Mensagens sobre solidão e silêncio que tocam a alma

magoas que nunca se calam no silencio dos teus olhos,
se morrer num amanhã que esteja longe,
vou imaginar segurar sua mão depois,
vou deixar meus pensamentos serem levados no vento.

Inserida por celsonadilo

agonia puro desespero...
unido da paz do silencio,
minhas lagrimas escorrem
no escuro ouço minhas lamentações
atravessarem o tempos,
na mórbida sentença do silencio
o fel da melancolia atroz,
bem como sinto a musica
que acalma o coração.
diga que não a compreendo...

Inserida por celsonadilo

-MAIS UMA VEZ-

Caminhava em silêncio pela cidade,
Quando passei em frente à cafeteria,
Vi aquela mulher bebendo café na última mesa.
Ela lia um livro de poesia.
Fiquei observando-a por algum tempo,
Mas logo apaziguei meu coração.
O olhar dela sempre estava longe.
Longe demais para alcançá-lo.
Atravessei a avenida, melancólico por desistir mais uma vez.
Sem notar, ela me olhou cruzando a rua,
e se perguntou porque eu sempre parecia triste, mais uma vez.

Inserida por poetanonimo

Pergunto à lua o que é ser poeta
ela que por tantas noites se esconde
hoje em silêncio me responde
que é ter a vida incompleta.

Inserida por pri_vallone

Ao cair da noite entendo o silêncio que opera em toda casa, a mesa rústica muda de cor, o sofá frio perde a sua importância,
a cama vazia reflete a sua falta e ignora a vontade que eu tenho de me deitar nela ,apenas porque eu estou Sozinho..

Inserida por Jhommarco

Silencio o amor e o preservo...
entre a morte e o desejo
vejo seus sonhos.

Inserida por celsonadilo

Madrugadas recheadas de silêncio, com um amargo gosto na boca, uma ânsia que transita entre a gargante e o estômago ressaltando o vazio interior.
A tristeza interminável na falta de algo que jamais poderá ser preenchido. É como um parto psicológico onde a criança teima em não sair, o médico não virá, e à mãe, sozinha em meio a um mar de sangue só cabe esperar o fim da dor que parece infinita.
O ponteiro do relógio em uma dança sádica parece caminhar no sentido inverso fazendo o tempo esticar-se num fragmento infinito e torturante de hora.
Como um mendigo, nú, segurando apenas um pedaço de cobertor caminho ao banheiro em busca de um medicamento capaz de sanar a dor que não é física, tomo um dois tantos quantos necessário for na espareça de uma reação curativa, proporcionar o sono profundo capaz de permitir chegar ao fim desta madrugada eterna que se tornou minha vida.
Deito me novamente na cama, agora gelada, olhando para televisão como única companheira que dá aos meus ouvidos vozes na esperança de sentir a presença de alguém, para quando os remédios fazerem seus efeitos eu poder repousar com a sensação de que qualquer pessoa velará pelo meu sono quando ele chegar.
Meu corpo mesquinho me faz levantar de forma súbita, e de joelhos no chão abraçado a privada vomito cada analgésico em meio a restos de um lanche que comi horas atrás. A dor permanecer, o tempo parece voltar, agora em meio a uma ressaca moral e um gosto amago. Escovo os dentes mas nada parece capaz de eliminar este gosto, este maldito gosto...
Abro o chuveiro, tomo um banho, mais um, o terceiro nas ultimas duas horas. De olhos fechado permito que a fria acaricie meu corpo, sim, a água mesmo fria é capaz de me abraçar e me fazer sentir acompanhado só mais uma vez.
Nada funciona, o tempo continua a sufoca-me, se pelo menos esse sufocar fosse capaz de me fazer repousar, mas não ele não é físico. Até me passa pela cabeça em utilizar de uma corda qualquer para tornar real e externo o nó presente na garganta, e assim novamente me entregar a um sono eterno que insiste em não chegar nunca.
Olho no celular em busca de mais uma vez ter uma única mensagem de alguém a perguntar se estou bem. Alguém seja quem for, apenas um alguém dentre aqueles todos que um dia confiaram a mim suas dores, porém caíram no esquecimento quando elas passaram. Nada, nem ninguém aparece.
E de todas as eternidades que busquei, a amor, a felicidade, a paz interior, um Deus e ate mesmo a morte, de todas estas a única que insiste em permanecer é a eterna dor de estar vivo em uma madruga solitária e funesta que nunca mais acabou!

Inserida por CleversonModesto

"Quando as luzes se apagam...

Quando as luzes se apagam, e o silencio canta sobre os ouvidos a vós muda da solidão...

Minha carne se fecha em seu interior rompe meu ego de humano despresivel, fomenta a verdade clara de que nada sou!

O coração bate acelerado no ritual frenetico, como se o medo fosse a verdade aplicada no meu disfarce podre de homem perfeito!

Como um vulcão reagindo ao aquecimento do magma terrestre, meu corpo sente meu pulsar elevando as batidas cardiacas até a minha garganta seca e recentida com um ódio do nada que sou junto as palmas que me iludem e me fornece uma alegria tola de que não vim ao mundo para provar o gosto amargo da morte...

Mas se no entanto em meu grito de silensio não há verdade, meu pecado mancha a pureza da solidão que me cerca percebendo que em nada tenho alem do vazio oco de uma estatua de argila que se quebra com a frieza das trevas memoriais de meu presente

Fecho os olhos e consigo ver na minha cegueira quando as luzes se apagam que eu nasci morto...

Eu nunca viví!"

"NICANOR BESSA DA SILVA"

Inserida por MCnicanor

"Pior que uma prisão sem grade é o grito ensurdecedor do silêncio que ecoa em um vazio com milhares de pessoas"

Inserida por magamomentos

Levo a vida em silêncio,caminho solitário que prosigo.Estrada estrada essa que me levava às multidões,uma tribo só agora me resta.
Sigo passo a passo,no compasso da minha dor.

E que assim seja....Que o tempo responda por mim e sirva de consolo e que meu silêncio sirva de resposta.

Inserida por jailsonpsjunior

Apenas o nosso subconsciente é capaz de ouvir todo o nosso silêncio.

Inserida por Elizeu-do-Nascimento

no silencio do teu olhar enxergo a vida

Inserida por Asker721

"Noite...
Escuridão...
Silêncio...
Frio..
E eu aqui deitado.
Sem meu lenço...

Medo...
Dor..
Onde será que...
Deixei meu amor?

Por favor
Uma dose
De
Poesia...
E tragra um cobertor...

Tempestade
Bem forte
lá fora
E eu aqui
Com medo
Que vai e vai
Em outroura.

Cama gelada
Quarto escuro
Eu
Quase sempre
Me sinto
inseguro.

Lá embaixo...
Às vezes
Sozinho também
Eu preciso
Eu preciso de alguém?

Por quê
É tão bom
E ruin ficar
Sozinho?
...

Sono pega
Acho que vou dormir
Será que alguém
Antes de sonhar
Pensa em mim?

É... chega disso!
Boa noite pra vocês
Fiquem com Deus."

Inserida por AllissonSanttos

Sinto maior temor em seu silêncio, do que na rudez de suas palavras...

Inserida por JoaoPrezado

Deitar-me e ir a um profundo inesgotável escuro. Aonde apenas o silêncio alimente minh'alma. Na profundeza da mais sincera lagrima, quero ficar em estaze dentro do meu mundo particular.
Calar-me e omitir a dor que me foi causada, permitindo que fosse avassalador em minha razão e deixando vulnerável a decepções o meu coração. Por gostar de quem não se deve

Inserida por pimentinhamorena

REFLEXÕES DE UM ADEUS (soneto)

Calado, ouvindo o silêncio ranger
Imerso no pensamento solitário
Gritante no peito o medo a bater
Do adeus, e que no fado é vário

Agora, cá no quarto, a me deter
Angústias do cismar involuntário
Que o temor no vazio quer dizer
E a aflição querendo o contrário

São duas pontas do nosso viver
No paralelo do mesmo itinerário
De ir ou ficar moendo o querer

E neste tonto e rápido breviário
Que é o tempo, me resta varrer
Os espantos, pois imutar é diário

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Mês de maio, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Porque Sonho

Toda noite que espero teu abraço
E tu chegas no silêncio do meu sono
O teu braço me acolhe, me enlaço
Teu silêncio diz que sempre ficarás
E em mim…
Nasce o instante mais tranquilo do meu sono

Porque sonho que um dia chegarás
Minha cama está vazia, só por hoje
Porque sei que amanhã tu voltarás

Porque sonho
Serei teu eternamente
No meu leito, no meu dia, no meu pranto
Serei teu na solidão, e também no abandono

Porque sonho o amanhã
Em teu cansaço, pra ser teu eu morrerei

Toda noite
No abraço que acorda o meu desejo

Serei teu de madrugada

Porque sonho que teu braço me aperta
No silêncio em nossa cama
É meu sonho te tomando
Sem palavras, sem promessas
Só dois corpos se entregando

Porque sonho
Até mesmo de manhã quando acordo
E constato que você na minha vida

Se mantém dentro de mim

Teu desenho, ganha vida toda noite…
Porque sonho todo tempo com você

Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa

Inserida por AdilsonSantana

Ficamos surdos para ouvir nossa própria dor.
E seguimos barulhentos e vazios do silêncio da paz que deveríamos apreciar.

Inserida por ana_michelle

As vezes no silêncio da escuridão do meu quarto, trajando tão somente uma camisola fina de escuro cetim, me pego a olhar fotos antigas ouvindo músicas de outrora, degustando uma deliciosa e gelada taça de vinho na agradabilísdima companhia da solidão amiga.
Para uns, esta seria a pintura de um quadro sombrio de solidão, mas para mim é a mais completa liberdade.

Inserida por adribrito