So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Há tratamentos árduos!
Não precisa diretamente expôr o pior, basta conduzir para o melhor e deixar a análise acontecer.
As vozes aqui não calam a boca
Você mal consegue ouvir os pensamentos
Nós gritamos por ajuda em silêncio
Nem os anjos podem nos ouvir
No meu coração eu sinto um enorme vazio
Minha alma rastejando pra longe
Salve-me ou me deixe aqui quebrado
Isto não está certo
Ninguém deveria se sentir assim.
IN CANTOS
Canto nu, uirapuru
Canto lá , sabiá
Canto não, azulão
Canto, embaraço, sanhaço
Canto sim, papa capim
Canto mal, ó cardeal
Galo da campina
Minas, esquinas
Passarinho em sua sina
Canto só, sem voar mocó
Sai do peito, Assum preto
Canto otário, me salva o canário
Belga ou da terra
Do céu e das nuvens
Bel canto em esperanto
Canto nu, urubu
Versos emplumados
D’alma inquieta
Espinha não ereta
Que jaz em uma cama
Um quarto
Assobio sem sucesso
O espólio do das penas
Pena.
Luciano Calazans. Serrinha, Bahia. 22/12/2017
Não se iluda, muitos elogios, amigos e/ou seguidores nas redes sociais NÃO são provas de que você esta agindo corretamente, analise-se e observe-se VOCÊ mesmo e assim conclua qual o seu atual estado.
CASO VOCÊ NÃO SAIBA.
Não! Não ouvirei o sussurro da sanha
De temer a luta — e não ser temido
De temer o luto — sem ao menos lutar!
De temer sanhas, façanhas e artimanhas
De uma vez por todas, daqueles que tentam amiúde fazer o auriverde, pendão auriverde, brado auriverde sangrar.
Não sou Aquiles tampouco Heitor
E Não serei o fígado de Prometeu...
Quero Atena atenuando a quase calefação do meu sangue, vermelho sangue, suado sangue — enquanto párias jogam xadrez
Macabras aritméticas
Tenebrosas equações
Quinhentos e treze é morte, é monturo e azar
Malfadado português falado por quem desconhece os verbos, incluindo o SER!
Preferem à revelia de milhões,
E em milhões o verbo Ter...
Poder? O que é poder?
Onde começa? Onde termina
Poder é não querer e poder não sucumbir à besta e suas quinhentas e treze cabeças
Línguas bifurcadas, perdidas, enroladas, perdidas e ensimesmadas.
Poder?
Prefiro não discorrer sobre tal verbo
Tão procurado da mais vil forma subsidiado pelo mais vil metal.
Quero o sonho, o pão e a arte
Quero a vida comungada em qualquer parte
Quero a lucidez da comunhão
Quero a loucura do sim e do não
Quero abrigo para os meninos
Quero abrigo para as meninas
Quero água do sertão
E a brisa beira-mar
Quero o rio doce em minha língua
Quero minha pátria
Tabaréus, cafuzos, mamelucos, mulatos – nação vira-lata!
Sim! Vira-lata!
Prestem atenção! A besta jamais dirá sim
Sem algo em troca.
Quinhentos e treze cabeças
Bilhões de Aves Marias
Amém .
Luciano Calazans. Salvador, Bahia.
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DÁ NÃO DÁ
A cidade quer a noite
A cidade quer o dia
As baladas querem ritmo
Não importa a harmonia
O menino quer poder
A menina também quer
O sagrado é profano
Bem me quer ou mal me quer?
Somos sós quando queremos
Somos brasa em pleno inverno
E no verão quase Dezembro
A alegria é eterna, terna!
"Vamos a la praia"
É o refrão mais que mais se ouve
Bichos e bichas num só grito:
Queremos mais amor
Seja como for
Seja o que for
Sentimento não se mede
Queremos mais calor
Queremos sol e mar
Sentimento não se pede
Queremos celebrar
Um segundo é importante
Depois vemos no que dá
Luciano Calazans, 10/08/2017
Quando a simples existência de alguém faz com que outra pessoa se sinta ameaçada, o problema não é do existir, mas do sentir.
ANÓDINAS
O que sou?
Sou um cão
Um grão
Um não
Um tudo
Um nada
Nada é talvez
Tudo é talvez
Mal-passado
Passado o mau
Peço anódinas
Quentes, frias, mal-passadas
Mas que cheguem depressa
Pois a depressão inútil e controversa
Está aqui, latente
Dentro de mim ou em forma de gente
Cercando minha casa de palha
Meu jardim de plumas
Meu viver de sonhos.
O que sou?
Um fruto de um ventre
Um soprar de um vento leste
Uma ponta de icebergue
Uma semibreve
Preliminar de uma vida seca
Linha torta desenhada pelo tempo
Que caleja e que ensina
Que somos o que não querem
Que fomos o que queriam
Seremos uma pergunta [sempre]
Quem sou?
A tépida face que gargalha
A funesta sílaba de uma fala
A sábia águia a voar
Na vastidão de mil tormentos
Em segundos, meses, momentos
Que voam em uníssono
Em diferentes cores e firmamentos
O grão germina
É da sua natureza
Quem enxergar tal grandeza
Há de ser sempre a tal águia
A grandeza de um grão está em sua morte
A grandeza do sim é suportar
Um simples não
Com ou sem anódinas
Passado mau
Leite derramado
Mal-passado.
Quem é você?
O que é você?
Outra luz a acender...
Racismo não é chamar alguém de negro - isso é uma cor - e sim da FORMA, INTENÇÃO e SITUAÇÃO em que isso é dito.
Um sonho quando é de alma ele não pode ser interrompido, talvez tú ser humano não entenda quando perde tal coisa ou te é tirado algo, só depois ao baixar dos ânimos, do sangue e da poeira vem a compreender que o que é propósito teu, será teu no tempo certo e caíra naturalmente nas tuas mãos para que seja usufruído.
Atenção com os sapatos. Não é exagero afirmar que a apresentação de um orador pode começar pelos pés.
Vem amar,
que a vida é curta,
e o tempo, mudo,
não avisa que é pouco.
Vem logo amar...
Pois quem deixa o amor pra depois
é ingênuo, parvo ou louco.
Não existe dinheiro público. Seria público se brotasse como capim na Esplanada dos Ministérios ou nas praças do país.
Se o presidente da República não for educado e respeitoso, não será exemplo de postura para as novas gerações do país.
Uma vez no tempo
Nós não cometiamos erros
Achamos que tudo era perfeito quando as coisas estavam caindo
Nos cegamos e nos perdermos em um vazio
Os ventos dele ja não faziam ondas em mim
As flores dele ja não floreciam em mim
Quando pensei que tudo estava ruim
Me veio a luz do fim do túnel
Garoto mimado que se achava perfeito em tudo
Se entregou e disse que errou em meio a conflitos tão confusos
Foi ai que notei que errei também
Um mero mortal tentando se redimir consigo mesmo e com o amado
Tudo fica bem, seus ventos me fizeram ondas de novo
Suas flores floreceram em mim outra vez
