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Mulher é essa substância misteriosa constituída por força e fragilidade, uma dualidade meio mágica que oscila entre o yin e o yang, a grandeza e a pequenice e dá o equilíbrio perfeito que a vida pede.
Dualidade Unida
Nasci na Alemanha, num pedaço de terra que acolhe e cuida. Filho de pais portugueses, trago comigo as raízes profundas de uma pátria distante. Sim, amo dois países. Um foi mãe, outro é pai. E assim, cresci entre dois mundos, onde o patriotismo não se anula, mas se completa, como as estações que se sucedem, cada uma com a sua beleza.
O melhor de ambas as culturas marcou a minha educação, tal como o sol e a lua marcam o dia e a noite. Da Alemanha, aprendi a ordem e a disciplina, o respeito pelo tempo e pelo espaço. De Portugal, recebi a alma poética, a saudade que me abraça e a simplicidade das coisas.
Guardo ambos no meu coração, sem conflito, sem divisão. São como duas árvores que crescem lado a lado, as suas raízes entrelaçadas, as suas folhas tocando-se ao vento. E assim, sou inteiro, sou completo, porque levo comigo a essência de dois lugares que me formaram e me fazem ser quem sou.
Querer mudar o outro antes de mudar a si próprio, é traçar a infelicidade para o seu próprio destino
Não adianta correr, mais cedo ou mais tarde o seu destino se apresentará a você...
E de repente, você estará fazendo parte de algo que nunca imaginou, mas sentiu no fundo do seu Ser por muito tempo.
Tentou esconder, porque o mundo que vc vive é uma MENTIRA. E você paralisa, não acredita, pq é tudo muito claro e escuro, luz&sombra, inferno¶íso, tudo ali diante dos seus olhos. Cabe você escolher, foi te dado o livre arbítrio.
Se entregue...
Você foge, mas será que consegue?
Porque depois que provou o infinito tudo se torna vazio, sem cor, e aí você começa a ver a mentira que viveu.
A vida, essa tecelã habilidosa, entrelaça momentos com linhas douradas de alegria e prata de tristeza. Como um ciclo eterno, ela nos lembra que a felicidade é como uma estrela cadente, brilhante e efêmera , mas a tristeza também é fugaz, como a sombra de uma nuvem que logo se dissolve.
Cada sorriso é um fragmento de um quadro colorido, enquanto cada lágrima é um pincelada que empresta profundidade à tela da existência. Na sinfonia da vida, a felicidade é a melodia e a tristeza é o contraponto, criando harmonia mesmo nas notas mais sombrias.
Apegar-se demais à felicidade é como prender um pássaro em uma gaiola. Deixe-a voar livre pois a tristeza também tem seu propósito . Ela nos ensina, amadurece nossa alma e nos prepara para novas alegrias . A vida é uma dança de luz e sombra, e encontrar equilíbrio é abraçar a plenitude dessa jornada efêmera e preciosa .
Criei dezenas de personas
Alter-egos pra me escudar e me proteger
Mas e quando eu não poder realizar seus ritos
Ou suprir os anseios de seu próprio ser...
Quando pararem de observar a vida
E me pedirem pra viver.
Apego e desapego, ação e inação, escravidão e libertação, ganhar e perder. A dualidade é puramente mental. Abandone a alegria de ganhar e a tristeza de perder e seja feliz meu irmão.
Certa vez, um sábio me disse que haviam dois lobos opostos dentro de mim e que o dominante seria aquele que eu melhor alimentasse...
Mandei ele se lascar...
Eu nutro os dois!
Vê se eu ia deixar um com fome para o outro ficar forte sendo ambos parte de mim...
Belo caminho, serás tu a resposta?
Ou trágico, serás tu a causa?
És a dualidade do destino,
Que sob um manto, esconde a hipocrisia do porquê.
Mas o caminho é mais que dúvida,
É jornada, lutas, amizades forjadas.
A verdadeira causa do que nos tornamos.
E antes que me questione,
És o caminho que se abre,
E eu, a chave que o percorre.
A Existência sem dualidade
Anacrônicas duais;
Em tempos atuais;
A força e emoção;
Sem evolução;
O que é sentir?
Ser, é o que é.
Teremos o porvir?
Vale botar fé.
Finitude na ação;
É tudo impressão.
Viver sem sofrer;
Essa é a razão.
DUALIDADE
Às vezes sou um verso inacabado
Em outras um poema inteiro
Sou silêncio
Também sou grito
Há dias que sou apenas uma nota
Em outros uma sinfonia
Posso ser cinza
Colorida
Nua
Ou vestida
Às vezes sou jardim
Ou só um botão
Acho que é melhor assim
Morreria se coubesse em um padrão.
A DUALIDADE DO AMOR...
Duro e solitário é o prazer
Doce e saboroso é o amor
Quem iria em sã consciência escolher a solidão?
Quem poderia não provar do doce sabor?
Puro e verdadeiro é o prazer
Falso e dolorido é o amor.
A dualidade está por toda parte, basta observar. O bem e o mal fazem parte de nosso cotidiano, porém você decide quem faz morada em você.
A linguagem metafísica e dualista de (luz/sombra, ciência/opinião, essência/aparência), podemos afirmar que somos prisioneiros de 'máquinas tiranas'.
Há correntes que nos retém como os hábitos retrógrados e nocivos (os vícios, opostos da virtude) que, se não impede, ao menos dificulta o acesso ao conhecimento. Aquelas também são nossos pseudoprazeres, a rotina e ilusão de realidade, resultado da simulação neurointerativa (redes sociais).
É natural que acreditemos nelas como sendo a própria realidade - quando na verdade não são.
Se você está sonhando e não percebe, como pode saber que tudo aquilo não é realidade?
Cinesia da vida
Vivo entre o caos e a poesia
Navegando entre a tormenta e a maresia
Ontem eu era noite, hoje sou dia
Mas amanhã quem sabe? Eu seja uma heresia
Servindo à vida com cortesia
Aproveitando a euforia e a ousadia
Enquanto aguardo o fim da minha estadia
Nesse mundo, meio fantasia.
A dualidade da existência em toda forma de criação. A luz e a sombra necessárias na evolução. O caminho é o que a gente busca florescer da terra para o céu.
A perspectiva maniqueísta em reverência a perguntas densas e complexas concebe, não mais que, respostas óbvias e rasas.
O único meio de obter uma noção, mesmo que mínima, sobre o bem e o mal é conhecer as lágrimas com a compaixão de quem é capaz de sentir pelo outro o sofrimento e a alegria.
"Existem muitas religiões espalhadas pelo planeta, as quais conheço grande parte. E a correta é aquela que oferece mais prazer, conforto e satisfação para o seu adepto, desde que, não infrinja as leis sociais.
O credo é uma resposta psíquica aos nossos anseios, é algo natural da humanidade, e portanto, essencial para a vida."
Ensaios de Angústia vol.2 - A Dualidade Humana. Oliveira, Thiago S.(1986 a).
EFEITO MANADA E O VERDADEIRO COLETIVO
Somos um coletivo. Porém também temos um caminho único, com bagagens únicas, caminhando para um mesmo destino.
Ao olharmos para nós mesmos, nos vemos destacados e é um processo necessário, de autoconhecimento do próprio processo, mas quanto mais nos auto observamos, mas podemos nos ver nos outros.
Quando não o fazemos nos deixamos guiar por forças externas. Uma delas que me chama a atenção é a onda “efeito manada”.
Já percebeu o quanto somos influenciáveis por essa?
“Mas se todo mundo diz ou percebe isso, logo é verdade”.
E se a manada está se deixando influenciar por forças que ela não vê?
É como se fosse uma epidemia de informações que nós decidimos nos deixar adentrar.
Ás vezes as forças não são nem magnéticas ou invisíveis, mas só alguém ou alguns tentando manipular uma situação para obter um certo controle.
E por falar em controle, perante à isso, percebe que não temos nem o controle de nós mesmos?
Percebe como podemos ser influenciáveis quando tentamos usar a razão?
Percebe como podemos cometer absurdos em um efeito manada e nos prender ainda mais na roda cármica de encarnações da vida e da morte, a roda de samsara?
Talvez nos sentimos atraídos pelo efeito manada justamente por termos intrínseco em nós essas lembrança de um estado de ser coletivo, integrado?
Tarefa difícil de discernir quando estamos voltados para fora, quero dizer, quando estamos tentando racionalizar.
Efeitos manadas criam linchamentos, extermínios, ideologias que irão sempre marginalizar alguns ou muitos para fora dos seus centros ideológicos.
Mas se somos um coletivo, como podemos excluir alguns?
Então, logo percebemos que a motivação deste efeito manada há um princípio egocêntrico.
Quando geramos um grupo, nos separamos do todo e criamos nós e os outros, alguém ou alguns diferentes de nós e isso pode despertar um sentimento bélico. Um espaço a defender, uma nação à defender, uma raça à defender, um time de futebol, uma religião, uma ideologia política… etc.
Sentimentos bélicos geram guerras e guerras geram destruição.
Destruir algo, alguém, alguns ou vários para defender nossos ideais, proteger um espaço delimitado.
Se pararmos em um momento para refletir e nos questionar, seriam essas as ações que podem nos libertar da roda da vida e da morte?
O que mesmo estamos tentando defender?
Estou defendendo ou atacando?
Qual a necessidade disso?
E se nos voltássemos para nossos corações e nos perguntássemos: Por que estou fazendo isso?
Ao nos voltarmos sinceramente para nossos corações talvez haveria um desatar de nós. Uma dissolução destas estruturas mentais que nos deixamos adentrar ou que nós mesmos criamos e que nos separam dos outros.
Veremos que não há oponente,não há separação, não há competição e sim a cooperação, o verdadeiro coletivo.
(C.F.S)
