Tag escuridão
Sem que nos demos conta a claridade do dia vai se dissipando lentamente no horizonte e sobre a escuridão da noite a lua surge linda no céu enfeitada com a luz das estrelas, toda vestida de prata.
Quando tudo em mim era escuridão, você chegou vestido de luz, trazendo claridade aos meus olhos tão acostumados com as trevas.
Indubitavelmente, a prática de iluminar uma vela em vez de proferir maldições à escuridão é, sem dúvida, uma metáfora rica em significado simbólico e moral.
Tal adágio sugere uma postura proativa e construtiva diante dos desafios e adversidades da existência humana.
Contudo, é imperativo salientar que a atitude de acender uma vela não implica em negação ou minimização da existência da própria escuridão.
Pelo contrário, ela denota um reconhecimento da dualidade inerente à condição humana, onde a luz e a escuridão coexistem, cada uma com seu papel e significado na tessitura do tecido da vida.
“Acima das sombras que compõem o ápice da escuridão, brilha vivamente a lua soberana”
“Rainha da madrugada, em vossa companhia nossa alteza o Sol”
“Uma vez súdito dessa monarquia dos astros reis, em minha caminhada não haverá brechas para as trevas”
“Assim expondo a imponência e predominância da claridade sobre o breu, seja no dia ou na noite.”
O mundo que pretendemos conquistar não tem fim. Não tem uma borda da qual se possa cair ou pela qual navegar pela escuridão.
Um homem não deve buscar mais do que a luz da sabedoria, bravamente, incessantemente e sem errar. Ainda que, para isso, devamos enfrentar a escuridão que habita em nós.
Neste opaco e desalumiado cubículo da mente
sombras do passado perpassam incansavelmente
Assombram dizendo coisas que recuso acreditar
Assolam gritando alto sobre aquilo que faz chorar
Seguir o caminho da escuridão pode levar a lugares difíceis de compreender
Penetrar nesse pequeno e infinito espaço é um mergulho no gélido e vasto sofrer
Sofrimento de lembranças borradas de como poderia ser
Sobras dos erros inacreditáveis do qual cansei de cometer.
Ah amor,
Se você soubesse o quanto sou
profunda nesse teu amor.
Preciso do seu amor para ser eu.
Você não imagina quantas vezes
ao dia eu mato meu lado
escuro só para te tornar
Minha Luz.
A luz é para todos!
Não seja a escuridão na vida de ninguém.
Se no presente você ofuscar a luz de alguém, saiba que futuramente sua luz apagará sendo ofuscado com sua própria escuridão.
Eu poderia ver somente a escuridão da noite, num esquecimento da claridade do dia. Mas, se assim eu fizer, serei apenas as minhas circunstâncias momentâneas, num hoje tocado pela sombriedade dos fatos que alardeiam os meus medos.
Contudo, apesar dos mórbidos tempos atuais, sigo olhando para o alto, mesmo que o abismo queira-me derrubar. Piso firme no chão, embora as pedras machuquem os meus pés. Ponho o meu silêncio para orar, calando todo barulho produzido por aqueles que ainda não encontraram Deus.
Pois, quando o oposto da fé procura invadir o meu ser, é neste momento que me ajoelho e clamo ao Senhor perdão. E a parir daí, então, eu cresço em comunhão, tendo Deus como escudo e proteção.
“Se a escuridão é a ausência da luz, como dizia Einstein, porque
a luz não poderia ser a ausência da escuridão?”
(teorilang)
Antes da luz a escuridão já existia!
Durante a luz a escuridão existe escondida incitando o seu fracasso!
Depois que a luz fracassa, a escuridão prevalece!
Somente alguma acção consciente permanente pode manter e ampliar a luz em meio a imensidão da escuridão!
Nisto reside a Lei da Persistência e da Perseverança!
A escuridão é a maior luz que existe, junto dela vem as caveiras que estão cravadas no meu coração...
Bem, desde que me lembro, essa é a sensação de estar vivo. Não pode haver forma sem espaço. Impossível experimentar a luz sem a escuridão.
DE(EUS) PARA DEUS
O encontro se dá a partir da fagulha ora evocada. Muitas chamas acesas em prol da emissão de luzes que brilhará cada vez mais à medida que forem se conectando à outras chamas. As sombras são os reflexos dessas luzes. Há intensas rajadas de labaredas ateando fogo no interior ainda não habitado. De mansinho, sussurrando como o soprar do vento, consigo vislumbrar o brilho de uma dessas chamas. Não a conhecia ainda, ela se mostrou a mim assim como o nascer do sol: pouco ao pouco foi surgindo e me enlaçando com o seu brilho encantador. Muitas labaredas bailavam no ar, cada uma com o seu jeito de ser, com uma história para contar, com uma situação fortuita, com desejos e vontades, com muitos sonhos de brilhar cada vez mais em cada escuridão que se fizer presente. Cada sombra dizia algo, que carecia de luz. Cada sombra era um eu inexplorado, um eu não habitado, um eu não vivido, um eu que ainda não brilhou, que não foi luz. A sombra vai tomando forma à medida que ela se expõe a luz das chamas. Junta-se os eu(s) e, por conseguinte, a luz maior contempla tudo de longe e em silêncio. O silêncio permite que as chamas aumentem cada vez mais e, com isso, a luz torna-se cada vez mais reluzente. A luz maior é Deus me mostrando cada eu que está ali na penumbra do fogo, da luz. Como fagulha, eu nasci; cresci e fogo me tornei. Como fogo, consigo iluminar outras sombras, consigo produzir o reflexo que brilhará nos escuros que pairam em outros eu(s), nos outros eu(s). Deus não precisa falar nada quando Ele está em silêncio me dando o poder para ser luz, para brilhar. O meu brilho, é o brilho de Deus, é a chama que me foi dada para ser luz por onde eu passar. Pelo escuro, eu trilho e, por fim, eu brilho como nunca!
Agora me vou para minha triste solidão, onde estou rodeado por todos, mas no meu âmago, estou só. Afogado num mar de sentimentos, preso numa cela de pensamentos. Meu coração dói e meu mundo se corrói, enquanto lá fora a chuva cai e o vento sopra, fico aqui ouvindo a infinita ópera que se tornou o meu pranto, e que hoje eu me espanto, mas que já não posso abandonar, pois, aqui, nesta cela escura e fria, aqui é o meu lar.
Nós nascemos perdidos. E então, nos achamos, mas a verdade é que estamos todos perdidos. Porém, na escuridão vem a luz.
No Silêncio da Solidão
No silêncio profundo da solidão,
Ecoa uma melodia sombria,
O coração solitário busca em vão,
Por uma luz que o guie noite e dia.
As sombras dançam em torno, frias,
A alma anseia por uma mão amiga,
Mas na vastidão das horas vazias,
A solidão persiste, triste e antiga.
