Tag canto
Por mais revoltante e solitária que seja sua vida, a pessoa que tiver a música em seu coração jamais estará sozinha!
Outra vez
Luz forte que a tudo ilumina,pessoas passam,
cumprimentos são dados.
Assim a noite se inicia.
As horas caminham, a animação aumenta, pares pelos
jardins passeiam.
Pelos cantos do salão, caminho, procuro ver se acho
a quem particularmente à mim interessa.
Ando por todos os lados, nada vejo.
Quem sabe não viestes.
Mandastes à mim o convite na certeza que eu viria,
e acertastes.
Eu continuo o mesmo, na intenção de poder te olhar.
Fazes de mim, alguém que te quer há um canto ficar.
Alguém, que mais uma vez, sozinho ficou.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Eu vi um pássaro; cantava a minha janela, no bico tinha rosas e cores, nas asas desenhos da lua e mar. Cantava a música de nós, trazia lembranças no canto ! Eu vi um pássaro; falava em versos, declamava poemas, sonhava. Tinha teus olhos e tua boca, brincava de amar...tinha poesias escritas nas penas, saudade no olhar !
BEM-ME-QUER(O)
De todos os pesares
O mais leve é saber
Que equilibro soluço e canto
Enquanto despenteio flores
bem-me-quer, mal-me-quer
bem-me-quer, mal-me-quer
De todos os panos
Torço e contorço os fios
Para que escorram em minha pálpebra
Encantos de mais uma história
bem-me-quer, mal-me-quer
bem-me-quer, mal-me-quer
Como posso despentear flores
Se em minhas palmas
Cheia de mapas desertos
Eu tenho é dente-de-leão?
bem-me-quer, mal-me-quer
bem-me-quer, mal-me-quer
Se bem me queres
Mal consegues saber
Que bem lhe peço
Ao orixá que tu tanto rogas
Que lhe perdoe
Por ser mais pedra
Do que mar
bem-me-quer, mal-me-quer
bem-me-quer, mal-me-quer
E as minhas pétalas
Que caem tanto quanto os teus fios
Mordem os endereços de nossos abraços
Desertando panos e lençóis de algodão
E as pedras são as mesmas
Ainda que vento só sopre o nunca e nucas
Só se basta o que foi bastante
Seguro em minhas aspas e grito:
bem-lhe-queira, bem-me-quero
bem-me-queira, bem-lhe-quero
Não deixe
as flores murcharem em ramalhetes
que carrego para te perfumar,
nem que se cale o canto do pássaro
que em sinfonia quer nos brindar,
nem deixe que a lua se apague
escorregando pelas sombras do jardim,
não tarde amor, apresse teus passos,
caminhe firme,
em direção a mim
As vezes canto, as vezes fico num canto e outras vezes quando canto, encanto. Porque cantar sempre faz bem
Cantar
Cantar os sonhos,
A alegria, e a dor,
Cantar os segredos da vida,
Cantar os enredos,
Encantar, e cantar o amor.
Da formosura da primavera
Fazer uma bela canção!
Cantar também a frieza do inverno,
A fraqueza do outono,
E a leveza do verão.
Cantar com força,
A melodia da esperança.
Por harmonia na própria fé,
Afinar bem os instrumentos da alma,
E cantar,
Cantar com o coração,
Cantar com a alma,
Cantar com inocência,
Como canto de criança.
Jandaias
Canto das jandaias, ouço de dentro do meu quarto.
Janelas abertas, para um final de domingo tranquilo
A TV desligada, o trabalho realizado, o amor presente
Minha filha na sala, o soninho de uma noite perdida
Alegra-me tudo, mais leve a vida ao som do canto das jandaias!
Em cada canto escuro
Vejo minha solidão
À espreita
Esperando minha volta pra casa
Aonde ela não se esconde
Me abraça
Me toma
E me domina
Porque eu já à conheço
E ela...
E ela já me tem!
Mas se há angústia em todo ser que vive
Só cumpro a regra de existir, que agride
Mas não sou louco, poeta, nem santo
Apenas canto, e desafino triste.
Se a poesia do meu canto não encanta coração nenhum, eu prefiro continuar cantando só.
Pois eu estou cansado de destinar canções inteiras a pessoas que merecem uma única nota: dó!
As vezes me aquieto num canto. Não por preguiça, nem por covardia e nem para não sair da minha zona de conforto.
Mas, para aquietar meu coração, acalmar a minha alma e a minha mente, as vezes tão barulhenta.
Não posso ser útil para alguém se não estou fazendo bem pra mim.
Silencio-me para fugir dos inconvenientes.
Silencio-me para não me sufocar com as palavras que mal ditas me tiram o ar.
A vida precisa de pausas, de recuos, de saídas.
E o silêncio é uma delas.
26/06/2018
“Pássaro encantado tu que detém o canto e a palavra. Que transita entre a realidade humana e a eternidade dos céus. Carrega-me. Leva-me aonde o tempo não me encontre. Onde eu e a eternidade, assim como tu, também somos um. Onde ainda sou garoto e a decepção ainda não maculou meus olhos. Onde a felicidade é certeza e não possibilidade. A casa da poesia.
Onde somos pretérito, presente e futuro.”
Há pessoas de bom caráter, outras nem tanto. Estas que se arvoram de "repórteres" espalhando notícias falsas para todo canto e essas correm de boca em boca, aumentadas e acabam sendo absorvidas como verdade.
Quando chega uma trova
já não a posso sufocar
sei que ela é uma prova
para quase perfeita ficar
Mas se não uso a tal métrica
deixo assim de ser correta
não gosto de matemática
sou apenas uma poeta !
Quero mesmo é cantar
dando ritmo ao coração
e brincando de trovar
seguirei em frente, meu irmão !
Que vontade de ser mais eu ,
Esquecer das opiniões alheias,
Porque as pessoas só querem te vê no mais fundo possível ,
Tenho admiração por pessoas reais que se coloca sempre em primeiro lugar,
Cansei de dançar conforme a música,
Hei de encontrar meu ritmo e ensinar a vida a dançar conforme a música que nunca deixei de cantar,
Cantei para quem quisesse enxergar
que o valor devemos da para quem perto de nos está .
O canto dos pássaros
O canto dos pássaros
Revelaram-me espaço para mostrar o que sinto por você
E às vezes não sei o que dizer
Para mostrar
O que sinto por você
E fico sem saber o que fazer
Para demonstrar esse sentimento lindo que está guardado
A sete chaves
A sua espera para ser explorado
Canto!
Não que tenha voz para tanto;
Ainda assim canto
Canto pra alegrar minha alma
Canto para aliviar meu coração
Canto por muitas razões, por muitas emoções
Canto a alegria, o pranto, a paixão...
Embora não cante bem, já não me preocupo com julgamentos
Apenas canto, canto e canto.
