Sino
Controlar as reações de violência é sinônimo de civilidade. Controlar as reações de tristeza é sinônimo de violência.
“¡La victoria de un soldado en la batalla no está condicionada a la preparación de su enemigo, sino a las condiciones en las que está luchando en la guerra!"
O silêncio
Que esplêndida lagoa é o silêncio
Ali na margem um sino espera
Mas ninguém ousa afundar o remo
No espelho das águas quietas
"El propósito de la vida no es solo sobrevivir, sino trascender, experimentar lo inimaginable y compartirlo."
Uma verdadeira experiência de vida com Deus é como um sino que ressoa ao ser tocado pelo vento: invisível aos olhos, mas, quando verdadeiramente sentida, extrai virtude do Criador e ecoa em outras vidas.
Houvi um sino tocando
E uma canção divinal
Escutei a voz de um anjo,
Numa lira magistral,
O mundo em acolhimento,
Num clima de nascimento,
Pelo dia do natal.
(Léo Poeta)
Quando o silêncio dominar os corredores de uma escola, o último sino soar e os passos das crianças cessarem, será ali que a esperança terá recolhido seus sonhos e partido sem dizer adeus.
parece que o amor já estava lá, esperando por mim veio tocando como um sino e causando mudanças dentro de mim.
SINO DE NATAL
O sino da devota matriz
Pela cidade o som espalma
E para nossa fé, assim, diz
Soando dentro de cada alma
Rútila badalada no ar a soar
União, afeto, celebrar a vida
O Menino Deus a nos amar
E nós a exaltá-Lo na batida
Belo os lares aconchegados
Os corações apostos, alados
Soa-nos n’alma significante
A cada pancada celebrativa
Vibrante no céu tão festiva...
E o amor toando o instante!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/12/2021, 19’21” – Araguari, MG
Prosa de Natal
Na matriz toca o sino
Pobrezinho, nasceu em Belém
O Deus menino
Veio pra paz e o bem
Na palha dum cocho
Nasceu. Amém!
Divino, predestinado
Seu sofrer avém
Na cruz, amado
Jesus o teu nome
Por todos clamado
Nosso Deus genuíno
Glória lhe é dado
Louvemos, Jesus menino!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/12/2021, 17’05” – Araguari, MG
Quando o som do sino da imaginação ressoa bem alto, um novo pensar extremamente diferenciado desencadea grande criatividade
In, Machado Pesado
Sino da Fome -
Quando se ouvem badaladas
Desse sino solitário
Fala a fome das consagradas
De Santa Helena do Calvário!
No silêncio da cláusura
Entre o dia e a penumbra
Grita o sino por ternura
Contra a fome que se apruma!
E as Trindades vão soando
E a fome vai batendo
Toca o sino de quando em quando
E à Abadessa vai morrendo!
E não há quem não pereça
Ao saber que num Sudário
Morre a última Abadessa
De Santa Helena do Calvário!
Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...
Sandro Paschoal Nogueira
Se ouvir o sino do amanhã bater juntamente com o por do sol não se engane, são as badaladas desesperadas de meu coração no momento exato em que minha mente notou o quão longe estou de ti.
POEMA impreso en la contratapa del disco SINO de Mercedes Sosa
no hay sueño que alcance,
ni voz que se haga fuerte,
ni esperanza que aguante,
no hay un solo proyecto que sirva,
ni un sitio en la tierra
donde ser feliz,
ni sobrevive el sol,
ni brilla más una estrella,
ni me calma tu amor
ni la sonrisa de mis hijos,
si aquí cerquita mio,
hay niños con hambre
que acarician la muerte.
Solo hay una manera posible,
pararse de frente a la justicia,
abrir las manos, ponerse
el corazón encima
y salir a la vida
con toda la vida adentro
