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Estas histórias e estórias de superação da miséria em ascensão a riqueza, com narrativas congêneres a “Jornada do Herói”, só servem para romantizar a pobreza, justificando a iniquidade social.
O pior efeito da desigualdade social é a naturalização ética da mesma, permitindo sua normatização!
É mediocremente conveniente defender meritocracia, aquele que ja nasceu com a certeza vitalícia, que só vai faltar carne no seu prato, se algum dia optar em ser vegano.
A educação é negada ao oprimido justamente para que ele continue a sê-lo sem questionar, e a se orgulhar de fazê-lo se por acaso conseguir algum dia se "igualar" ao opressor.
É tão sem sentido.
Ver os ditados de quem sabe o que é sofrimento.
Questionando os que vivem no relento.
É certo que o livro alimenta a alma.
Mas não se consegue ler com fome.
Enquanto o governo saqueia a merenda.
Tudo que se investe é em seus próprios.
Pés de meia.
A população menos favorecida.
Vivem nas ruas esquecidas.
Sem títulos, sem igualdade.
Sem teto e escolaridade.
Se aprofunde seus segredos.
Cada um com sua história.
Brancos, pardos ou negros.
E uma única bandeira os descobre.
A que deveria protegê-lo.
Dando dignidade.
E uma cesta de verdades....🇧🇷
Todos nós nascemos dentro de um avião em queda livre, com poucos paraquedas e gritos dizendo que não somos merecedores. Vivemos o dilema entre ser digno de salvação, carregando a culpa, ou arriscar a própria vida para ajudar o próximo.
RACISMO NÃO
Ela pode ser passista,
jornalista, cientista, ministra.
Mulher negra, decidida,
pode ser o que quiser.
Ele pode ser atleta,
poeta, astronauta, desembargador.
Homem negro, destemido,
pode chegar onde quiser.
Eles podem escolher qualquer caminho, seja ele, o caminho que for.
Sabem, bem, por experiência,
não há caminhada sem dor.
Ambos sabem que vivem a triste realidade de um mundo absurdo
que separa as pessoas
pelo seu gênero e cor.
Ambos sabem que suas escolhas enfrentarão barreiras invisíveis, disfarçadas, dissimuladas ou não.
Barreiras de segregação.
Barreiras, por vezes, escancaradas
que envergonham os cidadãos
de bem de uma nação.
Herança de um período cruel
em que irmão escravizou irmão.
Discriminação racial, social, cultural.
Discriminação ancestral.
Racismo estrutural.
Enraizado em mentes estúpidas
Continua semeando o mal
Mesmo que não seja esse,
exatamente, o meu "lugar de fala"
deixo aqui e agora
a minha posição.
Racismo não!
Valéria R. F. Leão
Quantas cores existem mesmo? Se a resposta for multiplas, então por que insistir em escolher apenas duas?
Uma só lei para toda uma nação continental, não é sinônimo de justiça e igualdade, e sim sinais claro de uma cegueira manipuladora ostensiva atendendo diversos espúrios interesses de pequenos grupos corporativos.
se usarmos o cérebro de forma plana a sociedade estaria em outra realidade, entretanto não usamos e ficamos voltados às emoções primarias de manutenção da Sub-existência! Garantindo apenas alcançar ganhos próximos e unilaterais em sua maioria!
Pela Vida e Contra a Violência Policial
O caso de Thainara Vitória Francisco Santos que tive acesso via Instagram hoje, mas ocorreu em 14 de novembro deste ano me moveu a escrever este, ela jovem grávida de apenas 18 anos, morta durante uma abordagem da Polícia Militar em Governador Valadares, Minas Gerais, é mais um retrato cruel da escalada da violência policial no Brasil. Ao tentar proteger seu irmão autista, Thainara tornou-se vítima de um sistema que historicamente privilegia o uso da força desproporcional, muitas vezes (para não dizer sempre) contra os mais vulneráveis.
É inadmissível que agentes públicos, cuja função primordial é proteger a população, sejam responsáveis por práticas que configuram tortura, violência e, em casos extremos, o assassinato de cidadãos. A perpetuação de abordagens violentas e abusivas por parte das polícias militares é um sintoma de um modelo de segurança pública ultrapassado e autoritário antes apenas narrado hoje amplamente divulgado e documentado, que precisa ser urgentemente reformado e impedido.
A violência policial, em todas as suas formas, é uma violação dos direitos humanos e uma afronta à democracia. É imperativo que as forças de segurança sejam treinadas com base em princípios de respeito à dignidade humana, proporcionalidade e legalidade. Além disso, casos como o de Thainara devem ser rigorosamente investigados, garantindo a punição exemplar dos responsáveis e o fim da impunidade que alimenta esses abusos, bem como é fundamental levantar todas as paginas que divulgam torturas e excessos como algo bom e padrão existem hoje varios policiais que se colocam como formadores de conteúdos onde expoem pessoas e criam narratovas perigosas ao contexto da verdade.
Reiteramos a necessidade de ações concretas para combater a tortura, a violência institucional e as execuções extrajudiciais no Brasil, no Rio Grandedo Norte e principalmente Natal. A construção de uma segurança pública humanizada e comprometida com os direitos da cidadania é o único caminho para evitar que tragédias como essa se repitam.
Que a memória de Thainara como a de tantos outros, sirva de alerta e mobilize a sociedade para exigir mudanças estruturais. Sua morte não pode ser em vão.
Por uma segurança pública que respeite a vida e os direitos humanos letemos, pois até que tudo cesse nos não cessaremos.
Wesley de Lima Caetano
