Sociedade Alienação
Libertos das correntes da sociedade patriarcal e machista, mas presos nas amarras da sociedade consumista.
Trocamos a escravidão do lar pela escravidão do mercado.
Estamos constantemente transitando de uma forma de opressão para outra.
A emancipação plena parece inalcançável; estamos fadados a uma prisão perpétua sem direito a condicional.
Apesar de reconhecer a vitimização e o coitadismo tão presentes na sociedade brasileira atual, e concordar que a exploração é inerente ao ser humano, ocorrendo em qualquer classe social, devemos ter cuidado para não cair no conto do vigário contido em alguns discursos que visam anular ou negar uma verdade.
Ao longo do processo de formação da sociedade brasileira, uma elite altamente nociva e perversa empurrou literalmente um enorme contingente de pessoas que foram escravizadas, exploradas e oprimidas para a periferia das grandes cidades, totalmente desprovidas de condições mínimas de vida.
Esse quadro social permanece; basta abrir nossas janelas e olhar.
Infelizmente, não acredito numa mudança estrutural em que as coisas vão mudar de forma significativa, pois o sistema se alimenta dessa miséria. Essa ordem mundial continuará.
O próprio povo parece adaptado a essa triste realidade. Talvez por isso, vivem o hoje e se alimentam do pão e circo sem reclamar.
"O projeto da elite precisa de um povo faminto, xucro e feio." (Darcy Ribeiro)
Os problemas de corrupção e outros males da sociedade estão perto do fim?
A justiça, o Ministério Público, a Polícia Federal e demais instituições funcionam de verdade?
Estão acima do bem e do mal?
Nossa democracia funciona?
Chegamos ao marco zero da nossa história. Daqui para frente, tudo será diferente.
Nossos problemas acabaram, seremos definitivamente o país do futuro?
Seremos felizes para sempre?
Será que a justiça, o Ministério Público, a Polícia Federal e demais instituições funcionam de verdade?
Estão acima do bem e do mal?
A mediocridade sempre esteve presente em nossa sociedade.
A diferença é que com o surgimento das redes sociais, ela foi potencializada de forma exponencial.
Quanto mais centralizada é uma sociedade, mais a visão sobre a Felicidade tende a ser mais massificada e vice-versa.
A Idade das Trevas e o submundo nunca deixaram de existir em nossa sociedade; talvez estejam menos visíveis no dia a dia.
No entanto, estão por aí, esperando momentos oportunos para emergir.
Não, Friedrich.
Deus está vivo, ele nunca morreu. O 'Deus' é humano, o 'Deus' é a sociedade, o 'Deus' é o medo, o 'Deus' é a ciência, o 'Deus' são os pequenos detalhes que se infiltram e nos manipulam, o 'Deus' são as escolhas, o 'Deus' é a suposta liberdade, o 'Deus' é derivado do medo. Enquanto os humanos sentirem medo, Deus nunca morrerá. Deus é todos os humanos. Deus nunca morreu; ele se adapta e se reinventa. Ele é puramente humano.
A maioria da sociedade brasileira é hipócrita, só entende a necessidade de pena de morte para determinados indivíduos, quando sangra a própria carne, estimulando a fúria.
O ser humano nasce mau, mas coloca a culpa na sociedade para não ter que carregar o peso de sua culpa sozinho.
O modelo de educação atual não educa
apenas condiciona
para uma sociedade pensada e estruturada
para homens obedientes e afônicos.
Frustro-me com a ignorância
Da tola contemporânea
Sociedade conterrânea.
Não sente gosto nem fragrância
Da ciência ou da decência
E despreza a sapiência.
Não há estratégia de desenvolvimento mais benéfica para a sociedade como um todo, para mulheres e homens, do que aquela que inclui as mulheres como protagonistas.
Chegou o tempo da alvorada! A sociedade brasileira não pode mais se entregar a esse sonambulismo doentio, a esse transe induzido por discursos polarizados e promessas ocas. É preciso erguer a fronte, rasgar os véus da hipocrisia institucional e marchar rumo à reconstrução ética da nação. O Brasil não carece de messias de ocasião nem de ideólogos de redes sociais: carece, sim, de coragem moral, de espírito público, de gente disposta a transformar o clamor do povo em ações concretas e justas.
Que cada cidadão desperte do torpor, abandone as trincheiras do ódio cego e assuma sua responsabilidade histórica. Não há mais espaço para covardes nem para cúmplices silenciosos. A pátria exige pulso firme, caráter inegociável e uma paixão ardente pela justiça. Ou nos erguemos agora com bravura e lucidez, ou afundaremos de vez no lodo da mediocridade. Que a espada da verdade e o escudo da consciência sejam nossas armas — pois o Brasil não suportará mais uma geração de omissos.
O ofensor é tão vítima quanto o ofendido! vítima de um legado, que uma sociedade doente o deixou como herança.
