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Passeio do Pensamento
Vai pensamento voa longe e traz
de distantes lembranças, aquelas que à
nós fazem bem.
Traz contigo aquelas voltas dadas sempre
abraçado a alguém.
Não te esqueças dos lugares preferidos,
aquele aonde o amor dormia, e nós sempre
o íamos acordar.
Caminha pelo tempo.
Dá asas à tua imaginação pensamento,
carrega-te do que vivido foi, principalmente
aquilo que muito amamos, e que sempre queremos
lembrar.
Que tragas só coisas boas, as más jogues no
mar.
Em síntese, que junto a ti venha o que de melhor
possas trazer.
Faz a nossa vontade.
Não tragas nada de triste, traz rostos de alegria,
conversas de um apego real, beijos dados com amor.
Deixa de lado esquecida, coisas que fizeram parte
da vida, mas que não nos trazem saudades.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Passeio Noturno.
Parei para realinhar meus pensamentos!
A noite novamente baixara mais cedo.
A Lua uniu as sombras do arvoredo,
Em um Breu que tornava vivos meus tormentos!
Levei minha febre louca à boca seca,
Na tentativa de espantar o meu temor.
Sonhei minha morte em passos que se estreitam,
objetivando revelar o meu horror.
Os passos largos que eu já tinha caminhado,
Tão lamentados por terem sido em vão.
O andar já tinha tomado a direção,
de rumos loucos pra terem sido trilhados!
Levo-me a uma nova reflexão.
Paro para realinhar meus pensamentos.
A luz dissipa sombras e escuridão.
A noite sempre me deixará mais atento!
A lua tá linda, e o vento da rua traz uma sensação muito agradável. Exato para um passeio c/ aquela pessoa especial*
Boa noite!
Temporada
Todos nós estamos nesse mundo por temporada. Às vezes muito curta outras longa, então devemos aproveitar como se fosse umas férias.
Quando nos programamos pra entrar de férias, combinamos local de viajem, diversões e lugares a serem visitados, tudo fica registramos em fotos e memórias. Depois que acaba voltamos a rotina, muitas vezes tediosa, com isso esquecemos que o tempo é precioso e a vida passa tão rápido quanto as férias e quando nos damos conta já passou.
Vamos aproveitar mais nossos dias, fazendo valer cada segundo com as pessoas do trabalho, dividindo o conhecimento e crescendo sem querer derrubar o outro porque isso só traz tensão e desgosto pra vida, lembre-se que todo mundo tem seu talento.
Procure ficar muito mais tempo com sua família e amigos, isso com certeza é sua maior riqueza de vida, e nunca deixe de lado o espírito, independente da sua religião alimente sua fé, ela que te mantém disposto pra desbravar cada segundo de vida nessa deliciosa temporada aqui nesse mundão de Deus!
Viva La Vida
Carpe Dien
PASSEIO DE BICICLETA
"A nossa maior riqueza é permitir que Deus tome o controle total de nossa vida..."
A princípio, eu via Deus como um observador, um juiz que não perdia de vista as coisas erradas que eu fazia. Desse modo, quando eu morresse, Ele saberia se eu merecia ir para o Céu ou para o Inferno.
Ele estava sempre lá, como um presidente. Eu reconhecia a sua imagem quando a via, mas não o conhecia de verdade.
Mais tarde, quando eu O conheci melhor, pareceu que a vida era como um passeio de bicicleta para duas pessoas e notei que Deus estava no banco de trás, me ajudando a pedalar.
Não me lembro quando Ele sugeriu-me que trocássemos de lugar, e a vida não foi a mesma deste então ... A vida com o Seu poder e Seu amor tinha se tornado muito mais tranquila!!!
Quando eu tinha o controle sabia o caminho, mas não tomava a direção correta.Mas quando Deus assumiu a liderança (Ele conhecia atalhos maravilhosos) passei a subir montanhas e atravessar terrenos pedregosos em velocidade vertiginosa! Tudo que eu podia fazer era seguir em frente! Embora tudo aquilo parecesse loucura Ele ficava dizendo:
- Pedale, pedale!!!
Eu ficava preocupado, ansioso e perguntava:
- Para onde o Senhor está me levando?
E Deus apenas ria e não me dava uma resposta e eu comecei a confiar Nele. Logo me esqueci da minha vida rotineira, sofrida e comecei a participar da aventura. Quando dizia que estava assustado, Ele virava-se para trás e tocava minha mão.
A princípio, eu não confiei muito em Deus quando Ele assumiu o controle da minha vida. Achei que Ele a destruiria. Mas o Senhor conhecia os segredos da bicicleta, sabia como incliná-la para fazer curvas fechadas, pular para evitar lugares cheios de pedras, aumentar a velocidade para encurtar os caminhos difíceis.
Também estou aprendendo a calar-me e pedalar nos lugares mais complicados e ainda apreciar a paisagem e a brisa fresca em meu rosto com o meu ótimo e constante companheiro Deus. E quando estou certo de que não posso mais seguir em frente, Ele apenas sorri e diz:
- Pedale ...
A nossa maior riqueza é permitir que Deus tome o controle total de nossa vida e sempre o primeiro passo deve partir de nós, pois Ele sempre se encontra a nossa disposição para colocar-nos em seu caminho.
A recepção
A vida voltas vai dando, e nós por ela passando.
Também passam por nós momentos aos quais nem
conta damos.
Há dias,com amigos em uma recepção,ao meu lado
sentada estavas silenciosa, risonha, porém chamavas
a atenção.
E em especial a minha. Conversamos pouco, estavas preocupada.
Um encontro marcamos saimos passeamos, mãos unidas
a passo lento,saboreando o momento, pedindo para o relógio
parar e juntos ali ficarmos e muitas noites passearmos.
Os dias já se passaram, e eu continuo sonhando, com
o dia daquele jantar.
O passeio dado a passo lento,as mãos unidas, o beijo.
Nunca nos vimos mais, até hoje tenho marcado o dia em que nos
encontramos, prendeste-me de uma maneira difícil de esquecer.
Sinto ainda a tua mão,teu perfume, a voz, e o jeito tão
meigo de olhar.
Impossível é te esquecer,e deixar de te amar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Um passeio
no parque!
Um desejo
no coração...
Olhos acesos.
Emoção!
Um pressentimento...
Vou te encontrar!
Meu coração
irá se apaixonar,
quando meus olhos
te verem!
"A vida é um passeio por entre os verdes da esperança, é a energia da luz dos olhos de quem amamos, é o sorriso das bençãos que carregamos".
Passeio
Com meus lábios, por teu rosto passeio.
Passo-os por tua testa,contorno os
teus olhos e, pelo narizinho desço.
Da pontinha dele, teus lábios vejo,
e encosto os meus, aos teus, deles o calor
e a suavidade sinto.
Beijo a pontinha do teu queixo, e de
lá até a pontinha da orelhinha vou.
Avisto o teu pescoço, esguio e macio,
escorrego por ele, paro, e vejo o encanto
do teu seio.
Tentado fico, devagar até ele chego, e o
coração diz, vai, e bem devagar lhe dou um beijo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Eu sinto um congelamento
Peço tratamento
Dessa vez não aceito reclamar.
Não me reconheço em desalento,
hoje não vou ficar.
Coloco meu sapato
e pra rua eu parto
em movimento me coloco
e deixo o ar entrar
Esse ar
Respiro
Presente
Percebo
Onde estou
Daqui agradeço de onde eu vim
(Pausa para mensagens afetuosas)
Reflito quem sou
Observo rapidamente o passado
(Superado)
E a lágrima que molha meu rosto me traz um abraço gostoso
Agora eu me vejo
Tão diferente
Tão outra
Ao lado de tantas outras
Meninas, garotas, mulheres
Dentro de mim
E fora,
Preencho o checkin,
Pago boletos,
Verifico o email.
Agendo um passeio,
Sento,
Sinto
(a correria externa não acelera o meu coração)
Mas quando te vejo, ah...
Há borboletas dançando compassadas, e compassivas, o ritmo da vida, que pode ser leve e tranquila.
Eu me solto em seus braços, onde posso ser quem verdadeiramente sou.
Eu soul.
Por um sonho dito insano, e por circunstancias do Destino,
embarquei em um avião da Lufthansa, e fui parar em Kinshasa-Congo,
após uma conexão em Dakar, para ir passear na África...
E foi bom demais...
Ósculos e amplexos,
Marcial
PASSEANDO PELA ÁFRICA
Marcial Salaverry
Lembro que em principios de 1969, decidi ir para o Congo, para tentar a chamada "melhoria de vida", além de realizar velhos sonhos. Consegui meu objetivo, pois saí da crise financeira que estava, além de realizar o velho sonho de explorar as selvas africanas, como Tarzan e Nyoka, e como lucro, vivi aventuras muito interessantes, viajando pelo interior do Congo, seja em um heroico jipe LandRover, seja em aviões mal equipados, pilotados por sabe Deus quem, sempre contando com o Dedo de Deus direcionando o caminho, pois sem a ajuda Dele, não estaria aqui contando nada...
Iniciando, vamos salientar que sem nenhuma sombra de dúvida a idéia de viver na África chega a ser assustadora, pois sempre fica a impressão dos filmes de Tarzan, do Fantasma, feras sedentas de sangue, antropófagos, e outras coisas mais, e com esses pensamentos soturnos, ao desembarcar no aeroporto de Dakar, fiquei com a nítida impressão de que meus piores temores se confirmavam. Cheguei à meia noite. Uma escuridão de meter medo e pelo caminho do aeroporto até a cidade passei por vielas escuras, cheia de tipos mal-encarados. Ao descer da perua, no hotel, assustei-me mais ainda, com o tamanho do senegalês que estava dormindo na portaria, cerca de 2 metros de altura e carrancudo, e isto me preocupou. Ao entrar no quarto para passar à noite, pois prosseguiria viagem no dia seguinte para Kinshasa-Congo, tomei um cuidado que se revelou ridículo pela manhã: - barricadei a porta do quarto com os móveis disponíveis, acreditando assim estar protegido talvez, de um possível ataque e só então após este exercício muscular e emocional me senti tranquilo o suficiente, para me deitar e passar a noite.
Tinha um dia livre em Dakar. A conexão para Kinshasa seria só no final da noite. Passeando pela cidade, vi que meus temores haviam sido ridículos, pois estava em uma cidade como qualquer outra do mundo, com os mesmos problemas que encontramos em qualquer grande cidade brasileira, cheia de gente circulando pelas ruas, carros em profusão, proporcionando um trânsito super caótico. A finalidade principal, dessa minha parada em Dakar, era conseguir o visto para desembarcar em Kinshasa, pois o Brasil não tinha relações diplomáticas com o Congo, e não havia nenhuma Embaixada, nem cá, nem lá... Sendo essa finalidade, dirigi-me à Embaixada do Congo. O funcionário, responsável pelos vistos, admirou-se profundamente de que um brasileiro desejasse ir ao Congo. Para acalmar sua desconfiança, determinou que um assessor me acompanhasse à Embaixada do Brasil, para que meu passaporte fosse autenticado como brasileiro de fato. Esta precaução se justificava porque, naquela época, havia muito trânsito de mercenários procurando os países africanos recém libertados, e que ainda apresentavam problemas, e o Congo era um destes, e era para lá que eu seguia. Muito romântico, sem sombra de dúvida. Dirimidas as dúvidas, só tive que tentar explicar ao Cônsul do Brasil, que espécie de doido era eu. Obtido o tal visto, preparei-me para a fase final da viagem: Destino Kinshasa. No desembarque, pude constatar que havia muita similaridade com as coisas do Brasil, pois, para liberação rápida de minha bagagem, bastou uma gorgetinha para o funcionário alfandegário e eis a bagagem prontamente liberada, sem sequer ser examinada. Muito familiar, sem duvida.
Dessa vez, pude ter uma boa visão do que me aguardava, pois cheguei durante o dia, e assim, apreciei convenientemente a paisagem da capital congolesa. A entrada da cidade era assustadora, passava bem no meio da “Cité”, como era chamado o bairro predominantemente congolês. Em tudo e por tudo semelhante a uma imensa favela, o que me levou a perguntar ao meu amigo Paiva, se toda a cidade era assim, sendo que ele em resposta limitou-se a sorrir.
Quando começamos a entrar na cidade propriamente dita, entendi a razão de seu sorriso. Kinshasa era uma cidade como outra qualquer, podendo-se compará-la a, digamos, Cubatão, largas avenidas, arranha-céus e trânsito, muito trânsito, com péssimos motoristas, que não tinham a mínima consideração pelas leis de trânsito, o que me fez sentir quase em casa. Depois, as coisas normais. A adaptação ao modus-vivendi foi rápida. Os problemas com o idioma oficial falado no Congo, o francês, foram rapidamente superados, com o chamado Curso de Aprendizado de Idiomas, que qualquer pessoa que tenha a intenção de viver fora de seu país de origem deve fazer, ou seja, aprender as primeiras noções antes de viajar, e o resto, aprender no dia a dia à custa de muitas mancadas.
Logo na primeira semana, já comecei a circular pela cidade, dirigindo um veículo pertencente a meu empregador, Leon Hasson e Freres, dando início às minhas funções de vendedor numa cidade que não conhecia, mal falando a língua, enfim, fui eu quem procurou aquilo e tinha que me virar para não dar com os burros n’água. Os problemas raciais eram em parte resolvidos quando eu me identificava como brasileiro e prontamente associado com Pelé.. Sim nosso grande Pelé me quebrou grandes galhos. Sua figura era tão adorada, não só no Congo, como em toda a África, que sempre funcionou como abre-barreiras. Para que se possa ter uma idéia, posso contar um dos episódios em que usei a identificação “pelesistica”. Foi quando, inadvertidamente, passei entre dois soldados que patrulhavam as ruas. Fiquei sabendo que “cortar” uma patrulha era quase crime hediondo, e então, os soldados queriam me deter, porém quando, em meu francês macarrônico, consegui me identificar como brasileiro, e lhes mostrei meu passaporte para provar minha identidade, foi que eles arreganharam os dentes num esgar de sorriso, dizendo “Ah!!! Brasileiro!... Conterrâneo de Pelé!... No Brasil não existe racismo, acreditamos que não foi por mal... mas nunca mais faça isso”. Logicamente, além de me apadrinhar com o Pelé, também precisei pagar uma cervejinha para os zelosos soldados para que assim o “terrível” crime fosse esquecido.
Após alguns meses, consegui o visto de entrada para minha família, e prontamente remeti a papelada para o Brasil, para que minha esposa e meus 2 filhos pudessem entrar no Congo, acompanhando-me no que todo o restante da família chamava de “a grande loucura”... e quem duvidava disso? Bem, para que meus familiares tivessem uma bela recepção, aconteceu o inesperado. Justamente naquele dia 12/06/69, os estudantes congoleses resolveram fazer uma revolução. Maravilha! A chegada do avião estava marcada para as 16 hs. e, até a hora do almoço, ninguém podia sair às ruas, o aeroporto estava fechado. - E agora, José? Estava com os nervos em frangalhos, sem saber o que poderia acontecer, se o avião iria aterrizar ou não, enfim, uma crucial expectativa. Exatamente às 14 hs. fiquei sabendo que a direção da firma conseguira obter a informação de que o avião aterrizaria, e conseguira também uma escolta para que eu pudesse receber minha família. Consegui respirar novamente. Durante o trajeto até o aeroporto, foi fácil constatar o porque da escolta, pois ainda se escutavam tiros aqui e acolá, barricadas por toda a parte, e soldados, centenas deles, milhares até, procurando encontrar os “malditos rebeldes”. Ao desembarque, tudo normal. As gorjetas de hábito, e pronto. Pude, enfim, abraçar e beijar esposa e filhos.
Agora, durante nossa viagem de volta, nunca mais vou esquecer a expressão dos olhos dos heróis recém chegados, apreciando a movimentação toda. Só não houve mais tiros, pois a revolta já fora sufocada. A chegada ao lar marcaria um novo episódio em nossa vida. Muitas surpresas nos esperavam, e aventuras quase ficcionais.
Enfim, foi assim o começo da vida de um brasileiro no Congo durante 3 anos, e agora lembrando e relembrando, agradeço ao Amigão, ter este LINDO DIA, tantos foram os perigos vividos, que Ele me ajudou a superar, e ainda estou podendo contar a história, que mais parece estória...Tem mais coisas por vir no porvir...
Ler é como pensar, como orar, como falar com um amigo, como expressar suas ideias, como ouvir as ideias de outras pessoas, como ouvir música, como olhar a paisagem, como dar um passeio na praia.
Eu te convido...
para um passeio diferente
vem passear comigo de mãos dadas
te imploro que caminhes
bem perto de mim...
quero te mostrar um mundo novo
um lugar cheio de amor
Te convido para vir comigo
sentir os cheiros...
sabores e as sensações...
Quero te mostrar mais
te fazer ver as cores mais lindas
a sinuosidade da vida
as mais belas flores
florestas imensas...
quero passear contigo
até mesmo quando a chuva
cair forte...mostrar a beleza dos pingos
tocando com suavidade a terra
deixando tudo mais belo
assim como nós mesmos
Quero caminhar contigo
num infinito imensurável
entre a paixão infinita
e aquele amor unico e infinito
enquanto houver leveza
e ao mesmo tempo intensidade
quando existir liberdade
e amor em nossos corações
Eu te convido
caminha comigo como uma dança
que se nada mais tivesse sentido
em nossos passos compartilhados
na longa caminhada da vida
aquela que busca no dia a dia
os mais belos e intensos instantes
Desejo que fique ao meu lado
quero te dar muito mais
mais que uma longa e doce caminhada...
pelos caminhos do amor...
(DiCello, 2011)
Visita
Em teu corpo passeio.
Visito todos os lugares
possíveis que eu amo
tanto, e me acho melhor.
Gosto quando te sinto
estremecer, ouço o teu
coração a palpitar.
O teu corpo quente fica,
a pele macia permanece.
Sei que ali me esperas,
e a tua vontade só cresce.
Ali me esqueço do mundo,
e permaneço, até que peças
que eu saia.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. R/J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E.
Bruma
Passeando com meus olhos dentro de seus olhos, pude ver o brilho de mil sóis!!!
Respirei fundo e me preparei para esta imensidão castanha.
Olho, e por vezes o vejo sorrindo, sublime, lépido e fagueiro.
Como condão transformando tudo,
Trazendo o frescor
Olhos eloquente, mas ao mesmo tempo calado, deixando que sua beleza seja exaltada!
Quisera eu, Deus, estar ao seu lado vendo suas mãos formando ela, sim, obra sublime, majestosa, e muitos mistérios dentro deste olhar.
De certo sei que: flor alguma tem esta beleza!
O que são as estrelas diante do brilho que emana de seus olhos?
Ah Deus, se pensou em toda a perfeição numa obra, certamente é ela.
O que são as miríades de anjos, sendo ela tão angelical?
Tão infinita quanto o infinito, olhar insondável.
Em noite de lua
O céu flutua
Passeio na rua
Lembrança crua
A estrela tua
Brilha, sussurra
Em noite de lua.
Hoje fiz um passeio pelo meu passado, e percebi que embora eu tenha viajado por quilômetros e quilômetros em direção ao futuro ainda me vejo agarrada ao que não aconteceu... em histórias que não terminaram , em sonhos que não se realizaram em projetos que não se concretizaram. E mesmo com todas as vírgulas em seus lugares, os pingos em seus is, me pergunto: Porque um ponto final ainda não encontrou o seu final?
Lá é aquele lugar de onde a gente vem. E para onde a gente volta. A vida é um passeio dentro de outra vida. Outros diriam: um sonho dentro de outro sonho.
