Tag invisível
Não sou só mais um — sou aquele que levanta quando todos param.
— Maycon Oliveira - O Escritor Invisível
"O povo que se acostuma com migalhas perde o paladar da liberdade."
— Maycon Oliveira - O Escritor Invisível
Há em mim uma luz guia no mistério que pulsa entre mundos. Minha alma — silenciosa — me conduz entre os véus do sentir e do saber. Como chama sutil, etérea, eterna. Que ascende no silêncio e aquece tudo o que sou. É dela que brotam os sentimentos que me elevam, os pensamentos que me enlaçam em reflexões profundas, nutridas da dança entre o amor e a compaixão.
Nas dualidades que me habitam, há força e doçura, sombra e luz, e mesmo quando o mundo silencia, ela me fala — sem palavras. Ouço sem que se diga, vejo o invisível que mora nas entrelinhas do real. Porque a alma não precisa de olhos para enxergar nem de voz para dizer. É o sentido através do sentir que move, transforma, transcende.
Ela me leva para dentro — onde os mistérios do mundo se desvelam, não fora, mas no centro do meu ser. E quanto mais mergulho, mais me reconheço. Sou feita dessa chama que a razão procura, mas que só a alma alcança. Sou estrada e viajante, sou silêncio que fala, sou mente que se lembra e relembra do caminho interno.
E neste lembrar-me de mim, descubro que o universo é menos fora, mais dentro. E que, em mim, tudo já é.
Eu SOUL ♥︎
A Teia Invisível
Em uma pequena cidade cercada por montanhas, vivia Ana, uma jovem que sempre prezou pela independência. Desde cedo, aprendeu a confiar apenas em si mesma, acreditando que depender de alguém seria sinal de fraqueza. Construía sua rotina com disciplina, evitava pedir ajuda e mantinha as pessoas à distância, como se pudesse controlar tudo ao seu redor.
Certo inverno, uma tempestade inesperada atingiu a cidade. As estradas ficaram bloqueadas, a energia caiu e o frio apertou com força. Ana, sozinha em sua casa no topo da colina, percebeu que sua reserva de alimentos estava quase no fim. Tentou sair para buscar suprimentos, mas uma queda a deixou com a perna machucada, impossibilitada de andar.
Imobilizada, Ana sentiu pela primeira vez o peso da solidão e da vulnerabilidade. O orgulho que a acompanhava parecia pequeno diante da necessidade urgente de ajuda. Foi então que ouviu batidas na porta. Era João, seu vizinho, que havia notado a tempestade e decidiu verificar se todos estavam bem.
Sem hesitar, João entrou, cuidou da ferida de Ana, trouxe comida e companhia. Nos dias que se seguiram, ele ajudou a limpar a neve, a consertar o aquecedor e a reacender a esperança na jovem que tanto temia depender dos outros.
Ana entendeu que a força verdadeira não está em ser invulnerável, mas em reconhecer que, às vezes, a vida nos entrelaça em uma teia invisível de apoio e confiança. Depender de alguém não diminui a nossa coragem; pelo contrário, revela a coragem de aceitar que juntos somos mais fortes.
E assim, entre montanhas e tempestades, Ana aprendeu que a verdadeira independência nasce do equilíbrio entre o cuidar de si e o permitir-se ser cuidado.
"O coração que sofre também acredita, pois a dor não apaga a esperança, apenas a molda. Onde mora a dúvida, a fé encontra espaço para florescer, pois é na incerteza que descobrimos nossa força. Que cada lágrima seja a semente da coragem e que cada medo se transforme em um impulso para seguir em frente, pois o amanhã sempre traz novas possibilidades." – citaçãodo livro "Tobias: O Elo Invisível" de Roberto Ikeda.
“Quando o coração aprende a ver, o invisível vira abrigo — e toda ausência encontra um jeito de continuar presente.”
Citação do capítulo 16 - Livro: Tobias: O Elo Invisível por Roberto Ikeda
"Refém do Invisível"
Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.
Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.
Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.
Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”
O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?
Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.
Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu ainda não enxerguei.
Não somos senão artífices do invisível, forjando sentidos na vastidão do incognoscível, enquanto o tempo escapa pelas frestas do ser.
Invisível — mas sentindo tudo
Tem lugares em que eu estou, mas não estou.
Estou com o corpo presente, o sorriso contido, a intenção boa.
Mas dentro de mim… um vazio.
Eu observo, ouço, me esforço pra caber —
mas é como se o mundo à minha volta seguisse sem me perceber.
Sou uma pessoa introspectiva.
Não sou de grandes conversas, nem de me jogar nas rodas com facilidade.
Mas isso não significa que eu não sinta.
Na verdade, talvez eu sinta até mais do que a maioria.
Cada olhar que não cruza com o meu.
Cada palavra que não me inclui.
Cada cumprimento morno.
Cada silêncio que me cala ainda mais.
Ontem, mais uma vez, eu me senti invisível.
Estava ao lado dele… mas parecia tão longe.
Ele, tentando ser pai, homem, presente —
sem perceber que, aos poucos, eu me apagava ali.
Esperando em um canto.
Andando sozinha.
Me escondendo por dentro pra não mostrar o quanto doía.
Eu não quis reclamar.
Não quis parecer frágil demais, exigente demais, dramática demais.
Mas a verdade é que eu só queria pertencer.
Só queria que alguém percebesse que eu também estava ali.
E que estar ali era um esforço meu. Um gesto de amor.
Eu não quero ser o centro de nada.
Só quero ser alguém que importa.
Que é vista. Que é acolhida.
Mesmo que quieta, mesmo que na dela.
Porque ser introspectiva não é ser ausente.
É só amar em silêncio, sentir em profundidade e querer, de verdade, fazer parte.
Há palavras que não fazem sentido
Há sentimentos que não se traduzem em palavras.
O sentir é tão pessoal, tão interno, tão somente único que se torna essência e, portanto, "invisível aos olhos".
E aos ouvidos.
A minha loucura é andar perdido em meu próprio caminho... É parecer que eu estou escondido por sempre estar sozinho... É ser invisível aos olhos de quem deveria me querer bem... É ver minha gente inocente sendo tratada covardemente... É ver quem eu amo partir de repente.
Todas as cores são lindas
Mas impressionante mesmo
É o invisível.
Sem Ele nada e ninguem é visto.
1 Tm.1;17
PENA que o TEMPO é invisível
e imprevisível,
pois ja tive vontade
de sair na mão
com ele, e pedir uma explicação,
por tantos rabiscos que ele faz a minha pele...🙃😁💭
***
Hoje lutamos contra um inimigo invisível, mutante e que se utiliza de uma situação oportunista para a sua disseminação e evolução. Será um longo aprendizado para todos...
Relógio Invisível
A vida trabalha...
Trabalha a vida...
Com seu relógio invisível
E vivo uma vocabulário de ilusões...
Tudo vai morrendo e
ficando na memória da existência...
Amém!
Sempre foi um ato de rebeldia, ainda que invisível.
