Tag mata
E ontem bateu a nostalgia
Aquela velha abstinência cai sobre mim
Levanto
Pego um cigarro
Coloco entre os lábios.
Dou a primeira tragada.
E sinto meu corpo relaxar
Começo a pensar
Como algo tão bom
Faz tão mal ao mesmo tempo
E faz com que me sinta mais viva a cada tragada que me mata
Nos recortes da humanidade, o homem se fez carne, mata para comer carne e os cernes da vaidade humana nos imbecilizam entre nós...!
Vazio que sufoca
Que estrangula
Que mata a esperança
Que destrói a confiança
Vazio que estremece meu ser
Que transborda em forma de lágrimas
Que ninguém sabe e ninguém vê
Vazio que fala
Que grita
Que não me deixa esquecer sua presença
Mesmo que eu não possa sua face reconhecer
Vazio que lentamente vai destruindo,
o brilho dos meus olhos,
sem eu perceber.
Vazio que assusta
Vazio que me afasta de tudo
De tudo que um dia sonhei viver
Um rio que serpenteia solene
E sutura a mata degradada
Com lágrimas permanece perene
Fertiliza a floresta apaixonada!
Num abraço sem limites
O verde corado de timidez
Para sempre estarão quites
Cada um por si, um de cada vez!
De cima, o Sol como um voyeur
Encanta-se e esquenta o clima
Atrás das nuvens, o encontro do prazer
Procura a poesia e soletra a rima!
Escrever crônicas é como conversar com o leitor na varanda de casa: sem pressa, sem grandiosidades, mas com a intimidade que só a prosa do dia a dia permite.
O cristão autêntico não busca inimigos, mas não tem como evitar que eles surjam por causa da luz que expõe as trevas.
A CASINHA
Bem no meio da floresta
A casinha isolada
A luz é do vagalume
O som é da bicharada
Da terra vem a sustância
Do rio água para a estância
Natureza abençoada
Bioma cheio de belezas
Biodiversidade a mil
Opulência nas espécies
Na beira-mar do Brasil
Possui uma fauna endêmica
Mas com ação antropogênica
O ambiente fica hostil
Recebeu os lusitanos
No ciclo colonial
É dádiva da natureza
Patrimônio nacional
Teve guerras e armistícios
Egoísmo e sacrifício
Com a tradição ancestral
Falo sim sobre a mata-atlântica
Imensuráveis beldades
Grandes lagos e aquíferos
Solos com diversidades
De fauna, flora e história
Magnificência e memória
“Mãe” das variabilidades.
A Inveja
A inveja mata, o que a tem, mata! Mata!
Eu não sei porque, mas muitos me invejam,
Sem admitirem, têm inveja, como uma espada!
Eu sinto essas invejas, pois de todo me cercam!
Mas vós que ardeis, em esse sentimento do mal,
Sabei que não me contaminais, nem por sinal!...
Mas só a vós muito prejudicais, de todo o modo!
Por isso com tal, eu em nada me incomodo!
Tenho costas largas e uma boa protecção,
não tendes em mim, mesmo qualquer ação!
Mas porque tal, fazeis? Isso eu vos pergunto?
Mas já sei a vossa resposta de verdade!...
Não tendes nenhuma resposta com facilidade!
Mas eu vos dIgo, vós sois maus, mesmo muito!
Obs. Para veres este poema, na sua forma natural, clica no final deste texto, em: ver imagem. Para veres a “engraçada” fonte [sic notícias] notícia que este poema fundamenta, vai à minha cronologia ou página de poesia do Facebook. Bom proveito!!!
Estórias em plena pandemia covid-19…
Afinal sempre há vida para além da morte!
Inda dizem que a morte é o fim;
Mas não é o que aqui noticiado;
Nos relata desse pobre coitado;
Que se calhar também pensava assim!
Quem sabe se foi por assim pensar;
Que com sua mulher se distraiu;
Quem sabe até se a essa mesma traiu?
Levando-a a desta vida o dispensar!
Vamos, pois, cuidar bem de todo o agir;
Que neste viver nos cabe escolher;
Não vá algo connosco assim se dar!...
Pois quem neste morrer não acreditar;
Seja em nós, pois, cá homem ou mulher;
Pode um dia a tal não poder fugir.
Com tristeza no humor;
Serra da Meruoca - Um Oásis,
refrigério de clima aconhegante,
de vistosa mata exuberante
alguns minutos apenas de Sobral.
O meio que não soma subtrai...
O meio que te consome, te mata...
O meio que te julga não te absolve...
O meio que te absorve não te alimenta...
O meio não é o fim, mas o fim pode ser o meio.
Minha dança é um poema sagrado em que cada movimento é uma palavra e cuja palavra é sublinhada pela música. O templo em que danço posso ser vago ou fielmente reproduzido, pois eu sou o templo.
A morte não é nada, nem vida, por isso matéria. Para morrer, para dormir, passar para o nada, o que isso importa? Tudo é uma ilusão.
