
Fala de beleza, com a
mesma sensibilidade
com que fala de tristeza.
Poeta vê a vida pela sua
ótica.
Sua visão do mundo é outra,
ele o olha , e sua mente projeta
outra estética.
Poeta, viaja pelas estrelas,
dorme em nuvens, caminha
entre os astros.
Ama com todas as fibras do corpo.
Mesmo esquecido pela vida,não
vem a se importar.
É poeta, e como tal versos faz,
para dela, melhor se libertar

Inserida por cilamar

A Verdade jamais foi escrita, talvez indiciada; A Verdade não é para ser lida, e sim vivenciada.

Inserida por AndreiAmaral1

Tenho dó do que o sistema fez as pessoas acreditarem ao que se refere à "palavra". É triste ver como pegaram o livre arbítrio, adicionaram regras, e nessas regras mascaram "acreditar em Deus" como burrice, e ser Ateu como inteligente, e quanto mais cômico você for, mais sábio estará sendo; E assim acabam matando seu espírito pela ingenuidade e sequestrando sua inteligência.

Inserida por AndreiAmaral1

Quanto mais percebo um aumento de pessoas, que voluntariamente se tornam meus inimigos, mais me sinto Forte.

Inserida por AndreiAmaral1

O poeta não escreve o amor, o amor se escreve no poeta.

Inserida por thamyresmartins

Pelo simples ato de escrever, me apaixonei pelo ser poeta, forasteiro nesse mundo, desbravador de palavras e acordes, seguindo a vida através do poema cantado...
Numa noite como a de hoje, sem luz, eu e meu violão companheiro de todas as horas, sentados sob o luar, cantamos, como nunca para o mundo ouvir, e cada nota um sentimento, um pensamento, assim fluiu a música do momento, como um som de alento ao meu coração já machucado pelo ato de viver, de ser humano e ter que sofrer como todos que a esse mundo vem... Mas nesse momento de tudo esqueço, pelo menos acho que tal coisa mereço, o poder esquecer e pelo menos agora ser, a música, o sentimento, a lua, nada mais que ser, o momento...

Inserida por Lucasl

Adoro abrir as janelas, espiar o tempo passar com a ajuda do barulho da chuva.

Inserida por LuanaSimas

Eu encaixo as pequenas coisas que fazem diferenças na vida de alguém, na minha...

Inserida por LuanaSimas

sei que ainda não me conhecem mais iram me conhecer pois quero ser poeta e um dia irei ser pois acredito em mim mesmo só assim ira acontecer

Inserida por lpdalage

Grito de Alerta! - Posse na ACADIL

Dediquei esta fala, parte da Saudação ao Patrono da cadeira 20, Poeta Luiz da Silveira Moraes, da ACADIL, por ocasião da minha posse naquela Academia de Letras, no último dia 17 de maio, como forma singela de agradecimento ao seu legado, ao seu exemplo vivo de humanidade.

Senhoras e senhores,

Não direi que não estou à altura, ou não mereço este título de acadêmico da ACADIL. Não compete a mim o julgamento de meu trabalho ou minha conduta.
Porém não vejo este título, ou qualquer outro título, ou qualquer outro cargo, como algo que me coloque em posição superior aos meus semelhantes, ou em posição de destaque.
Muito pelo contrário, qualquer título, ou função pública ou privada, nos mostra, tão somente nos mostra, a responsabilidade que temos para com nosso próximo, por termos sido aquinhoados com diferentes dons, por atuarmos em diferentes áreas do conhecimento.
E é sobre esta responsabilidade que quero lhes falar.
O Brasil e o mundo vivem um momento ímpar, e perigoso, muito perigoso, da história da humanidade.
O princípio da autoridade democrática se esvai e valores como dignidade, trabalho, honra, estudo, disciplina, respeito ao semelhante, ao bem público, à propriedade material e intelectual, respeito à criança e ao jovem, direito de ir e vir, gratidão (ah! A gratidão), valores perseguidos e abraçados pelo Luiz, por toda uma vida, foram substituídos pelos valores materiais.
Simples assim!
Os interesses menores, que nos voltaram para nossos próprios umbigos, nos tornaram céticos, como diz o Chaplin em seu discurso.
Vou além, nos tornaram amargos!
Lendo os escritos do Luiz, e refletindo sobre isso, a resposta a que chego é que, devido a tanta propaganda, nas mais diferentes esquinas da vida, passamos a valorizar a casca, não o interior; passamos a nos deter no contentor, não no conteúdo; passamos a comprar pacotes, não presentes; passamos a dar valor às grandes festas, não às singelas reuniões de amigos; passamos a levar para casa o discurso, não o foco da questão; passamos a comprar o livro pela capa, não pelo escritor ou pelo que escreve; passamos, enfim, a ficar no supérfluo, não nos aprofundando na alma da pessoa que nos fala.
Se a foto sair bem no Facebook, tá de bom tamanho...No “face” estão as perguntas e as respostas...
Perdidos nesse emaranhado de ilusões que construímos para nós mesmos, passamos a ver valor nas pessoas “saradas”, homens e mulheres; a ver como companheiro ou companheira ideal, a pessoa que se enquadre no “padrão” que nos foi vendido durante toda uma vida.
Usamos de todas as artimanhas, malhação, emagrecimento, operações das mais diversas, tingimentos e fingimentos, mas não saímos do quadrado!
Assim, “nos enquadramos” em uma Sociedade que se esqueceu como Humana, que se esqueceu como reflexo de um ser maior, bondoso, incrivelmente gentil, incrivelmente amoroso, eterno em sua sabedoria.
O que era para ser complemento passou a ser o principal, e o principal ficou esquecido em um canto de armário, cheio de poeira e teias de aranha, pedindo, clamando, por limpeza e arrumação, voltando, assim, as coisas aos devidos lugares.
- Não sou contra as coisas que nos dão mais conforto, proporcionam momentos diferentes, renovam a alma para a semana, não sou contra a evolução que conquistamos a tão duras penas.
Discordo, e com um bom discordar, veementemente, do valor que se deu ao complemento.
Vivo também a boa vida, sonho também o bom sonho, amo também o bom amar, danço também a boa dança, mas tudo a seu tempo.
Uma vida segura é construída de realidade, de leitura séria, de estudo, de trabalho, de “jogo duro”, de responsabilidade, de honra, de gratidão, não de fantasia!
Para que possamos ter o complemento, precisamos construir o principal.
Perdidos em nós mesmos esquecemos nossas origens, esquecemos que fomos feitos com o que há de melhor no Universo – Espírito, Filosofia, Sentimento e Matéria, um apoiando ao outro na medida certa, e no momento certo.
Esquecemo-nos de que o amor sublime deve ser o condutor de nossas ações, deve ser o condutor da forma como educamos nossos filhos, e do exemplo que damos a eles.
Esquecemo-nos que Educação não é a imposição de nossos conceitos, não raramente ultrapassados, mas sim, a arte de se colocar no lugar do outro, de caminhar ao lado, para compreender a fala e as necessidades do educando.
Não estamos mais acostumados à bondade, à gentileza, e deveríamos;
Não estamos mais acostumados ao “deixa prá lá”, ao perdão, que nos redime e eleva. Isso é fundamental!
E não estamos mais acostumados à felicidade que, quando alcançada, nos mostra o que é a vida, de fato, nos mostra o que é SER HUMANO.
Esquecemo-nos do que é ser amigo, mas amigo de fato!
E, infelizmente, nos esquecemos dos verdadeiros amigos, nos esquivamos do afeto, nos esquivamos da alegria de uma conversa interminável, de um afago, de um sorriso, de uma dança com a pessoa querida, de uma visita, um almoço com os “velhos”, um convite para um passeio...
“Que correria!”, “Precisamos ver”, “A gente se vê por aí”, “Nos falamos pelo face”, “Não tenho tempo!”, são as frases mais pronunciadas.
Distraídos, preocupados com o pacote, esquecemos o interior e o que há de melhor no ser humano.
E o ser humano pode ser incrível, se prestarmos a devida atenção, pode proporcionar infinitas alegrias, se nos deixarmos levar pela infinita alegria.
Se formos além do supérfluo encontraremos nosso tão desejado oásis, no meio deste deserto construído à nossa volta.
Depende de nós seguir, ou não, a estrela que nos levará a este oásis do qual vos falo.
A vida, afinal, é feita de escolhas, e podemos escolher a felicidade, podemos tentar enxergar além desta névoa que nos tem impedido de ver a luz de um novo dia, nos mantendo sempre no ontem...
Escrevi, já há alguns anos, que “a razão da existência humana é amar”. Continuo acreditando nisso!
Nascemos para o amor, para a felicidade que nos proporciona este amor, manifestado em suas mais diferentes formas, vertendo o divino para o humano.
Meus filhos, minhas noras, minhas netas e meus amigos aqui presentes, a vida é muito curta, muito mesmo. O que não vivermos hoje, o que não amarmos hoje, o que não entregarmos de corpo e alma hoje, não nos será possível repor amanhã.
O amanhã guarda seus próprios segredos!
Nossos idosos, nossas crianças, nossas mulheres e nossos homens, precisam deste humano.
Nosso país, e nosso mundo, precisam de nosso trabalho, e de nosso grito de alerta, para que as coisas voltem aos devidos lugares.
É preciso, e urgente, que voltem!
A partir deste momento, esta será minha missão como acadêmico!
Deus os ilumine e guarde, a cada dia, e em todos os dias de suas vidas.
Obrigado!

Inserida por sidartamartins

Nós, Poetas

Nós, Poetas, somos prisioneiros das noites de Luar,
Sonhadores que sonham acordados nas madrugadas solitárias,
Contempladores de estrelas frias, soltas e sem par.
Ah! Nós, Poetas...
Perdemos a contagem até dos nossos dias,
Compondo versos e reversos,
De vidas felizes e de vidas vazias!
Somos dominados por pensamentos de asas,
Fazemos voos rasantes e atravessamos mares e oceanos,
Despertamos até os diamantes!
Nós, Poetas, somos como loucos,
Levados nos braços do vento,
Pra longitudes e altitudes extremantes.
Entregamos suspiros e beijos,
Em linhas de doces poesias.
Somos apaixonados e até exagerados,
Poetas poetantes da arte de amar.

Inserida por bellamagnolia