Suor
O calça desbotadas apareceu... Tirou fora minha cabeça. Seu corpo exalava um doce amargo. Suor eu sei, mais uma vez, suor de um dia de trabalho laborioso para um jovem. Compondo com perfeição meu quadro de desejos, aguçando os sabores. Confesso, nunca havia sentido nada tão grandioso, nem nas mais tórridos paixões platônicas.
Quem sabe numa noite dessas
A poesia nos pregue uma peça
E entre luzes apagadas
O nosso suor se torne um só
Nesta vida não somos nada. Nosso suor seca, nossas roupas se desgastam e nossos bens se desfazem. Então, o que fica mesmo por algum tempo, é o sentimento que deixamos no coração das pessoas. Por isso, enquanto estivermos nesta passagem, plantemos amor, fé, esperança, amizade, humildade, caridade, e sobre tudo, um caráter limpo e íntegro, pois este deixa nossa fama durante séculos.
EU SUOR
Sou o suor...
Que brota dos teus poros
Escorre por tuas valas
Te deixa molhada
Provoca o teu calor
Sou o suor...
Que expele da tua face
Peregrina em tua fronte
Impele em teu bojo
Exímio arrebatador
Sou o suor...
Andarilho do teu corpo
Explora os teus traços
Em meio aos abraços
Numa noite de amor
Sou o suor...
Que se perde em tua estrada
Precipita o teu regalo
Esparrama em teu regaço
E esgota o teu vigor.
Naqueles dias
Naqueles dias de suor salgado na boca e na órbita de sóis sanguíneos cada vez mais a cada segundo sua roupa era sua armadura e ele ardia naqueles dias conjugados no superlativo do fogo.
Tem dias que eu me escondo na sombra das lembranças, porque meu coração vive à gotejar suor de saudades.
Como as pessoas só valorizam aquilo que conseguem com seu próprio suor e esforço próprio, não gaste energia sem necessidade. Venda conselhos.
O suor e o cansaço fazem parte de nossa vida de labuta diária, o que nunca devemos esquecer é de onde viemos e o que nos impulsionam para conquistar nossos sonhos e que os conhecimentos adquiridos ninguém pode roubar.
César Ribeiro
Hoje estou doente.
Noite quente e abafada.
Sinto o suor escorrendo na face.
Sinto a contrariedade da alma.
Contrariedade transpôs meu orgulho abatido.
Por tudo aquilo que não fiz.
Por tudo aquilo que não consegui esperar.
Daquilo que acho que mereço.
Daquilo que nunca tive.
Sinto-me doente com febre da alma.
Quero colo que não vem.
Quero tudo aquilo que não tenho.
Quero parar de tanto querer.
E, por fim, me conformar com
o que meu orgulho não me deixa ter.
Assim continuo querendo...
Estou doente!
Corpos em frenesi, à espera do demasiado derramamento de suor, que faz com que os corpos entrem em transe e que as palavras mais bonitas sejam ditas. Carne na carne, pele na pele, e todo o espaço que está incompleto, é completado. Movidos pelas emoções, e pela imensa vontade de ir mais forte e mais rápido. A hora passa rápido, mas no final das contas a fadiga desaparece na energia do próximo, e o amor sobe delicadamente, vindo em olhares, sentidos, toques e simplesmente em seriedades.
Suor suado sozinho
é conquista
Suado junto
é uma delícia
Sorrir ao chegar
é cartão de visita
sorrir ao sair
é
Cabelo de um lado pro outro
é charme
Cabelo enrolado na mão
é desarme
Sopro no machucado
é cura
No seio,
é loucura, sem frescura
CONTEMPORÂNEO (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Lá se vai o suor proveniente do desgaste.
Vai a luta molhando a face.
Porque a vida não é fácil.
E de ferro finge a carne.
Porque preocupação é um vírus
E em excesso abate.
Manifesta no semblante.
E adoece a alma.
Pesado viver contemporâneo.
E na multidão caminhar sozinho.
Enferma sociedade.
Com psicológico em desalinhos.
Quando derramo suor na face e escorre até os olhos, sinto o ardor, demonstrando que na vida nada é fácil.
