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Hoje é sexta...
Jura querido? Quase não consegui notar com essas milhares de publicações. Pra que calendário se temos Facebook?
O calendário da alma,
aquele pendurado no coração,
que não marca o tempo pelas horas,
nem dias, semanas, meses
e não se importa com os anos e os séculos,
é o que, de fato, faz sentido.
Muito mais que o outro,
o que amarela os dias, pendurado na parede,
o que enfeita mesas e balcões,
o que tem os anos contados
e troca de número só para apressar a vida.
Que pena! E mal sabe que o segredo do tempo
é não viver o tempo…
ADEUS
Passar pelo ADEUS
É uma dor imensurável,
Dilacerante,
Incessante.
Só o tempo diminui a intensidade da dor
E transforma a saudade em algo que acaricia nossa alma.
E o tempo não é o mesmo para todos.
Dias podem ser meses,
E anos podem ser apenas dias.
É a intensidade do amor que muda as folhas do calendário.
Passar pelo ADEUS é inevitável
Assim com inevitável foi
Amar aquele ser tão importante
Que foi entregue A DEUS.
A posição dos corpos celestes e sua movimentação emitem ondas vibracionais, sendo únicas em cada momento mas se repetindo periodicamente, explicando a simbologia do calendário maya e dos signos.
O primeiro momento deste contato da vida na terra é tão forte em nossa personalidade, que a primeira vibração que recebemos faz parte do nosso ser.
Quando Te presenteio é porque você merece, porque é especial, não por causa de datas descritas em calendários que se dizem "comemorativas". Tudo que eu tentar te presentear será pouco, para quem deseja te dar toda a felicidade.
calendário
quase 67 anos
800 meses
3200 semanas
22400 dias
537600 horas
32256000 minutos
1935360000 segundos
mas nada disto importa
1 criou
1 manteve
1 é maior que tudo...
1 É DIO
piu
Que o lume que chega com o novo mês traga vibrações de luz, energias positivas e paz para todos. Que o seu clarão envolva os dias, abra espaço para a renovação e novas possibilidades, sinalizando o caminho dos sonhos em toda a sua extensão.
Quatro ou cinco motivos
para renunciar, eis a coluna
de haveres. E persisti,
embora tenham sumido
canetas e dias inteiros
no estranho calendário
que carrego às costas.
Eu não sabia – tu não sabias –
mas as fomes de domingos
as madrugadas rodoviárias
os nomes que se apagavam
as errantes ofertas dos ventos,
tudo nos empurrava para a porta
nunca aberta, nunca cerrada.
Antes de apagar o candeeiro do mês de junho, certifique-se de ter acendido o de julho, ligado a luz esperança e mantido acesa a da fé.
Acorda, abre as janelas do coração para receber o mês que está chegando! Você é parte significativa dessa engrenagem. Levanta-te e luta! O fracasso ou o sucesso deste mês dependem exclusivamente da atitude que você tomar agora. É caminhando que desenrolamos o fio do tempo e os milagres começam a acontecer.
Não existe tempo. Diga o dia, mês e ano de nascimento do tempo? Sem tempo ruim. Tempo ao tempo. #sincronáriodapaz
2016. Poderia dizer que foi difícil, que foi amor ou que foi tudo que poderia ter sido... 2017 pode ser o ano de minha morte e pode ser o ano da minha vida... Minha vida está acontencendo agora e o calendário gregoriano não me importa. Sejam Felizes agora, meus amigos. Igor Brito Leão
RE(VOLTA)
"Por enquanto, vão encontrar apenas um grande oco, um eco que sai do esôfago sem esforço e charme algum. Eu só volto quando ganhar mais quilos, quando a lua nascer no meu umbigo e os meus cabelos tocarem os mapas nos meus joelhos. Algum calendário quer me abraçar."
Sabe qual o grande problema do calendário?
A repetição.
Sim, a repetição anual de um ano novo que se inicia e traz com ele datas nada diferentes. E cá para nós o calendário é cruel, porque não importa o quanto uma data tenha sido importante e marcante em nossa vida, basta olhar para qualquer lugar e lá está ele, maldito calendário, insistindo em lembrar e trazer à tona sentimentos dolorosos de uma saudade impetuosa de momentos vividos que não voltam mais...
O Mundo se acabava por de trás do horizonte, e o calendário envelhecia na parede; A distinta noção de tempo e espaço de uma criança a um adulto
A vida não é uma grande reta. É feita de curvas, de belvederes , de subidas e descidas. Ainda bem! É a soma de anos que desaguam no calendário e te mostra o quanto ainda precisa ser feito. Não adianta só olhar para trás. A estrada é longa, traiçoeira, às vezes pouco iluminada. Mas te leva a inúmeros caminhos vicinais, temporais e a vitórias e derrotas. Temo...s longos dias tristes e vários dias de uma felicidade inexplicável , muitas vezes inigualável. Temos filhos para cuidar, nascem os filhos dos nossos filhos e a vida continua desafiadora. Tem dia que amanhece de noite, tem noite que nunca termina o dia. Mas o Sol sempre nasce, sempre se põe. E o que era preto, fica cinza, depois amarelo, mais tarde azul pálido e no ápice um azul estonteante. A vida , então, continua a sorrir, após um breve lamentar. E agredecemos a família, aos amigos, ao amor. Que venha mais um ano! TIM TIM!
No fundo, no fundo eu acho que todas as pessoas têm na memória um calendário próprio com datas inesquecíveis para comemorar.
É curioso como o calendário, que revela a existência de um marco, tem influência marcante em nosso comportamento. É como se existisse uma fronteira mística entre as realidades e vivências pretéritas - de vitórias e fracassos - e as possibilidades futuras de corrigir feitos e efeitos dantescos e alinhar rumos.
Só escrevo,
Não contabilizo mais,
Dias, semanas, meses, anos,
Nem olho mais o calendário,
Devorador dos planos,
[O TEMPO DOS HISTORIADORES E O TEMPO DO CALENDÁRIO]
Um sinal evidente da necessidade de diferenciar enfaticamente o tempo cronológico e o tempo da história é a não-coincidência entre os séculos dos historiadores e os séculos da cronologia, estes últimos contados de cem em cem anos. A proposta historiográfica que encontra mais respaldo entre os historiadores atuais, por exemplo, atribui novos limites ao século “XX”, que não os do calendário secular tradicional. Ao invés de começar em 1901, o “século XX dos historiadores” inicia-se em 1914 – data de eclosão da primeira das duas grandes guerras mundiais, as quais encaminham a devastadora crise dos imperialismos europeus e preparam todo o contexto da Guerra Fria e do estabelecimento de uma política internacional bipolarizada entre os Estados Unidos e a URSS. Este mesmo século que começou um pouco mais tarde termina um pouco mais cedo, em 1989 ou 1991, conforme se queira – já que estas são as datas, respectivamente, da queda do Muro de Berlim e da desagregação da União Soviética, encerrando o período de bipolarização política. Ao mesmo tempo, os anos 1990 já introduzem uma verdadeira reconfiguração tecnológica. Por isso, o historiador Eric Hobsbawm subtitulou seu livro sobre o século passado (a Era dos Extremos, 1994) como “o breve século XX”.
De igual maneira, os limites entre duas “eras” são sempre móveis, de acordo com a análise de cada historiador. Quando se encerra a Antiguidade Romana? Com o saque de Roma em 410, com a invasão vândala em 455, ou com a deposição de Rômulo Augusto em 476? Ou, mesmo antes, será que não devemos considerar, para finalidades de datação do fim da era antiga, a vitória devastadora dos godos sobre as legiões romanas em 378 d.C? Ou talvez, quem sabe, rejeitando todas estas datas pontuais, o fim da antiguidade não será melhor assinalado pelo novo papel que passa a desempenhar o Cristianismo nas sociedades agrupadas sob a égide do Império Romano? Os tempos dos historiadores, enfim, não precisam fazer nenhuma concessão, se não quiserem, aos limites bem arrumadinhos dos séculos cronológicos.
[extraído de 'O Tempo dos Historiadores'. Petrópolis: Editora Vozes, 2013p.26].
