Soneto da Saudade
Eco de Saudade -
Sou pedra de silêncio sem sentido
um eco de saudade pela rua
a sombra de um passado, ressequido,
ausência, meu Amor, mas sempre tua.
Sou um longo xaile negro d'ilusão
aos ombros de um destino que é o meu
ó Deus o que será de um coração
que tanto se entregou e se perdeu?!
Duas vidas tão unidas, separadas
dois seres que se amaram, sem sentido
duas Almas incompletas, mal-amadas
dois amantes sem destino, proibidos.
Meus olhos já nem choram esta dor
meu canto já vacila nestes versos
já não sei o que fazer a tanto amor
perdido na carência dos desejos.
Talvez um dia oiças, quem me dera,
o Fado que hoje canto à despedida
de ti meu coração já nada espera
amor que tanto amei além da vida.
Sinto saudade
Que ilusão
Isso não é sólido
Mas fere
Como uma farpa,
Faz sangrar o coração
Assim
Como dizia na canção
Que faz chorar
O violão
Fere saudade
Fere a pele
Rasga o peito
E não tem perdão
Um grito em silêncio
Ecoa da garganta
Acerta como uma flecha
Através de uma brecha,
A tal da solidão
Atravessa
Sou eu mais uma vez
Me deixando na mão
Madrugadas de Lisboa -
Na fria madrugada de Lisboa
meu berço de saudade à beira mar
bebi o cálice do fado, fui à toa
andando p'las vielas sem parar.
Há guitarras a rasgar o coração
esperando de Lisboa num desejo
as colinas são lamento e solidão
nas noites que adormecem sobre o Tejo.
Eu vejo o teu olhar em cada fado
eu sinto-te Lisboa no meu peito
meu corpo como a rua tão pisado
silêncio que adormece no meu leito.
Lisboa porque corres onde vais
à hora de cantar a tradição
que alguém deixou um dia pelo cais
pairando no teu cais de solidão.
A morte é só uma passo dado para uma outra vida. Aos que ficaram nessa vida ficam também a saudade, a dor, os porquês e mesmo com essa bagagem de sentimentos que as vezes nem nós mesmos conseguimos compreender, fica um vazio. A sensação que tenho quando perco um ente querido é que estou no ponto de partida esperando ele voltar. Não entendo esse sentimento, mas estou sempre esperando meu ente querido voltar, talvez porque fica a certeza de que vamos nos encontrar algum dia e matar toda a saudade que se armazenou e o tempo marcou. Porque o amor vence fronteiras, vence o tempo. O amor vem de almas, que se enlaça por toda vida, vidas depois de outras vidas. Além do horizonte onde não haverá mais saudade, nem dor e sim só amor.
Liddy Viana.✍🌻
Deixe saudade…
Por onde passar, plantes bons frutos.
Quando estiver, esteja 100%.
O seu melhor hoje, talvez ainda não seja o que você deseja.
Mas, o seu melhor hoje é infinitamente melhor que o seu mais ou menos, que o seu talvez/ de qualquer jeito.
É certo que não estamos 100% todos os dias, contudo, podemos nos esforçar para dar o nosso melhor.
Todos os dias, quando for trabalhar, quando tiver que vivenciar experiências, mesmo que ainda não seja a realidade que você tanto quer, lembre-se disso: DÊ O SEU MELHOR.
Deixe saudade e as portas abertas, você nunca sabe o dia de amanhã!
Dê o seu melhor, independente do contexto!
Além das portas sempre abertas, talvez esse seu melhor te leve a lugares e a realidades que você nunca imaginou estar.
Deus abençoe
o choro de saudade
por aqueles que nos deram alegrias...
e hoje passeiam no paraíso
de mãos dadas com o Senhor.
Guitarra -
Uma guitarra gemia
a um canto da saudade
se cantava ou se sofria
ninguém via na verdade.
Numa viela sombria
há um canto peregrino
uma guitarra perdia
o pisar do seu destino.
E num cantar de solidão
há uma voz que se levanta
recostada ao coração
é uma guitarra que canta.
Traz uma glória perdida
nos braços tristes de ninguém
há uma guitarra sofrida
chorando triste por alguém.
A saudade dói no peito
quando vem nos visitar,
ah...que saudade sem jeito,
mesmo assim a deixamos ficar!
Que saudade dos tempos bons
de alguém ou de momentos
foi pintada em vários tons
no meu arco-íris de sentimentos
Essa saudade que me invade
com ela posso dialogar
- não vá embora, saudade!
meu coração é seu lugar
A uma professora que partistes
Professora tão cedo partistes
Deixando a saudade entre nós
E em todos os seus
Foste tão guerreira em sua luta
Mas, agora estás aí com Deus
Em vida fostes a criança em colo
Foste a adolescente de sonhos
Foste a mulher que amou
Foste a mãe que destes consolo
E também a professora que ensinou
Não nos conformamos com sua ida
Mas, descanse em paz amiga querida
Descanse na eternidade com Deus
A todos nós ficará a saudade imensa
E rezaremos por ti e pelos seus
Você estará sempre em nossa lembrança!
Maria Lu T. S. Nishimura
VOU DEIXAR PARA AMANHÃ
Vou deixar para amanhã. Está saudade
Hoje vou viver a poética, seja qual for
De dor, choro ou o verso pela metade
Vou lamentar amanhã, hoje quero flor
Agora é viver o sentimento de verdade
Ter vontade, ir em frente, ter o melhor
Amador e amante, com toda qualidade
Sem censura, uma aventura sem pudor
Hoje é liberdade. Agora é o que soma
Sem hora, lugar. Aquele afável aroma
Talvez me encontre e o amor imprimir
E, assim, então, sentir a sensação luzidia
A poesia encantada de encanto e magia
Vou deixar para amanhã, hoje vou sorrir!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13/11/2021, 19'11" – Araguari, MG
Poema para Vivi
Vinte dois dias se passou…
Tanta coisa mudou…
A saudade aumentou…
O peito apertou…
O sorriso estampou…
Ah! Tu que tanto me ensinou…
Aqui estou,
Porque a distância aflorou…
A vontade de te escrever…
O que me leva a crer…
Que temos muito o que viver…
Amadurecer…
Agradecer!!!
Brasília já não é mais a mesma!
A cidade que te receba…
Os novos amigos, te enalteça…
Que você cresça…
E receba tudo o que almeja!
Novos capítulos escritos…
Nem todos encaixam nos requisitos…
Sem saber que internamente há gritos…
Como meteoritos…
Mas um dia alguém entenderá este gabarito…
Somos nós…
A sós…
Com vários nós…
Pensando no após…
Escutando nossa voz…
Lembrando sempre,
Que o hoje é o maior presente…
E o tempo passa inexoravelmente!
Sei bem que tu és resiliente…
Uma sobrevivente!
Te admiro incondicionalmente!
12 de Setembro de 2021.
Saudade ontem de mim
Atrás de poesia caminho segredando confissões retraídas,
silenciosas e enclausuradas.
Juntando, palavras soltas, soletrando silabas,
rimas em gestos e canções.
Remendando sentimentos nos silêncios das madrugadas,
ataviados, rebuscados, confidentes.
Em tempos de chuvas e estios, lua cheia e ventanias,
conversas soltas no sereno das calçadas.
Carrego pipocas, sacos de algodão-doce, mimos açucarados,
enviesados, embrulhados, entesourados de sonhos.
Costuro retalhos, pedaços de vidas e vendavais,
afetos, pessoas e estradas.
Intervalando pensamentos acanhados, renitentes,
queixosos, solitários, e insistentes.
Nas lembranças do de repente, escrevo memórias,
impregnadas de gente, vidas e solidão.
