Tag doente
Disse o mosquito da dengue: "o que realmente pretendo é deixá-lo doente, assim como estou. Fui contaminado e lhe asseguro que não vou morrer sozinho, vítima de uma contaminação cujo maior culpado é você".
O mundo está tão doente, mas tão doente, que se não nos apercebermos irá perecer de uma doença prolongada.
Quantos doentes
Em lares "sadios"
Quantos carentes
Que sentem vazios
Quanta solidão
Em meio a multidão
Quanta contradição
Em tanta "perfeição"
Quanto ódio no mundo
Mesmo o amor sendo tudo
Como curar tanta dor
Tanta frieza e desamor
O que precisa ser feito
Para cessar tanta dor
Deixar de lado a inveja
E olhar para dentro de si
Construindo a si mesmo
Em vez de ao outro querer destruir
O amor é a cura desse mundo convulsivo
Só ele é capaz de destruir o que é pervertido.
Nem todo doente é marginal, mas todo marginal vive doente! O transgressor herda igualmente a justa recompensa, por causar a dor e sofrimento em outrem.
O único caminho que realmente importa é o caminho de si mesmo. A sua descoberta espiritual. Cabe ao homem então percorrer o caminho que o leve ao seu "eu espiritual" Buscar um conhecimento profundo de si mesmo. Porque a sociedade adoece o homem de todas as formas possível.
Como assim? - Não entendo-me, depois de tanto ainda ao fechar meus olhos você vem totalmente no meu pensamento. Me envolve as lembranças do seu ultimo beijo, do seu cheiro, estou doente de amor.
chamo de doente àqueles que amam sozinhos, calados, com medo de gritar ao mundo: " hey! sempre foi você"...
Na enfermaria masculina do hospital geral
Seis homens me olham
Declaro que estão todos de alta
Prontos pra morrer em casa
As vezes pra ser gênio, adoecemos, enlouquecemos. E talvez adoeceremos e enlouqueceremos um pouco várias vezes pra não enlouquecermos de vez.
o perdão cura e liberta é a faxina da mente e a alforria da alma, enquanto que o ódio aprisiona e deixa o coração doente
Ocuparei todos os espaços que me foram negados e que por viver em uma sociedade doente me senti envergonhado de assumi-los.
Não espere seu time começar a perder para mexer na estratégia. O remédio perde a eficácia após a morte do doente.
#GERALDO
Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...
Não tinha jeito...
Era pra ser feito...
Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...
Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...
Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...
"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...
As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...
Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...
"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."
Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...
No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...
Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...
Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...
Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...
Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...
Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...
As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...
Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...
Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...
Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...
Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...
Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...
Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...
Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..
Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...
E para a história terminar...
Só teve uma alegria...
Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...
Sandro Paschoal Nogueira
Todo mundo tem sua própria dor. Você não precisa ter vergonha disso. E, se você está doente, então pode melhorar. É isso que você precisa ter em mente.
Ódio!
O combustível
Do fanatismo.
O olho por olho.
O dente por dente.
Mundo demente,
Todos cegos e banguelas.
Humanidade doente!
Que ódio!
Vírus
Está no interior, nas nossas entranhas, esculpida nos nossos DNA. Agora está em mim.
Estamos doentes ou somos doentes? Os sintomas nos alertam mas e quando não há sintomas? Quando ela chega de forma silenciosa, o que esperar?
Não queria ser assim danificada, queria ser pura e leve, em um mundo puro e leve comendo um ótimo bolo puro e leve, sem a fermentação triste e doente.
