Tag poesia
Tinha sabedoria e ela resplandecia,
ele, porém, se escondia
dentro da sua própria humildade,
ela brilhava e iluminava corações.
Era mestre, maestro e menestrel do amor,
viva Chico Xavier,
salve, salve ChicoAmorXavier
Manda-me um pouco de ti,
eu gosto de lembranças...
Saudade é coisa boa,
é algo que nos fez feliz...
Há tempos não tenho notícias...
manda-me um pouco de ti,
manda o que está lendo,
se está rindo ou chorando,
conta-me sobre qualquer lugar,
fala-me de qualquer coisa, qualquer uma...
Diga-me que lê pensamentos
e que lê os meus...
E, quem sabe, talvez...
Diga-me que não me esqueceu
e que espera que eu não te esqueci.
Quando uma pessoa fica em silêncio,
olhando a outra, sem que ela perceba,
é como se só ela existisse no mundo.
É algo que não se explica,
só quem olhou sabe o que significa,
Eu não tenho mais nada,
nem alegria e nem risada.
A poesia está abafada,
foi adiada pela danada,
mas peço-te ó amada:
não faça-me rodeios
que quero beijar-te os seios.
A poesia é a voz do amor e a sua voz,
é o canto do tempo, é o rio da saudade.
Nada somos sem a ternura da poesia,
sem a palavra que enfeita a vida
Era literalmente um amor de outro mundo,
nosso mundo.
O dia a começar a pela noite,
noite de encontros sagrados,
totalmente imaginados,
mas ainda sim tão verdadeiros quanto os reais.
A razão que se esfria de longe quer caminhar,
aos passos curtos e longos tomar,
querendo o amor tropeçar.
Mas a noite de estrelas,
que vestida do infinito reflete a imensidão do universo,
não é grande o suficiente para esse sentimento explicar,
o porque das lágrimas rolar,
junto ao sorriso se misturar,
criando a confusão que é amar.
Se meus pés te alcançassem,
juro que não estaria longe,
estaria perto, tão perto que a distância desistiria de existir entre nós,
e nós desistiríamos de existir nela.
Esse amor de outro mundo que tento descrever,
Se sente uma vez,
e se levanta rápido.
Se houve falar,
mas não se escuta vê-lo.
Se ama aqui,
amor de lá.
E, embora não éramos nada,
de vez em quando fomos poesia.
Daí minha alma sentia
necessidade inseparável dela.
Vou recitar a vida como ela é, mas ela tem muitas faces. Faces que não conheço. Umas até percebo e umas sinto que não sei o jeito.
“A poesia é a chave da prisão mental em que a sociedade cega e ignorante nos conduz sorrateiramente”
SESSENTA
Já fiz sessenta
Agora sou adulto
com formação de velhice e tudo.
É... Cheguei aqui, estou vivo sim!
E tudo que aprendi...
Aprendi com o mundo.
Apanhei de palmatória...
Meu pai, mina mãe, não passavam
a mão sobre a minha cabeça,
e hoje eu agradeço-os, pois com isso...
Aprendi a ser da hora
e não dá cesta.
Penei com meu indulto de vida, mas
aqui, poderei ampliar a maluquice
... Ser velho, é querer ser jovem criança...
Até brinco de esconde-esconde
pena que hoje, a minha
parceira, é a tão esperada saúde.
Aprendi a temer a esperança,
voar na paranóia...
D'aquilo que hoje tornou-se grude.
Recebi um bilhete do presente...
Usando óculos de graus,
e mãos tremulas...
Eu li as cláusulas dos meus apegos...
Minhas manias
meu tempero curto
o silencio p'ro meu pensar...
E o chorar pelo viajar
dos novos defuntos.
O bilhete me chamou de museu
e ainda disse que as coisas...
As minhas coisas!
São misturas, mais que eu.
Ora bolas... Mas que bilhete audacioso!
Eu já fui criança, jovem feliz,
Ao comer, já mordi, pedaço de carne
segurando-o com, as minhas mãos...
Já brinquei de bola de gude,
já tive pião, estilingue, bola peteca
já pulei corda muro amarelinho
já rascunhei o mundo
apenas com um pedaço de giz.
É... Já fui feliz, sim, sim!
Muito feliz.
Antonio Montes
O SALTO
Gato no muro
n'um pulo...
Saltou do outro lado
mundo gato
gato mundo
pula tudo
pula mudo
da à volta
salta a porta
anda, desanda inventa...
Por quinhentas ventas
por milésimas bandas.
Antonio Montes
COISINHA
Sabe coisinha...
Se não fosse, tantas coisas!
Eu iria comprar uma coisa.
_ Que coisa! Coisa p'ra que?
_ A coisa, p'ra coisá por aí.
_ Por aí... Por onde?
_ Pela estrada pela rua
pela linha de bonde.
Pelo dia e fantasia
pela noite que se zua
na gola na prata da lua
no açoite da gula sua.
Antonio Montes
ALVORECER
No horizonte distante
morre o sol atrás dos montes,
a terra sucumbe nossos pés...
e o silencio sobressai aos sentimentos.
Vem a noite o rompante
... Surge a lua, triunfante...
O amor, encrua no quarto.
A ganância expande nas ruas...
Dias noites, momentos efêmero
Sol brisa, bolhas...
Sobre a linha do mar atenua,
as velas de um navio, uma canoa
cascatas de ondas, ventos, garoas...
redes, e esteiras de taboas.
Quirela de milho, charque uma boa broa...
Os astros circulam suas linhas
estrelas seguem o rei.
A tarde vem para atender as decepções
dos sonhos, e se deita sob a noite, para
sanar o cansaço mental e físico.
Tudo gira nada para de correr
cada mundo em seu mundo, cada ser...
Todos e tudo cada um, cada você,
Se você tomba, seu mundo para ti,
deixa de alvorecer.
Antonio Montes
CLÁUSULAS DO PODER
Quem fez, quem não fez...
Quem fez... Quem não fez!
E a demanda segue pelos bastidores
de suas leis, e nesse emaranhado todo,
mesmo quando vão presos, saem em
poucos meses. Nem com foto, nem com
filme, gravação aprova... A prova da prova
dos mandões desviadores do poder, onde
eles próprios, estão mais preocupados
em editar nas leis, cláusulas que lhes safem
dos seus fardos do que arrumar algo bom,
para a população.
A democracia esta ai, toda rendada, as
condenações d'ela é rede p'ra peixe pequeno
e só pega, aqueles que não tem nada, nada
do país. E a grande população dança com
chamego todo vesgo, tanto imposto, tanta
terceirização, os poderosos da democracia
terceirizam até mesmo, a sua profissão
seu cargo, seus embargos e os bam, bam,
bans... Ganham com isso, uma duas três e
muito mais vezes do que deveria de ganhar.
Seus atos ilícitos, seus caminhos farpados...
Seus jogos fictícios, seus falsos mandados...
Tudo para desviar e perseguir os salários dos
assalariados. Quem fez, quem não fez...
Quem fez essas leis, tão áspera aos pobres!
quem fez essas proteções aos desviadores
ricos... Os grandes nobres que pegam de cá
o que não é deles... Para depositar do lado
de lá.
Antonio Montes
Infinito querer
Primeiro deseja o pouco,
Mas do pouco deseja o muito.
Não sustentado,
Do muito queres muito mais.
O pouco só é desejado,
Pois primeiro só á ele tinha.
Aquele muito,
Jamais será bastante,
Pois sempre tornarás pouco.
Afinal,
De pouco em pouco,
Vai se tornando muito,
De muito em muito,
Vai se tornando pouco.
Pingos harmônicos
Chove chuva,
Chove alegria,
Chove amor,
Chove calmaria.
Algazarra dos pássaros,
Risos das árvores,
Ar aos peixeis,
Café ardente.
E entre os edredons,
A pausa dos problemas,
Centrando
Aos barulhos que correm.
PASSARINHO
O passarinho, pelo céu, passa
Entre galhos, voo, mansinho
Desliza toda a sua graça
És livre no seu livre caminho
Na secura do cerrado, reaça
Entre tortos galhos, seu ninho
Num canto de encanto, bocaça
Aveludando a aridez num alinho
Lá, cá, acolá, na frente, na regaça
Em bando, passarinho, sozinho
És leve, garrido, como a cassa
Em galhos macios ou de espinho
Voa deslizante, de braça em braça
No campo, praça, qualquer cantinho
O passarinho, bom prol nos faça!
Ás, lento, alto ou baixinho, passarinho...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
28 novembro, 00’25” – 2017
Cerrado goiano
Mulher-espetáculo
(Victor Bhering Drummond)
Pra você solto balões e muito mais
Só pra ver o seu sorriso e nada mais
Carrego Marias Alices
Só pra sentir sua energia
E pinto arco-íris dentro de minhas poesias
Só pra que que meus versos sintam sua alegria
Você nasceu festa, sons, seresta
Nasceu intensidade
Nasceu felicidade
É a irreverência em pessoa mais tradicional
Ao que realmente importa: aos velhos amigos
Ao amor, ao resgate das doçuras e simplicidades
Pra quê adivinhar a sua idade
Se carrega dentro de si uma infinidade de crianças
Uma porção de adultos
Com a energia de uma adolescente
Da risada mais contagiante e indecente
Ah! Se todas as indecências do mundo
Fossem iguais a você
Não haveria guerras
Frios, sinos que não soam.
As igrejas seriam coloridas
As noivas mascariam chicletes nas portas dos casamentos como você
E os noivos entrariam apaixonados
Por terem encontrado mulheres que transformam seus mundos, suas crenças.
As cortinas dos teatros não se fechariam
Porque você é o espetáculo em pessoa.
Então venha nos alegrar
Venha nos comover
Venha nos contar um pouco
Dos segredos de quem realiza o mundo com essa energia.
O resto, deixe com a gente.
A plateia que se comove e se enche de vida
A cada passo seu, a cada nova descoberta sua.
Suas palmas, louvores e amores estão garantidos.
E levaremos impressos na alma as cores deste seu circo, Fran mulher rainha coroada
De amores celebrada.
Novembro colorido de 2017
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A vida é simples para quem enxerga a alma diante da premissa de caos, o apocalipse que queriam não estão conseguindo manifestar, pois a natureza está aqui a curar e reparar toda a inversão do que é belo aos olhos e agradavel ao ser, com um simples olhar somos capazes de ajustar tudo que está fora do amar, vc é meu complemento de alma e sempre foi, e por isto não me seguro a falar vc é minha alma gêmea desde o primeiro respirar, nosso amor a tudo cura e alinha, fazendo a nossa função de ser amar em viver em amor e harmonia. Seja no verbo, na parabola ou numa arte em cor, bia vc é meu reflexo de alma que em junção transformamos tudo em amor. Trazendo seres a vida, mostrando que Deus pai e mãe que tudo cria. Te amo
Amor que não se pede, que não envelhece, que nutre da raiz a flor transformando tudo em amor. Para quem duvidou da história da família em harmonia para instaurar a monarquia verá surgir uma criação de muito amor desde sua fundação, o conhecimento do tantra que tentaram inverter e não conseguiram aliada a escravidão psiquica de um povo para não ter acesso a sua conexão de alma e forma, expandindo na natureza o seu reflexo de beleza na forma, beleza que se sente e transcende o amor e a auto-estima, mostrando que é alma a natureza da vida. E num simples compasso fazemos o traço da dança de cor, traduzindo na forma a beleza do amor. Para quem não acredita em felicidade verá o amor inundar um tsunamide de fraternidade, nascendo do núcleo a consciência mostrando que toda ação gera consequencias, consequencias estas que abraço com amor e nunca com maldade, levando para longe tudo aquilo que é excessivo na vaidade. Trazendo em sua onda um casal feliz, componho a melodia que me compoe de nome Beatriz.
Energia que me movimenta o corpo, que me traz conforto, lua que me alinha a vida que me mostra a beleza de quem com olhos belos reflete o criar de sua natureza em se mostrar, dama da noite eterna que me inspira e compõe, traços, luzes, sentimentos ao vento para multiplicar o nascer do dia em eternidade por onde minha alma passar, por onde passarmos haveremos de deixar em toda natureza o somatório do que é o nossa amar. Sem seus traços,sou rascunho com vc sou obra-prima e através do que compomos em amor, trazemos a luz a vida.
Tudo que se enxerga é transformado no que se percebe ao sentir, com vc eu vim para amar e evoluir, desenvolver não somente como ser, mas como dois que se tornam um e multiplicam o viver. O nascimento que é a passagem da reação de amor do homem e da mulher que sabem que são o encaixe do quebra-cabeças um do outro, percebem que sempre estiveram juntos animando um o corpo do outro, trazendo conforto em um cafuné em todas as minhas manifestações sempre soube quem é a minha peça de encaixe e é vc a minha mulher. Não somente para replicarmos a vida em forma de seres, mas mostrar que os melhores amigos sempre são aqueles que nos confortam através de nós mesmos, sabem exatamente o que fazer, pois está presente em cada traço da construção de ser, falo isso sem maldade alguma, pois nunca foi sexualização e sim amor que é inocente e sábio em forma de existir, é você meu amor que muitas belezas me ajudará a construir, somos amados por muitas culturas por falar sobre amor em harmonia, pois juntos simplificamos o que é chamado de vida.
Eu te amo em cada simples traço teu, pois no fundo você sabe que vc também ama os meus.
