Sonhe com as Estrelas
Retrospectiva
Olhando para o céu
Vejo nas estrelas o passado
Mostrando-me através de seu véu
Uma visão deste tempo não acabado
Quase como uma pintura em aquarela
Tudo se colore ao tempo que se dilui
E neste vislumbre tudo se esfarela
No sonho que não flui
No tempo que se esgota
Basta virar a ampulheta e recomeçar
Os momentos relembrados denotam
Deixe tudo lá trás para o futuro abraçar
Lembre-se criança nem tudo é perfeito
Mesmo que haja outro contratempo
E que nem tudo seja do seu jeito
Tenha fé no tempo
Entre ilusões e desilusões
Aprendi que o mais importante é seguir
Seguir, sempre, com as nossas emoções
Tenha fé, pois nada é em vão. Basta distinguir
O ano acaba, o tempo não para, doce criança
Nós não paramos e sim, continuamos a remar
Com um único olhar de esperança
E persistindo na missão de amar
Não deixe as luzes da cidade lhe tirar o brilho das estrelas, somos mais que um amontoado de gente urbanizado, somos únicos, somos sonhos e desejos que o Criador chamou de Vida.
Aprecio as estrelas... não apenas por sua beleza silente, mas por aquilo que simbolizam: a doce ilusão da permanência. Embora saiba que estão em perpétua agonia, consumindo-se em esplendores terminais, ainda assim parecem eternas aos olhos de quem, da Terra, as contempla. Lá do alto, brilham com uma serenidade que desmente o caos de sua essência. Enquanto os mundos se desfazem, os deuses se calam e os mortais esmorecem como brumas ao vento, as estrelas seguem cintilando, indiferentes à finitude que nos devora. E é nesse cenário celeste que me permito sonhar... sonhar que o tempo cessa, que os amores não fenecem, que os instantes ternos permanecem suspensos no véu da eternidade. Porque, ao fitá-las, sinto como se tudo aquilo que me é caro — um olhar, um gesto, uma memória — pudesse resistir ao tempo, envolto na luz serena de um firmamento que não se apaga.
É madrugada, abra a janela bobó
Olhe bem a lua e as estrelas
Existe uma constelação de vida lá fora
Não deixe se enganar com as ilusões
A correria do dia a dia pelo que logo vai acabar, às vezes é tola
Saiba, você vai sair, se arrume, prepare-se e respire profundamente esse ar puro e gelado da noite.
Ainda posso ver as estrelas. Elas brilham demais mesmo estando muito longe. Faço uma prece para Deus, ouço Sua voz. Hoje, bem perto de mim. Outros dias, muito longe, mas nunca fiquei desamparado. Sempre consolado. Nunca pensei que seria assim, a felicidade batendo à porta. Abri sem ter medo dela. Por quanto tempo ela vai continuar aqui? Até quando eu mesmo permitir. Se existir a eternidade vou escolher este tempo.
Estrela
De todas as estrelas que vejo você é a mais brilhante
Nada muda isso
Não se preocupe que nenhuma outra estrela pode ofuscar o seu brilho
Fique em paz
O que é seu, é seu e de ninguém mais.
Foi você quem descobriu, a fórmula do amor em mim. Quando me deixou, as estrelas se apagaram, e o caminho perdeu a direção. Porque as cores deixaram de se multiplicar.
A esperança deixou de brilhar.
Um Olhar
Janela da alma
Estrelas gêmeas
Batem palmas
Ao te ver plena
Quase silenciosa
Em instante único se faz
Para mim obra valiosa
Seu ímpeto íntimo olhar.
Cada um vê o mundo do seu jeito
Eu vejo da minha maneira
Vejo o Sol a lua e as estrelas
A mata animais e cachoeira
Mas vivo nesse mundo de cimento
O qual não me traz a Paz
Me tira a liberdade
Meu coração pede mais
Sonhar é meu dom maior
Nos sonhos me sinto seguro
Espero um dia viver
Meus sonhos em meu futuro
Entre milhas e memórias, sinto teu cheiro no vento e teu toque nas estrelas. A distância se faz presente, mas não apaga a chama do amor que em mim arde, mesmo que mil calendários passem ou oceanos se estendam entre nós.
Eu sou um viajante no tempo, um náufrago na saudade, buscando teu sorriso em cada amanhecer. Porque o que somos sem o outro senão um eco de nossos próprios sonhos?
Te amo entre o sol e a lua, entre o céu e o abismo. E mesmo que estejas a mil e quinhentos quilômetros ou a quatro anos de distância, meu coração ainda dança ao som da tua existência. E assim, sigo em frente, sabendo que um dia nossas almas se reencontrarão, como se nunca tivessem se perdido.
(06/09/2024)
Instantes Eternos
No vasto cosmos, onde estrelas brilham sem véu,
Somos seres fugazes, numa dança de céu.
Num instante efêmero, único e transcendental,
Somos parte do enigma, do mistério sideral.
Entre galáxias e névoas, nossa essência se esvai,
Como brisa suave que ao vento se desfaz.
Façamos deste momento nossa eternidade a criar,
Cada pulso, uma sinfonia, cada respirar, um altar.
Neste universo vasto, és a luz, sou a sombra a vagar,
Como estrelas cadentes, a se encontrar.
Que cada instante seja um poema, uma prosa em nós,
Onde a alma do efêmero perpetue, em eterno solstício após nós.
Eu desejo, oro muito, hoje, amanhã, e sempre, que brilhe as estrelas na imensidão celestial dos meus sonhos.
Inventando melodias, chorando com comédias, rindo de cachorrinhos, contando estrelas, observando formigas, imaginando formas em nuvens, tomando banhos de chuva, sorrindo para desconhecidos, andando de bicicleta pela cidade, rindo, sentindo, vivendo...Cultivando lembranças, para que assim elas floresçam e deêm frutos na minha velhice, frutos esses que tem um sabor diferente, único, como costumam chamar mesmo?Ah, sim! Felicidade...
COMO AS ESTRELAS
Nós dois somos como as estrelas
Que brilham com sua luz quando a noite se revelar
Nós dois somos como as estrelas
Que traçam nossos destinos em seu orientar
Nós dois somos como as estrelas
Onde ascendem as paixões mais distantes
Nós dois somos como as estrelas
Onde fascinam-nos com seus movimentos deslumbrantes
Nós dois somos como as estrelas
Que com suas formas criam segredos
Nós dois somos como as estrelas
Que dão imaginação aos nossos desejos
Nós dois somos como as estrelas
Onde posso ver seu sorriso
Nós dois somos como as estrelas
Onde o céu é semelhante ao seu rosto liso
Nós dois somos como as estrelas
Que dá razão na sua existência
Nós dois somos como as estrelas
Que explodem e dividem sua essência
Nós dois somos como as estrelas
Onde você faz parte da minha constelação
Nós dois somos como as estrelas
Onde torna real o que pretende o coração
As vezes parava de chover, o bastante para as estrelas aparecerem, era muito bonito. Era como quando o sol vai dormir no horizonte, tinha mais de 1 milhão de faíscas na água, como no lago da montanha, era tão claro, que parecia ter dois céus, um em cima do outro.
E aí no deserto, quando o sol nasce, eu não sabia onde acabava o céu e começava a terra...
O vento está ao meu favor, o sol brilha para mim, as estrelas se multiplicam e a lua canta para que eu possa sonhar! Sendo assim, só posso esperar o melhor, um futuro mais próspero e feliz! Nessa tocada, lanço meus maiores sonhos e desejos, recarrego minhas energias e esperanças, me fortaleço infinitamente, tornando-me cada dia mais forte, com alma e espirito preparados para a luta diária na busca contínua do equilibrio, nem mais, nem menos, apenas na medida.
Dois Corações, Uma História
Dois corações se encontram como estrelas perdidas no céu, um instante de magia, um destino que se revela.
Nos silêncios e palavras, nos gestos e olhares, o amor brota sem pressa, cresce, se refaz, se espalha.
Como raízes que se entrelaçam, forjam um jardim de sonhos, onde cada promessa floresce no tempo.
E quando a noite pesa e o caminho parece incerto, o abraço se torna abrigo e a esperança renasce.
Porque amar é mais que sentir, é caminhar lado a lado, é criar uma história única que nem o tempo pode apagar.
E assim seguem juntos, como rios que correm ao mar, na eterna dança do amor que nunca deixará de pulsar.
Céu nublado não é sinal que as estrelas perderam sua luz, céu nublado, é a prova substancial que nada pode obscurecer o resplendor daqueles que existem para brilhar.
Deveríamos ter a gravidade
- das estrelas
Que brilham sem cessar,
E sem se esbarrar;
Lecionam poesia,
Inundam o Universo
Com beleza e nos iluminam.
Lição existencial,
- ignorada
Lição luminosa,
- ditosa
Lição celestial,
- esquecida
Lição de harmonia.
Deveríamos ter a profundidade,
- do Universo
Que sempre se reinventa,
Renovando cada espaço,
- celebrante -
Das estações da vida,
Com júbilo e toda a gratidão.
Densas em braços,
Correntes que ligam,
Em espirais,
Ventando ou não,
Prosseguindo,
Com destino
Em busca de renovação;
Sugerindo,
Caos positivo,
Irradiando,
Girando,
Se interligando,
As estrelas azuis ou não,
Sempre nos ensinam:
a viver, a gravitar...
Todo ser é poesia,
É delicadeza,
E toque interestelar.
O teu sorriso aceso tem a luz
Das estrelas acesas do céu,
O meu destino escreveu
Nos canteiros mais coloridos,
O meu coração nunca esqueceu
Das luzes da ribalta avistadas da barca;
Ah, essa primavera que não passa!
O teu nome é sinal de pura censura
No mundo das pessoas perfeitas,
O meu peito arde de tanta loucura
No arder das plenas reminiscências.
O teu perfume ao vento paira
Com a força de um vero jasmineiro,
O verso que arranquei para ti
Foi do mais lírico [canteiro...,
O manancial deste substantivo
Tão abstrato e dolorido
Que bate no peito como concreto;
E para alguns é como canto secreto.
O teu nome é sinônimo de ausência de luz
No mundo ninguém sabe como surgiu,
O meu caminho para ti me conduz
No passo do tamanho do céu de anil.
Desta culpa sou ré confessa:
- Por ti morro de saudades
Sei que vou acabar enlouquecendo;
Com o peito que vive a bater forte,
Ele está sempre por ti doendo...
Deste Sol que não se apaga:
- Por ti escrevo versos de saudades
Sei que vou acabar sozinha,
Com o peito estrelado em versos,
Que para este mundo está se descrevendo.
