Tag ofensa
Para não incorrer em atos como ofensa, humilhação e injúria a outrem, confundindo os limites e as especificidades do conceito de liberdade, é essencial que o indivíduo tenha aprendido os princípios básicos da cidadania.
Crimes de intolerância e a liberdade que ofende.
Ser livre é uma definição muito ampla e pode variar de acordo com os valores e circunstâncias de cada pessoa, e sabemos que a liberdade plena não existe.
Mas é possível usufruir de alguma autonomia sobre as nossas escolhas, desejos, prazeres e sonhos, desde que consigamos "bancar" isto.
Bancar financeiramente, bancar socialmente e acima de tudo, bancar psicologicamente, enfrentando os atravessamentos que questionam estas escolhas, desanimam, apontam erros ou até pecados.
Desta forma, aquelas pessoas que persistem em sua autonomia podem ofender intensamente aqueles que não "bancam" uma vida autônoma e optam por uma vida enquadrada, emoldurada por algum padrão filosófico/religioso/moral de conduta.
Pois se enquadrar é abrir mão de um grande percentual da liberdade em busca de algo, seja segurança, aprovação, salvação, reconhecimento...
Assim vemos que muitos crimes de intolerância são motivados por um sentimento de ofensa, e não se limitam a questões religiosas, pois machismo também é dogma e atravessa dos religiosos aos ateus.
O que ofende é que eles podem.
Que estas pessoas demonstram com seus atos um desinteresse nas tradições, nos dogmas. Elas não limitam suas vidas ao que esperam delas, elas vão além e fazem suas escolhas, bancam suas existências para além das molduras, e isso muitas vezes ofende aos encaixotados, que vivem suas vidas em armários, tentando esconder suas fantasias, seus desejos, seus próprios conflitos e optam pela falsa anestesia da segurança ao conflito da liberdade.
E quando um outro banca sua liberdade, vive suas escolhas, mostra que esta vida é possível e involuntariamente promove em alguns um colapso na estrutura de segurança deste sistema de opressão dos sujeitos, que para sobreviver busca a eliminação das diferenças, afundando todos em um mesmo buraco.
Entre a ação e a reação, existe um espaço maravilhosamente infinito onde reside minha inalienável liberdade de escolha sobre qual resposta oferecer a cada evento.
Você foi ofendido? Mais uma oportunidade. Agora você pode escolher entre gastar tempo e energia com a ofensa, ou no que ainda pode acontecer.
Momento tenso é aquele que alguém recebe uma ofensa e pensa qual vai ser a resposta. Se usar o coração vai responder conforme a dor recebida. Se usar a mente a resposta se dará nos mesmos termos em ofensa semelhante. Ao se afastar espiritualmente - eu não faço isso - talvez não haja resposta alguma, pois o mal não merece comentário algum. Essa é a diferença entre ser e não ser, a escolha é de cada um. Minha escolha é uma junção mente/coração que nem sempre é educada. Quem consegue diferenciar, parabéns! Não cheguei nesse patamar ainda.
Na realidade, quem age mal está pedindo nossa ajuda. E, na escola da vida, não há ofensas, apenas lições. Então deveríamos agradecer a esses indivíduos a oportunidade que nos dão de sermos melhores e nos tornarmos úteis. Ao ajudar, crescemos espiritualmente junto com a pessoa.
Não há nada que possa nos assustar, se negarmos o medo. Não há ofensa capaz de nos atingir, se não a aceitarmos. Não há palavras tão duras que possam resistir ao tempo, se até os melhores elogios são logo esquecidos.
O perdão é unilateral e envolve quem perdoa e quem
é perdoado. Ele é mais importante para quem perdoa,
pois quem precisa perdoar é quem se sente ofendido.
Mas é igualmente importante para quem quer ser
perdoado.
A pior critica ou ofensa, é aquela proferida pela voz de sua mente. Pois essa é uma que não pode ser contrariada com facilidade.
Os que sofrem de “ofendite aguda” têm dificuldade de conviver com a sinceridade, com a verdade e se tornam incapacitados para lidar com o perdão.
Uma ofensa é tão grande quanto a importância que você dá a ela. Não reaja a algo que não vale a sua reação.
