Tag amarelo
O amor é como cubo mágico, precisamos unir o verde, o amarelo, o azul, o verde, o branco e o vermelho, e não apenas o vermelho, pois tudo precisa se encaixar no lugar certo.
Hoje o sol, por mais ardente que esteja, não irá me aquecer.Hoje a lua por mais bonita que esteja não iluminará o meu céu...e é mais um daqueles dias onde preciso apenas de uma longa coleção de sorrisos amarelos...
Não coloco cortinas na janela pro sol escorrer pelas paredes e os dias começarem diluídos em amarelos.
Que seria um ponto amarelo na rodovia?Dentro uma mente ociosa a viajar.Mas,a solidão é tão densa,quase não deixa a gente pensar.
Somos a soma de tudo, daquilo que falamos, do que fazemos e principalmente das expectativas que despertamos. Nossos problemas às vezes parecem tão importantes que nem percebemos os das pessoas em nossa volta. Devemos olhar os outros, cuidando para ofertar apenas aquilo que podemos oferecer de verdade e no final não decepcionar por mentiras nem por gerar maiores expectativas. Muitas vezes o simples gesto de ouvir é o bastante. Sejamos como um livro de palavras simples, bem fácil de entender, com linhas para receber comentários, observações e sugestões daqueles que se atrevem a ler.
Tudo azul
O amor deve ser azul,
a cor da alma, também !
quase tudo que de belo existe,
muito dessa cor, contem
Balanço sem criança
Rede sem preguiça
Bandeirolas de roupas
Ferrugem na decomposição
Tapete verde em desuso
Camada de girassóis ao chão
São ipês amarelos da remissão
Um click que pára o tempo
Pára o espaço
Esboça a forma
A pintura que não borra
A doce magia da criação
Moldura nítida da memória
Em traços finos da emoção
Garoto das Mãos azuis
Há algumas curiosidades que talvez você não tenha notado.
Não espero que você entenda mas...
Ok
Se você não observou direito, sou composto pelas cores primárias.
Minhas mãos são azuis, pois estão sempre frias.
Minha pele é amarela. Gosto de amarelo. Na verdade sempre gostei de amarelo. Então, sou amarelo.
Meu cabelo é vermelho. Também gosto de vermelho. Das coisas vermelhas eu nunca me esqueço me chamam muito a atenção.
Tenho olheiras e olhos fundos. Olheiras são normais. Quem não tem olheiras não é verdade?
Nenhuma cor além do preto ficaria melhor nesse fundo. Foi a melhor opção.
Não olho pra nada. Meus olhos são escuros e avermelhados meio cor de vinho se você observar melhor e chegar mais perto.
Sou estranho e sinistro. Meio bizarro eu até diria.
Sou despreso e desespero.
Sou mentira e agonia.
Sou medo e também angústia.
Sou indecisão.
Eu Sou vergonha.
Sou esperança.
Sou um tédio imenso
Não explicarei o resto se não se importa.
Sempre quero ir pra casa
Sempre quero Esquecer de tudo e tirar da minha cabeça.
Quero cair no chão e dormir
Sonhar um sonho bem doido
Um dos mais viajados que já tive
Agora observe e enlouqueça. Tente entender onde quero chegar.
Relembro o que passei nos primeiros momentos
Tenho saudades daqueles tempos
Eram bons tempos
Sabia o que estava acontecendo
Não dá pra voltar atrás
Eram momentos em que nada importava
Nada além do necessário me incomodava
Mas agora, estou no tempo em que estas coisas já se passaram e foram embora pra bem longe
Hoje, vivo tentando respirar, tentando lavar meus olhos e pensamentos de coisas que não me levam a nada, não me trazem alegria e nem felicidade, mesmo eu não existindo.
Elas pioram cada vez mais. Cada vez que vivo. Cada vez que penso no sentido das coisas.
As cores saem de mim de uma forma estranha e confusa.
Não há porquês nestas cores. Não devem haver Por quês. Quem sou eu para isso?
A vida é cheia de surpresas. Ninguém sabe quando acontecem estas surpresas. Ninguém tem uma reação muito boa enquanto a elas, ou quase não se tem reação. Ora..São surpresas!
Há comoção, tristeza, alegria, saudade, solidão ou até felicidade, mas nunca certeza de que acontecerá.
Por que as consequências tem que ser tão difíceis?
Lidar com tudo isso é um pesadelo.
Tento chorar, o choro não vem. Não há sorriso. Em tudo tem falsidade. Queria me esconder agora em um buraquinho bem pequeno e apertado, escuro e sombrio que ninguém me acha.
Como? Se sou feito de tinta misturada?
Entreguei tudo o que tinha.
Que burrice a minha de pensar que poderia esperar algo.
Fiz coisas tolas, não deveria ter feito. Não tenho coragem agora para lidar com isso.
O que há de errado comigo? Eu nem existo.
Isso não passa. Não sei o que fazer. Alguém por favor me escute. Não era isso que eu queria dizer. Eu sei que eu não existo pra você. Só quero entender. Me diga o que há de errado.
Minha cabeça lateja e se desespera.
Não dá pra entender. As vezes sou uma coisa confusa.
Por favor me dê só um minuto, preciso pensar.
Penso, penso, penso, penso, penso e não chego a lugar nenhum. Foi tudo em vão.
Me ouça uma única vez, depois nem precisa olhar mais pra mim. Ou muito menos lembrar que existo.
Calma, o que está acontecendo? Fugimos totalmente da realidade.
Me enxergue uma única vez, não pelo que faço, mas sim por um mínimo de humanidade que você tem. É difícil eu sei. Como posso cobrar algo que pra mim é impossível? Como posso ter esse egoísmo de querer trocar reciprocidades com simples seres humanos? Não existe reciprocidade.
Não existe preocupação. Não existe coração. Não existe paz. Não existe paciência. Não existem pessoas. O amor não existe. Não existe consideração.
Há exagero. Há fingimento. Há mentira. Há um silêncio muito profundo.
Preciso de ajuda e não sei como buscá-la.
Não sei mais com quem falar ou como expressar.
Uma única vez quero ser invisível. É impossível.
Queria ser quem deveria ser. Alguém totalmente diferente disso. O oposto disso.
Puts grilo! Como não penso nas consequências?
Como faço uma coisa tão estúpida?
Não pensei nas consequências. Na verdade não pensei em nada. Nada!
Não foi uma coisa simples. Pra mim não foi. Com certeza não foi. Nunca é nada.
Tenho a respiração pesada.
Calma, mas eu nem existo. Como assim? De novo!
Tenho medo. Ouço com atenção mas não guardo nada. Detesto isso. É frescura minha. Chega! Para de pensar bobagens. O caminho é esquecer e não dar bola.
Lembre-se disso: NÃO-DAR-BOLA.
Pra não precisar lidar com nada daquilo, simplesmente fuja e se isole.
Isso é covardia.
Não sou livre. Muito menos útil.
Quem sou eu pra questionar isso não é mesmo?
Preciso fazer alguma coisa certa uma vez na vida.
Por incrível que pareça, algumas vezes tenho uma cachoeira lavando meus olhos e não tem o que pare a não ser a vida.
Calma, mas eu nem existo. É impossível!
Cada vez que olho para o celular apagado, olho pra uma aberração.
Tenho as mãos congeladas. Sempre esqueço de que não posso ser normal.
Isso você não poderia mesmo esperar de mim nunca na vida.
A normalidade.
Há uma loucura lacrada de tamanha anormalidade em mim, a ponto de eu pensar em uma única coisa apenas, durante dias, meses, anos... até chegar um ponto de eu mesmo falar: "Chega já!"
Essas coisas são vermelhas.
Então, quando isso acontece, tudo derrete e desaba.
Fico observando cada detalhe atentamente. Leio e releio a descrição com a esperança de perceber algo que eu não tinha percebido antes.
Mas, nada muda. A doença incurável cresce monstruosamente a cada minuto.
Chega!
Não estou entendendo mais nada.
Simplesmente não entenda. Acabou.
Sou apenas o garoto das mãos azuis.
Há coisas que esqueci.
Há coisas que fiz.
Há erros que cometi. Muuitos e muitos erros que cometi.
Há escolhas que fiz.
Há coisas que pensei e acabei não fazendo.
Há coisas que fiz mas que não eram pra ter sido feitas.
Há coisas que deixei de fazer e eram pra ter sido feitas.
Há coisas que perdi e que ganhei
Há atitudes egoístas e também sinceras
Algumas até involuntárias
Decisões difíceis que pareciam ter só um único caminho. O caminho da decepção, angústia e tristeza.
E, todas essas coisas se resumiram a uma única coisa. Uma coisa muito simples. Se eu te dissesse o quão simples...
Mas, você não entenderia. Eu sei disso pois, até agora você não entendeu. É complicado.
Não posso simplesmente...
Busco incessantemente entender essa única coisa. Essa coisa contraditória, que é simples e também complicada.
Essa coisa resumida está sobre tintas e tecidos. Está sobre brancos, amarelos, vermelhos, azuis e pretos. Mãos insensíveis, grandes e suadas, pinceladas delicadas e também apressadas. São dias diferentes e cansativos, mas calmos...são os meus prediletos.
Navegando vou,
em meu barquinho amarelo estou.
Procurando por ventos que
me levem
para outros mares,
para outros lugares.
Quero estar onde possa pensar.
Onde outros ares
possa respirar.
Onde meu coração
possa novamente se acalentar.
Moda para alguns é cantar "Camaro amarelo".
Sou do tempo em que a onda era "Brasília amarela", dos Mamonas.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que não podem ser encontradas - Jack Johnson
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que não podem ser encontradas
Eu vou encontrar coisas, coisas encantadas.
Eu vou encontrar coisas, daquelas que a gente lê em livros.
Eu vou encontrar coisas, sentimentos que tornam o dia mais bonito.
Eu vou encontrar coisas, que ninguém nunca pode imaginar.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que não podem ser encontradas
Eu vou encontrar duendes, unicórnios e muitas fadas.
Eu vou encontrar o elixir da vida e vou espalhar felicidade pelo mundo.
Eu verei no horizonte o desabrochar de um lindo amanhecer em dois mundos.
Eu encontrarei no fundo dos seus olhos um céu coberto de estrelas.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que nunca podem ser encontradas.
E nesta minha busca nunca deixarei de pela vida ser apaixonada.
Eu vou encontrar coisas e viver da intensidade dos sentimentos em meu coração.
Eu vou encontrar coisas, há dentro de mim brisas e furações.
Eu vou encontrar coisas e irei ao mundo de Oz.
Eu vou correr pelos bosques e atravessar as estações.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que nunca podem ser encontradas.
Eu vou provar a todos eles que eu não estava enganada.
Eu vou encontrar coisas que só existem em meu olhar.
Na Estrada de Tijolos Amarelos um espantalho, um homem de lata e um leão irei encontrar.
E ao fim da jornada na Cidade de Esmeralda, teremos um cérebro, coragem e coração.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que nunca podem ser encontradas.
Eu vou encontrar coisas, criaturas no fundo do mar.
A mil léguas submarinas eu irei mergulhar.
Eu vou ao centro da Terra só para fazer o mundo girar.
Eu vou enfrentar os gigantes, e o reino Gondor eu irei libertar.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que nunca podem ser encontradas.
Eu vou a Terra do Nunca, viver com os meninos perdidos.
Vou conhecer Peter Pan e lutar com os piratas.
Eu vou até o paraíso, conhecer o pecado original,
Vou conhecer a serpente e junto a Eva irei provar da maça.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que nunca podem ser encontradas.
Eu vou encontrar coisas e mexer com muitos corações.
Vou semear neles o amor e regar com emoções.
Eu vou encontrar coisas que eles dizem que nunca podem ser encontradas.
Essas coisas vivem em mim e não podem ser apagadas.
Acreditar nos sonhos é algo tão precioso, é mais bonito que Estrela de Davi cruzando o céu em plena madrugada.
Em nosso semáforo interior quando acende a luz verde, indica que o trânsito da vida está fluindo e é o momento de aproveitar para ser feliz. No amarelo, o cuidado que devemos ter com a nossa vigilância e no vermelho, o sinal que perdemos completamente nosso próprio controle
Amarelo Rua a Baixo
Não foi fácil saber quais.
Amarelos que nem usas mais!
Nem descer aquela rua.
Alegre como o campo que não lá havia.
Fôramos apedrejados nesse dia.
Naquele frio,
Que ninguém tinha como nós,
Nem a nossa voz dizia ter sentido.
Mas as gotas do teu cabelo...
Essas sim!
Eram o "mim",
O pouco de ti,
O tudo dos teus e o nada,
Dos empertigados.
(nada que eu quisesse, pelo menos)
No dia em que fomos vistos a passar naquela rua,
Já nos conheciam,
Já lá haviam jardineiros,
Varredores rua a baixo...
Rua a cima!
E os porteiros do Jardim Botânico que nos viam
E os motoqueiros da Telepizza que nos deram!
Mas nesse dia era dia de Janeiro.
Não! Espera!
Era o dia que nos dera, como se fosse o ano inteiro!
Mas chegámos lá.
Ah!... Se chegámos lá, menina dos oníricos amarelos.
Lá a uma estrada,
A um rego de água
E a um caminho âmbar.
E lá alguém passava caminhando menos belo.
Sabendo tudo,
Não querendo dizer nada,
Mas alguém que passava disse:
- Deus vou ajude!
- Deus vou ajude meus filhos!
E ajudou tia!
Ajudou tia!
Tanto que sempre serei a forma da ponta do seu cajado!
Quanto a ti...
Não sei de ti nem pra onde foste!
Apenas deixaste os ganchos do teu cabelo
E a minha gaveta desarrumada.
A saudade da seda molhada
E da gota.
Garota, garota, garota!
É o que vejo agora na refracção da gota!
Três pontinhos.
Não chegam, garota!
Não chegam para cozer a ferida de felicidade,
Exposta pelo teu bisturi... na verdade.
Quando foi o teu estaladiço odor escarlate para depois?
Quando foi?
Quando foi a ferida sangrada pelas danças nocturnas dos dois?
Quando foi?
Pela foz do cais.
Pela voz do Rui.
Pela pedras marginais.
Pelo Porto sem sentido.
Pela cascata de mãos dadas,
No eco das Arrábidas!
Gritos felizes...
Berros no bruto pra escutar no ouvido.
Agora o Cronos,
Olha para o dia da ferida,
Para o depois da felicidade,
Para a parede fria... prá nostalgia
E vê-te a ti, garota,
Vê o teu bisturi,
Vê o corte de felicidade,
O desnorte
E os teus tais três pontos de Saudade!
Saudade, saudade, saudade de ti, garota!
Saudade dos amarelos que não usas mais.
e nada mais é
se não arte
uma bica
e um fim de tarde
em Marte
azul & amarelo...
esverdeada pureza
nessa grande imensidão
amai o verde da natureza
das entranhas deste chão!
-- josecerejeirafontes
Amarelo é banana madura que morre a cica pra nascer o doce, e a cor da fome só é bom só se tiver limonada...
