Tag moderno
Com os anos fiz alguns amigos, mas um em especial deve ser notado. Ele é bem quieto, as vezes teu jeito me incomoda. As vezes é tudo o que eu preciso. O silencio me acompanhava, como se tudo que eu tivesse fosse ele. Mas me senti insatisfeito, ele era muito intenso ocasionalmente. Escolhi deixá-lo. Hoje sinto sua falta, gostaria de vê-lo, hoje quero apenas a sua presença, sua amizade me basta.
No mundo moderno, na era tecnológica, muitos de nós estão se tornado cada vez menos criativos e estão perdendo, cada vez mais, a capacidade do cérebro. Se não soubermos dosar essa dependência, só nos restará nos contentarmos em seguir pessoas nas redes sociais, conversarmos com máquinas, sermos guiados por sotfwares ligados a satélites e, o mais triste, ficarmos de olho na tela de um celular ao invés de buscarmos interação com nossos familiares, enquanto fazemos uma cotidiana refeição. É triste vermos o desespero e a ansiedade das pessoas quando cai a energia ou cai o sinal da internet. Precisamos assumir o controle do mundo real. Se seguirmos por esse caminho virtual, nem precisaremos ler a página seguinte desse livro. Até porque, os bons livros não estarão mais sendo escritos, pelo simples fato de não haver leitores intressados, e serão escassos os grandes escritores.
Chega disto , pessoal,
escrever não é brincadeira,
se usarem só inteligência artificial
não farão na vida, a carreira
Digo isso e bem às claras,
pois vai dar para perceber
que o robô solta as palavras
que os capacitaram a ter
Robôs não tem sentimentos,
fazem tudo de modo automático,
escrevem- tipo - só engajamento
em textos frios e imediatos
Um robô da tal *artificial*,
jamais irá substituir um autor,
não fará quase nada especial
e muito menos com amor
Obs// Dirigido à quem pensa que poderá escrever bem e criar por cabeça de metal
--------- AMOR DE CARTA -----------
Acho algo digno de compartilhar
pois esse poema está repleto
de momentos que contigo,
tive a alegria de partilhar
Em tempos de whatsapp
tudo tem se tornado tão instantâneo
O amor se cronometrado
não chega sequer,
a um minuto digitado
E poucas letras,
a apertar em um teclado
Vivi a experiência de um amor
Um amor de cartas
Cartas essas escritas a punho
Muitos e não poucos foram os rascunhos
Os desenhos presentes
não eram tão assimétricos
Se comparado aos emojis
Mas tinham consigo uma identidade
era algo único,
demonstrava sentimento de verdade
A expressão a qual o papel carregava
não se limitava a meras frases elaboradas
ou de apelação emocional
Cada frase construía
uma ligação sentimental
Antes inexistente,
Mas agora atrelada a uma conexão
que trás a imagem da pessoa após cada reflexão
Cartas permitem eternizar momentos
de forma a tocar, sentir e visualizar
assim como livros
Só não terão graça se você não for capaz de imaginar,
Imaginar que alguém dispôs tempo a construir
algo que lhe faça sorrir,
ou até mesmo lembrar
momentos os quais são dignos de se eternizar
Das mais diversas formas pude me comunicar,
desfrutei de sentidos como ver, ler, ouvir e falar
Mas nenhum deles se compara ao tamanho de minha alegria
só de imaginar que ao escrever você sorria
Mas nesse amor de cartas
O importante não é dizer, é saber
Cartas coisas não se dizem, porque dizendo,
deixam de ser ditas pelo não-dizer, que diz muito mais
E o destino está para baralhar as cartas
Cartas quais jamais hei de jogar
Pois foram jogadas em um momento de alento
nas armadilhas do tempo
E tudo se tornou como correr de encontro ao vento
Talvez tenha sido verdade
Já não estar mais vivo
pois de abraços e risos calorosos
a um frio e solidão mórbido
Só posso dizer que até o presente momento
sua inteligência e humanidade
são escassos demais para encontrar nessa cidade
Você possui algo tão singular,
que de mim teve o prazer de desfrutar
uma admiração a qual
mulher nenhuma conseguiu despertar
Mas como nem tudo são flores,
ou melhor cartas
eu não soube valorizar
Posso lhe assegurar o tempo que contigo estive
me rendeu os mais belos versos,
que foram escritos, mas jamais lidos
As crônicas mais bem elaboradas,
porém jamais evidenciadas
Não me rendeu nenhum conto de fadas,
embora nossa história tenha sido minha preferida
Mas o amor literário
a mim foi como remédio a feridas.
CAMPOS DO JORDÃO, 2018
QUEM SOU EU?
Eu olho e não consigo me ver,
eu vejo e não consigo me olhar,
porque o que sou não é o que mostro ser,
não é o que quero que os façam acreditar.
Eu digo o que me dizem,
sem querer entender,
o que resolvo divulgar, apenas pelo prazer
de poder impressionar.
Eu acredito no que me fazem acreditar,
mesmo sem duvidar,
pois o que importa questionar,
se o que eu quero apenas é participar?
Eu absorvo as verdades que chegam,
por meio da minha tela ocular,
pois ela é a janela do mundo,
que me faz enxergar.
Afinal, quem eu sou?
Sou o o homem digital do mundo moderno,
que se apresenta na formal idealizada,
formatada dentro uma realidade fragmentada,
onde nem mesmo eu sei quem sou.
O homem dito "moderno" trocou seu cérebro pela internet. Todo seu comportamento e ações são o que a massa de ignorantes manifesta na rede.
O preço do mundo moderno
Revolução industrial.
A luz.
A escalada pelas modernas pirâmides ornamentais.
O homem, o templo de cristais.
Desprezo, se grita ou se come, tanto faz.
Atrativos cruzeiros.
Usinas, magistrais luzeiros.
Mineração.
Chão.
Petróleo.
Perfuração.
Metrô, trem.
Corredor.
Túnel.
Pontes, Niterói grande construção.
O trigo sumiu.
O pão.
As grandes máquinas.
Sinais viajando de Marte a lua.
A grande obra do homem.
A ciência, uma política de magia.
Se resolveu o pecado do homem.
Hummm, olha a tecnologia.
Que fabrica perseguição.
Que causa depressão.
Segunda guerra mundial.
Veja de lá a magia.
Quem sabe bem antes.
A guerra das civilizações.
Eu sei, que de todo canto invasões.
Leitura de mente.
Picada de serpente.
Ativa se programação.
Vou bater nessa tecla.
Quem sabe o tribunal desperta.
A grande revelação.
Uma elite no luxo.
Enchendo o bucho.
Muitos nascendo, crescendo, vivendo o tormento, a tribulação.
Nada sobrenatural.
O homem científico, político, religioso e tecnológico.
Detém sórdida maneira de manipulação.
Giovane Silva Santos
Pessoas que
mentem pra si,
não têm como
serem verdadeiras
para os outros.
A cada dia as
pessoas se
camuflam mais,
em preconceitos,
em falsos discursos
de amor ao próximo,
na empatia dita da
boca pra fora...
- O caos do mundo moderno
vem disfarçado de bondade.
O Homem já não conduz mais o seu corpo, é influenciado por outros corpos que ditam suas regras.
Os sentimentos e emoções se antecipam à arte de pensar antes de agir, assemelhando-se a feras enjaulada que soltas devoram suas presas.
Um ermitão moderno, com celular, perguntou à sua companheira e confidente, mãe natureza: ‘Uma colega ermitã, pelo WhatsApp, está me assanhado em vê-la em sua caverna, social físico de novo, o que acha?’ Resposta: ‘Reza forte!’
Morre antes do tempo quem não se adapta ao mundo moderno. Se tiver certeza que vai ao "paraíso". A morte pode ser o caminho confortável. Senão, viva sem perder a razão. Ou seja, não pratique inversão de valores morais e nem se acovarde pisando nos mais fracos.
“Tristeza e felicidade é uma comparação entre suas escolhas momentâneas passageiras entre passado e futuro, moderno e antigo.”
"O moderno ás vezes é uma fogueira à queimar pessoas, culturas, valores consagrados e até leis!.
Frio e Calor são opostos...
Mas, são temperaturas!"
☆Haredita Angel
O grande desafio social na contemporânea democracia é fomentar o civismo, a cidadania, o patriotismo cultural e a identidade incomum dos diferentes em pleno gozo legal e constitucional da liberdade.
O resgate de nossa historia honrosa cívica deve ser exaltada a qualquer preço pela sociedade diante a cidadania ativa atemporal de homens livres perante os nossos compromissos com o amor, a soberania e a verdade do local-pátria que acolhemos e escolhemos para viver.
Eu sou bem menos do que muitos imaginam, eu sou verdadeiramente pequeno e sei muito pouco de tudo, frente a um mundo moderno de aparências digitais, onde a maior parte da humanidade optou escandalosamente e vergonhosamente, não ser nada.
