Mensagens sobre solidão e silêncio que tocam a alma
A sala vazia
Ecoa a agonia,
Reflexo do silêncio
Que falou alto demais.
Para tantas palavras
Não ditas, não escritas,
Faltaram pedaços de vida
Momentos de ironia.
Faltou preencher
Com suor, lágrimas e alegrias,
O quebra-cabeça chamado vida.
Eu falei quando poderia ter ficado em silêncio. Eu briguei quando deveria ter apaziguado. Eu toquei quando deveria ficar distante. Eu fugir quando a única coisa que ele tinha era meu abraço... No final das contas, percebo que a escolha tem seus dois lados, e a decisão só será analisada quando a primeira lagrima escorrer pelo seu rosto, transbordando um conjunto de emoções e sensações que nos envolve na mais pura delicadeza do nosso sentir, por mais complicado que seja sentir o do outro.
Cheiro do teu corpo
Se não se lembrares de mim,
Lembre-se do meu amor por ti.
E no silêncio dos teus pensamentos
Recorde as juras de amor.
Se não sentir o meu cheiro,
Ande nos caminhos que passei.
E na flagrância desse amor
Sinta o calor dos meus abraços.
Se não tiver minha presença,
Releia as cartas que escrevi.
Sinta nelas a alegria
De reviver os meus abraços.
De você não me esqueço
Quando eu vejo as estrelas.
Vejo nelas a luz do teu olhar
Vindo aqui pra me banhar.
E no vento que me cerca
Sinto o cheiro do teu corpo.
Que perfuma a minha vida
Revivendo o nosso amor.
Se me falta o teu calor
Sobra em mim tão grande amor,
Guardado no meu peito
Dado a ti em uma flor.
Edney Valentim Araújo
A NOITE
Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado
No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia
Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura
Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
quando duvido dos sentimentos apenas tenho o silencio.
nas perfeição das cinzas dessa vida,
estou perdido dentro de mim,
tantas contradições são o além,
de onde obtive forças para continuar...
de aonde estive a sentir seu coração...
o tempo ganhou a evolução do seu amor...
Ser a voz que se cala no silencio da noite...
Adorar seu ser sobrenatural,
A o cranio vazio em pensamentos
Sobre o passado o amor que tanto desejou
Morreu quando finalmente abraçou seu destino...
Nas sombras o resquício do veneno do amor.
Emoções perdidas,
a tortura te faz sofre decepções...
apenas silencio...
tantos imigrantes no imenso vazio...
teorias te fazem pensar,
mas, um projeto de sobreviventes,
na ostensão apenas futilidade,
sem direito de falar...
tudo que dizer será usado como provas contra você...
seja tolerante pois mais um desvio de sentimentos.
tantos momentos são perpetuados...
assim verá o dito futuro sem perdão...
direitos humanos uma desculpa internacional...
e vemos maior atualização em pequenos aumentos...
o projeto revitaliza o sentimento se dispersa ...
Ao deitar a cabeça no travesseiro,o silêncio da noite se mistura ao vazio do coração, não como o vazio de quem nunca amou ,mais sim o vazio de algo que um dia foi simples sem valor e hoje vale infinitamente cada lágrima derramada de saudade, saudade essa que permanece viva , lembranças que mais parecem espinhos , não pela experiência ou pela dor deixada, mais pela impossibilidade de serem rebobinadas, quem me dera reviver apenas um minuto, sentir apenas o cheiro ou mesmo o vento , de uma época em que eu era feliz e nem fazia idéia, hoje tenho tudo que sonhei , mais não faz mais sentido como fazia antes, hoje vivo no piloto automático , esperando algo que já passou e sei que jamais vou reviver , lágrimas escorrendo a cada flash de memória, tempo onde o simples reinava , onde havia compaixão, e que uma simples reunião de família , era uma festa magnífica e alegre ,tempo onde quando estávamos , havia perdão, sem julgamentos , sem rótulos , onde ser engraçado não era ser rassista, e que ficar com uma pessoa era apenas dar um beijo, onde o respeito reinava sem ser exigido, e quando havia interesse entre duas pessoas demorava semanas até sair o primeiro beijo,não como hoje onde tudo ficou sem graça,onde os passos foram adiantados em tudo , ,.falam de evolução da espécie , de tecnologia , mais creio que o auge humano já chegou no ápice , e foi esse tempo que passou o tempo de amar de viver na inocência, de viver na liberdade , compaixão, alegria , hoje tudo e artificial até os sentimentos , sensações e prazer , o declínio se iniciou , as pessoas se tornando oque elas mesmo criaram , a essência morrendo e tomando lugar a comodidade , tudo perdendo o sentido,o ser humano perdendo o seu maior valor , o amor.
.
No silêncio da estrelas
Te dei meu coração
Fui além,
te fiz uma em um milhão
Pensando que tinha o mundo em minhas mãos
Te fiz real
Em meio a tanta ilusão.
Te fiz acreditar,
Quando nada parecia ser racional.
E sonhar,
Quando você estava acordada.
Te fiz vencedora,
Mesmo sem estar em nenhuma batalha.
Logo eu que sempre te dei rosas,
Agora estou sangrando
por causa dos seus espinhos
Caos no silencio da alma
espirito que cala se
na fome do destino
desejos que se consomem...
no deslumbre grandioso...
sons ecoam sobre o espaço,
sendo a gravidade se curvando no espaço
as dores sentimentais espreitam dentro de si,
com interlocução interrupta da vontade de existir,
para contemplar uma unidade estelar
o paradigma torna se disparate de todavia
o âmbito para um único instante
concebido bela graça do teu ser.
sendo citado em protelar sob julgo...
da eterna visão do ultimo momento
explicito o seja pois qual seja o sentido
aparente sem profundo em teu coração frio.
a imensidão ganha uma nova versão
na grandeza monumental de um olhar
simples e verdadeiro.
silencio que se consome alma...
sempre culpa se o destino,
e ausência torna se um vestígio,
num sentimento ao longe,
busca se alma perdida...
O silêncio indesejado é um mal para a alma.
O coração fica pesado e a mente não conhece mais a calma.
Sozinho na multidão nada me alegra,
Sem você em minha vida seria melhor eu ser uma pedra.
Seu sorriso é um farol, um chamado para a paz,
Sem ele, ser infeliz é só o que sou capaz.
Não me importo em não te ter,
Só não quero te perder.
Se ninguém vê
não se tem a resposta,
se ninguém te ouve dei graças,
pois o silencio alimenta a alma,
em tantos pedaços se inclui a vertente
magoas, são detalhes entre nos dois,
mentiras entre muitas verdades,
suspiro sem alivio,
carma num precipício,
ao longo do caminho
uma porteira,
e um momento que te amo.
me vejo mais para frente mais nada resta
além do que amei.
Na revolta a voz do silencio é despedida,
está derradeira viravolta,
o suplicio torna se a revolta.
para ter se a verdade dos sentimentos...
lagrimas no silencio...
nada mais se tem...
o desespero,
nada mais...
posso de pedir algo,
apenas o vazio.
_A natureza tem culpa de existir,
o silencio denuncia a morte descriminada...
vitimas da ganancia...
resoluções,
mundo é tão barulhento...
minha mente esta em silêncio,
isso é bom,
está feliz,
em minutos tudo passou,
um pedaço e suas emoções...
tudo parece ser lindo,
até que a solidão se abateu,
e a evolução é marco no espírito.
Embriaguez...
No breu das madrugadas,
no silêncio das coisas,
teimo te encontrar e divago...
...e do passado te trago
e em saudades naufrago...
...e em versos de amor me alago
e neles, ainda te venero e afago...
...e no silêncio das coisas,
de vãs e tolas esperanças
então, me embriago...
(ania)
