Tag barco
Meditação de Semana Santa para jovens, escrita pelo Padre Hurtado a bordo de um barco de carga, regressando dos Estados Unidos, em 1946.
PARTE I
Um presente de Deus para mim, foi uma viagem de barco de 30 dias, saindo de Nova York a Valparaíso. Pela generosidade do gentil Capitão tive um lugar na mesa na ponte de comando, ao lado do timoneiro, onde fui para trabalhar tranquilo com luz, ar, linda vista... A única distração eram as vozes das ordens com relação ao curso da viagem. E aí fiquei sabendo que o timoneiro, como me disse o Comandante, carrega nossas vidas nas mãos porque comanda o navio. O rumo de navegação é o mais importante.
Um piloto o chama constantemente, o segue passo a passo por sob o gráfico, e o controla tomando o ângulo do sol e do horizonte; fica inquieto em dias nublados porque não pode verificar o que está escrito na lousa na frente do timoneiro, eles recebem comandos que, para ter certeza de que os entendeu, ele deve repetir cada um. "Para bombordo, para estibordo, um pouco para bombordo, e por aí vai...". São vozes de ordem que aprendi e não esquecerei.
Cada vez que subia em alguma ponte e via o trabalho do timoneiro, não conseguia deixar de fazer uma meditação fundamental, a mais fundamental de todas, aquela que define o rumo da nossa vida. Em Nova York, uma infinidade de navios, de todos os tipos. O que os diferencia mais fundamentalmente? A direção que eles irão tomar. O mesmo navio em Valparaíso tinha como destino Nova York ou Rio de Janeiro; em Nova York, com destino a Liverpool ou Valparaíso.
Apreciar a necessidade de levar a sério o rumo. Em um barco, o Piloto que se descuida, é despedido por justa causa, porque está brincando com algo sagrado demais. E na vida, como cuidamos do nosso rumo? Qual é o seu rumo? Se fosse necessário insistir ainda mais nessa ideia, peço a cada um de vocês que dê uma maior importância, porque acertar nisso, é simplesmente ganhar; falhar nisso é simplesmente perder tudo. Sim, magníficos navio são construídos todos os anos. E sim, me sinto tentado por sua beleza e subo nele sem saber de seu rumo... corro o pequeno risco, de ao invés de chegar ao Chile, acabe por ver rostos filipinos.
Quantos vão assim, sem rumo e perdem suas vidas... acabam por gastá-la miseravelmente, se esbanjam sem sentido, sem fazer o bem para alguém, sem alegria para si e para os demais, e depois de algum tempo, sentem a tragédia de viver sem sentido. Alguns seguem seu curso no tempo, outros naufragam em alto mar, ou morrem por falta de comida, perdidos ou vão se espatifar em uma praia solitária!
O trágico problema da falta de rumo, talvez o mais trágico problemas da vida. Aquele que perde mais vidas, é o responsável pelos maiores fracassos. Penso que se as armadilhas morais fossem físicas e nossa conduta fosse um navio de ferro, por mais sólido que fosse construído, não sobraria nada além de destroços, se não tivéssemos em conta o rumo de nossa vida.
Sabe por que o barco flutua e a pedra, não? Porque a pedra só olha para baixo. A escuridão da água é imensa e irresistível. O barco também percebe a escuridão, que tenta a todo momento dominá-lo e afundá-lo. Contudo, o barco tem um segredo. Ao contrário da pedra, seu olhar é pro alto, não pra baixo, fixo na luz que o guia, que promete maravilhas que a escuridão desconhece.
"O barco escolhe seu destino no mar, e o porto não vai ao barco, é o barco que deve voltar ao porto!"
A vida é como um barco: por mais que você tenha o controle das velas os ventos acabam te levando para outra direção.
CAPIBARIBE
O meu rio Capibaribe
vem das terras do Poção
pra desaguar no Recife,
fazendo a integração.
Mas o que está no meu plano
é chegar ao oceano
no fim da navegação.
Hora de recomeçar
Eu, um barco a velas e o mar,
eu, minhas memorias e a solidão a navegar,
no horizonte, o sol, a distância e a saudade,
na imensidão, muita intensidade, a lua é companheira das noites,
o vento sobra o barco a velas sem destino, sem raízes, sem sombras,
plânctons iluminam o mar trazendo sobrevida, despertam gargalhadas de esperanças, uma visão de pura magia,
amanhece, mais um sol grita liberdade, alguns pássaros trafegam no ar oferecendo direção de terra firme,
os medos ficaram ancorados no fundo do mar, o passado triste deixou de ser alimentado e seguiu em outra corrente muito forte,
hora de recomeçar...
Se há um lugar por onde não transito muito bem é na política... quem me conhece bem sabe muito bem do que estou a falar: o máximo que sei... e sei muito bem... é que tenho o direito de votar. E exerço esse meu direito.. e o exerço muito bem. Punto e basta!
Mas, por aqui... por aí... fico sabendo a quantas anda o nosso país no que diz respeito à política... sei que, coitado, não é muito bem governado... sei que há muito dinheiro desviado... lavado... de mão em mão - alheias - passado.
Dinheiro... pois é! Dinheiro que sai do meu... do seu... trabalho suado... muito... mas muito mal usado. bem mal empregado... indo pra todo tipo de bolsa... desviado... usado errado...
Tanto buraco pra ser tapado.
Sou contra as tais bolsas que andam espalhando por aí!? Contra a maioria delas... sou sim. Sou contra porque sei que é dinheiro mal empregado. Se o cara que recebe estivesse bem empregado, caso solucionado! Pois quem está bem empregado de bolsa não é necessitado... não precisa ser ajudado... beleza... tudo arrumado. Não, nem tudo não.. porque o empregado, coitado, rala, rala e, ainda, tem um monte descontado... que vai pra outro 'coitado'...
Um triste espetáculo estou eu a assistir neste país... e, como todo espetáculo, há alguém nos bastidores a comandar, a orquestrar, a mandar e a desmandar... Ou estou a me enganar? Não há ninguém a governar?
Estamos num barco à deriva... prestes a afundar?
Sim... porque do jeito que a coisa vai, coitado por coitado é melhor um coitado que é ajudado.
Sei que este post não será lido por quem dever teria... se fosse, muita cabeça rolar iria...
Mas só que não...
Interpretando um poema
O autor e a dor
Dor apenas dor
Esperança de vida
Em uma vida invivida
Vem o Socorro do alto
Na voz inaudível a docemente mostrar
Eu estou aqui e não te abandonarei...
Sempre estive aqui...
No meu barco o Norte aponta o Porto Seguro
É hora de seguir
"O tempo é Senhor do Universo".
Firmes
Entre montanhas e nuvens, um rio, no seu espelho eu e você,
barco a dentro em meio a correnteza fomos jogados rio abaixo,
depois de alguns redemoinhos e muitas pedras fomos abençoados com galhos aonde nos seguramos e seguimos descendo o fluxo do rio,
um tempo depois nossas roupas espalhadas pelas rochas tomando um banho de Sol,
no espelho d'água novamente eu e você, vencemos mais uma batalha.
Minha alma é vela:
estende-se branca
e inflada ao vento
leva o barco da vida
a navegar para além
dos mares do que sou
deixando os piratas nos cais
naufragando as borrascas
e afundando os tufões
A vida é um contínuo movimento. Nada é estático.
Naveguei no cais dos sonâmbulos, nas fulgurantes crinas da angústia...
Barco de vidro...
No eco da minha alma no espelho, observo distâncias dissolvidas nos voos
construí a minha vida num barco de ilusões, o barco naufragou e levou para o fundo do oceano as minhas esperanças.
Acordei e percebi que os versos não são compreendidos, os gestos não são notados.
Caminhei pela calçada, cansada sentei.
senti as lágrimas rolarem pelo meu rosto e a tempestade surrar o meu corpo.
Olhei para o lado e vi a vegetação se recuperar do longo período de seca.
Entendi que embora haja dor, ainda há esperanças.
O BARCO ESTÁ AFUNDANDO
O barco está afundando,
O mundo se transformando,
Água surgindo no deserto,
Até o Amazonas precisa ficar esperto....
Uma nova ilha está surgindo,
Vulcões antigos se emergindo,
A distância diminuindo,
A voz de Deus não se está mais ouvindo...
Os direitos estão invertidos,
Cristãos e ateus estão perdidos,
As palmas surgem com alaridos,
Manda quem pode e quem tem um bom partido...
O preso foi solto, mas não devia,
O preso foi pra prisão porque alguém queria.
Não há reza, pajelança, nem simpatia,
Que conserte o mundo, tirando dos homens dessa anarquia...
Os extraterrestres estão chegando,
A vida em Marte se aproximando,
Homens da NASA não estão brincando,
O segredo é grande e muita coisa se ocultando...
Élcio José Martins
A fé, um barco à deriva, em um mar de tormenta,
Deus, um enigma distante, que me deixa em desalento.
O que é a vida, o que é a morte, o que é o amor?
Perguntas sem respostas, que me consomem, que me corroem.
A ventania chegou rebelde
― tudo balançou ―
foi geral a tremedeira
sopros assustadores...
a terra em fuga
encheu o ar de poeira
nuvens escuras
cobriram de medo
o universo
não foi dia de inspiração
nem de compor versos
a água inundou a paisagem,
as casas e os
corações
os pátios, os jardins
os porões
choveu tanto
tanto,
mas tanto
que os rios soluçaram
em áreas desconhecidas
dentro de cada peito humano
vertiam tristezas
e o barco da saudade
partiu
― lotado.
Mar, maresia,
vento, areia...
linda sereia!
a gaivota enche
o peito de ar
e voa
ela
sabe amar
― à beira-mar.
Mar tão
nobre
quanto
ardil
havia aqui
um barco
a maré
o levou
sentado na
areia
fico a me
perguntar
se ainda
navegarás.
ou estarás
ancorado
na ilusão
de um marinheiro.
Meu peito,
― feito ilha ―
aperta
de saudades!
O que é um proeiro?
Sujeito que tem de combinar a agilidade de um macaco com a força de um elefante, a vista de um gavião, o ouvido de um rato, a resistência de um bambu cortado em noite de luar.
Deve possuir o pescoço de uma girafa para enxergar em volta da buja os barcos que navegam a sota-vento e a capacidade de respirar até debaixo d'água.
São preferidos os que possuem costas largas para fazerem as vezes de bode expiatório e que tenham quatro ou mais braços, com as respectivas mãos, estas delicadas - tipo parteira, para desatar nós criminosamente atados por comandantes e imediatos de meia tigela.
Deve saber torcer o pescoço horas a fio, sem descansar para "cantar" a buja; deve possuir um peso certo, com tolerância apenas de gramas, com uma carne insensível que lhe permita deitar em cima de olhais e escotas em bolinas cochadas que nunca mais terminam.
Eremita que vive na proa de um barco a vela tendo que estar prestes a executar qualquer comando que soa do cockpit. Somente pode fumar e se alimentar havendo vento de popa, pois de outra forma a água o arrancaria do convés com sanduíches e o cigarro em dois tempos.
É o sacrificado das regatas vitoriosas, pois, por motivo de economia incompreensível, não recebe medalhas, desaparecendo do palco depois de obtida a vitória com o esqueleto doído, os olhos inchados pela água do mar, a boca amarga, e as mãos rijas de tanto se agarrar, mas com o coração entornando porque... GANHAMOS !!!
