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Síntese

Cerca de 186 frases e pensamentos: Síntese
Síntese é um grupo de rap nacional inicialmente formado por Neto e Leonardo Iran (Léo). O grupo estreiou em 2012 com o lançamento do álbum "Sem cortesia". O projeto se seguiu mesmo com a saída de Léo, e Neto lançou, em 2016, o álbum "Trilha para o Desencanto da Ilusão, Vol. 1: Amem" (2016).

"A IA não tem capacidade criativa; ela gera uma síntese do que já existe. A curadoria do conteúdo cabe sempre ao ser humano."


(PERRONE FILHO, 2022)

Síntese da vida

A poesia é a síntese da vida,
vida sem poesia é vida inútil
traduza-se isso por:

"Vida sem amor não é vida que vale viver..."

Antes de se aventurar a fazer poesia
antes se faz necessário viver
por isso se lê tantos poemas insípidos
de poetas que não têm calos na alma
nem nas mãos,
nem de viver
nem de fazer poesia.

A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.


Síntese


O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.


As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.


A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.


Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.






⁠O Cristo Nu


I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.


II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.


III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.


São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.


Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”


Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.


IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.


São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.


V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.


VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.


Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.


Tu és o teu próprio Cristo.


O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”


E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.


VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.


Autor: Israel Soler

... a 'Filosofia Cristã',
como síntese de todo o conhecimento:
inspirou, revigorou e elevou a cultura
ocidental. Retire-a e o que sobrará
de Bach, de Da Vinci, de Shakespeare,
entre tantos? Nada,
absolutamente...

O caminho gnóstico consiste na dissolução da dualidade e na realização da unidade. E a síntese deste caminho está na dissolução da dualidade formada por sujeito e objeto, e na realização da unidade que chamamos gnosis.

Inserida por GiordanoCimadon

Tudo é a síntese de uma árdua e solitária era para o ser humano.

Inserida por RodrigoFelipeSoares

Em síntese somos o "isso" (id), o desconhecido que demanda prazer!

Inserida por Leivanio

Em um processo natural, em síntese, a vida se resume em evolução e amadurecimento, no entanto, algumas pessoas pulam essa etapa e logo apodrecem.

Inserida por Leivanio

O segredo para ser feliz é saber a ante síntese das coisas e mete-las em pratica.

Inserida por 1234578

A síntese de nossa essência é um dos ingredientes para a fórmula denominada"AMOR",cujo resultado final irá variar entre "verdadeiro" ou "falso".

Inserida por LaercioMonteiro

Eu não sou nada...
para os "crentes".
Sou a síntese maldita
de tudo do "Todo Poderoso",
simplesmente?!

Inserida por JMEL

Cretina, teimosa, egoísta e neurótica, a síntese da namorada perfeita.

Inserida por camilabill

Sente-se!

Teses.
Antíteses.
E a síntese?

Inserida por FrancismarPLeal

Em síntese, diante o exporto, transfigura-se a necessidade de compelir os desafios que impedem a vacinação na Nação. Primordialmente, a mídia juntamente com o Estado, como influenciadores de opinião da sociedade, devem impedir a proliferação das Fake News, através da análise das redes sociais , bem como pela aplicação de multas para aqueles que alastrarem tais falácias, objetivando o fim da displicência com a imunização no Brasil. Comitantemente, o Estado em sincronia com a indústria, como detentores de recursos, necessitam asseverar as vacinas para toda a massa populacional, assim como divulgar dados autênticos sobre o material, por meio da disponibilização do mesmo para os postos, bem como pela criação de propagandas efetivas, tendo como meta fortalecer a confiança entre governo e população, garantindo a imunização.

Inserida por Thatsu

A poesia é a dança da síntese no palco do sentido

Inserida por ElcioFonseca

Tudo que exalo,
e tudo que aspiro,
é síntese do reflexo e do irrefletido,
sumário,glossário e ao pé da página,
que nunca me calem as falhas literárias,
a poesia é diálise,
espelho e psicanálise,
divã do extra-sensorial e do imperceptível!
ó meu anjo escarlatino!
meu silvo lírico,
fresta do oblíquo,
avesso de mim...
não leia-me ao pé da letra!
o fonema nada representa,
se não houver formas que se encaixem,
na essência das intenções!

Ó fenda metafísica,
o sentir elucida,
o ignoto!
com olhinhos apreensivos,
tocamos o subtendido,
como o reluzir do cosmos
na lápide da interrogação!
Cada estrela é uma nota airada,
que infla-nos a alma,
e na efusão do emotivo,
o planger das órbitas,
transbordam as abóbodas,
de incógnitas!
E aquele olhar melancólico,
é uma estrela caída,
que prefere a lousa do esquecimento,
que a lembrança do que se apagou...

Efêmera chama,
é a ótica,
pois depende da superfície rasa e perecível,
enquanto que só no íntimo,
há a síntese,
de todos os sentidos!
Papilas gustativas,
dedos apelativos e o olfativo,
só assimilam frações minúsculas,
do indivíduo!
queres conhecer alguém?
não dependa de mãos e dedos...

Inserida por marypoetisa17

Espere o momento da síntese, depois de ter se servido dos dois banquetes. Só então você poderá dizer qual sabor é de seu agrado.

Inserida por lubaffa

Síntese num sonho arbitrário,
ar do planeta envolve somente dez por cento...
se mata tudo deixa limpo pronto para cultura de gado.
ninguém se importa com a vida...
apenas a depressão,
a solidão árida num mundo de gente arcaica.
tanta destruição num mar de tristeza...
será pensar e pensar é exclusivo para alguns...
o resto da humanidade são perjuro da natureza...
mentiras, tudo lucro ou favorecimento...
o sangue fala mais alto...
aonde está a humanidade ?
pergunto se índios são tão errados em viver.
a floresta é a vida ninguém se importa.
apenas o progresso importa...
tudo é transformado nada é criado.
apenas se destrói para construir futilidades...
tudo é feito para bem comum,
esse comum desdem
tudo é parte do verbo.
o verbo dom da palavra,
entre esse momento será o engano...
para quem tem o amor será o amor.

Celso Roberto Nadilo

Inserida por celsonadilo

A síntese



A síntese de mundo...

Um mundo ideal

Seria pedir muito moça?



Um mundo de alegrias

Em família ou desconhecidos?

Só quero ter alegrias



Moça, seria pedir muito ser feliz?

Porque não me deixa ser feliz?

Porque n me deixa cair na ilusão da felicidade...



Mesmo que seja apenas uma ilusão

Me deixe ser livre nesse mundo, moça...

Mesmo que a liberdade não exista



Uma vida de incertezas

Que servem apenas para nos prender

Para que viver assim? (Cheio de incertezas)



Moça, me responda apenas uma vez

Para que viver assim? (Apenas com o essencial da vida)

Cheio de incertezas...

Inserida por DBF

"A síntese do meu sentimento para com você
Jamais será igual a sua para comigo
Para você, sou apenas um amigo
Para mim, és quem preciso.
És quem quero
És quem desejo.

Se não era para ser recíproco
Me diz o porque daquele beijo.
O porque daquela união.
Não se pode simplesmente distorcer o que diz
E culpar o ouvinte da sua cicatriz.

Foi você quem empunhou a faca
E acertou a minha cara.
Foi cruel e me cegou
Nunca ninguém me curou.

Vou levar pra toda a vida
A ferida de confiar em quem não me amou.
Escrevo pra fugir
Da inevitável rotina de acordar e descobrir
Que continua não estando aqui.

Na verdade a minha dor é sufocada por rancor
Porque além do abandono
Sinto que me trocou.
As vezes me culpo de mais
As vezes culpo você
A verdade é que ambos erraram
E não sei porque.

O orgulho que habitava em mim
Com o sentimento de posse de você
Enforcaram nosso amor e o fizeram morrer.
Mas sinto que somos anjos
Filhos de Deus e capazes de milagres
Como fazer viver
O amor que morreu pela vaidade."

~ Sempre dê créditos ao autor quando compartilhar o texto. É o correto e justo. Gabriel Henrique de Oliveira Nascimento. Página do facebook: Romance&Sadness ~

Inserida por GHON