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A comunidade
No chão brilham estrelas,
De um povo cheio de desejo,
Permanecem acordados esperando lucrar;
A "prata e ouro" lhes deu um sorriso,
De olhos abertos sorriram, e beberam seu chá;
Um povo, em algum lugar...
Tenho costume de pedir a Deus que me afaste de todo mal. Deus, misericordioso como é, tem costume de sempre atender o meu pedido. Só vive do meu lado quem compactua com este sentimento. Assim, para os desavisados ou para os que são a favor da corrente contrária, Sua proteção para comigo é constante e impermeável. Nenhum mal há de me atingir, porque Deus formou uma legião de anjos empenhados a minha defesa e proteção; a comunidade do bem está sobre a minha cabeça, sobre os meus passos, sobre a minha vida inteirinha.
Essas pessoas estão vindo aqui para ver algo que jamais pensaram que aconteceria. Vocês deram esperança e deram vida a uma comunidade que estava desolada.
De uns tempos pra cá passou-se a se chamar favela de comunidade. Só que o fato de mudar de nome não mudou de fato! Aliás, comunidade continua um título preconceituoso. Outros cantos de chamar bairro: Bairro de Boa Viagem, bairro da Madalena, Bairro do Espinheiro, ou simplesmente só pelo nome da localidade direto sem o substantivo: Dois Unidos, Dois Irmãos, Casa Amarela... Mas agora é comodidade, é Comunidade da ilha do rato, Comunidade do Entra a Pulso, etc... O nome disso é dourar a pílula.
Do ponto de vista evolutivo, faz sentido que apenas os membros mais fortes da comunidade sobrevivam. Mas o bem-estar do grupo depende da comunidade, e, quando os membros supostamente fracos desaparecem, os outros também saem perdendo.
A Igreja não é um prédio ou um encontro social, não deveria ser mesquinha, segregacionista, preconceituosa; não deveria condenar as pessoas, impor religião, ser dona da razão.
Igreja é um lugar impossível de ir, pois é algo possível apenas de ser!
A igreja somos nós!
Igreja é a comunidade de toda gente, onde o amor é a regra de fé e prática, onde Jesus é tudo em todos!
Pareço normal, mas costumo ficar admirando o trabalho de equipe das formigas.
Observo com atenção o esforço que fazem para carregarem algo tão maior e mais pesado do que elas, de forma que uma só não conseguiria.
Elas se esforçam, juntas, enquanto outras vão chegando e procurando um espaço para também cooperarem. Chego a procurar, mas não encontro nem ao menos uma parada, tipo "sentada" só olhando sem fazer nada, enquanto as outras dão duro. Se não estão cooperando aqui, estão procurando trabalho ou carregando alimentos menores ali.
Incrível que até as formigas, que são irracionais, se importam umas com as outras vivendo em comunhão e comunidade.
E nós aqui, falando de amor e humanidade, enquanto exploramos uns aos outros em prol do nosso ego e da nossa individualidade.
<Sambista Considerado>
O sambista considerado entrou no pedaço já lotado
Na cadência do surdo, lentamente caminhando
Sorridente, cheio de marra, a todos saudando
Sacou logo aquela morena faceira, garbosa, se exibindo.
Sem vacilar, encarou e foi desafiar, vem comigo sambar
Linda, atrevida, a Morena sorriu, logo aceitou,
No sapatinho, cheia de graça, foi se aproximando
O casal, enlaçado, no ritmo adequado, foi causando.
Roda formada, aplausos, incentivos e eles rodando
Alegres, felizes, seguros, o samba solto rolando
Na pista o casal se superando, igual Mestre Sala e Porta Bandeiras
Empolgados, todos caem no samba sincopado, bem balanceado.
Alegria geral na comunidade da Vila Sacadura Cabral...
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Juares de Marcos Jardim – Santo André / São Paulo - SP
Se ajude primeiro e, depois, ajude quem puder, como puder. Colocar seu conhecimento e esforço a serviço da comunidade: isso é construir um legado.
"SOCIEDADE"
Viver em sociedade (comunidade) é isso: Um dia você é incomodado e no outro você incomoda. Seu vizinho passou a noite inteira fazendo barulho com som alto na casa dele comemorando seu aniversário; você também festeja no seu aniversário...
Viver em comunidade não é uma tarefa muito fácil.
Viver em comunidade tem algumas dificuldades, obstáculos que devemos atravessar.
Viver em comunidade requer muitas vezes um desdobramento e uma grande paciência.
A convivência em comunidade requer vontade de ajudar ao próximo, alegria em ver o outro bem e a felicidade de viver o comum. Nem que pra isso muitas vezes requer da gente se doar um pouco mais do que se pode.
Viver em comunidade é ver o vizinho que não tá nem aí mas na hora que precisa é o primeiro a cobrar.
Um querendo mandar mais do que o outro.
Outro que não faz nada então o outro acha que também não precisa fazer.
Ouvir que não ficou bem feito por aquele que não fez nada.
Ajudar e não ser ajudado.
Mas para isso sempre tem as pessoas iluminadas que vão mediar tudo isso.
Viver em comunidade requer muito mais do que morar próximo, é estar próximo.
Viver em comunidade requer mais do que estar na comunidade.
Requer estar em comum com todos.
Estar pronto a ajudar então por isso vamos pensar:
Estamos prontos para viver em comunidade?
Se sim, vamos lá.
Se não, não desista.
O que você precisa pra isso?
Queremos ajudar.
Seremos sempre melhor quando todos se auxiliarem.
Filosofia de vida: Diga não dizendo sim. As pessoas estão acostumadas a ouvir sempre o SIM. Feliz será aquele que aprender a dizer NÃO, dizendo SIM.
Toda forma de ciência e cultura inovadoras está sumindo aos poucos e não há substitutos para o grandes pesquisadores. Enfim, na arte, na música e em todas as áreas.
Pensar só em si é o início do desequilíbrio. Um mundo, ou um ambiente, equilibrado compõe-se de pessoas que pensam coletivamente.
A comunidade não é um refúgio é um abrigo! Não é um lugar de realização pessoal e sim moradia de Deus! É a Casa do Pai! Na presença do Pai os filhos encontrarão alegria e liberdade. No mundo poderá haver mudanças, mas o que é verdadeiramente importante permanece conosco.
Há meu Jesus, que dera eu pudesse ver-te e te dizer o quanto te amo. Quem dera eu pudesse olhar nos teus olhos e deixar que teu amor brando me envolva, mas, quem sou eu? tão pequena criatura na sombra de tua grandiosidade. Quem dera pudesse eu tocar apenas a barra do teu manto e curar as feridas de minha alma. Quem dera sentir a docilidade de teu amor, sentir-te verdadeiramente em meu coração, poder ser inteiramente teu. Há, quem dera!!
FAVELÁRIO NACIONAL
Quem sou eu para te cantar, favela,
Que cantas em mim e para ninguém
a noite inteira de sexta-feira
e a noite inteira de sábado
E nos desconheces, como igualmente não te conhecemos?
Sei apenas do teu mau cheiro:
Baixou em mim na viração,
direto, rápido, telegrama nasal
anunciando morte... melhor, tua vida.
...
Aqui só vive gente, bicho nenhum
tem essa coragem.
...
Tenho medo. Medo de ti, sem te conhecer,
Medo só de te sentir, encravada
Favela, erisipela, mal-do-monte
Na coxa flava do Rio de Janeiro.
Medo: não de tua lâmina nem de teu revólver
nem de tua manha nem de teu olhar.
Medo de que sintas como sou culpado
e culpados somos de pouca ou nenhuma irmandade.
Custa ser irmão,
custa abandonar nossos privilégios
e traçar a planta
da justa igualdade.
Somos desiguais
e queremos ser
sempre desiguais.
E queremos ser
bonzinhos benévolos
comedidamente
sociologicamente
mui bem comportados.
Mas, favela, ciao,
que este nosso papo
está ficando tão desagradável.
vês que perdi o tom e a empáfia do começo?
...
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
