Suavidade
Não se guie pela Beleza ou suavidade pois ate mesmo a rosa com toda sua formosura tem seus espinhos .
Ao sentir a suavidade e a leveza do teu toque, danço. Como bailarina preparo-me para rodopiar ao som de letras repetidas e gravadas na minha mente tocadas pela tua voz que embriaga-me e me carrega a um mundo mágico onde a sedução exala por todos os poros e sentidos.
Passando...
Em tudo,
há poesia e beleza sem fim.
Na suavidade das mãos
que seguram as rédeas,
no trotar do cavalo
e na organização das ovelhas.
Na paisagem
que também admira
o passar dos cavaleiros
que vão sem pressa
levando o rebanho
para outras pastagens
e deixando ali,
saudade,
desse mundo sem fim.
Sou a suavidade e a ponderância por escolha e por princípio. No entanto, vez ou outra, a vertigem incontida de uma emoção supera minhas próprias molduras. Como não me perder entre o etéreo e o insano das minhas próprias emoções? Ensine-me, quem o conhece, o caminho mais previsível e linear de um viver e de um sentir sem esses abismos de razão, sem esses tão intemperantes quereres. Aqui, entre os limites do que bem conheço e o inevitável do de nem imagino alcançar, sigo em sintonia secreta com a majestade livre e indomável de um unicórnio ainda pálido pelos sustos e pela desconfiança de seu aparente regaço.
Na suavidade cortante da dúvida
Vasculho os porões da razão
A procura dos esconderijos da emoção.
Na emoção, descubro que sua racionalidade falhou mais uma vez;
E em minha razão, questiono sua emoção.
Talvez não passe de um modo inseguro de viver sua segurança,
Talvez seja a repetição do meu modo seguro de viver as inseguranças.
Em meio a divagações, a chuva cessa aos poucos,
E nos permite ver a verdade além das nuvens
E o oceano que separa suas razões das minhas emoções.
Ao vê-la meu coração dispara
Meu mais suntuoso sorriso se faz
A suavidade do dela encanta-me
Os seus cachos perfeitamente bagunçados
No lugar certo
Cada curva do seu corpo
Cada detalhe do seu olhar
Sua timidez branda
Sua sinceridade exagerada
Suas palavras complicadas
Ah, e como ela mim olha...
Arrepia-me a alma.
O Amor...
Ah que ser cuidado,
Deve ter leveza para ambos,
A suavidade é de igual valor...
Os riscos não se calcula, mas tem que ser evitado,
A sincronização sempre é harmônica,
Os atos não requer ensaios, mas cuidados recíprocos,
Tudo deve ser em par, mas na singularidade da poesia...
O amor deve ser tratado de igual sorte melodiosa, puro, inabalável,
Seguro de si...
Tudo combina, tudo acerta, todos o estima.
O amor pode
ser rocha...
Mas a suavidade
do vento...
Na sua paciência!
Nele esculpe o mais doce
sonho de amor!
O equilibrio não é a ausência de barulho externo; ele sempre existirá. É falta de suavidade, de mansuetude, de reconhecimento da própria adinamia e do outro, para lidar com os fatos da vida que independente da nossa vontade, acontece. O equilibrio está no nosso ser e não nas regras sociais que nos ensinaram para enfrentarmos os desafios da nossa vida. Mas onde está o nosso ser? Ele sempre está presente, mas nós sempre estamos ausentes, atirados para o passado e para o futuro. Como disse Milan Kundera: "Procuramos sempre o peso das responsabilidades, quando o que na verdade almejamos é a leveza da liberdade."
E ela possui uma suavidade incrível, uma calma que me perturba, me intriga e me faz querer conhecer, querer desvendar seus mistérios, mistérios que ela trás no olhar, no sorriso, ela é um enigma perfeito da paz, ela é meu paraíso.
Se me tocares com suavidade talvez não te sinta, por isso
me segure firme... E se precisar me belisque!
O domínio pode ser tido como a Harmonia, Suavidade e Serenidade. O domínio da existência da Paz, como conjunto do vazio que se encheu na medida em que se esvaziava e como conjunto de tudo aquilo que é positivo. O domínio da existência do ódio, como conjunto do vazio que encheu sem que se esvaziasse e como conjunto de tudo aquilo que é negativo. A ascensão das criticas do ser, como conjunto da imperfeição do vazio perfeito. A Compreensão do porque do Agir, do Pensar e do Ser do homem-Humano. Acaba-se o haver, fica o Saber. Acaba-se o saber, fica o Sentir. Acaba-se o Sentir, fica o Ser.
As trevas da noite são necessárias para apaziguar a alma a fim de receber o amanhecer com suavidade....
mel - ((*_*))
SUAVIDADE DE ESTILO
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (04/04/2014).
Preito à: Literatura Brasileira.
Proposições, acerca de drinques em generalidade; perito na perfeição de préstimo; empregado de mesa; escanção. Discrição, exatidão, e eficacidade. - Edson Cerqueira Felix
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/
Poema: Procura-se um Amor
Não precisa ter a beleza de uma rosa, basta ter a suavidade de uma;
Se não for uma princesa que esteja na torre de um castelo à minha espera, então que seja uma bela e simples mulher que esteja atendendo no caixa de um supermercado, ou até mesmo a aeromoça que vem me servir um café durante o voo;
Não precisa ser perfeita, pois também não sou;
Também não precisa ser como a "Mulher Maravilha" e nem atriz de Hollywood, basta que seja uma das várias “Marias” que esbanjam beleza e simplicidade pelo Brasil a fora.
Que seja respeitosa, compreensiva, e que esteja disposta a lutar ao meu lado como uma verdadeira gladiadora, para que assim possamos juntos vencer essa fera impiedosa chamada solidão, fera que insiste em fazer o meu coração em pedaços.
Procura-se um amor, se vou encontrar... não sei;
Alguns acreditam em destino ou acaso, então vou fazendo o que posso, continuarei à procura, até que o destino se revele.
Autor: Gamaliel Gonzaga
Sem leveza e sem suavidade, nenhum relacionamento prospera por muito tempo. Brigas, cobranças, manipulações, discussões, imposições, vigilância ostensiva e afrontas formam o melhor e mais eficiente conjunto sabotador para uma união. Claro que os conflitos são inevitáveis, mas jamais devem ter constância suficiente para se tornarem o elemento mais evidente da relação.
garimpo
entre cascalhos pouca a suavidade
passei pela idade e por ela os sonetos
eu os explorei os coloridos e os pretos
fados, todos de amor, e de verdade
e pelas gavetas sonhos ali secretos
cada qual nas prateleiras, dificuldade
suspiros, cometas, e tal multiplicidade
eu só queria estrelas, e sólidos tetos
o meu poetar é engatilhado, infinidade
e nesta esgrima, rima, ares inquietos
e os meus paradeiros, olhares eretos
das fissuras dos desvalidos, a metade
vasculho os sentimentos e quem diria
dos devaneios, garimpei a ousadia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
22/09/2019
Guaianases, São Paulo, SP
