Tag dualidade
Luz e escuridão. O bem e o mal. Otimismo e pessimismo. Paz e guerra. Amor e ódio. Fartura e miséria. Anjos e demônios. Progresso e estagnação. Verdades e mentiras. Ética e canalhice. Moral e imoral. A dualidade permeia a humanidade, que se agita diante do incerto futuro. O cristianismo se desenvolveu na tradição dualística de Israel. Incorporou a cultura greco-romana, que também era dualista e influenciou outras culturas e religiões. O islamismo não foi diferente. A meditação é um dos caminhos para se ir além do dualismo. Quando a mente cessa, podemos superar resquícios da memória atávica e descobrir um princípio unificador que nos leva a compreensão do todo, da unidade e diversidade cósmica. (D. Juan de Marco - filósofo espanhol Sec. XVIII incorporado por J. Jardim - Sacy Pererê).
a dualidade bem e mal é ilusória
o mal simplesmente não existe
dizemos que está escuro
mas escuridão é falta de luz
só há luz
ou frio, mas frio é apenas falta de calor
só há calor
o bem é Amor em abundância
e o que conhecemos por mal
a falta de Amor
só há Amor
e Amor é tudo que há
Fui obrigado a conviver a vida toda com essa dualidade: apaixonado pela ficção, de um lado, e tendo que trabalhar com a informação no dia a dia.
Duais
Alguns já foram embora
Sem terem encontrado direção
Nem mesmo a tempestade professora
Abriu suas mentes e visão
Sobre a dualidade construtora
De seres, perfeição
De deuses, criação.
Depois da tempestade o sol apareceu
E até pareceu tão lógico
Como desvendar truque mágico
Após encerrar a apresentação
Nem infernal, nem tanto ao céu
Para o universo é vital
Todo processo dual.
O que seria
A direita sem a esquerda?
A escuridão sem a luz?
O que seria
O ganho sem a perda?
O santo sem a cruz?
Alguns já foram embora
Sem terem encontrado direção
Nem mesmo a tempestade professora
Abriu suas mentes e visão
Sobre a dualidade construtora
De seres, perfeição
De deuses, criação.
Depois da tempestade o sol apareceu
E até pareceu tão lógico
Como desvendar truque mágico
Após encerrar a apresentação
Nem infernal, nem tanto ao céu
Para o universo é vital
Todo processo dual.
O que seria
O ponto sem o contraponto?
Positividade sem negatividade?
O que seria
A verdade sem o confronto?
E a unidade sem dualidade?
Sempre podemos encontrar bem no mal e luz na escuridão pois são dois lados da mesma moeda, mas precisamos transcender nossa dualidade para encontrar nossa completude.
Peixe e Palavra. Corpo e Alma. Ação e Oração. Pão e Comunhão. Profano e Sagrado. Na dualidade existente nos opostos e contrastes a vida cristã encontra seu sentido.
Dualidade única
Tudo aquilo o que você olha
nem sempre é aquilo que vê.
Ao desejar o mal ao próximo,
pode crer: o próximo vai ser você!
Unicidade cósmica trivial,
Pois, quando se faz o mal
o retorno é de ordem sideral.
Chame de José, Deus do bem
ou do que você quiser também,
ou daquele que está além,
Conforme a fé que você tem.
O plantio é feito à enxerto
O qual se coloca no embornal,
àquele de dentro do peito.
Se o enxerto for daninho,
vai distorcer o seu caminho.
E no final vai se dar mal,
enxovalhando todo o seu avental.
Existe tanta gente incremente
a deixá-lo sozinho e ausente,
ao relento dum profundo quintal.
Goste de tudo e todos
que praticarem o bem
não se faça de refém,
assim não será engodo
também, esteja além.
Pois, ao sequestrar o seu ideal,
É ficar bem pra cá de aquém.
Autossequestrar é o ponto final.
Nada, será tão mísero e bestial.
Esse é o mal de desastre fatal.
Ame-se como se deve amar ao próximo.
jbcampos
Há poeta
Há poeta de todos os jeitos.
Há aquele que é simétrico,
enganando-se à poeta perfeito.
A sua autofalácia é mesmo clássica,
achando que a sua poesia é plástica
que se cola numa tela, bem essa é
uma mescla de poesia de entretela,
mesmo sem métrica é estética.
Sua simetria é belicosa e perfeita.
Há aquele que está nem aí,
porém, sua inspiração avassala
o coração que está numa vala.
E com a fala do amor, duma flor,
do valor dum sofrido coração,
vai tinir ao ouvido do olhar,
comovido pela boa intenção.
Esse é muito atrevido
ao cumprir a sua missão.
Vai desembuchando a razão
que nem ele mesmo sabe não...
Há aquele que se acha músico,
Cantarola o tempo todo, afinado
na mais degradante desafinação.
Sendo poeta, então está muito bom.
Há poeta que não escreve,
Pois, o seu pensamento é breve,
no entanto, emana a paz energética
da cura que apura qualquer rejeição.
O poema é a cura da maior infecção,
aquela que atinge a alma de geração
em geração, gerando a maior confusão.
Aí o camarada adoece, no cabo da enxada,
ou de cabeça raspada lá na universidade,
ensinando outras inchadas cabeças,
e não importa o que mais aconteça.
Todos se igualam nessa seara
quando a cabeça não apara,
o vil pensamento não sara.
O poeta analfa é a beta da alegria
pura, que a dor da alma cura,
sem a explicação grega,
a qual agrega segredos,
que o poeta os renega,
dos deuses imortais,
como é o caso da Musa,
que aparece intrusa,
para alegrar os mortais.
O preço da Musa é alegria
de todos os dias combater
o mal da alergia fria à ater
a alma que vive a sofrer.
Jbcampos
A expansão da consciência, subjaz no retorno a inocência. Nesse nível não dual, não dicotomizado ou polarizado pelas arbitrariedades do bem e do mal reside a celestialidade. Nesse estado de naturalidade, espontaneidade e harmoniosidade com as demandas intrínsecas do ser, nos despojamos de todo condicionamento e nos desnudamos de toda roupagem confeccionada pelo medo e estilizada pela moralidade.
Você pode escolher quem trabalha por você, ou o que você trabalha nas suas escolhas.A união da dualidade é a força do equilíbrio.
..."A lágrima é a manifestação das emoções extremas mais autêntica e original da dualidade da alma."... Ricardo Fischer
Dual
Ao nascer, descobri a luz e o escuro
Com a infância, o sim e o não
O querer e não querer
O consentido e o forçado.
Com meus pais, o ódio e o amor
Com a pré adolescência, a dor e o conforto
Com a adolescência, a vida e a morte
A fragilidade
A força.
O toque
A rejeição;
O som, o silêncio
Ensurdecedor e gritante.
Comigo, a dualidade
O preto e branco
Tornaram-se tons de cinza:
Complexidade
E simplicidade, também.
Deus e Diabo e a personificação de energias que fazem parte da natureza humana. Ninguém é totalmente bom, assim como ninguém é totalmente mau. Os sábios procuram o equilíbrio.
Uma coisa leva a outra...
Não adianta viver fingindo, fingir não é viver. Não adianta se passar por algo que você não é. Não á nada belo em ser totalmente igual, todos somos perfeitos e diferentes, perfeitamente distintos em nossa igualdade. A vida é cheia de distinções, de igualdades e diferenças a diversidade torna a vida incrível.
A vida é linda, todos os momentos são únicos. As pessoas são únicas. As pessoas vivem o dia a dia, muitas vezes não param pra pensar, ações rotineiras, monótonas. Há quem diga que o dia é uma separação da vida, cada dia é uma vida, uma parte da vida, toda, da vida, uma vida toda. Um dia é uma história, a história de um dia, não se engane a vida é uma história contada por dias. A cada dia que se inicia temos uma nova oportunidade de seguir em frente, de fazer um novo dia. Cada dia é uma oportunidade, você se renova, a vida é uma renovação.
A renovação é imprescindível, a gente muda constantemente, o tempo, as experiências, os aprendizados, os erros fazem a gente mudar. Mas o que são erros se não aprendizados e o que seria das experiências sem o tempo que usamos para usufruí-las. A vida é repleta de mudanças, é um ciclo, a mudança é um aspecto natural, estamos em constante transformação e transformando também o mundo ao nosso redor através do tempo. A beleza de todo o tempo, que nos brinda ao deixar-nos a esfaimar constantemente do seu libido. Não saciamos nunca de sua presença sempre estamos ante a sua proeza ou a suas causas. O que se renova com o tempo é tempo.
Tempo, ah o tempo. Einstein tentou explicar esse fenômeno, talvez seja o que tenha chegado mais perto de uma real explicação, ou não, talvez ainda seja o mais longe. Mas pra que serve o tempo, o que ele realmente determina... O tempo é medido... Será correta uma medição temporária ou temporal... Há vários sinônimos para tempo, existe o tempo cronológico, o tempo físico, o tempo biológico, mas nenhum determina o tempo. O tempo é indeterminável, o tempo é apenas o tempo e como função de organizador ou apenas o motivo de felicidade ou melancolia dos seres. Como o tempo é mágico, estamos no tempo em que se usam tecnologias em tudo, em tempos remotos, todo mundo tinha tempo, a tecnologia tomou nosso tempo será agora o fim dos tempos? O que será do tempo, se as pessoas não tiverem mais tempo? O mundo esqueceu as suas verdades, do que significa a verdade temporária. Acredito num tempo único, num único momento, o agora, também chamado de presente. Realmente um presente dado por um ser maior a todas as partes do todo, do ser que é tudo que há. Ele também é o tempo, o tempo espiral, o tempo enlaçado ao tempo, momento mágico do agora, presenteado a nós!
Buscar definições não é uma forma viável de ver algo em seu todo. O presente é um modo temporal, mas também é uma dádiva. O presente é uma oportunidade, mas que presente, recebemos a vida de presente. Será o momento infinito do presente que o torna um presente? Ou apenas uma oportunidade de tornar um presente em infinito. O que separa o presente da dádiva, as experiências dos seres, o que interliga tudo ao nosso redor. A mágica de tornar o momento em eterno são lembranças. Nós como humanos corpos, mente e espírito se assim denominamos, usamos pessoas, lugares, objetos. Mas usamos da forma mais pura, através do sentimento, o amor. Se você ama uma música, ela é inesquecível para você, logo ela será eterna em sua vida, não há quem apague, apague ou faça você esquecer. Tal qual, não na mesma proporção são os momentos. Marcados pela intensidade seja uma noite conversando com uma amiga, ou um cheiro de uma rosa ao caminho do trabalho. A intensidade dos acontecimentos, ou a intensidade do amor aos fatos. Não há quem quantifique ou quem marque o nosso apreço por algo, o amor transforma algo em infinito, o sentimento é algo avassalador, incrivelmente único em todos os seres, atingindo as até os mais duros corações e mais perversos espíritos. Quem acredita em outras vidas, quem não acredita estão numa mesma direção em caminhos opostos, mas como, o infinito é indeterminável, seja ele em uma nova vida ou em uma mudança de vida para a tal morte. O infinito é sagaz, modelado e insensato, sem desprezos. Apenas é como o todo das partes, como os momentos, como os seres.
Algo infinito, algo que não acaba. O fim sem fim, se é que existe algum fim, entre todos os começos. Algo indeterminável bem determinado, numa dualidade sem igual, a dualidade universal de tudo que é. Do que precisamos, já que somos infinitos? O que se busca dia a dia se a nossa vida já tem validade, se tem um fim. O que é esse fim se não um recomeço, ou pra alguns os que serão esse fim sendo um personagem de algo misterioso. Sem mágica, sem brilhos. O infinito é cruel, momentos infinitos são feitos de amor, o infinito maltrata. A ganância do ser ou o medo do fim, uma dualidade em âmbito total. Livre de marcações em castigo e presos à um laço, à escolher sem escolhas, a determinar as determinações. Usados ou não, somos dualidade. Somos e não somos. Tudo é sim e tudo é não, o que determina é o ser. Tudo é correto e tudo é errado em todas as perspectivas. A dualidade é o ser maior em parte, é nossa natureza, está dentro do ser.
Uma gota ao cair do céu está subindo em outro plano, a rotação dos planetas coexiste de forma em que nenhum ser desabita nos planetas. O que torna a dualidade incrível são as possibilidades, a dualidade dos seres torna tudo possível, está tudo interligado, todas as ideias dentro dos seres. Somos tantos, somos partes, somos um só, somos um pedaço. O que somos na verdade é um conjunto de conjuntos, de determinações sem determinações. Várias igualdades totalmente diferentes, vários sentidos sem sentido, várias formas em um aspecto geral. O que se buscar dentro do ser se não o ser em si?
O que somos, enfim, apenas o que somos. Somos amor ou medo. Somos amor e medo, somos finitos infinitos. Somos seres. Existimos “penso logo existo” a existência vem antes do pensar, a existência é o momento, estamos vivos agora. O momento é a vida, momentos de amor ou de medo. Momentos de prazer ou de angústia, dor ou alegria. Somos em todos sentidos um ser por completo, capazes de tudo, ilimitado. O que vem da nossa vida, há força, o que nos dá força é a vida.
Amor é vida, medo é morte.
O amor é a resposta, para todas as perguntas, o amor é a resposta. Tudo vem do amor. A vida vem do amor, as mudanças se dão através do amor, o tempo é o amor ao momento, o presente é o agora dado com amor, no momento único do infinito, do amor, do sem fim amor, na perspectiva do amor, do amar até não amando, do ser amor, do ser em amor. O mundo precisa de amor, amor amor amor amor amor amor, 7 vezes amor. Para toda dor, amor. Amor ao próximo, compaixão, solidariedade, amor á vida, amor ao planeta, amor aos momentos, amor as coisas, amor as oportunidades, amor aos dias, amor ao sentimento. Amor ao infinito, amor ao que tem fim, amor aos que acreditam amor aos desacreditados. A mágica do amor transforma, o amor é chave, amor é segredo, amor é tudo, tudo é amor. Busquemos tempo pra amar, dias amáveis, momentos de amor, ser amor, amar, sendo amor, amor. O nome do amor, é o próprio amor, o tudo o ser maior. Não é sobre religião, nem sobra pessoas. Maior que tudo e mais simples, dentro de todos. Forte, esparramado em todos os sentidos. Contagiante.
As pessoas precisam de amor, de tempo para amar. Na evolução o mundo não tem mais tempo. Não se pensa, não se ama, não se vive. Todos tem direito de amar, todos tem direito de viver. A experiência de amar é incrível, todos merecem amor. Dirigir o olhar de solidariedade, prosperidade ao mundo, esquecer o ser maior ou ser melhor, o ter mais ou ser mais.
Sabemos o que devemos fazer, sabemos o que somos. Seja você mesmo, seja o amor que você quer ser. Liberte-se, seja amor. Quando se ajuda, ajuda-se mais a si mesmo. O maior beneficiado do favor de alguém que presta o serviço é o próprio. Não adianta fingir que se importa com isso, você sabe do que é importante pra você, como na vida tudo tem um preço, pra alguns, mas todos sabemos de algo que não tem preço. Não damos valor ás vezes as coisas sem preço, compramos algo para possuir, sem saber que possuímos o presente, o momento mágico, a vida, as possibilidades, a existência. Possuímos tudo, somos infinitos, perfeitos, mágicos e criadores. Somos tudo, em parte, somos parte do todo maior. Somos verdade, alegria e amor...
Me aconselharam certa vez a não usar drogas
Mas uso frequentemente a nossa droga mais potente, algo que foi nomeado de mente.
E soltando suas correntes, numa transformação hora fria, hora quente, questionamos até mesmo a existência de diversos entes.
Fragmentando nossas memórias em acontecimentos, provocando cada vez mais a dualidade de nossos pensamentos.
nos conflitos da dualidade
terminamos cedo
começamos tarde
o que nos cura também arde
onde até o covarde
precisa de coragem
o amor vira ódio
nem sempre os vencedores estão no pódio
sérios de tanto brincar
os erros ensinam a acertar
onde obtemos calma na ira
nessa loucura onde até a verdade
é, na verdade, mentira
A gente se soltou, mas não foi porque caímos na rotina, ou porque esfriamos, muito pelo contrário, a gente ardia em chamas.
Nós éramos fogo, brasa, paixão, ardor.Éramos bagunça e confusão.Era barulho, era tesão!
Éramos carnaval fora de época, em qualquer época do ano.
Vivíamos como nunca, vivíamos pra sempre, e não éramos mais um clichê.
Você e eu, quase uma poesia, talvez barroca, dessas que transmite muito bem a nossa dualidade.
Divididos entre o certo e o errado, o pecado e o correto, o amor e o ódio, divididos entre eu e você!
Era exatamente assim, esse alarde de vida, essa intensidade na paixão,
Altos goles de orgulho,vários vinhos do bom!
