Tag desordem
BAGUNÇA
Despercebido, encabulado
tudo no alto, embaralhado
não me acho, nada vejo
um transtorno não desejo
é o caos, confusão,
desordem ou desorganização
eu me calo, organizo
junto tudo nada ligo
a ausência me comove
com o tempo me aprove
Se somos grandes nos fazemos pequenos para nos encaixar. Se somos pequenos fazemos os grandes serem igual a nós. Não suportamos diferenças. Queremos igualdade em um mundo que é naturalmente desigual.
Quando o coração entra em desordem, geralmente a culpa é nossa, pois falta coragem para por fim a toda desordem. A questão é que sempre queremos dar as melhores satisfações as pessoas.
... O mundo moderno vive das facilidades que as tecnologias podem propiciar ao homem, mas em uma outra vertente paralela, também o exclui e o marginaliza do ciclo natural da sua existência. O que existe de real é que outras grandes revoluções, ao longo da permanência do homem na terra, certamente virão, porém, a maior e a mais avassaladora de todas as revoluções será a mesma que os primeiros ancestrais do homem tiveram e que por ela lutaram que é a necessidade imperante de permanecerem vivos. Com a obsolência e a consequente marginalização do homem na sociedade decretadas pelas máquinas, entra em cena como o ator principal o mais antigo e mundialmente conhecido personagem que jamais sairá da moda enquanto a raça humana persistir em existir e que o mundo conhece pelo flagelo da FOME. Um dia, o mundo será uma grande África. O Amanhã Depois de Ontem - Cronicas - Ricardo Fischer.
Os sofrimentos em nossas vidas têm duas origens: a vida atual e as vidas passadas e foram geradas tanto numa situação como na outra pelos nossos defeitos morais como o orgulho, vaidade, ambição, desordem, imprevidência, falta de perseverança, má conduta, desejo sem limites, diversos excessos, ingratidão entre outros e só serão eliminados com a reforma íntima. O Homem é assim o gerador da maioria de seus males.
Então compreenda, o “Seu Amor” não é uma pessoa em si, mas sim “O Seu Dom de Amar”, o dom que nasceu com você, tão singular, distinto, como uma impressão digital. A desordem está em associarmos “O Amar” ao ser, aquele que nos despertou a capacidade de amar, e que você aceitou dedicar todo o “Seu Amor“.
É comum culparmos os outros quando algo de ruim acontece. Dificilmente nós colocamos no papel de culpados, é sempre mais cómodo ficar no papel de vítima. Se prestarmos bem atenção no que acontece no nosso entorno, perceberemos que aquilo que nos faz mal, está, e permanece ao nosso lado, porque muitas vezes somos incapazes de entendermos que nos somos responsáveis por nossas escolhas...
Não adianta ficar culpando o outro pela desordem se fui eu que abri a porta para o causador da bagunça entrar.
Desordem completa,
O caos interno
Se refletiu no externo
Promoveu o duelo
Entre rabiscos e versos
A alma que chora
Já não sabe a hora
Que toda essa bagunça
Vai encontrar seu lugar
As palavras se confundem
Ao se encontrar, se unem
Criando a poesia
Em meio ao incôndito ambiente
No fim do túnel me encontro
Sinto-me um louco em calmaria
O último verso escrito e ponto
O caos é o mal que me traz alegria
Aprendi a gostar do caos a partir do momento que ele olhou pra mim e disse: vem comigo que eu te mostro as estrelas do céu.
[28/08/2014]
Se você não mora sozinho(a) e deixa suas coisas à toa, corre um sério risco de não encontrá-las, pois elas podem ser deslocadas para outro lugar inadequado.
Quando cheguei do trabalho o corpo clamava pelo sossego da casa vazia.
Os ombros espremidos feitos limões depois de um dia inteiro vivenciado no antes e depois. Nunca agora.
O agora pertence ao reino das pessoas bem resolvidas, do presente selvagem, da ausência de dores e dúvidas. Por isso tal lugar me é tão fantasioso e desconhecido. Estou sempre presa entre dois tempos. Meus limões e eu.
E a silenciosa ordem da casa vazia era a única coisa de que precisava para que o dia terminasse afinal. Não haveria ninguém me esperando, não precisaria contar como foi o dia, o que fiz. Tudo estaria no exato lugar que a mão desatenta deixou pela manhã.
Estaria… do Pretérito mais que perfeito condicional.
Condição em que eu teria encontrado a casa se tivesse deixado a bendita janela fechada.
Mas a mão (aquela mesma descuidada que nunca repara o que está fazendo) abriu a janela antes de sair e foi embora despreocupada como só as mãos sabem ser. Nem pensou em olhar a tempestade que se anunciava desde cedo no horizonte.
Suspeito, na verdade, que exista uma relação profunda entre mão e vento. É o que percebo toda vez que minha mão esgueira para janela aberta do carro quando ninguém está olhando. Estende-se para o vento que corre livremente do lado de fora, finge que voa enquanto o ar se espreme entre suas partes sempre tão guardadas por anéis.
Em todo caso, a mão não estava lá quando o vento entrou enfurecido procurando por ela. Raivoso brandiu com força papéis para todos os cantos, derrubou aquele vaso feio que ficava sobre a mesa, o único que aceitou receber a estranha planta que eu nunca sabia se estava viva ou morta. Agora entre os cacos de vidro no chão não restava dúvida: morta.
Os papéis que permaneceram sobre a mesa molhados pela água do vaso, o restante espalhado no chão.
As cortinas caídas sobre o sofá como se cansadas de lutar contra o vento e tivessem simplesmente desistido. Ficaram observando enquanto o caos reinava na casa.
Nada naquele lugar lembrava a paz que eu buscava quando entrei.
A mão primeiramente cobriu os olhos com mais força do que o necessário, foi se agarrando a cada osso do rosto até se prostrar entre os dente a espera de ser castigada. Respirei fundo e a coloquei em seu devido lugar ao lado do corpo.
Caminhei entre vidros, cortinas, papéis e flores que já estavam mortas muito antes do vento chegar.
No meio da sala olhei para as mãos descuidadas e famintas por vento. E por um instante me senti bem em meio ao caos. Não sabia por onde começar a arrumação e, sinceramente, não havia qualquer pressa para isso.
Soltei o peso dos ombros que pela primeira vez eram nada além de ossos, músculo e pele. Fiz um azedo suco com o saco de limões que carregava e bebi inteiro, sem açúcar.
E ali, cercada pelo silencio caótico que se estende após a tempestade não havia nenhum outro lugar em que eu pudesse estar. Só o famigerado momento presente e eu em meio a sala. Sós.
Outrora um mundo iluminado, hoje perdido em tantos acasos acaba sendo repleto de feras, tu que era um iluminado hoje vive em tamanha desordem regozijando a tua alma em merda.
O mundo já não é o mesmo, e tu ainda contribui para que ele permaneça em tamanha desordem, te acalma, a tua alma ainda tem esperança, perdidas em tantas lambanças o teu Deus ainda acredita em ti, seja puro, o iluminado, e não se perca nesse mundo feito pelo descaso onde vive em feras quem já foi iluminado.
É a desordem quem coloca tudo e todos em seu devido lugar. Pois, a calmaria só nos mostra uma cortina de ilusões.
Desculpa a desordem das ideias, é que resolvi
traçar novos rumos... Refiz a minha jornada,
em busca de me encontrar no final, revendo
conceitos e "pré-conceitos", para assim fazer
valer o encontro... Sigo a passos lentos
alimentando minha imaginação... Ainda estou
no caminho, colhendo conhecimentos,
mas volto já!
06.01.2020
A vida é uma viagem com paradas diárias, todas as manhãs, e a cada dia que passa, estamos um pouquinho mais perto do paraíso, se nos atrevermos a abraçar o caos, reconhecendo que, no coração da desordem, criamos as sementes da ordem.
Só escrevo,
Letras, palavras, frases,
Com o propósito,
Da desordem, discordância,
Desobediência e dissonância,
Foi ruim à beça
Mas pensei depressa
Numa solução para a depressão
Fui ao violão
Fiz alguns acordes
Mas pela desordem do meu coração
Não foi mole não
