Som
Quando o sentimento é verdadeiro, o coração pulsa mais forte, a boca fica ressecada, as palavras somem de nossa mente, o olhar fica mais vidrado, e o sorriso vai de canto a canto de boca.
Reflita na força ressurgindo no raiar da aurora, renascendo como som da musica nos olhares, de tambores da felicidade desta harmonia por nome vida.
Quão bom é, acordar ao som dos pássaros, e ver-se despida de tudo, despida de orgulho, despida de vaidade, despida do desamor, do desencanto e da incompatibilidade.
Assim você se olha no espelho,
E se vê como realmente é,
É aí que você pode escolher,
Onde, como, e se... Deve mexer!
A vida é rotulada, como:
Própria,
Como um sopro,
Como o "se não houvesse amanhã",
Como "espera o tempo de Deus".
Você é quem escolhe!
Você, é quem resolve onde se encaixa!
As consequências também são suas; mas aaaah! Que vida estranha, alguns escolhem seguir o caminho do "não arranha" e vivem pagando um sofrimento ao que seu olhar estranha.
Não tenho mais rotulagem,
Cada um a seu modo,
Seja livre para seguir,
Procurar evoluir,
Agora vou dormir,
Amanhã cedo acordo.
Amanhã eu escolho,
O que quero ou sinto ser,
Me redescubro no impensável,
Sou amor, sou poeta
Sou ódio, sou beata
Vivo letras,
Vivo da caneta prata,
Vivo do inimaginável.
Verde Natureza
Terra dos verdes pastos, ao som dos pássaros, encanto a alma. Cheguei no meu recanto, estou aqui em meu canto, onde acaba-se o pranto.
O lugar de riso fácil, de paisagem admirável, de presença incomparável.
Eu gosto mesmo é do campo, do verde, do silêncio, me amanso.
Ah, boba moça!
Se achava dona da cidade
Quando viu a felicidade
Escapar de suas mãos.
Foi no campo que ninguém viu
A menina se redescobriu
Dona desse mundão
Sua vida com certeza é
No verde natureza
Rodeada da criação
Já nos veneraram. Lembra-se? Eles se sacrificavam por nós. Hoje tem um nome diferente, mas ainda somos importantes para as pessoas desta cidade.
"Andei pelo mundo afora,intensamente vivi o agora, até gastar as solas do sapato.Vi som de pandeiro comendo mariola,vi mulatas sambar com a viola,vi samba ao som de cavaco.Esperei você chegar,com o peito a te amar,com o coração em puro caco!"
(Rodrigo Juquinha)
— A alma existe entre o cantar de galo e o som do nevoeiro em dias de pura noite por isso dormes numa cama e sonhas procurando tudo e o tudo que encontras é o nada !
MEU SILÊNCIO
Eu consigo ouvir o som ensurdecedor do meu silêncio.
Um silêncio que não é completo e nem poderia ser.
O pulsar de cada artéria do meu corpo grita mais alto que um agonizante soldado ferido.
Mas, as falas dentro de mim, tornam-me mais audível, viva, serena.
Quisera ser somente eu e o meu silêncio.
Necessário é que seja assim.
Calo-me diante do meu silêncio e busco compreendê-lo. Saio do mundo para entrar dentro de mim mesma.
Por vezes falo mais alto que a voz dentro de mim. Perco-me em pensamentos incompreendidos justamente pelo fato de não deixá- los falar.
Aquilo que não é necessário falar não deveria ser dito. Aquilo que não pode ser compreendido deveria ser falado. Por vezes as repostas estão nas horas silenciosas que insistimos em falar.
As vezes no silêncio de mim mesma ouço outras vozes agonizantes, todas fora de mim.
Muitos que não ouvem seu próprio silêncio buscam ser ouvidos por quem não poderia compreendê-lo.
Minha atitude diante disso é o silêncio, silêncio que fala, que sente, que ouve.
Há um certo egoísmo no meu silêncio, e um certo altruísmo comigo mesma.
Calem-se todos, e fale eu! Eu ouvirei meu próprio silêncio. Mas, serei solicita as vozes que me falam.
Ouvirei muito, ouvirei tanto, até compreender a razão do silêncio dessas vozes. Compreenderei o vosso silêncio, e entenderei o meu.
Enquanto ouvem-se as vozes, eu ouvirei o silêncio, e falarei a mim mesma o que é pedido que eu cale. E, neste meu silêncio e no vosso silêncio, compreendo muito mais do mundo do que pelas vozes que me falam.
Solidão, meu bem! Solidão é quando você tem que rir, cantar e falar sozinho pra não esquecer o som da sua própria voz.
Rádio Cultura (anos 80)
O calor me invadiu
E curou todo meu ser.
Me deu vida, amor
E me fez renascer.
Ao som do opanijé
Meu pai mostra seu esplendor.
Mas naquele dia no Orum
Foi bamba no Orô.
Todos se perguntavam
O porquê daquele Azê.
Mas meu pai, misterioso como é
Não queria responder.
Mas uma moça,
brava como um búfalo
Não suportava a curiosidade
E não aceitava aquele não.
Ela, destemida
levantou aquelas palhas
E sem restar cabaças
As levantou com um soprão.
Junto com suas palhas
Ela lhe soprou suas chagas
E sem restar migalhas
Ela conquistou seu coração.
O Azê quando voou,
Revelou o homem lindo
Que aprenderam a amar.
E viram, que a pele de meu pai
É simplesmente,
O sol a brilhar.
Eu sem você aqui sou tipo esse refrão
Cantado só na voz sem som do violão
Estranho né, estranho né
E com você eu acho a melodia certa
O que tava faltando, cê completa
Melhor né
Bem melhor né
Eu sem você, estranho né
Um Homem sem amor e como um sino incapaz de produzir seu Som aos meio-dia, e como as folhas de Outono que caem sem a esperança de se removarem durante a primavera, seu mundo e sem forma e vazio, um "Vacuo no espaço" e o vazio dos seus sentimentos, O "Espaço-Tempo" dos seus dias n faz sentido algum, por não contar mais os segundos do prazer de estar do lado de sua amada, Mais um dia a Luz entrará pela brecha da janela de seus olhos , e uma chama irá aquecer aquele coração que congelado estava pelo tempo , e um sorriso irá iluminar toda escuridão que outrora era motivo de seus medos, Então ele(a) entenderá que o Amor não e um sentimento que Leva a paz e deixar incertezas.Entretanto, Trará a Paz e esperança, em saber que todos os dias de sua Vida Terá um Motivo a mais para lutar e conquistar, Todos OS DIAS, Alguém estará Lá com os braços abertos disposta de com ele Chorar, Lutar, Se alegrar, Talvez seja só uma História Bonita, contadas em livros ou filmes, mais em quando Haver "Sonhadores" esse mundo nunca perderá o sentido...
Júlio César...🌹
A Cavalgada
A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...
E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha…
A Folha
Como uma folha que se movimenta junto a brisa do outono, o suave som de se alinhar ao encontro dos ventos, delineando formas diferentes ao montante se faz.
Algumas não se aguentam e ao esforço de um sopro se desprendem da vida conjunta, se deixa voar ao incerto, ao inseguro, apenas se deixa. Cair e caindo ao chão , ao mar, ao húmido.
Se encontra ao novo, e com o novo o passar do tempo ela se perde sua vivacidade em suas cores vibrantes, dando lugar as cores frias sem vidas de um ressecar até se deteriorar.
A folha no entanto cultiva cada momento de seu desprender, como se tudo aquilo vivido fosse experimentado com toda sua essência.
Deixar ser folha ao viver.
A maior sensação de paz,
Misturada ao leve sopro da brisa do mar,
Aquela canção feita pelo som das águas,
As nuvens espalhadas pelo céu,
Como feitas de pincel,
Rodeavam as montanhas,
Como crianças,
Bailando ao tocar de cantigas de roda,
O massagear dos pés,
Com a leveza da textura das areias da praia do Campeche,
Ao avistar da sua ilha,
A solidão representada por aquele barquinho atracado,
Solitário na escuridão daquela noite fria de inverno,
No beco do surfista,
Com juras de amor eterno,
A lembrança,
Quase que fotográfica,
Daquele céu estrelado,
Dava para ver as Três Marias,
As mesmas que moravam no teu corpo,
Tão de perto,
À ponto de tocá-las,
Sentindo em meu corpo,
A euforia da manifestação do teu corpo,
Para depois me deitar,
Pegando no sono,
Acordar no meu lugar,
O preferido do mundo.
Serei feliz
Serei feliz de flor
De flor em flor
De samba em samba em som
De vai e vem
De verde verde ver
Arte
Arte que a liberdade é,
arte que é a borra de café!
Arte que o canto é,
arte que o som põe fé!
Arte que um poema é,
arte que a sensibilidade faz!
Arte que é a paz,
a paz que tudo faz...
Arte de mim que sou,
arte de ti que é...
arte do que somos!
Arte da natureza em cor
arte também sem cor...
Arte do manifesto de amor
arte de quem faz o amor...
Amor numa arte sem dor!
Arte da morte...
que o tempo não perdoa
Arte da beleza
que cativa e afeiçoa!
Arte de mim...arte de você,
arte da parte de mim
que é parte da tua arte!
Arte para ganhar em perder,
arte de ser totalmente livre...
arte para ser a arte que quiser!
