Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
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Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Fragmentos
Estávamos juntos há um tempo, ele era incrível e parecia algo especial.
Quando terminamos fiz uma longa caminhada, através de campos, subindo enormes colinas, até chegar ao topo desta montanha e olhar o mundo.
Às vezes me deito, porque tudo parece muito pesado.
Controlo meus sorrisos e lágrimas, pois é tudo que eu tenho e ninguém pode tirar isso de mim.
Olhando para o céu percebi que eu gostava da ideia que eu tinha dele, me relacionei com que achei que ele fosse.
A ideia que eu tinha dele era gostável porque era minha.
Era uma produção da minha cabeça.
Quando se recebe pouco amor você não sabe como ele é.
Por isso é tão fácil ser enganado e ver coisas que não existem.
Por isso devemos dar tudo em relacionamentos ou podemos desaparecer.
Cada minuto que passa é uma chance de mudar tudo.
A Chuva
As gotas que caem geralmente se chocam em algo... há claro a incerteza desse algo... e diante da certeza de haver certa incerteza, prosseguimos mesmo diante o medo, caindo e escorrendo... até voltar ao grandioso comum que há em cada oceano dentro de nós.
Não sabemos em que a gente vai “chocar” mas sempre chocamos em algo nas quedas da vida, o importante é saber que o fluxo do percurso não termina no fim de cada queda e sim em um oceano de experiências que nos faz um ser cada vez mais evoluído.
Muitas vezes somos uma intensidade. Mas a intensidade, ou nos cega como um sol ou nos faz cair como uma tempestade... No entanto, quem não se aventura nunca irá saber a cor da luz e nem o gosto da chuva!
CERTEZA DO FIM
Há dias penso.
Há noites em claro
Peno nos dias diurnos
No escuro, um descaso.
E que escuro tão medonho
Nao mais pareço a nada
Sera isso uma fase?
Talvez o pesar de um último passo?
O que isso que espantas
Se mais nada temo a viver
Eis-me aqui um fraco distante
Buscanso sem saber decerto o que.
Temo a vida à fora
Por àqueles que persistem a mim
Por ora, vivo a demora,
Mas ja me é certa a certeza do fim!
Willas Gavronsk
Há momentos que uma ação machuca mais que mil palavras
Então e nesse momento que devemos ser cautelosos com cada passos
Pois não sabemos do amanhã
O amanhã não mos pertence por isso devemos deixa portas abertas para cada passos
Importante lembrar inidos somos uma SÓ força uma so raça uma só nação
Estaremos sempre juntos unidos em orações somos maiores do que qualquer negatividade.
25/03/2020
Somos sempre o que pensamos o que queremos pois só há duas oportunidades na vida as que chegam como lição e as que não voltam mais.
“O sermão há de ser duma só cor, há de ter um só objeto, um só assunto, uma só matéria. Há de tomar o pregador uma só matéria, há de defini la para que se conheça, há de dividi-la para que se distinga, há de prová-la com a Escritura, há de declará-la com a razão, há de confirmá la com o exemplo, há de ampliá la com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências que se hão de seguir, com os inconvenientes que se devem evitar, há de responder às dúvidas, há de satisfazer as dificuldades, há de impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos contrários, e depois disso há de colher, há de apertar, há de concluir, há de persuadir, há de acabar. Isto é sermão, isto é pregar, e o que não é isto, é falar de mais alto. Não nego nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de discursos, mas esses devem nascer todos da mesma matéria, e continuar e acabar nela.”
(VIEIRA, Padre Antônio. Sermão da Sexagésima. In: Os sermões. São Paulo: Difel, 1968, v.VI)
Covid-19
Há relatos de portugueses agredidos além-mar,
Culpando-os do novo vírus propagar.
Muitos media não noticiam estas atrocidades, nem encontram os culpados.
Coitados… permanecem por lá, assim, desamparados!
Será que estas hostilidades não revelam racismo,
Ou, de certa forma, desejo de vingança ou segregacionismo?
Pois, muitos povos vivem no recato e tranquilidade
E, sempre, imunes a qualquer atrocidade…
by António Vilela Gomes
Depois de um tempo percebi que há pessoas que são como uma brisa, passam por nós durante breve momentos e nossas dores ameniza. Outras são como tempestade, destroem tudo o que temos por não aceitarem nossa felicidade. E outras como o mar, trazem boas energias através do amor para nos salvar!
"Há única coisa que deve se comparar em alguém, é no tamanho de seu coração, pois a partir disso, você sabe o que ser ou não ser".
Enchergar em si o sagrado feminino é conhecer cada ciclo que há dentro de ti, é como dominar o poder que uma mulher tem sobre a energia que transmite em cada fase, mulher de fases, assim como a lua que a cada fase mostra uma beleza diferente, que graça teria ser sempre igual, precisamos de fases para entender que cada ciclo há um aprendizado e há uma beleza diferente.
Felicidade é quando o coração abre todas as portas do sorriso deixando a luz do sol que há na alma escapar.
Nunca o sol há de queimar minha pele, nem nunca há de secar água em minhas nascentes. O sol jamais queimará os meus olhos , nem deixará que minhas folhas morram secas. As palhas de omolu fazem morada à minha fé.
ABANDONO (soneto)
Silêncio mudo, rente ao meu lado
Como uma melancolia a sussurrar
Há cem mil sensações a me olhar
E o pensamento vagando isolado
Tanto abraço desesperado, atado
Na imensidão do tempo sem lugar
E inspiração rútila a me abandonar
Todos os dias aqui no árido cerrado
É a solidão, cega, áspera e tão fria
E a nossa vida ficando mais breve
E as nossas mãos sem afável valia
A hora passa, e cobra a quem deve
São as horas que sentencia a poesia
O efêmero, tal a rapidez descreve...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de março de 2020 - Cerrado goiano
QUANDO AS NUVENS SE MOVEM...
Quando há ânimos que se exaltam
Pelos egos altamente inflamáveis
Sóis e Luz não os deixam estáveis
De tão sedenta que és a ambição
Arenoso fica aos poucos o coração
Desviam as vertentes de harmonia
Que podiam irrigar em sintonia
As sementes da Paz e da União
Sem perceber nuvens se movem
Para acalmar os homens inquietos
E seus pobres e terrenos projetos
Diminuem no temor da tempestade
Assim é feita a suprema bondade
Que permite que a dor se aproxime
União e Amor dessa forma germine
Para uma colheita de boa vontade
O movimento assim nunca cessou
Mas os olhos não prestam atenção
Como indiferentes a toda a situação
Que lhes parece no imediato alheia
Mas o homem que enxerga semeia
Mesmo que outros não dêem valor
Só atos de caridade desviam o furor
Que aos corações sem fé incendeia
Desabrigados estão sós estes seres
Que não encontram refúgio na Paz
Porém toda a tempestade refaz
Retirando o pó do egoista caminho
Ninguém poderá evoluir sozinho
Mesmo que a escolha seja só
E estas chuvas que tiram o pó
Acontecem pelo Divino carinho
Todas essas nuvens irão passar
Não há motivo para a desesperança
Mas temos de voltar a ser criança
Escolhendo os puros sentimentos
São nuvens movidas pelos ventos
Soprados pelas nossas consciências
Que adormeceram nas exigências
E na falta dos agradecimentos
Ficarão boas sementes somente
Porque as secas o vento irá levar
Através da bondosa corrente de ar
Que foi permitida para ser eficaz
E os ensinamentos que ela traz
Serão como refúgios na escuridão
Construídos de Luz, de pura União
Para que o aprendiz se torne capaz
Quando as nuvens se movem...
Vem também o sopro de Deus
Que nunca esqueceu dos seus
Por isso permite algumas lições
Que preocupam alguns corações
Mas que irão ficar na eternidade
Assim é feita a Suprema vontade
Para que caiam todas as ilusões
A lei é deste contínuo andar
De nuvens escuras e passageiras
E ventos que varrem as poeiras
E fardos que devemos abandonar
Assim fica a beleza do olhar
De quem reconhece da Luz o valor
Para que possamos colher o Amor
Duras e valiosas lições irão passar
Castelo de Areia
Esquecimento estendido.
O cheiro do sofrível,
Lançados há Natureza.
Batem as porta dos palácios.
E, as pontes elevadiças,
Não contem o cheiro
da humanidade lançadas e
esquecidas a própria sorte.
E, nem todos os tesouros ou
Arsenais.
Contem inimigo em comum,
tão Poderoso.
Que por ironia;
Pequeno e invisível.
Trazendo a luz,
No porão.
Aos tigres de papel
E nem por isso. Menos humano.
Que não escolhe , classe , raça
Ou gênero. E mistura-se,
Para realizar suas atribuições.
Despertando a humanidade adormecida.
Sentimentos de cuidados esquecidos.
Lembranças do que;
O humano não é gasto.
É investimento.
A Vida é mais importante.
Do que qualquer riqueza,
Supremacia de classe.
E direitos de nascimento.
Nenhum privilégio pode ficar,
Contido em fronteiras, casas e muros
De contenção.
Nenhuma conforto.
Justifica ou restitui o equilíbrio
Arrancado a fórcipes da Natureza.
E que; são características inerentes
Da Vida que habita esse planeta.
E que em determinado tempo.
Constituiu-se da ideia de humanidade.
Marcos fereS
(em tempo de corona vírus)
