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Chega lua no meu céu, tez branca de sardas, madeixas negras, lisas esvoaçadas, espreitando comigo pelas trilhas que circundam as árvores, atravessando os rios, escalando as encostas até o topo das montanhas... Uivar...
Oi, perdi minha alma.
Hoje chove e ela ainda deve de estar por aí.
E se você me batesse ouviria o eco que sai de mim, estou vazia, estou me afogando na minha própria seca.
Estou chorando lágrimas que não descem, estou despejando palavras não minhas.
É que esse nada, se acumula facilmente como se fosse um tudo.
Dele estou repleta, este passeia por minhas veias e artérias procurando algo mais importante que o coração que bate fraco.
Marquei de encontrá-la aqui, nessa esquina onde jamais deveria te-la soltado.
Espero por alguém que não vêm, eu deixei que a levassem de mim.
É que minha alma, precisava de você, e agora te segue por todos os cantos para que se sinta próxima o bastante.
Por favor me diga que ela chegou bem e que a convidou para entrar.
Não a deixe caminhar...
Até a floresta das almas abandonadas.
Não devemos nos preocupar apenas com a utilidade material das árvores, mas cuidar delas também por seus pequenos mistérios e encantos. Todos os dias, sob seu teto de folhas, a floresta nos brinda com dramas e histórias de amor tocantes.
Florestas de bétulas
Frio lastimo
Onde restas bétulas
Cinzas ver
Suave pedaços de flores
Jogadas ao vento.
Queimar as florestas não destrói apenas um espaço geográfico, mas todo ecossistema dos animais e ainda coloca em cheque o futuro da sobrevivência humana
PELOS CAMINHOS DA FLORESTA
Ali está você caminhando em meio às sombras de uma floresta, escura, fria, sem flores ou frutos, ouvindo os sons que somente um coração é capaz de captar. Neste lugar mesmo durante o dia o breu se faz presente e toma conta de tudo. Hoje nem animais passam por ali. As aves ainda sobrevoam mas nenhuma toca o solo. Ver ele se tornou algo impossível, pois a vegetação cresceu, cobriu tudo, da raiz até as copas das árvores, na tentativa esmagadora de alcançar os raios de sol que se faz nos dias claros que você também já não mais vê. Dias estes que a floresta não faz mais questão, logo então, você também não! Ela já se acostumou com a escuridão e se tornou tão tortuosa que adentrar nela não é só um desafio, mas sim a incerteza aterradora se conseguiremos abrir algum caminho que nos permita passar. Mas que você consegue andar. Já não se pergunta mais o que tornou aquele lugar inóspito ou em que momento as altas árvores decidiram não deixar o sol tocar o chão. No fundo você sabe que são perguntas que somente ela poderá um dia responder para si. Porém, mesmo assim, mesmo encoberto, vê beleza ali, talvez essa seja o que torna aquele lugar tão especial. Sabe bem que cada folha conta uma história, que cada tentativa de alcançar a luz é um fato que não deve ser infringido e sim compreendido pois nosso coração também é como ela. Assim é vida dos que aqui caminham. Por isso então que aquele lugar tornou-se um lar para ti.
Até que um dia, uma forte tempestade chegou, tão grandiosa que algumas árvores derrubou. Você sentiu medo, sentiu frio, sentiu dor. Se viu sozinho como em tantas vezes e não sabia o que fazer até aquela tempestade passar. Tentou se esconder, mas era inútil porque por mais que a floresta fosse encoberto pela vegetação, elas não eram resistente, sem o sol se tornaram frágeis e delicadas, como seu coração, sendo assim feridas a cada chuva. E disso entendia bem.
E então a tempestade passou! E as clareiras que se abriram o que permitiu ver o céu ainda nublado, e mais uma vez você via beleza. As nuvens foram se dissipando, até que a claridade do sol chegou de vez e adentrou por todos os lugares. A luz era tão intensa, que você desacostumado com ela, fechava e apertava seus olhos pois ela os faziam doer. O calor te incomodava, cada raio de sol que sua pele tocava se esquivava, fugia dela e procurava de um lugar às sombras. E assim passou a ser a sua vida ali. No entanto, animais começaram a andar por lá. As aves já pousavam e sem que se desse conta, olhou tudo a sua volta e viu que as flores também brotaram, que novas plantas nasceram e naquela hora se viu rodeado de vida. Não que antes não houvesse, mas antes só você podia caminhar, e agora há outros com você, muitos também estão perdidos e era estranho aceitar aquele novo mundo.
Mas de nada adiantaria todos aqueles sinais se você não conseguisse ver também beleza nele. Nos acostumamos com as sombras, nós a cultivamos e não notamos nossa alma que como trepadeiras tentam subir desesperadamente as paredes de nosso coração e alcançar as altas copas a procura de luz. Essas tentativas da nossa alma se tornam tão angustiantes, seus gritos ressoam tão temerosos que não conseguimos atribuir esta dor a qualquer outra emoção e nesta confusão fechamos aquilo que está mais fácil e o que está ao alcance é o nosso coração. Então encoberto, ninguém mais o pode tocar.
Mesmo assim, constantemente a vida nos coloca em situações de tempestade. Coloca em nosso caminho pessoas que surgem também como tempestades. E de sinais em sinais nos mostra que vale a pena deixar a luz entrar. Que ela faz maravilhas, que ela transforma e renova. E que ceder a ela não é deixar de ser você mesmo porque sempre existirá um lugarzinho às sombras para se esconder. Um lugar só seu! Pois as sombras também se faz necessária, mas ser só escuridão é um ato de condenação. E você não tem que fazer isso. É preciso deixar a vida caminhar dentro de si e juntos tecer novas trilhas até o coração desta floresta.
As vezes vai acontecer de algumas tempestades causar mais danos que a outras, mas se observar bem as árvores ao chão verá que com o tempo a vegetação as encobre e logo nem se nota mais a ferida que havia ali. Mas isso só é possível quando deixamos a luz entrar e fazer o seu milagre. O tempo não apaga uma cicatriz mas te dá novos motivos para passar por cima dela e a vida sempre vai ser assim minha criança. Mas você pode decidir se vai ficar sozinho na escuridão ou se vai permitir alguém de caminhar contigo nela e juntos abrirem clareiras. Pode ser que sempre exista um vazio, pode ser que não saibamos ainda para onde ir ou o que estamos fazendo aqui mas isso não significa que não possamos tentar fazer da nossa estadia algo bom.
Saia, deixa a luz entrar em seus poros, faça coisas, mesmo que se sinta ridículo, desfrute, caia, se levante, se apaixone uma, duas, três ou mais vezes, não tem que ter a obrigação de ser a pessoa certa para a vida toda, todos que entram em nosso caminho entram por um motivo, permita este motivo de acontecer, mesmo que dure pouco porque senão também não verá a magia dele. Se durar para sempre, é uma grande dádiva dada, no entanto a vida não é só uma história de amor que não deu certo.
Você é mais que isso. Você é mais que este instante ruim pelo qual está vivendo. Você só está passando por ele você não é ele. Não se esquive da tempestade porque a mesma que por vezes destrói é a mesma que nos abre novos caminhos também.
A vida é uma tentativa.
No limiar da vida,
No lugar onde a morte nos recebe
E a vida, de nós, esquece.
Nasce o Céu.
O céu para alguns, é apenas um sonho.
Para outros, em sua infindável arrogancia, é uma certeza.
Para mim, é uma esperança.
Alguns descrevem o céu, como grandes nuvens brancas e a paz eterna.
Outros, falam que o céu é apenas um espaço, sem dor e preocupações.
Para mim, o céu é um pouco dos dois.
Para mim, o céu é uma grande floresta.
Árvores enormes,grandes lagos cristalinos.
A única preocupação é viver, ou no caso, aproveitar a eternidade.
A paz do vento soprando, as aves cantando e a sombra das arvores nos acalentando.
Florestas são sinônimos de paz, para mim.
É um lugar, tanto de criação, quento de destruição.
É um lugar de ciclos, sem culpa, sem acusações. Apenas a vida, seguindo seu curso e fazendo o necessario, nunca o desejado.
Esta floresta do céu, é exclusiva.
Só os amantes da natureza a podem alcançar. Ou pelo menos, esse é o desejo da alma de todo Naturalista.
O ser humano é tóxico, um venono de lenta ação.
Nunca tem o desejo de destruir, mas tudo que toca, nas mãos da morte, vai parar.
Se os não escolhidos, a Floresta alcaçarem.
Apenas Deus, o ceiador de tudo aquilo, poderá a salvar.
Por isso digo, para mim, o céu é uma esperança.
Para mim, é uma grande Floresta.
Onde un pequeno balanço estará a minha espera.
Onde sentarei, e por toda a eternidade, apenas o som do vento e dos passaros, me acompanharão.
Espero um dia, alcançar a grande floresta.
A floresta do inicio dos tempos.
A floresta que o propio Deus mandou guardar.
Espero ser digna do Edén.
A lua reinava nos céus e eu reinava na escuridão da floresta. Minhas risadas ecoavam pela floresta como um trovão. No começo eram gargalhadas incontroláveis, então sua intensidade foi reduzindo até finalmente se tornarem apenas um sorriso. Não sei quanto tempo passou até o silêncio se instalar na floresta. Quando tudo se aquietou, pude ouvir os batimentos acelerados do meu coração, o silêncio gritava na mata sem fim, o vento dançava sobre as folhas e cantava uma canção melancólica, senti um desconforto, uma sensação de medo. Olhei para o lado, lá jazia o corpo de uma moribunda, a garota branca como papel, de rosto fino e traços suaves me encarava, seus olhos petrificados e sem vida, eram como a sentença de um juiz. Sentei num pulo, pude jurar que os olhos dela se mexeram.
— Munyke Melo, no livro "Asfixia: A história de um assassino." ( Lançamento em breve.)
«Minha antiga, boa, maravilhosa floresta
és um universo secreto...
És um reino miraculoso
Nos perfumes magníficos
de todas as flores que embalas»
grávida a floresta adormece em gestações de eras incontidas
para amanhecer em partos originando as avezinhas e flores
é uma sinfonia de vida que pulsa no afago do orvalho
sob a gentileza do manto das nuvens e do céu
E você não vai mais encontrar,
nem o sorriso, nem os lábios
e nem o olhar.
Já não há mais nada para te segurar,
para se segurar,
para me segurar.
Que a mascara mantenha
o que maquiagem nenhuma pode disfarçar,
e vamos festejar.
Afinal, o que mais fazer com todo esse vazio,
senão dançar?
Nem a natureza, nem o corpo,
um ser vivo,
um ser morto, ou,
um ser torto?
Que permaneça enquanto ser
que se manifesta,
que surge do vazio,
festa!
E que não se segure à nada.
São desses picos que
surge a floresta, e,
já não importa mais o que me resta,
que eu os enfrente a todos,
mesmo que perca tudo,
mesmo que seja esta,
a grande batalha,
a última festa.
O dever do sacrifício não nos obriga a abandonar o mundo e a retirar-nos para uma floresta, e sim a estar sempre prontos a sacrificar-nos pelos outros.
Ah...eu poderia lhe amar,
se não fosse como o vento
que vem, toca, suaviza,
mas jamais se deixa prender
em nenhum momento
Floresta
na floresta escura
o menino se perdeu
era lua cheia
na caverna se escondeu
do lobisomem
o menino estremeceu
a escuridão cantava
ele percebeu
mas o lobisomem
seu cheiro sentiu
pobre menino
da caverna não saiu
Um rio que serpenteia solene
E sutura a mata degradada
Com lágrimas permanece perene
Fertiliza a floresta apaixonada!
Num abraço sem limites
O verde corado de timidez
Para sempre estarão quites
Cada um por si, um de cada vez!
De cima, o Sol como um voyeur
Encanta-se e esquenta o clima
Atrás das nuvens, o encontro do prazer
Procura a poesia e soletra a rima!
Passar tanto tempo sozinha transformou a imaginação de Chloe em uma floresta vasta e escura. O local era um refúgio mágico, e muito mais emocionante que a vida real.
Sempre que possível renove suas energias. Tome banho de mar ou de rio. Passei na floresta, escute o silêncio, reserve um tempo para você e por último, lei um bom livro.
Uma árvore sozinha é apenas uma árvore, em conjunto, suas raízes se entrelaçam fortalecendo formam uma floresta. Assim mesmo é o homem, só ele é apenas um em conjunto é uma humanidade.
Mudaram As Estações
Em uma floresta de outono
O calor há muito já se foi
As folhas amarelas não mentem
A vida escorre, a neve vem
À noite, a fogueira é conforto
Resto do que já foi sentimento
Só o que ficou foi a ausência
E o pesar de risadas não dadas
No céu noturno, estrelas brilham
Oniscientes, onipresentes
Elas que observam a tudo
Sentem o vazio que plaina cá
Tal qual o silêncio violento
Pois que a vida não mais habita
Os recantos verdes d'esperança
Dessa floresta sem seu calor
As cores refletem o passado
E a esperança da primavera
E o amor, a mais linda das cores
Ou é a soma de todas elas?
Passada a noite com paciência
Encontra-se infindável lago
E o sol que brilha no céu azul
Reflete na água cristalina
E abaixo da superfície, vida!
Coloridos cardumes, milhares
Em derredor à floresta aquática
Onde é sempre quente e não há neve
E verde bem como a esperança
Vida colorida como o amor
Água brilhante como as estrelas
Sol quente que a toda vida aquece
