Solidão e Companhia
Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar.
No mais, queria dizer-te:
- Que na sombra dessa solidão,
onde a minha única companhia é o FACE...
- Dou-te o meu coração,
pulsando e vivo, para o seu deleite...
- E espero que o aceite sem nenhuma humildade,
como prova viva de nossa AMIZADE !!!
A solidão é a melhor companhia para quem não quer viver sozinho, e abre as portas do passado, para que não se fechem as do futuro.
Quando o frio da solidão nos abraça e a saudade é nossa única companhia, aprendemos quanto tempo o tempo demora para passar...aprendemos que um minuto não é apenas um minuto e sim infindáveis sessenta segundos.
A solidão é necessária, pois só neste momento estamos sós em nossa própria companhia. Só assim reorganizamos nossos pensamentos, e assim aprendemos a nos amar, amor próprio em primeiro lugar, isso não seria egoísmo, é sim amor a nossa vida, amor ao que Deus nos deu... solidão é meditação... Ao encarar a multidão estarás mais confiante, com um autoentendimento inexplicável, você não precisa de opniões olheias, você decide por você mesmo, só você sabe das suas dores e angústias mais ninguém; ouça as pessoas que voce ama, mas não leve tudo ao pé da letra, elas não estão na sua pele pra saber o que o que sente, lembre´se disso.
Entao siga em frente, todos nascemos sós e morreremos sós, temos que aprender a nos virar sozinhos, a encarar cada problema de frente, a crescer e virar " gente", e mostrar para nós mesmos que o amor próprio vem em primeiro lugar, não deixe o problema te derrubar!
A solidão não é a ausência física de uma companhia humana. É a constatação da ausência de relações significativas com outras pessoas.
Diz o ditado: "É melhor só do que mal-acompanhada", é verdade, essa solidão não é triste, é apenas necessária.
Para a tristeza fizeram a alegria.
Para o amor a companhia.
Para a solidão a bebida.
E para a morte fizeram a vida.
Um dia, perguntei à solidão:
- Quem te acompanha mais?
E, ela logo me respondeu:
- Tu!
(tu... que sou eu, este, o cujo dito.)
Em dias de silêncio, de aparente solidão, surgem companhias inusitadas, desvalorizadas em função de tantas ocupações, e de tantos afazeres. As palavras, usadas costumeiramente, em aparelhos eletrônicos, em papéis chamados de documentos, em notas chamadas de dinheiro. Porém, não observadas por falta de tempo. Por isso, ditas apenas de acordo com as necessidades e interesses, e bem pouco ousadas no que se diz respeito ao ser.
O ser que é alguém, o ser que sou eu, o ser que apenas é um ser. Que não se relaciona apenas com o trabalho; que não fala apenas sobre dinheiro; que não existe apenas para cobranças; o ser que é alguém, que espera mais do que a formalidade, mais do que a educação por obrigação; que espera a resposta que puxe outra pergunta; o ser que quer dialogar acerca de algo que não esteja na moda; o ser que sente saudade dos vivos, quando fala-se tanto dos mortos.
Há o ser que espera encontrar-se com as palavras bonitas, e carregadas de algum sentimento ofuscado em função do tempo, e da doença que tomou conta dos olhos, da alma e do coração. Há quem queira as palavras. Elas ainda funcionam, e podem ser ditas de forma a acalmar um coração, e a curar uma alma.
