Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
"Eu já fui ao fundo do poço e descobri o que há lá. Bem no fundo mesmo há apenas a mão de Deus que nos ampara."
O suave sussurro de Deus
Costumamos dizer a Deus: “Eis-me aqui, Senhor “. Mas há um momento muito especial em que o próprio Deus nos diz: “Eis-me aqui”; não no vento forte 💨 não no terremoto ⛰ não no fogo 🔥 mas na brisa suave 🌬 Às vezes, estamos tão atribulados que pensamos só poder encontrar uma resposta de Deus em meio às muitas vozes na igreja, mas a única e suficiente voz de Deus é que vai nos responder, no silêncio de um calmo sussurro. Paz.
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Cores (Parte 4)
Lá vai a garota de olhos azuis,
hipnotizando com o oceano que há no olhar.
Um canto que hipnotiza homens sem esperança
e os leva para um abismo sem volta.
Mulher de voz doce e coração frio
que faz a monotonia morrer e dá cores para a vida.
As cores se tornam mais intensas
e o canto da sereia se torna um vício.
A loucura se mistura com o gosto amargo da tristeza
e a garota de olhos azuis se diverte com isso.
Consegue ter o mundo em suas mãos
enquanto manipula a mente dos loucos solitários.
A sua dança hipnótica penetra na mente e vicia.
A louca dançarina de olhos azuis esconde o passado
em sua voz que se misturam com as cores
e logo em semi-colcheias.
SOUSA, Rodrigo. 2018
A vida é uma atrevida travessia
Há quedas e constantes tropeços
Forçando-nos a estagnar no tempo
Só os destemidos buscam recomeço.
Habitat
A casa que eu habito,
É a habitação dos meus hábitos.
Que há muito, habilitados,
Tem a habilidade de me habitar.
Entre a lagarta e a borboleta,
há um hiato,um limbo,o notívago do pupo,
o prelúdio contorcido...da crisálida!
há nervuras em suas asas,cicatrizes de seu êxodo,
quem vê o colorido de suas asas no azul primaveril de setembro,
se esquece do casulo de onde veio,
da solidão latente do invólucro,
como uma gaze espessa ,a dor da metamorfose,
revira-lhe o ser com o distendido,o disforme,o amórfico,
tudo é tão desprovido de sintaxe,
qualquer fissura que lhe surge,
é um bramido de liberdade!
quer monarca ou morfo azul,
borboletas transcendem o metafísico,
e converteram a dor do íntimo,
em traços belos de singularidades,
faça de seus estigmas, lindas pinturas íntimas,
porque entre a larva,
a crisálida,
e a borboleta,
há uma paleta de cores para preencher a vida,
contornar as dores é ofício de artista!
poeta nem sempre tem pincel e tinta,
porque o coração as vezes é tinteiro vazio,
secou-se após tantas rimas e arritmias...
se não posso pintar a tua fisionomia com nanquim,
posso adorna-lo de fonemas e interjeições,
nem sempre projeto de forma translúcida minhas emoções,
no côncavo dos olhos esmeraldinos,há o suprassensível,
que reverbera o ambíguo,
porque falta-me as vezes a borracha da sensatez ,
que nivela minha visão de mim mesmo,
ah se todos pudessem usar a interpretação, como usam rímel,
não haveria o borrão da ignorância!
Leia-me os tons embaçados,
há máculas que transpassam o vítreo,
o lido,
o sentido...oblíquo!
discrepância?
só há em edições editadas,
e cópias plagiadas,
de pessoas em branco!
dai-me tinta e sulfite,
e transcrevo os matizes,
do incomum!
Poupe-me de dedos analfabetos!
decifra-me os contrastes,os arabescos,
decifra-me os graves,os adereços,
e a frequência subjetiva,
de algoritmos subliminares!
quem pode conter a alma em colchetes?
em borrões de grafite,
argila ou nanquim,
há bem mais oralidades,
que em belas molduras vazias,
por isso não julgue pelo periférico!
o amor é atópico,
e o poema não o alcança com perfeição!
Anjo disforme,
"desloca-se como a chuva e retém o fogo nos punhos"
a alma não usa uniformes,
não vive de formalidades,
precisa libertar-se de geometrias e do tópico,
o despir-se é despedir-se do tátil!
todos buscam um amor,
que não caiba na palma da mão!
Ó meu alaúde ,sou tua sílfide!
o corpo é cítara,
mas o coração é lápide!
onde as palavras morrem,
sepulcral sonata do inconjugável!
lajotas poeirentas,jazigo de poemas,
coração é o asilo das letras,
que não formam sílabas!
Metafísica?
só o putrefato é fato,
o que se exala em vida,
é só a teoria do falho,
e cacofonias oníricas!
túmulo de sonoridades...
Há nas figuras,
timbres e sonoridades!
cada protuberância,
tem dissonância,assonância ou harmonia,
depende da relativa,
da retina!
A visão é o vapor da projeção,
e o som é o gráfico da conotação!
nada é insólito demais para o coração!
Se a rima é o contorno da figura,
o figurado é a concordância mútua,
entre silvo e substância!
Os olhos são esculpidos por espectros de consciência ,
por isso nada vês além do quê acreditas!
Os ouvidos entalham a circunferência,
do inconsciente,
por isso as palavras soam diferentes,
ditas por outros lábios...
O diálogo é engraçado!
mesmas frases,
em tons de vozes diferentes,
parecem idiomas desconhecidos!
por isso não me culpe pelo erro de semântica,
precisão só existe na quântica,
a palavra é dinâmica...
Ó alma selênica,
teus versos são veias,
líricas hemorragias,
sangrias íntimas,
de aórticas rimas,
do coração anêmico,
faminto por melodias...
Transpassa-me o fulgor do etéreo!
como se transmuta o revérbero,
no vertebrado?
através do solfejo articulado,
do figurado!
fojo abismal é o abstrato!
onde o sentir é o arauto,
do introspectivo.
ó meu anjo ascendente!
eleva-me o consciente,
até o infinito!
Alva e translúcida,
a verdade é uma busca,
pela desmaterialização!
É na decomposição dos olhos,
que manifesta-se o sólido,
por isso fechas os olhos ,
e vês o teu avesso,
e hirto no travesseiro,
materializas o letárgico desejo,
de projetar-se fora de si...
A névoa espessa,
esconde pinheiros e cordilheiras,
assim é a certeza,
uma fina bruma de soberba,
que não deixa que veja,
além da cerviz!
pupila é aprendiz,
mentor é a diretriz ,
do invisível...
O que há de mais assimétrico no universo,
que a matéria que contesta o imaterial?
altercas com o vento?
ó forma abstrata é o entendimento!
ás vezes deforma a essência do que é fisiológico,
pela conveniência do filosófico,
o psicológico é um artesão hábil,
em moldar a dimensão do fato,
e o julgamento é frágil jarro,
que se espatifa no vácuo,
da subversão!
Eu caminhei sem pavimentação,
em clareiras,
áridas veredas,
onde palavras sedentas,
rastejavam à sarjeta,
como mendigos por coerência!
mas na dualidade encontrei o sentido,
porque humanos não querem argumentos,
e sim motivos!
teus olhos são narcisos,
tem estames e estigmas,
desde o estilete até a haste,
transmutam a ficção,
do anatômico!
Chora o mármore frio!
o estro sepulcral do notívago!
ó lousa púrpura!
a lamúria é túnica,
que reveste a rima,
como a aragem úmida!
No alvorecer matutino,
o florescer do emotivo,
é um lótus vítreo,
que prefigura a transição,
do tátil para o sorvo...do subjetivo!
Exclamam os címbalos,
o grunhido aferrado,
o balbucio enclausurado,
do sorumbático!
sangrei adágios,
arpejos hemorrágicos,
acordes latejavam,
enquanto me esvaía em linhas!
Anjo soturno,
a melancolia é um túmulo,
féretro jugo,
do obscuro!
o poético cria o paralelo,
entre o introspectivo e o manifesto,
descreve o reflexo invertido,
do sintomático,
porque o sentir não é estático,
está intimamente atrelado,
ao oblíquo...
o verso ás vezes é óbito,
e a dor ás vezes é o alinhavo,
que arremata-me a estrofe,
porque toda alma sofre,
o descoser...
A inteireza,
é irmã gêmea,
da miudeza!
Só percebe a beleza,
aquele que vê no minúsculo traço,
não um borrão sem formato,
mas sim o feto do magnífico!
por isso na tua íris vislumbro resquícios de galáxias,
e no fulgor do óptico,
vejo simplificado o cosmos,
do superlativo!
Quando os adjetivos falham,
e o substantivo é incomum,
é que o inefável não cabe no escrito,
não se prende aos grifos,as aspas ou ao exílio,
de uma afirmação!
o infinito não cabe na palma da mão,
mas com minhas mãos moldo as interpretações do coração!
Há pessoas que passam a vida toda procurando a felicidade, quando na verdade basta derrubar dentro de si os muros, as barreiras que impedem que ela entre.
Se começares a olhar o lado bom da vida, compreenderás que há muito mais a agradecer do que se lamentar.
Tudo que precisamos está há um passo tão pequeno, então porque fazemos nossos pés incharem ao tomarmos longas distâncias?
Bambini, é tenerezza e pace, é saggezza e purezza, ogni adulto se non ha un bambino dentro di se, non sarà un essere affidabile, né felice.
Flor
De todas as flores do jardim
Apenas uma vejo
Nenhuma outra é igual
Ela nasceu em meio há tantas espécies
Mas se difere de cada uma
Com suas cores únicas
Com um brilho simples
Com um perfume suave
Levado pelo vento
Chegando cada vez mais perto
De quem a aprecia de longe
Mas sua maior peculiaridade
É não poder ser tocada
Só poder ser vista
Então , o observador cuida dela
Sem mesmo ela ver
A flor cresce em meio ao tempo
Mas não sente e nem vê
O que ao redor está acontecendo
Ela é muda , surda e cega
Porém é alegre
Nunca deixa de exalar seu perfume
E em meio a melancolia das gostas de chuva
Continua a brilhar mais e mais
E o observador não esquece de cuidar
Dia após dia está lá
Sempre regando com seus sentimentos
Junto a água que caí de suas lágrimas
Mas , um dia quem observava
Uma vez já mais não estava
Um último folego de vida
Suspirou enquanto a via
Dizendo enquanto morria
Que flor linda
Há quem diga que até os relógios se alegram quando ela está por perto, a ponto de trabalharem duas vezes mais rápido.
Tristeza
Há porta da mente soa a galopes fortes
Todos os pensamentos afoitos
Abrem espaço para ela que carrega pinturas de todas as sortes, estritos nos seus trotes meu nome permanece, Não lembro de ter pedido mas sempre esteve comigo. Hóspede permanente e companheira impertinente, guia minha mão aos velhos golpes de sua missão, fazer de mim seu eterno campeão.
AFLORE O QUE HÁ DE BOM EM VOCÊ! Se concentre em pensamentos positivos e em coisas boas, a positividade com que você enxerga o mundo atrai luz e faz verdadeiros milagres.
