Sono
IMPORTÂNCIA
A primeira vez que me deixaram...
Me perdi no sono, acordei sob choro
de um pesadelo incontentável e a
noite, sob minha solidão... Vaguei
pelos passos pesados das passadas
da lua. Atirei minhas lagrimas
na calçada da rua, até então, crua.
A segunda vez... Chorei, chorei
... Chorei como alma desvalida
encharquei meus olhos com aquela
neblina árdua e atrevida.
As outras vezes que me deixaram...
Não sei, não sei, não sei como fiquei!
Já não chorei para os olhos, apenas,
esfreguei minhas pálpebras, e
enxuguei minha pupilas feridas...
Hoje eu entendo, que em todas as
vezes, eu dei mais importância mesmo
para minha incansável vida.
Antonio Montes
Tem uma coisa que eu acho muito bom, que é sonhar. Mas não o sonho sonhado do sono, mas o sonho acordado de olhos fechados. Por que nesse sonho eu posso desenhar o que eu quero. Mesmo que, ao abrir os olhos, volto à realidade e penso: sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha juntos... É realidade.
Sonhe, sonhar não custa nada.
Feche os olhos sem dormir e sonhe, um dia ele será real.
O sono da glória,
O descanso sereno dos merecedores.
A concretizar-se em si mesma.
Basta ter calma,
E olhar na direção certa.
Pena que nem sempre olhar,
Significa enxergar.
Somos cegos,
Surdos,
E por vezes, mudos.
Emudecidos por palavras não ditas,
Entaladas na garganta.
Surdos por não querer ouvir a verdade,
Querer fingir estar bem.
Mas o sono que vem,
Deixa-nos lentos,
Menos dignos de ver ao redor,
Cegos.
Assim então adormece,
Esqueça tudo,
Apague tudo.
Pois amanhã será um novo dia,
Um dia novo para não enxergar
Desde a minha adolescencia, luto contra a injustiça e a hipocrisia. Vale a pena! Meu sono é tranquilo, minha digestão é boa!
Deus fez Adão dormi um sono profundo
para criar a mulher,
ele não queria opinião,
ele queria surpreender Adão, quando Adão acordou lá estava uma das maiores obras do criador, a mulher!
No meu profundo sono de infelicidade
Você me desperta pro melhor que há em mim
Você me desperta pro meu verdadeiro eu
Que os sonhos jamais nos impeçam de abrir os olhos à luz ou nos prorroguem o sono à espera apenas de mais um despertar.
Sinto sono, mas não consigo dormir.
Estou em casa, mas me sinto cansada.
Tenho tempo, mas não tenho dinheiro.
E possivelmente, quando tiver dinheiro não terei tempo.
Sinto fome, mas não tenho vontade de comer.
Queria crer, mas não tenho fé.
Perdi quando criança, não sei porquê.
Fazer Letras é (re)aprender a verbalizar
o som, o sonho, o sono.
a alma, a calma, o trauma,
o indizível, o invisível, o irreversível,
tecer o inefável na aspereza do enfadonho
o insondável, o imponderável,
a mente e o coração apalpar.
É descobrir a essência no inalcançável,
ter o fictício e o imaginário na palma,
e com a magia da palavra
se revestir e reencantar.
Vorrei vivere in un luogo su questa terra e poter gridare : "Sono fiero di questo paese".
Queria viver em um lugar dessa terra e poder gritar : "Sou orgulhoso desse país".
Dormi pouco de ontem para hoje. Consegui pegar no sono por volta das 09h da manhã e acordei às 15h, assustado. Passei a noite me perguntando em que momento deixei de ser o que eu era ou o que eu julgava ser. À beira dos 23, não me pego tendo sonhos e nem planos como a grande maioria. Nada acontece. Nenhuma faísca de esperança se acende diante dos meus olhos que ainda latejam de uma noite insone. Tomei três taças de vinho e uma dose de conhaque e continuei a escrever algumas coisas enquanto escutava uma coletânea de poemas do Vinícius de Moraes recitados por ele mesmo. Me entreguei completamente ao momento. Não sentia meu corpo, meus lábios. Nada. Dei início a uma série de indagações ao meu Eu e me perguntava: 'em que momento deixei perder-se a vontade de visitar Portugal? E aquele sonho de me formar, casar, ter filhos?'. Mais uma vez senti como se metade de mim tivesse partido junto com todos esses sonhos melancólicos e tão previsíveis. Às vezes surge uma vontade desconhecida de visitar um parque, um amigo ou de conhecer alguém, mas de alguma maneira, sinto-me completamente inútil para isso. Nada surge. Nenhuma estrela no céu cinzento, nenhuma brisa de outono. Nada. E é isso que tem me deixado assim. Essa falta de acontecimento junto à minha comodidade.
TRAMBIQUE
Nessa rede eu me enredo
... Em madorna sobre o ar...
Em sono com minha parede
para assim melhor sonhar.
Durmo... E em sono me pego
sonhando com seu amar
e no tráfico desse meu ego
sou impedido de te amar.
Nessa rede eu balanço
para não vê o mundo rodar
em meu balançar, avanço
nem vejo o tempo passar.
Nessa rede eu me lanço
como peixe em desespero
avanço de molho e gancho...
Nas malhas dos trambiqueiros.
Antonio Montes
Perturba o meu sono
todo esse silêncio das ruas
todo esse momento vazio
toda essa burrice acadêmica
que chega e me assalta
alta madrugada...”
Enquanto espero o sono chegar...
Nesta semana fui convidada a assistir a uma palestra... meu tempo está reduzidíssimo, na minha vida só o que é realmente importante, intransferível...
O tema era bom... o título da palestra era interessante, digamos que até importante em dias em que cada um está a olhar o seu próprio umbigo, esquecendo-se de que o mundo é cheiinho de gente com dores, desamores, dissabores...
La fui eu... sentei-me na poltrona e comecei a ouvir...
Meio de praxe o palestrante começar a sua fala apresentando-se.... até aí tudo bem um desvio do tema.
Só que era mesmo sua história de vida que ele tinha pra contar... uma história de superações meio sem sentido, a meu ver... mas talvez não seja eu especialista no assunto pra criticar suas mágoas embutidas em palavras e piadinhas de extremo mau gosto contra seres que nem sempre sabem as regrinhas de convivência...
Paciência....
Acho que no afã de narrar sua história de vida, o palestrante esqueceu quase todos os plurais em casa... e as concordâncias verbais!? Nem me fale... um verdadeiro caos, nada concordava com nada.
Mas tudo bem.... isso é só coisa chata de professor de português....
Todo mundo sabe que a linguagem de um palestrante deve ser adequada ao seu público-alvo....
Talvez ele tenha feito isso.... nivelando bem, mas bem por baixo... confesso que algumas pessoas presentes eu conheço... e usam bem mais de meia-dúzia de palavras em seus altos papos. Então o vocabulário poderia ter sido melhorado 😉
Mas... Tudo bem, nem todo mundo tem um vocabulário variado... e se se comunica bem com meia dúzia de palavras 👏🏻👏🏻👏🏻
Agora, independentemente do público-alvo, por favor, nada de palavrões... respeito é bom, e eu gosto...
Mas talvez eu só seja uma senhorinha chata, que não fala palavrão, que tem filhos e netos que não falam palavrões, que convive a maior parte do tempo com pessoas que não falam palavrões.
Em uma palestra, a não ser que o tema seja uma explicação minuciosa de cada um dos palavrões que existem, please... respeitem meus ouvidos.
Daí veio um exemplo tirado da Wikipedia... bom, pelo nível da palestra não era possível esperar que exemplos comprovados cientificamente fossem usados...
Tudo bem. Só deve ser a professora de metodologia científica em mim a se sentir incomodada.
Mas não resisti! Ele citou Wikipedia e eu imediatamente fui checar: referência errada, my friend... nem a Wikipedia concordava com o que ele falava...
Como saí da palestra? Bem, você pode imaginar...
Dica importantíssima: você tem uma história triste pra contar? Nada contra que você se vista de palestrante e conte-a aos quatro ventos... conte como alcançou o sucesso com luta, humildade, estudo, como superou os revezes da vida, as pedras no caminho... mas nada de apontar colegas e professores como vilões da história - não é de bom tom (mas talvez aqui seja só a profissional professora não querendo ouvir falar mal da classe dos profes....)
mas pelo amor de Deus... não venda sua fala mascarada com um tema que está em voga e o mundo inteiro está querendo ouvir...
Não subestime a inteligência do seu próximo.... não deboche de quem um dia debochou de você... não engane ninguém: se sua palestra é a história de sua vida: Uma história de superação.... não outro título não, isso só vai gerar confusão! Conselho de amiga 😉
O mundo é redondinho, ele dá voltas... action/reaction...
