Tag adeus
Alegre-se também com as despedidas, mesmo que algumas sejam dolorosas. Toda ida traz novos rumos, novas experiências, uma nova vida. Nas partidas há uma energia misteriosa capaz de nutrir o amor verdadeiro através da saudade e intensificar o poder do reencontro proporcionalmente ao tempo e a distância. As separações, sejam escolhas ou acasos, devem contrariar a lógica e não enfraquecer laços. É na ausência de algo que nos adaptamos, portanto desenvolva, nas idas e vindas, a capacidade de fortalecer tudo de bom que já existe dentro de você.
Adeus, cerrado goiano!
Adeus, cerrado, já é hora de ir
Levo na estória de ti saudade
É tanto causo de felicidade
Tristura, mas é hora de partir
Volto pra minha natal cidade
Sina doida que devo cumprir
De lá vim e para lá vou seguir
Minh’alma está pela metade
Pedaço de mim aqui deixo
Outro comigo vou carregar
Da solidão não mais queixo
Pois tenho enredo pra contar
Na caminhada no teu seixo
Andei, e aprendi a te amar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020 - Cerrado goiano
Dossel
Um denso dossel cobriu meus olhos, e a noite caiu.
Foram-se as vozes, as cores, o toque, e no silente de um só; resvalei em mim nas lembranças que se esfumaram no tempo.
Na urgência do destino, a selfie ausente do poente não vivido. O adeus roubado.
Caminhando de olhos fechados, uma vida esvaiu-se por entre os dedos. Cansado, adormeci nos escombros de mim mesmo, a duras penas conformado.
Despertei à luz do sol, quando o vento soprou o dossel. Nesta altura, conheci — desconhecendo, as rugas na pele e os fios brancos, nascidos na dormência de quem fui.
Na esperança, sigo lutando no presente, a guardar memórias na epiderme; trapaceando o incerto blackout.
Quanto tempo me resta, não sei!
Cá dentro, é a dor no vazio da minha metamorfose que perdi.
Sem ver, envelheci!
Dar tchau não significa dar adeus.
Dar tchau é uma despedida com esperança de reencontro.
Dar adeus é dar um tchau sem poder voltar atrás.
Se acontecer alguma coisa... Eu só queria dizer que eu te amo e peço perdão por todas as vezes que te machuquei. Peço que lembre de mim todas as vezes que olhar para o céu ou para a imensidão do mar e lembre-se, vou estar ali quando precisar.
O melhor adeus é aquele q você nunca mais vera minha face e nem e ouvir minha voz.
Não se arrependa e não se sinta culpada.
Faz parte!
Adeus...
Como chegar até você
No início eu nem tinha que saber.
Foi você quem chegou até mim.
Não pediu nem permissão pra entrar na minha vida,
no mesmo dia em que nos encontramos ficamos juntos até o último dia.
O dia em que eu mais temia,
O de ir embora.
Aah como foi difícil,
nunca fui boa de despedida por isso fui quando você não estava em casa,
pra nao ter que olhar nos seus olhos e dizer adeus.
Nunca mais é tempo demais, e já se passou tanto tempo ...
E você ainda está aqui, dentro de mim , não morreu.
Como chegar até você ? Porque não chega até mim? Sei que as vezes temos que seguir
Mais pro verdadeiro amor nunca terá um fim.
Naquele momento sublime de intimidade consigo mesmo, no auge da reflexão e do autoconhecimento, tive observando parâmetros singulares da vida. Você entra na vida de pessoas e pessoas entram na sua. Momentos vêm e vão, lembranças, ensinamentos, tudo envoltos num oceano de compartilhamento mútuo. Em um dia você planeja coisas e sonha com aquilo, no outro nada mais é como antes. Vejo que faz parte da natureza do ser humano mudar. Aliás, tudo muda. Em muitos casos a essência fica, mas aquele sentimento de pertencimento a uma realidade outrora vivida fica para trás. É um processo dolorido, que machuca internamente uma contrução diária de perspectivas e realizações. Mas se foi. Uns indo dando adeus e outros sem mesmo ter a chance de se despedir. Mas no final de tudo sobra você. Agora decida: ou vive preso ao passado ou se reinventa. Qual é mais viável para o seu eu?
Querido Deus!
Visto que a humanidade tende a festeja ou preparar a sua viajem sempre que puder, e vendo também o amor que tem pelos outros, a dor que a partida de um parte os coração de milhares, como a última viajem é inesperada e sem passagem de volta mas sim de ida. Embora dolorosa a partida de um, se soubéssemos quando é, creio que chorariamos felizes porque faríamos os preparativos para a viajem do nosso querido.
Dizer adeus aos que ficaram é o que a gente faz, nunca dissemos aos que se vão por não sabemos quando mas, se soubéssemos é claro que o R.I.P não seria para os que permanecem mas sim para os que vão.
Parece que as pessoas que amamos são roubadas de nós e não chamadas pelo seu criador, pois se fossem chamadas, elas nos diriam quando é que vão e nós, diríamos adeus chorando mas dizendo a elas e não aos que ficam e nem ao defunto (Apenas carne).
Talvez não tenha significado nada,
já que se tornou ausência.
Foi fraco, menos que tudo,
raso e sem consistência.
Saciou apenas o corpo,
mas a alma seguiu em abstinência.
Não foi alimento suficiente,
nem mereceu esforço ou presença.
Então, se é pra diminuir o estrago,
eu ignoro a existência.
Para dizer adeus a algo que não nos faz bem, não precisamos nomear um culpado; isso só serve para aliviar o peso das nossas escolhas. Simplesmente deixe-o ir, sem criar vilões e mocinhos.
ADEUS até ao nosso reencontro [se ELE nos permitir] mi Hermanito Luis Emilio
Que triste eu tão fiquei, por descobrir;
Que tinhas PARTIDO, meu Lindo IRMÃO;
Deste nosso viver, com ténue chão;
Onde todos andamos, pra partir!
Oxalá que O de nós, Bom CRIADOR;
Tua ALMA Boa, Tenha Recolhido;
Num LUGAR, para ELA tão Merecido;
Dado: O Da MESMA, Tão LINDO Sabor.
Pois por cá, nesta rede social;
De TI, só assisti a UM Bom SEMEAR;
Do que em ELA tão TINHAS, com VALOR!...
Que foi, um AMARES todos, por igual;
Que foi, Um DESSA ALMINHA, tanto a nós dar;
Que foi, um a todos nós, DAR TANTO AMOR.
Com o CARINHO, que de mim MERECES, para TI;
FAREWELL
Vai morrendo assim! Morrendo a cada dia
Assim! de um vazio assim!
A força, tácita e fria
Fria! silenciando tu e eu, olhos calados
Esvaindo dos meus os teus beijos gelados
E numa hora assim! Um assim! E assim não quisera
Tudo acaba, tal o bucólico fim da primavera
Sonhos, inspiração, rasgando o fundamento
Flores pelo chão, solidão, o som do vento
A alma apertada em um canto despencada...
E, aqui no peito... medos, quimera em retirada
Nós dois... e, entre nós dois, o austero adeus
Decompondo os desejos meus e os teus...
Eu, com o coração retalhado, - tão ocupado
De ti, e no desespero, de não mais ter-ti do lado
amarguradamente,
Me vejo com sentimento tão ardente
Estes que um dia foi nosso!
E eu afastando! E afastando... posso! não posso!
A noite, o dia, a doce poesia, num troço
E tão solitário, em um palpitar de despedida
Despeço de ti, e me ponho de partida!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, junho
São Paulo
Olavobilaquiando
Hoje lembrei das águas que escorriam
Acompanhadas de belas palavras
Dos sentimentos manuscritos
Das músicas dedicadas aos nossos momentos
Hoje lembro de cada detalhe
Memórias não se apagam
E a imaginação não tem limites
Hoje mais um lado do globo
Foi iluminado pelo sol
O sentimento dos primeiros feixes de luz
Esquentando calmamente
As belas cataratas que haviam congelado
Com o tempo, acostuma-se com todos os padrões
Sejam quais forem
E assim, espero mais um lado do globo
Ser irradiado
As vezes, assim penso, vivo
Um monólogo diário
Atravessando as vielas
Sem atalhos
Em frente ao mar
Dedico-lhes meus devaneios
Discorro sobre tudo
Sem, ao menos, um pingo de receio
O mar atento
Se comunica através de suas ondas
Mergulhante, deslizante e ascendente
Cabe a interpretação daqueles que mantém os olhos bem abertos
Tudo teve fim
No coração o silêncio,
Na lembrança o Adeus.
Tudo teve fim!
O sonho que não realizamos,
As promessas que ignoramos.
O último abraço,
O gosto do beijo, salgado pelas lágrimas
E a voz que se calou no meu ouvido.
As músicas que eram nossas,
A vida juntos que deixamos escapar.
Tudo teve fim!
O eterno, agora vive procurando explicações.
Não acredita!
Como pode acabar?
Tudo era vida!
Tudo era colorido!
Tudo era feliz!
Tudo era dois!
Tudo era amor!
E tudo teve fim!
Nem sempre conseguimos realizar algo muito anelado...
E temos que dar um adeus às ilusões desejadas...
Não será o fim do mundo, pois sempre haverá uma luz no fim do túnel...
Por vezes temos que dar um adeus a algumas ilusões...
Pode ser triste, mas pode ser o marco
para uma felicidade maior que ainda virá...
ADEUS ÀS ILUSÕES
Marcial Salaverry
Por vezes é triste,
quando um amor não mais existe,
quando se dá um adeus às ilusões,
separando corações,
antes apaixonados,
e que agora vivem separados...
Por vezes é triste,
quando um amor não mais existe...
Pode ser contudo,
que a vida volte com tudo,
um novo amor mais vivo florescerá,
um novo alguém encontrará...
Por vezes é triste,
quando um amor não mais existe...
Mas não representa o fim do caminho,
outro alguém virá para ter seu carinho...
Nem sempre é o fim do mundo,
quando termina um amor profundo...
Por vezes é triste,
quando um amor não mais existe...
São apenas coisas da vida...
Assim é que ela é vivida...
Ora momentos de felicidade,
ora momentos de saudade...
Por vezes é triste,
quando um amor não mais existe,
mas a vida continua,
essa é a verdade nua e crua...
Marcial Salaverry
15/12/2002
Às vezes devemos dar mais valor à pessoa que amamos antes que ela parta da nossa vida... Porque o amor não tem preço.
É doloroso dizer adeus para coisas ou pessoas que fizeram parte da nossa história, mas mais dolorido ainda é passar pela vida e não ter nada nem ninguém pra dizer adeus.
