Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
já me escondi por medo das más linguas das pessoas, medo de que elas me olhassem torto quando passasse por elas, medo de perder pessoas queridas da minha vida, medo de que elas não me entendessem... Porém esse medo é ridículo, pois o que importa é o que você pensa de si. Viva, seja feliz, desse jeito você encontrará uma pessoa que te aceite do modo que você realmente é.
Saudade. Ela é uma doença que, quando está longe, me da uma dor no coração. Então chegue perto e me cure!
Solidão
É quando se quer falar e não tem a quem dizer,
É quando se quer um amigo e não encontra amizade vinda do outro;
É quando se carrega a dor e não encontra alguém para lhe suportar.
Solidão é se sentir vazio,
Cheio de emoções e sentimentos presos em uma guarrafa.
Coração partido a fio de espada.
Um amor nunca correspondido,
Um carinho nunca retribuído,
Uma ferida não fechada.
Leixa-pren
A poesia só vai ser livre de suas amarras literárias; quando o último Teórico morrer enforcado nas tripas do último Catedrático e fervido no sangue do último Intelectual
Poesia é inspiração, emoção e liberdade!
SERÃO TEUS OLHOS
Quando me dou frente a frente
Com os teus olhos de louca
Fica a impressão de que vi,
Algo de extremo e pouco
E vou ao delírio, perto
Já da minha loucura
Fico gritando o teu nome
Em aflita amargura.
Se quando olho os teus olhos
E não vejo os meus refletidos
Fixo-me no chão só pra ver
Se os meus não caíram
E de pura dolência
Caio por terra e vejo
Já no fio do precipício
Enxergo e não creio.
Que tu não veja em meus olhos
Esta claridade
aveludada, mas plenas
O que faz a idade
São os teus olhos meus
São só minhas verdades
As tuas eu busco e não conto
Se tenho encontrado.
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Naeno* comreserva
Quando duas pessoas trocam entre si um sentimento muito intenso e parecido, o amor surge de maneira espontânea, e a chance dele desaparecer se anula nos olhares, em cada beijo, em cada abraço.
Eu posso, sei que posso, portanto tudo posso quando sei que posso.E de posse deste raciocinio o que preciso é apenas domar meus impetos para que a prepotencia não habite em mim!!!
Quando eu era criança eu assiti a um filme da Xuxa onde ela, Xuxa, lutava contra o vilão Baixo-astral. Há uma cena da qual eu sempre me lembrava. Depois de conseguir "derrotar" o vilão, mocinha Xuxa diz: "O Bem vence o Mal com a força do Amor!". Sempre achei uma frase com MUITO significado.
Pois bem, algum tempo depois eu cresci e descobri que na vida real, heróis e vilões se confundem, mas tbm entendi que realmente podemos "transformar" MAL em BEM usando AMOR.
HOJE, o Amor e a Fé em Cristo, me ajudaram a "derrotar" mais um vilão. Se ele vai virar um herói? Não sei, isso já não é responsabilidade minha... Claro que qndo somos adultos, esse Amor é feito de uma série de coisas somadas... gentileza, maturidade, civilidade, humildade, MUITA paciência e BOM caráter! Tbm eu não sou herói, mas sou um homem reto e honesto... do bem!
Parece que as histórias da nossa infância não são feitas de tanta ilusão. Há muita realidade por baixo de tanta fantasia. Aliás, sempre há uma diversidade de coisas por baixo de fantasias... mas pondero sobre isso outra hora!
MENINO
Quando eu era um menino mirrado
Bem pequeno, que dava mal pra se ver
Eu já muita coisa sabia,
Porque tudo o que as pessoas falavam
Eu ouvia, em todo lugar eu cabia
E ninguém me percebia,
Ou faziam de conta que eu não existia.
Portadores de miopia,
Assim foi, que nunca me viam.
Em mim a vontade pelo que não sabia,
Curioso como um papagaio aprendiz,
E ninguém me via,
E tudo eu ouvia.
Quando comecei a falar,
Não comecei pelo que a minha mãe dizia,
Me pus a falar de coisas já de aprendiz,
Discutia geografia,
Calculava a geometria,
Delineava a filosofia,
O que acontecia no dia a dia,
Citava já algumas poesias,
E mais, curioso eu ouvia.
A história de Cristo eu sabia,
Do inquisitório, da condenação, eu via,
O erro maior da história, e não entendia,
Como é que se mata Deus, e Ele assim permitia.
De Sócrates a verdade que se puniu,
Contava a estória de Lampião
Do seu encalço, a polícia,
Armada de artilharia, mirando ele e Maria.
Mas continuava tão pequeno,
Que tudo que eu dizia,
Ou ninguém nada entendia,
Ou, como a mim não percebiam.
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naeno*com reservas
ÉS TU MORENA
És tu morena, flor açucena
O sol surgindo quando vem de clarear
A natureza, águas e matas
Luar tão belo e uma onça a espiar.
És tu, morena, rio vertente
A cachoeira que a seca não faz parar
És a colina, és a campina
Cheiro da terra quando a chuva vem molhar.
És tu, morena, o beijo eterno
Desse namoro da rosa com o beija-flor,
O sincopado do chico preto,
Pombo correio, mensageiro do amor.
Não é só isso, bem mais tu és
És os acordes das canções dos imortais
Na lira branca, no violão
Dos passarinhos que cantam nestes quintais.
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naeno*comreservas
O primeiro amor, a primeira decpção podemos sim um dia esquecer...É difícil esquecer quando seu primeiro amor te decpciona.
Quando afirmamos para uma criança que deus existe, automaticamente criamos um demônio malfeitor em sua vida, gerando medo a ela! Esse medo a fará procurar uma religião que irá explorá-la.
Estações
Quando acordei já era hoje, havia um sol tão forte que queimava a minha pele como ácido de minhas próprias criações, me fechei dentro de mim por todo o verão, não vi as crianças correrem na praia atrás de uma felicidade simplória, não observei o passeio do casal de velhinhos que moram no andar de cima do meu apartamento, que costumeiramente saiam com seus chapéus de pano e um óculos bem engraçado todas as tardes com seus dedos entreleçados, parecendo não deixar que o suor do cansaço os separassem, não escutei as músicas que mais tocaram nas rádios e fizeram a trilha sonora na vida de muitos vivantes, não fui beijado por vários lábios, não pratiquei exercícios físicos que fortalecessem minha auto estima, não fui convidado para uma noite quente, em meio a risos e um total despreendimento sobre o dia seguinte, não alimentei os pássaros que suicidamente bateram no vidro da minha janela querendo entrar, não frequentei nenhuma exposição de artes ou uma temporalidade cultural que me inspirasse, não tomei aquele sorvete de maracujá que tanto gosto na sorveteria perto da revistaria do seu Pedro, não cantei no chuveiro depois de ter transpirado de tanta alegria, não tive conquistas, nem amores de estação, não dancei até perder as forças nas pernas, não me entreguei ao novo e desconhecido e muito menos me joguei do alto do morro agarrado em uma asa delta, não houve grandes aventuras e nem elevações em meu nível de adrenalina, foi apenas mais um verão que se passou. Agora, abro o guarda roupa e procuro minhas vestes de frio e me agasalho em plena nostalgia, tomo aquele velho vinho deixado na estante da sala para abrir com alguém especial, assim fiz, o bebi. Meu coração se aquece a cada vento frio e pego os álbuns de fotografia e me transporto a cada imagem que se mantêm viva dentro de minhas inócuas lembranças, ouço velhos discos e até me arrisco em alguns passos, mas, mesmo assim o silêncio da sala me agridem como punhais e o tempo faz questão de mostrar o quanto o calor da vida vibra, resolvi bater na porta dos meus vizinhos do andar de cima e lhe oferecerem um pedaço de queijo e me deparei com correspondências jogadas ao chão perto da porta, banhadas com uma leve poeira, quando repentinamente a voz do porteio me disse em meio a surpresa o que eu não sabia, chorei e desmoronei lentamente quase que acompanhando o toque das lágrimas em meu rosto, corri sem direção e gritei sobre as grades do prédio: "já é inverno", e mesmo assim meus pés não respondiam ao meu desejo de ultrapassar as barreiras que eu mesmo construi e poder ver aquelas pessoas e certos lugares, de me encantar com o nada, de rir das minhas peripécias, de fazer novos amigos e rever os antigos, de escrever uma carta de desculpas, de viajar e obter novas memórias, de retomar os meus projetos profissionais e sonhos pessoais, de deixar o coração bater até sentí-lo saltar pela boca, de me emocionar e realizar a auto cura que tanto espero. Não conseguirei resgatar todos aqueles dias de verão, mas posso transformar este inverno no começo da minha nova estação, pois, um dia ainda quero admirar o brilho deste planeta amarelo, sentir as cores me dominar, ler um livro no banco da praça e esperar que ali se aproxime a pessoa que tanto espero e me convide a ver o pôr do sol.
