Sino
Longe de casa estarei no ali em Belém.
O sino que acabou de bater
A felicidade do amnhecer
Onde tudo dará certo
Paz bem no deserto.
💜
part
ida
à espera e à deriva
como um lenço ao longe
a cena assina
sino úmido
lusco-fusco
som pregueado no branco
punho abrupto de pedra
réstia de tempo
que se engole
sem pressa
A moda nos anos de 1960 para os rapazes era calça boca de sino e sapato com salto plataforma. Com muito custo eu consegui comprar os dois, mas desfrutei por pouco tempo. A droga era que, um foi feito para outro. casal perfeito. Não dava para imaginar uma pessoa vestida de calça boca de sino sem os sapatos plataforma. Pois então, a calça eu consegui primeiro. Ela era feita de um tecido azul claro, cintura alta para poder usar sem cinto, muito bonita. O par de sapatos com salto plataforma demorou um pouco mais, talvez uns dois meses para eu conseguir. Me lembro como se fosse hoje o dia que estrei o conjunto. Devo ter crescido uns dez centímetros com aquela plataforma de couro. Naquele dia choveu muito e as ruas estavam um barro grudento e pegajoso; uma cola, melhor dizendo. Saí de casa com uma altura e cheguei na praça com outra;tinha tinha crescido com o barro que foi grudando nos nos sapatos. Quando isso acontecia, a gente tinha a prática para tirar aquele torrão do salto do sapato; era só bater com força que ele se soltava, mas para meu azar, quando bati o salto plataforma no cimento, fiquei manco. O salto se desprendeu e saiu feito um bólido para o meio da rua. Demorei mais uns dois meses para voltar a usar o conjunto. Tive que comprar outro par de sapatos plataforma. Nunca encontrei o salto do primeiro. Ivo
Feliz Natal...
Ouço em um tom vibrante
O sino a badalar,
Anunciando o nascimento
Do Rei da tribo de Judá
Ao meu Pai Onipotente
Entrego o meu coração,
E peço-lhes, a paz fraterna,
Para todos os irmãos
Diante deste altar
Conclamo em oração,
Louvando o Santo nome
Do Deus de Abraão
As preces são levadas ao céu
Por anjos ali presentes,
—Em coro cantam louvores
Para o Pai Onipotente.
O Natal do meu Nordeste
Não tem neve, mas tem sino
Não tem gelo, mas tem fé
O jantar é gordo ou fino
Pode até não ter presente
Mas não sai da nossa mente
O nascer de Deus Menino
O sino do castelo prenuncia o perigo. Eles estão vindo! O sino toca por todos nós… Eles estão voltando de novo.
O som da vida é a memória do sino que badala o tempo, o din que impulsiona os sonhos, o don trás pra gente os momentos.
Assim como VIVER e ESTAR VIVO não são sinônimos, ter alguma deficiência física ou mental não é sinônimo de uma vida menos interessante e importante que a dos demais.
Saber o momento de desistir, largar de mão, sair fora, abandonar o barco, tocar o sino, assumir que não dá mais...
Não é sinal de fraqueza ou derrota, mas consciência de que não vale mais tentar ali, e sim vale se abrir às novas experiências, lugares e pessoas.
no sino do templo
dorme
uma borboleta
Não pode ter medo, tem que encarar a vida, minha Leveza é tão pesada quanto um sino e suas batidas.
“Sinos a badalar
Na silhueta do teu corpo que o sino toca
para que dances para mim e rebolando
e que nossos braços se junta
num abraço de amor”
― Michael Vlamis
'EM OUTRA PRIMAVERA'
Sonho doce que voa
Lembrança que não se vai
É como o sino que soa,
Um amor que se foi dizendo não volto mais
*
Em meus sonhos te amarei
e não deixarei que se vá,
Em minh'alma te eternizei
Para longe de mim não voar .
*
Com todo meu amor irei te alimentar,
seguindo meu caminho
Igual borboletas no ar.
*
Quem sabe em outra primavera
Meu beija-flor voltará
Para colher da flor o néctar que existe lá.
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
"Andorinha no fio
escutou um segredo.
Foi à torre da igreja,
cochichou com o sino.
E o sino bem alto:
delém-dem
delém-dem
delém-dem
dem-dem!
Toda a cidade
ficou sabendo."
-
Henriqueta Lisboa
Catedral dos Alhures.
Tine nos alhures um sino de papel.
Corpos vãos, vão para uma missa silenciosa,
De um padre etéreo...
Um bispo morto também não está lá.
Ladainhas inauditas são ouvidas...
Rangidos distantes assombram o momento litúrgico:
“quem é injusto, seja injusto ainda....”
“quem é justo, seja justificado ainda...”
São como protestos febris de dor e desespero.
Distribui-se uma hóstia que não há,
Bebe-se o vinho da vinha sem videira.
Todos os ninguéns caminham taciturnos,
Saindo da missa...
Por um portal aberto para o vazio.
Ainda que, do lado de fora,
Lindas crianças mutiladas que não nasceram,
Correm e brincam,
Entoando em voz alta e surda,
Uma ciranda inusitada.
Bomba H, Bomba H.
Sentido
Sonha sorte
Sente samba
Sua sucesso
Soa sino
Supera sono
Setênio sina
Sábio sereno
Sintoma silente
Suave semblante
Sofre solidão
Sentido sol
Soleira sentado
Sem sustância
Semente seca
Santo sacrário
(Bia Pardini)
Vazio seria o falar...
Um sino que insiste a tocar.
Comunhão , meditação.
A grande teia da vida,
Xamanismo 🍃🌱
